I should warn you. I am a bit of a screamer when I stab people.
Age of Immortality (?)(Margot Robbie):
When I grow up! I wanna be famous, I wanna be a star, I wanna be in movies
When I grow up! I wanna see the world, drive nice cars, I wanna have groupies
CHUPA ESSA SOCIEDADE. /Sim, só isso, não esperem um big título só porque as duas outras partes tiveram coisas enormes. Sou uma ninfa simples e humilde. MENTIRA./ NÃO SOU NINFA!
Obviamente eu não morri.
Ou morri.
Estou no submundo no Jardim de Pérsefone escrevendo em materiais do mundo dos mortos.
Posso até ser um fantasminha.
Mas não sou.
Eu brilho no escuro agora.
COM A FORÇA DE UMA LÂMPADA DE UM MILHÃO DE WALTERS.
Watts.
Quê?
Watts. Coisa de Luz é em Watts, nãos Walters.
...
Vou soltar o lápis agora.
Muito sensato, menino-bode.
Eu tive minha primeira memória-visão no chão do barco de Caronte. Não vamos nos lembrar do quanto estavam sujo e gasto e cheio de lembranças molhadas de Estige. Ugh. Foi aquele lindo momento da princesa Rapunzel lembrando da vida no castelo com a bandeira de sol nas mãos. Só que sem a beleza. E a tranquilidade. Com muita falta de ar. E dor. E quase morte. E um deus quase quebrando meu braço pra me tirar do chão.
PAra vocês, mortais, foi Hades o poderoso me levantando muito delicado. Pérsefone foi que me abraçou. Ok, ok. Mãe-Pérsefone que me abraçou. Eles sabiam da gente no momento em que os cascos cascudos de Vincent bateram na pedra do túnel-caverna-buraco de minhoca.
Diário, querido, não se perca. Foca aqui!
Resumindo.
Vou usar Pérsefone porque é mais fácil dele entender, ok mamãe? Vincent não sabe dessa parte também.
Pérsefone começou a sentir a solidão do submundo. O Jardim não preenchia o vazio, nem os mil cães infernais que ela adestrou. Hades não é lá de muita ajuda também -- insira aqui ela falando das proezas sexuais, ou a quase ausência delas. Pobrezinha da deusa só queria ter alguém pra enfeitar os cabelos e andar por aí. Por que não um filho? Ou uma filha? Pérsefone queria tanto, mais tanto, que cada gesto que ela fazia flores e árvores explodiam ao redor. Era o sentimento de criação, sabe? Foi para o jardim, concentrou todo aquele desejo nas mãos e tocou o solo. Da terra brotou uma broto que cresceu e cresceu e cresceu no maior botão do mundo. Moça Pérsefone não aguentou esperar e deu uma forcinha para o botão se abrir. TAN DAN era uma margarida gigante e TAAAAAAAAAAAN DAAAAAAAAAAAAAN um bebê estava no meio (eu, claro).
Pérsefone tinha medo do que o marido pensaria, afinal, como explicar uma criança que apareceu do nada para o mais ciumento dos homens do mundo? Eu, quer dizer, o bebê ficou escondido no Jardim, sendo cuidado pelas flores e pela mãe, que inventava desculpas para passar mais tempo no jardim. Como qualquer conto de fadas, Hades acabou descobrindo. Acusou Pérsefone de traição, pegou a criança e partiu para o mundo mortal. Acho que ele ia matar o bebê, mas deu uma boa olhada nela antes. Não me perguntem o porquê ou como porque eu não sei. Ele viu na criancinha características de si próprio. Seria a palidez? Não sei. De algum maneira, enquanto Pérsefone criava a flor, pensou no marido. Pai + mãe = criança. Pérsefone não é nenhuma esponja. Para não parecer ‘fraco’ para os súditos do castelo, ele amaldiçoou a menina. Transformou-a em ninfa, confinou a vida a uma flor, apagou as memórias e fez uma casa pacata como prisão.
Daí passei anos perdida nas séries e televisão. Vincent me encontrou, me levou para o acampamento e todas essas coisas que todo mundo sabe.
É. Sou filha biológica de Pérsefone e Hades. A primeira? Talvez. Eles não me falam muito do passado e eu não tô nem aí pros outros.
O acampamento acordou essas memórias. Eu desenvolvia meus poderes, aprendia sobre as ninfas e via que não podia ser só isso, sabe? Eu posso conjurar todo o tipo de flor! E não flutuo como as ninfas. De vez em quando, eu fico meio carrancuda como Hades. Ninfas são sempre leves e divertidas e coisinhas bolhosas.
Ah, a mentira foi coisa de Hades também. Evite a verdade dizendo coisas contrárias. Vê se pode?
Essa é minha história. Legal né? Eu vou voltar para o acampamento em alguns dias, assim que terminar de arrumar minha mala com novas ‘coisas’. Vincent vai ter que ficar por motivos de ninguém confia em mim.
Como podemos que você voltará, Calypise? Cuidaremos desse Sátiro enquanto você fica fora. Ela não falou desse jeito, mas deu para entender. Vincent sequestrado como garantia.
A segunda parte nem sempre é a melhor. Essa vai ser super hiper espetarcularmen- Essa palavra não existe, Calypise. SOLTA MEU LÁPIS MENINO BODE!
Vincent disse que tava grande demais e que eu tinha que passar pra próxima folha. Como se ninguém fosse entender minha letra! Eu deixei uma lupa do lado pra esses momentos. Vê que legal eu sou! E, foquem, é um diário. Diário são particulares. Calypise tá dando ferramentas para vocês lerem. BLIM BLIM BLIM foquem.
A festa foi muito legal, tirando todas as pessoas chatas e bêbadas e ____________
OK. TIRA A PATA.
Ia escrever sobre a festa de novo.
Nunca tive um diário, como eu poderia saber que não precisava falar sobre a festa na folha nova? Ela tá branquinha, precisa de um passado para poder desenvolver.
ENTÃO
Depois que eu dancei horrores, perdi meus 2% de gorduras que me protegiam das doenças tudo e cantei os meninos bonitos do bar, eu fiquei louca.
Ha ha ha. Muito engraçado vocês dois. Eu não sou louca. A culpa não é minha se vocês, nem ninguém, consegue seguir minha trilha de raciocínio.
Do nada. DO NADA. Essas imagens começaram a aparecer na minha cabeça, tipo pop-up de propaganda quando você tá na internet. Coisa muito chata, por sinal. Ficar fechando é uma perturbação. MAS, diferente dos pop-ups, essas imagens não desapareciam assim com um clique no xisinho. Eu tinha que ficar parada e ver tudo. Sem respirar. Nada. Imagine você ficar sem conseguir respirar por momentos? Ei, não é pra rir! (Tô falando com você, diário, Vincent até ficou todo preocupado e começou a mastigar meu cabelo). Primeiro eram imagens de plantas e flores. Coisa básica de uma ninfas das flores e margaridas. Rosas, petúnias, lilases, a floricultura inteira. Depois elas começaram a ficar mais brilhantes e vivas. Tipo, antes eram pinturas e agora eram realidade, sabe? Eram ainda mais vivas do que as minhas margaridas. MÃE, FOI HORRÍVEL! VOCÊ NÃO TEM IDEIA! IMAGINA VOCÊ VER SUAS FLORZINHA E ESSES POP UPS MOSTRAREM QUE SÃO DESENHOS DE CRIANÇA. Pois é, bem horrível.
Nisso, esse bode já começou a me rondar. Não é normal eu ficar parada, olhando para o nada e segurando a garganta, depois ficar ofegante.
A solução era levar meu médico preferido para a enfermaria e me passar o antivirus MAS NÃO. O ACAMPAMENTO TINHA QUE SER ATACADO. Mas que bostinha isso. Nunca peço nada e, quando preciso, me fecham os coisos tudo. Humpf. Nem ia dar certo de qualquer jeito. Quando eu pisei na areia quase desmaiei de dor de cabeça.
“Pega minha margarida.”
Qual é! Fui bem delicada. Não xinguei não gritei não joguei meu tamanco no chifre do menino. Vincent pegou meu vaso, nossas malas e #partiu.
Não sabia para onde a gente estava indo, eu só sabia que tinha que ir em frente. Os vírus ficaram piores, demoravam mais para desaparecer. Logo, mais tempo de Calypise como zumbi de televisão. Naqueles dias eu me arrependi de não ter aceitado aulas de natação de uma náiade. Ficar sem respirar embaixo d’água = Calypise no ficando azul de sem ar. Quanto mais a gente se aproximava do lugar, mais as imagens demoravam. Nossa, Caly toda-poderosa, por que você não correu no sentido contrário? Eu respondo, pequeno gafanhoto, eu não CONSEGUIA. Minha visões davam em portais e portais que levavam para não sei onde.
Os vírus. Esqueci de falar sobre as imagens. Além das flores tinha cristais, tetos altos, estalagmites, flores, cavernas, um quarto, um berço, duas pessoas. Uma mulher morena e um homem meio puto com a vida. E vozes. Ugh, odeio lembrar delas. AH MÃE RELAXA. NAS VISÕES VOCÊ E PAPAI PARECIAM ALIENÍGENAS PRONTOS PARA COMER O BABY EU.
Surpresa, surpresa. Quando as perninhas de bode de Vincent não aguentavam mais CARONTE apareceu para nos dar uma carona. E eu morri.
Querido diário que não é pra ser escrito como eu falo {obrigada mãe e Vincent. Satisfeitos?} mas que eu escrevo/falo mesmo assim.
Dá pra ver que isso não vai dar certo de longe. Tão longe que eu não seria mais nada que um botão de margarina no olho de um ciclope capitão de um navio naufragado no meio do oceano pacífico. É. Tão longe assim. Primeiro, eu estou num jardim. E o que há de tão ruim nisso, Calypise poderosa das flores? você me pergunta. Obrigada nobre diário pela pergunta e eu vou responde-la agora: TÁ. CHEIA. DE. NARCISOS. Nem uma mísera margarida (além de mim claro). Rosas, bocas de leão. Nada. Só essas coisas brancas entediantes que cheiram a leite de papoula. Ugh. Vincent diz que eu não deveria falar assim, que mamãe ia ficar chateada porque plantou isso para meu pai e blá blá blá. Novidade no submundo: eu NÃO SOU OBRIGADA.
Dá pra parar de tentar pegar meu lápis? Obrigada. Se queria escrever devia ter pego o seu e não deitado aqui junto comigo. É, diário, tenho um sátiro grudado do meu lado praticamente dormindo no meu ombro e ACHANDO que vai poder fazer alguma coisa. Pfffff. Ameacei ele de transformar num musgo bem verde e bem gosmento. Ele disse que vai grudar em mim e não soltar. Mamãe RI aqui do lado. RI. Traidorazinha.
SOLTA MEU ________--------- LÁPIS!
Vou começar a história antes que eu perca as folhas para meu amiguinho comedor de latas de alumínio. Não, eu não vou pedir desculpas por ter enfiado o lápis no seu nariz. Quem tem meleca na mão agora? Hein? Você deveria me agradecer. Nem tava respirando direito com isso aí.
Ele não sabe que limpei no pelo da bunda dele. Isso fica entre nós, diário.
Ok. Por onde vamos começar?
Nome: Calypise. Sem sobrenome. É suficiente.
Idade: Quase duas décadas lembradas, duas décadas completas depois do 'Esclarecimento'. Depois eu explico.
Localização: Submundo. Jardim do castelo/fortaleza/construção feia pra burro de Hades. Não recomendo uma visita. Muito escuro. Cachorros da mamãe tentam comer o Vincent a cada cinco minutos. Alguém precisa ensinar esse menino a dar um coice direito. E não temer castigos.
Voltando a realidade.
A festa foi muito legal. Dancei até meus pés virarem vitórias-regias (sei lá o plural disso). Falei com todo mundo, todo mundo falou comigo. Apontou pros cocos perguntando como diabos ainda estavam no lugar. Arrasei uma garota que diziam ser a melhor dançarina daqui. TOMA ESSA MARCELIE! Servi de babá para uma ruiva com sérios problemas alcoólicos. Sérios. Mais sérios que Alec atrás de uma escrivaninha na enfermaria. Ô menino fechado viu. Graças ao bom... Bom... (LARGA MEU LÁPIS MENINO BODE. EU ESCREVO O QUE VIER. NÃO VOU PARAR SÓ PORQUE NÃO LEMBRO A PALAVRA.) onde eu estava? Ah sim, na expressão clássica para se referir aos deuses. Não sei o que faço agora porque tudo mudou e tal. Hum. Graças a minha graça divina (olha que chique) a Bella-Marie não vomitou na minha rainha havaiana. ACREDITA que ela sobreviveu a viagem inteira? Obrigada, Vincent, você foi muito útil como escravo coletor de materiais. Melhor que Jaime. Não. Meu menino do esterco ganha. Não fique com ciúmes. Ele tá com a bêbada. Mas ela é legal. Bem legal. O álcool faz maravilhas com as pessoas. Ok.... Quem mais? CARLIE! Não a menina do programa. iCarly minha vida. Outra. De anos atrás. Enchi ela de flores, você tinha que ver. Vou pergunta pra OLIVIA se ela tirou foto dela antes e depois.
Parágrafo muito grande. Não gosto.
Reclamou tem dois. TIRA O DEDO. Seu projétil de barba faz cócegas, sai de perto.
Fui pra debaixo do Vincent pra ver se ele se aquieta. Posso morrer sufocada pelo peso? Não. Mas não quero correr o risco. Avisei a minha mãe pra deixar um olho em mim.
Outro tópico da festa. H E N R Y. Menininho chato esse. Nem sabe que ainda não saiu das fraldas e já quer sentar na janelinha. EI. EU ESCREVO O QUE EU- Pegou o bonde andando e quer sentar na janelinha. MAIS UMA DESSAS E EU TE MORDO. Enfim. Chato. Dispensável. Espero que tenha levado muitos chutes na bunda das cocotas.
Vocês são tão fraquinhos assim? Pacto capilar? Então só porque vocês duas são loiras você seria a filha preferida dela? Não me faça rir, eu sou um deus, eu sou o detentor da verdade, e vai precisar de mais do que mentiras para me deixar enciumado. Não vou te passar dracmas nenhuma, eu não tenho.
Você é tão viciado assim? Olha, moço, nós não estamos sob efeito desses esteróides divinos que vocês tem. É errado. -- cruza os braços -- Não, não. Meu cabelo é natural e da mesma cor que Psiquê, logo... Vou deixar você se achar espertinho e deduzir essa. -- pisca um dos olhos -- Eu não estou mentindo. Eu sou filha de uma deusa. Como sempre, mamãe tem que lidar com todas as dívidas do filho. Não é a toa que ela sempre vem passar um tempo comigo. Eu não gasto nada.
Mais flores? Deus, okay né, pode ser uma boa ideia. Alguma especie em particular que combine com o meu visual? Você está querendo me transformar em uma garota tropical ou é impressão minha?
Começou a chamar abelhas, é flor suficiente. E quem vai notar umas decorações à menos? -- bate na própria testa -- EU faço flores! Que cabeça a minha! Você tem a cor certa, a vibe certa, falta só o figurina. Já que não vai ter sutiã de coco... -- agita os dedos e cria flores -- Voi lá, Carmen Miranda.
Até você descobrir que é o amor da sua vida demora um tempo. Vou baixar no meu iPod e ficar escutando, e depois aprendo a tocar no piano.
Descobrir o amor da sua vida é logo de cara, moça. Você vê e seu corpinho inteiro sabe. Ok que a gente meio que esquece uns segundos depois, quem manda mamãe ensinar que não pode se dar assim tão fácil logo de cara? O difícil é aceitar que ela é aquela pessoa, que é sua cara metade carne unha alma gêmea. Puxa, essa foi reflexiva metafórica. -- faz uma careta -- Nesse dia, não me chame. Pianos me fazem ter dor de cabeça.
As asinhas iriam cair bem. Ótimo, então vai ser Clay, como assim chamada de muitas coisas? Faz sentido, mas não tem que bancar a anja. Só se eu vomitar, não me deixe vomitar no meu cabelo. Também não me deixe pular no mar, soube que as turbinas disso aqui te sugam rapinho e não me deixe tirar as roupas, não faço isso com frequência, mas é sempre bom prevenir. Agora que já dei as instruções, próxima garrafa.
Priscila, ninfa, Calypise, coca-cola, Perséfone, Aparecida, dismilinguida... Esmiliguida... Mestinfaliguidamente, sei lá. Eu sou uma garota de uma face mas de muitos nomes. Belle, você é bem exigente, viu, mas ta no contrato. Farei isso tudo se você me der permissão para uma coisa: revidar. Eu sinto que você vai bater em mim se começar a te restringir então... Quero sua palavra de que minha retaliação não será motivo de vinganças.
Esse vento não é de nada, não “come” tanto o som assim. Se tivesse dez pontinhos mais baixo o volume, eu ainda conseguiria ouvir tranquilamente. Isso não seria verdade nem se você fosse filha dela, ninfa. Todos sabem que eu sou o mais novo e o preferido. Tudo bem então, vamos ver quem ganha.
Para um deus talvez não seja, mas para nós, meros mortais, está quase no limiar do silêncio. Eu amo essas pessoas. Elas te iludem com tanta convicção que você até acredita. Continue assim, fofinho. Não perceba o pacto capilar que eu e mamãe Psiquê temos, nem os presentes que ela me dá. Nem... Ok, não vou falar mais para você não ficar com ciúmes. Ganhei, passa os 10 dracmas perdedor.
Mas como eu teria certeza se nunca ouvi? É a primeira vez que ouço, se ouvir mais algumas vezes posso chegar a achar que ela é mesmo incrível. Ou ter certeza, como diz você.
Quando você olha nos olhos do amor de sua vida, você precisa ter pensar? Nop. Você já tem a certeza. Eu ouço mimimi.
Quer dizer, é são barulhentas, mas não são feitas em um computador. Só agora que mudou pra essa musiquinha de praia. Aposto 10 dracmas que a próxima música da lista vai ser Somewhere Over the Rainbow.
Barulhento também é relativo. Num barco, com vento passando e comendo o som, o volume das coisas tem quem ser mais altos. Nossa, que menino chato você. Não é a toa que Psiquê me escolheu como filha preferida. E eu aposto que a próxima não vai ter uma palavra sequer. Só nos ukuleleleles e sons do mar.
Okay, okay farei isso. Com certeza está, estou até um pouco invejosa da sua graça. Oh, sim, eu concordo. Obrigada, mas já me sinto exposta demais com essa blusa, não creio que ficaria confortável assim.
Sua blusa... Tá faltando flor. Você precisa de mais colares de flores e um suquinho de frutas com vários guarda-chuvas de papel.
Quanta nobreza… É isso, esse é o nome. Sabe, eu me visto como, mas nunca dancei essa coisa. É só rebolar?
Só rebolar. Só rebolar! Deuses, pequena gafanhota, você tem muito o que aprender. Mãos atrás da cabeça, joelhinhos ligeiramente dobrados e só na cinturinha.
Você é um anjinho, Calypise. Vou chamar apenas de Caly porque é um nome complicado, tudo bem por você? - enquanto falava já abria uma garrafa enchendo o copo - Não vai beber nada?
Eu sei. Sou mesmo. Só me falta as asinhas peludas. Eu já sou chamada de tanta coisa que Caly chega até ser normal. Pode me chamar de Caly, Belle. Se eu sou louca não tendo um pingo de álcool, imagina com uma goteira? Não, obrigada. Sou sua anja da guarda agora.