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@petercooperr
I'm only a man with a chamber who's got me, I'm taking a stand to escape what's inside me. A monster!
Peter percebeu claramente o tom de superioridade de Zarah, mas ignorou-o. Os cometários irônicos dos dois pareciam não chegar ao fim, e aquilo estava cansando-o. Franziu o cenho e logo depois, olhou fixamente em seus olhos, e pela primeira vez, a respondeu sem um resquício...
Peter anuiu com a cabeça. Sabia que estava tomando uma atitude precipitada ao propor uma possível aliança, afinal, não conhecia a garota. Porém, Zarah o instigara de uma maneira ligeiramente enigmática, singular. — Vou tomar isso como uma vantagem, já que você é a cara do Distrito 2, enquanto eu sou apenas um desconhecido do Distrito 7. — sorriu, mandando uma piscadela. Os pensamentos de Peter naquele momento eram apenas uma bola de neve, e ele se via dividido em um dilema ao qual nem ele mesmo poderia resolver. — Nos vemos por aí, Princesinha. Tenho certeza que nos esbarraremos por aí. — fez uma pausa. — Assim espero. — se afastou e caminhou até o vagão-restaurante, ainda com o nome da garota em mente. Zarah Maddox.
pra você qual é a tributo mais gata??
As tributos desse ano são muito bonitas, não tenho como escolher apenas uma… Então, acho que Savannah, Zarah e Lauren são as mais gatas.
Evan Peters:”I like to watch comedies; the most dramatic that I used to get was ‘Forrest Gump.”
A garota era difícil de lidar, mas Peter deu de ombros. De uma maneira peculiar, ele estava entretido naquela situação, até ouvir a resposta da garota de olhos azuis, que retrucou rispidamente. Ainda estava um pouco desnorteado devido o baque que teve quando esbarrou nela, e...
Peter percebeu claramente o tom de superioridade de Zarah, mas ignorou-o. Os cometários irônicos dos dois pareciam não chegar ao fim, e aquilo estava cansando-o. Franziu o cenho e logo depois, olhou fixamente em seus olhos, e pela primeira vez, a respondeu sem um resquício sequer de ironia.
— Não me guio pelo que acho mais fácil. Na verdade, guio-me pelas minhas pressuposições, mas diferentemente, tenho a certeza de que você, Distrito 2, pode ser uma ótima adversária... — disse, sem hesitar. Zarah era o protótipo do Distrito 2 para Peter, mas ele não se surpreendera com sua atitude, afinal, já esperava isso de uma Carreirista. E sabia que eles eram perigosos, portanto, não decidira subestimá-la. Mas não estava disposto a também superestimá-la. — E uma ótima aliada. Dos dois lados, você é eficaz. — concluiu.
Após ser direcionado ao trem, Peter não trocara nenhuma palavra com sua parceira, sua mentora ou sua representante. Estava cansado demais para discutir sobre seu futuro desempenho na Capital, portanto, simplesmente deu de ombros e se acomodou no primeiro assento do primeiro...
A garota era difícil de lidar, mas Peter deu de ombros. De uma maneira peculiar, ele estava entretido naquela situação, até ouvir a resposta da garota de olhos azuis, que retrucou rispidamente. Ainda estava um pouco desnorteado devido o baque que teve quando esbarrou nela, e enquanto se recompunha, olhou para a pequena televisão que transmitia alguns trechos das Colheitas. Para a sorte dele, era transmitida a Colheita do Distrito 2. Zarah Maddox era o nome da garota. Após os poucos segundos de distração, respondeu-a, ainda num tom provocativo.
— Concordo com o seu ponto de vista. Mas acredito que talhar madeira parece ser mais fácil do que fazer pose de durona como um antigo carvalho, Princesinha. — fez uma pausa, se aproximando da garota. — Ou Distrito 2, como preferir.
Ao enfim deixar seu distrito natal, Zarah se fez confortável no trem rapidamente uma vez que se fartou de argumentar com o mentor que lhe fora designado, embora o tédio a obrigasse a revezar seu tempo livre entre acompanhar as deprimentes colheitas dos outros distritos e lançar talheres de prata...
Após ser direcionado ao trem, Peter não trocara nenhuma palavra com sua parceira, sua mentora ou sua representante. Estava cansado demais para discutir sobre seu futuro desempenho na Capital, portanto, simplesmente deu de ombros e se acomodou no primeiro assento do primeiro vagão. Após um longo tempo refletindo sobre tudo, e ao mesmo tempo nada, seu devaneio fora ao fim, sendo substituído por uma sensação sufocadora. Precisava sair daquele lugar. Levantou-se e correu, sem rumo, apenas seguindo em frente. Sabia que não se veria livre daquele trem, mas continuou correndo de maneira voraz, até esbarrar em alguém que andava pelos corredores. Ainda recuperando o fôlego, Peter fitou-a, tentando reconhecê-la. Em vão. Após ouvir o comentário feito pela garota, acabou dando um leve sorriso, dando de ombros.
— Desculpe-me, princesinha. Vossa majestade deseja alguma espécie de tapete vermelho e que eu seja o seu bobo da corte? — soltou, ironicamente.
Time to say goodbye /POV
O Edifício da Justiça era enorme comparado às casas aqui do 7. Se estivesse sozinho, eu me perderia facilmente neste labirinto repleto de portas e salas. Os Pacificadores me separam de Allice: sou deixado em uma sala e ela em outra.
A sala que eu estava tinha um carpete tão macio, mas tão macio que pensei que estava pisando nas terras recém adubadas das florestas de meu distrito. Sento em um sofá aveludado cor-de-abóbora quando a porta se fecha bruscamente atrás de mim, fazendo o som ecoar por todo o espaço. Encosto minha cabeça em um dos braços da poltrona, esperando por alguns minutos alguma visita, praticamente sem esperança disso. Mas eu estava errado, porque agora a porta se abriu e minha mãe entrou na sala. Seus olhos cheios de lágrimas, seu nariz vermelho e gélido, sua pele quente e fervorosa. Antes que eu consiga dizer algo, ela me abraça com todas suas forças e eu retribuo. Sei que não posso desestabilizá-la, afinal, esse pode ser nosso último encontro. Procuro por meu pai logo atrás, mas tudo que vejo é um Pacificador fechando a porta.
— Peter, você pode vencer, você é corajoso, vença por mim! Vença por sua família! — ela fala chorando.
— Eu tentarei — digo, inseguro de minhas palavras.
— Toma, isso é pra você. — ela retira do bolso um pingente. O pingente que meu pai comprara a ela.
— Não. Eu não vou aceitar isto. Saber que você está torcendo por mim já é o suficiente. — ela concorda e nos abraçamos pela última vez
Estar envolvido a minha mãe é a melhor sensação do mundo, eu posso ancorar meus sentimentos em seus braços, e me sentir seguro. Mas esta sensação me é cortada quando a porta se abre, e os Pacificadores a arrancam de mim.
— Boa sorte! — ela grita.
Logo, vejo outra pessoa vindo em minha direção. Maia. Suas mãos estão tremendo e seus olhos cheios de lágrimas, que contribuem para que ela aparente estar desesperada. Chegando mais perto, vejo que ela está em prantos.
— Relaxa. Eu sou bom com… — digo, mas ela interrompe.
— Cale a boca! Minha irmã está nos Jogos! Eu nunca vou me perdoar por isso… — um súbito de raiva me invadiu. Não de Maia, mas de toda a situação que a Capital nos proporciona. Olhei fixamente nos olhos da garota e pus minhas mãos em seu rosto.
— Não percebe que a culpa não é sua? A culpa não é minha, não é de sua irmã, não é de ninguém. É o sistema, Maia. Temos de obedecê-los.
— O sistema é podre.
— O sistema é podre — repeti, sem hesitar. — Mas é o sistema de Panem. E infelizmente, temos de obedecê-lo.
— Peter, minha irmã…
— Não se preocupe. — disse, tirando minhas mãos de seu rosto. — Farei o possível para nos manter vivos. — a abracei, ainda inseguro com minhas últimas palavras. Dei de ombros e senti, talvez pela última vez, o abraço da garota. Fora neste exato momento que um Pacificador entrou na sala, puxando-a de mim. De longe, consegui ler seus lábios.
Eles diziam: “talvez se eu acreditasse em uma força sobrenatural, nada disso estaria acontecendo comigo…”
A porta se fecha novamente e já não tenho mais esperanças de ver mais alguém. E eu estava certo, porque a próxima “visita” que recebo é de um Pacificador me puxando pelo braço e me levando para a estação de trem.
Algumas pessoas do Distrito estavam lá, porém, uma espécie de corda nos separava da multidão. Algumas câmeras da Capital se posicionavam em nossos rostos, e eu tentava esconder o semblante assustado. Zara pegara em minha mão e na mão de Allice, que estava resmungando e sussurrou:
– Agora, despeçam-se!
Eu e Allice erguemos os braços e entramos no trem.
Highway To Hell (Colheita) /POV
O sol tinha acabado de nascer. Como sempre, a monotonia de meu Distrito era a única coisa que fazia preocupar-me, embora hoje fosse o dia da Colheita, o dia em que mais uma família perde um adolescente inocente, e em que a única coisa que se pode ouvir é o barulho do vento soprar. Um dia de luto.
Enquanto continuava deitado no telhado de minha casa, admirando o céu que antes era escuro e repleto de estrelas, e que agora deu lugar a um sol de cor amarelo-alaranjado, continuei com os meus olhos abertos, porém, inerte em meus próprios pensamentos. Pensamentos tão confusos que nem eu mesmo poderia decifrá-los. A única coisa que eu tinha plena certeza é que aquele dia mudaria a minha vida. Uma espécie de pressentimento. Dei de ombros rapidamente, quando vi alguém se aproximar à minha casa. Maia.
— O que está fazendo aí, seu pedaço de merda? — ela disse, sorrindo. Ignorei o comentário e a ajudei a subir. Seus cabelos castanhos estavam esvoaçados e seus óculos, aumentando seus já grandes olhos verdes, estavam desajustados. Ela não se importava. Quando já estava ao meu lado, deitou-se, olhando para o céu. Fiz o mesmo.
— Estou nervosa, Peter. — ela fez uma pausa. — Nunca estive tanto quanto hoje. Minha penúltima Colheita e meu nome está escrito mais de 40 vezes lá. E eu sou um desastre. Apesar de ainda nutrir a ideia de ir à Capital, sei que não sou o suficiente. Nunca fui...
Desviei meu olhar do céu e fitei-a. Lancei um olhar triste a ela, e ela retribuiu. Ficamos assim por alguns segundos, que pareciam horas.
— Definitivamente, você é um desastre completo. — sorri fraco. — Mas é uma garota sortuda. Realmente acha que irá ser sorteada? — disse, apontando para o horizonte, onde conseguíamos enxergar, do lado leste, um povoado.
— Não acredito em sorte. Não acredito em orações, muito menos num sobrenatural que pode mudar os nossos destinos. Acredito em fatos. E o fato é que eu estou completamente ferrada. — disse ela, ríspida. Ofereci minha mão a ela, algo que faço há muitos anos, como uma forma de transmitir minha tranquilidade. Nossos dedos se entrelaçaram.
— Vai ficar tudo bem. — foi a única coisa que consegui dizer, embora soubesse que nada estava bem. Ficamos assim por muito tempo, até sermos interrompidos por um sinal, o qual indicava que faltavam duas horas para a Colheita. Maia se despediu com um beijo suave em meu rosto e eu fiz o mesmo.
Aquele era o meu refúgio. O local o qual eu poderia encontrar a calma, enquanto a brisa batia em meu rosto. Entretanto, já era a hora de arrumar-me para a Colheita.
Pus uma roupa qualquer, já que não havia necessidade arrumar-me tão bem para Capital. Para mim, era apenas mais um dia no qual duas pessoas iriam ser sacrificadas, enquanto uma população medíocre assiste e torce para a grande carnificina começar. Totalmente deplorável. Por fim, me olho no espelho e vejo um garoto cansado. Por ter dormido pouco, o dia parecia que já havia tirado todas as minhas forças.
Dei de ombos e caminhei até terraço, onde vi Phoebe, minha mãe, sentada, encarando o horizonte com um olhar vago. Ao seu lado, encarei meu pai, que estava anotando algo num papel.
— Vamos?
Ela olha para mim e estende sua mão, em sinal de ajuda. Eu a levanto e vamos caminhando até a praça.
Depois de meia hora de caminhada, ouvindo muitas reclamações de meu pai sobre o sistema injusto dos Jogos, finalmente chegamos. O Distrito 7 não era um distrito muito rico, logo, sua praça não era muito bonita. Ela se localizava no centro da cidade, fazendo com que a maioria das ruas terminassem nela. Tinha a forma de um grande círculo, não era calçada, mas toda de terra batida. Havia algumas arvores nela e alguns bancos velhos aqui ou ali. O Palanque já estava montado, ocupando cerca de um quarto da praça.
O Prefeito, Jerry Garrod, se levantou da cadeira e se dirigiu até o microfone no centro do palanque e começou a ler o Tratado da Traição. O Prefeito era gordo e meio calvo, tinha por volta dos 50 anos, as bochechas eram bem cheias. No palanque estavam ainda a família do prefeito e os únicos vencedores do Distrito: Lorn Flinch, um senhor baixinho de aproximadamente 45 anos, e Miki Océane. Miki era alta e magra, e aparentava ter 30 anos de idade. Seu rosto era bem fino, os olhos grandes e bem azuis, o nariz pontudo e o queixo pequeno. Era simpática, calma e caridosa. Quase todos amavam Miki, exceto uma pessoa: Christina. Christina era a irmã de Will, que foi sorteado no mesmo ano que Miki fora a vencedora.“As pessoas esquecem facilmente como Miki ganhou os jogos. Ela foi falsa, cruel. Eles esqueceram. Eu não.” ela dizia para mim. Nunca mantive contato com a vencedora, porém, Miki aparentava ser uma ótima pessoa.
Quando o Prefeito terminou de ler o tratado, Zara Awotwî, subiu no palanque. Zara era a representante da Capital que deveria sortear, instruir e acompanhar os tributos do Distrito 7. Ela era baixinha e magra, e seu sorriso estava sempre estampado no rosto, junto a seus os olhos violeta cintilantes. Tinha a voz doce e suave e de um modo estranho, ela era bonita. Às vezes me pergunto como a Capital seria se não fosse toda a maquiagem. Esse ano, Zara estava usando uma peruca colorida com adereços brilhantes, um vestido azul com detalhes amarelos e sapatos altos transparentes. Com muita dificuldade para andar, Zara começou com sua costumeira ladainha:
— Bem-Vindos! Sejam bem-vindos aos 35º Jogos Vorazes! Sem mais delongas, vamos sortear nossos tributos desse ano! E que a sorte esteja sempre ao seu favor!
Ela se dirigiu aos grandes globos de cristal, localizados à direita do palanque. Com um esforço um tanto exagerado, Zara se inclinou e esticou a mão dentro de um dos globos.
— Primeiro as damas! — ela disse. Aguardo a representante pronunciar o nome do tributo e minha ânsia de voltar para casa aumenta ainda mais. Só preciso passar mais um ano por isso, penso.
Zara finalmente escolheu um papel no globo e, sorridente, começou a abrir o papel.
— Maia Williams!
Olho de soslaio ao meu redor, procurando-na. Uma mistura de frustração e tristeza invade o meu corpo, fazendo com que minhas pernas vacilem por alguns segundos, mas eu consiga me recompôr. Após vê-la se encaminhando até o palco, vejo sua irmã gêmea fazendo o mesmo. Maia já estava perto do palco quando Allice se debatia entre dois Pacificadores.
— Eu me ofereço! Eu me ofereço como tributo!
Agora, todos os olhos estavam concentrados nas duas garotas.
— Olhe, mas que surpresa. Temos uma voluntária. Uma cópia, eu diria.
Maia, com o olhar perplexo, dera passagem para sua irmã, que subia as escadas, quieta.
— Qual é o seu nome, querida voluntária?
— Allice, Allice Williams.
— Muito bem, Allice. Seja bem-vinda, e que a sorte esteja sempre a seu favor! — deu um sorriso grande, porém, ninguém o retribuiu. Depois de alguns segundos, ajustou sua peruca e continuou. — Agora, os meninos!
Tudo pareceu rápido naquele momento. Ela simplesmente pôs sua minúscula mão no grande globo e segurou um dos papéis. Meus olhos seguiram os dela, que se forçavam para enxergar as letras com o nome de mais um "sortudo". Quando ela estava prestes a dizer o nome, fechei os meus olhos e respirei fundo.
Tinha plena certeza que aquele dia mudaria a minha vida.
— Peter Cooper!
Olho de relance para meus amigos e algumas garotas. Alguns estão com os olhos arregalados e outros mal se movem. Enquanto dou alguns passos até o palanque ouço de longe o choro de minha mãe. Tento voltar para dar um abraço nela, porém sou barrado por dois pacificadores e sou praticamente levado até o palanque. Allice e eu somos praticamente obrigados a darmos as mãos e levantarmos. Eu não sei ao bem o porquê disso, talvez seja um cumprimento de adeus para as pessoas daqui.
— Os tributos do Distrito 7! — falou Zara. — Allice Wiliams e Peter Cooper!
Vou caminhando em passos lentos até o Edifício de Justiça. Chegando lá, ouço o bater da porta e só agora percebo que eu sou o novo tributo. E que estarei lutando com 24 pessoas inocentes. E que o pesadelo acabara de começar.
Quem você acha que vai morrer primeiro?
Sei lá... geralmente os de custódia, mas eu realmente não sei. Acho que o menos preparado, obviamente kkk