A frente do edifício da Polícia Federal contrasta com a beleza da Avenida Beira-Mar. É uma caixa cinzenta que lembra Hitler em seus piores dias de crise de hemorroidas.
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 35
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A frente do edifício da Polícia Federal contrasta com a beleza da Avenida Beira-Mar. É uma caixa cinzenta que lembra Hitler em seus piores dias de crise de hemorroidas.
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 35
Já pensou na loucura? Dormindo, até dormindo, ele soltava pum. Quando ele sonhava que estava soltando pum, soltava dois puns: um do sonho e um de verdade. Mas a mulher dele estava acostumada. Antes de dormir ela colocava algodão nos ouvidos: não ouvia nada. Pum para cá, pum para lá, João do Pum ia vivendo. Agora vamos dormir que amanhã nós dois acordamos cedo.
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 22
E depois, saía aliviado. Sentava-se na mesa para tomar o café-da-manhã: pum! Lia o jornal: Parecia que a guerra tinha começado: pum, pum, pum! Claro que João do Pum era conhecido em toda a cidade. Quando ia para o trabalho, parava no sinal e o guarda perguntava: como vai, seu João-do-Pum? Pum, pum, pum, respondia ele e o sinal ficava verde. No trabalho, seus colegas já sabiam do problema. Ele chamava (pum!), batia o (pum!) ponto, tirava o (pum!) paletó, sentava-se (pum!) na sua mesa e fazia o seu (pum!) trabalho muito bem.
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 56
Se foi ele, o Teodoro, eu tou fudido!!! Fudido. A Venerável Grã-Ordem de São Fuldêncio do Pau Cortado... PUTA QUE O PARIU!!!
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 97
Ela vinha andando calmamente pelo pasto na direção da camionete de Chico Rezende, em Uberaba, Minas Gerais. Cabeça baixa, como quem não quer nada. Mas ela sabia o que ia encontrar pela frente. Na caçamba da camionete, uma garota com não mais de vinte anos, estava nua com as pernas abertas, a tampa traseira arriada. Chico, goro como o maior de um dos seus milhares de bois nelore, passava mel na região sexual da garota que esperava ansiosa. Assim como Marilyn, Kelly também já havia feito aquilo. Ganhava para isso. E chegava mesmo a gozar para valer enquanto a inocente bezerrinha a lambia com sua língua feito uma lixa, Chico ficava olhando, suando, se masturbando mentalmente, sem as mãos, porque tinha muita dificuldade em ver e segurar seu pau por causa da imensa barriga. Há alguns anos não conseguia segurar seu sexo. E ali, no sol forte daquele último dia do ano, Chico Rezende gozou junto com a garota. Arfando, suado, exausto, olhava para Marilyn: Será que ela também gozou?
Sete de Paus, Mário Prata, pg. 112