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【 NOTHING IS WORSE THAN IGNORANCE | BLACKHERO | FB】
Ele não acreditou, em nenhum momento, que ela aceitaria seu consolo e, de fato, quando a garota se afastou, ele não se surpreendeu com o ato. Na verdade, um sorriso amargo surgiu em sua face quando o ato aconteceu, pois ele sabia o que viria. O asco da outra pelo seu toque era compreensível para Heaven que também não entendia o motivo de estar a consolando, embora fosse algo consciente de sua mente que estivera se adequando ao sentimento que lhe havia sido mostrado naquele momento. Desejava, no entanto, não possuir tal sentimento. Black desejava a falta humana em seu âmago; desejava que jamais houvesse parado para olhar o que exatamente a outra estava procurando ao estar dispersa do mundo alheio e centrado em algo que até então ele desconhecia, porém, havia cedido aos desejos completamente compreensíveis que cercava a curiosidade presente no ser humano. Porém, agora se via diante de si as consequências daquilo que fizera e, de certo, Heaven não gostava das consequências. Ele tentava, de alguma forma, fazer com que ela não sentisse o peso de uma indecisão e o desespero da verdade. Sentia-se contrariado diante do fato de que ela não o aceitava mesmo como esforço que fazia para ajudá-la.
O tom utilizado acabou trazendo um riso amargo aos lábios. Ninguém conhecia aquele fato de sua vida, afinal, ninguém jamais se questionou o motivo pelo qual Heaven havia desaparecido. Acusaram-no de coisas que, até então, ele jamais fizera. Nunca tivera a chance de contar a respeito, nem mesmo para sua mãe que havia assumido que seu filho havia roubado a própria família e, assim, havia se afastado bruscamente de Heaven. Um fato que machucava, pois fora ela que sempre acreditou em tudo que ele alegava, fosse mentira ou verdade. Ela sabia do que ele era capaz e incapaz e ainda assim havia assumido sua culpa em algo que ele desconhecia, apenas pelo tempo afastado de casa. “É difícil assim imaginar que eu conheça sentimento?” O tom de voz era divertido, afinal, ele não revelaria a Pheeny o quanto aquela afirmação da outra, de forma contraditória, fazia com que ele sentisse ligeiramente ofendido. Estava ofendido pelo fato dela desacreditar que ele soubesse o que era estar desesperado, pois sabia. Sabia o que o desespero quando se recebia uma notícia como aquela. Sabia e não gostava de saber.
“Te surpreenderia se algum dia eu dissesse que eu tenho sentimentos?” O tom ainda era sarcasticamente hostil, todavia, ele estava falando. Queria se calar, mas, ainda assim, se mantinha falando, porém, de forma controlada. Não queria dizer mais do que deveria. “Te surpreenderia se eu dissesse que eu sei o que é sofrer e também sei o que é estar tão desesperado que é capaz de explodir o mundo apenas para livrar-se desse sentimento? Acho que não precisa responder, pois eu já sei a resposta.” Ele levantou a mão, impedindo que ela falasse. “Você me odeia e eu não dou a mínima para isso, mas você assume que sabe a respeito dos meus sentimentos sem sequer ter trocado uma palavra que exigisse de mim um grau de profundidade que fizesse você me conhecer. Então, cale a boca e me escute”, ele pegou uma moeda, colocando diante da face de da garota. “Cara, você vive, mas você sempre vai ter algo a acusando de ter sido covarde e de ter preferido a ignorância à clareza dos fatos; à verdade da própria existência. Coroa, você descobre que tem um prazo de validade, mas que você ao menos sabe disso. A certeza da vida e morte e apenas isso. Sabemos que uns morrem cedo e outros tardiamente, porém, todos morrem. A diferença, porém, está com o que você faz da sua vida. Você jamais saberá uma data certa, tampouco saberá que dia ou como, apenas vai saber que em algum momento, como qualquer ser humano normal, você vai morrer.” Embora estivesse comprando uma briga, ele colocou a moeda na mão da outra. “Mas é sua escolha”, ele disse por fim, ainda, voltando atrás. “Mas, sim, eu preferiria saber, como uma vez escolhi.”
O tom de voz de Heaven era quase o usado para contar uma piada, mas a pergunta fez Daphne finalmente refletir sobre aquilo. Realmente acreditava que ele fosse incapaz de sentir algo? O modo como agia indicava que emoções negativas, como orgulho e inveja, eram as únicas que ocupavam o coração dele, no entanto, qualquer pessoa capaz de usar a razão saberia dizer que aquela não era a verdade. Sabia que o herdeiro dos Black não era um psicopata e, descartando essa alternativa, deveria ser capaz de sentir outras coisas como compaixão, remorso e talvez até mesmo amor. Sendo justa, se lembrava de uma ou duas vezes em que Heaven provou não ser um vilão cruel e egoísta. Daphne queria ignorar as evidências e apenas detestá-lo, vê-lo como a pior pessoa na face da Terra. Queria ser uma boa amiga e apoiar Nikolas, odiando seu primo por seduzir Lara, mas cada vez se tornava mais difícil desprezar os fatos. Geralmente era muito mais emocional do que racional, contudo, não podia ignorar a razão para sempre. Ela respirou fundo, frustrada. Era incapaz de responder uma palavra sequer, isto é, até perceber que estava sendo acusada. Suas crenças a respeito do caráter de Heaven eram inegáveis, no entanto, não havia falado nada do gênero nos últimos minutos de conversa. “Eu não disse nada sobre seus sentimentos, isso é com você” retrucou, em um tom de voz baixo, sabendo que poderia muito bem ser ignorada, e revirou os olhos. Não estava surpresa em saber que ele havia sofrido. Seria mais surreal saber que toda aquela amargura havia surgido sem motivo em alguém com uma vida perfeita. Além disso, era filho de Hades, um homem que quase todos temiam. Não soaria como um absurdo se alguém dissesse que Heaven era maltratado quando criança. Daphne não se lembrava muito bem dele nas reuniões de família para ter um veredito. Contudo, lembrava-se de um garoto de cabelos pretos de quem seus pais a mantinham afastada. Nunca chegou a saber seu nome, porém, agora podia deduzir quem ele era. Sendo justa, novamente, também não seria um absurdo dizer que o resto da família poderia tê-lo maltratado também. Era difícil Daphne odiar verdadeiramente uma pessoa, tentar não compreender o outro lado, e a cada segundo ficava mais difícil odiar Heaven. Era muito mais fácil sentir o que era esperado pela família de Zeus quando não conhecia o alvo de tanto desprezo. Talvez até mesmo Hades não fosse o que eles diziam ser. De onde havia surgido tanto ódio entre as duas famílias ela não sabia dizer, no entanto, talvez o desprezo por parte dos Hero acabasse nela.
A moeda era fria ao toque e o rosto Kennedy estampado no metal parecia pressioná-la para jogar o objeto, mesmo estando de perfil. Em Deus confiamos, podia ler em letras garrafais em torno da cabeça do presidente. Que piada, tudo parecia conspirar para que a vontade de Heaven fosse feita. Daphne não queria ceder por pura teimosia, mas precisava concordar que aquele era um bom modo de dar um fim à sua indecisão, simples e eficaz. Ela respirou fundo, reuniu suas forças e jogou a moeda para o alto. Em Deus confiamos, pensou, esperançosamente, apesar de não possuir nenhuma crença religiosa definida. Cara, ela passaria a ignorar e reprimir completamente qualquer curiosidade em relação ao diagnóstico. Coroa, deixaria todo o receio de lado e finalmente descobriria a verdade. Ela pegou a moeda no ar e a apoiou no dorso da outra mão, sem ver em que lado estava. Havia conseguido jogá-la para o alto, mas faltava a coragem para ver qual seria seu próximo passo. Daphne mordeu o canto dos lábios e ergueu o olhar para Heaven. “Quando você decidiu saber... seja lá o que você soube... valeu a pena?” perguntou, sem esconder a curiosidade a respeito do que havia acontecido à ele, mas com outro objetivo. Principalmente, queria um incentivo a mais para erguer a mão e ver a moeda. Talvez Heaven não fosse o melhor exemplo do mundo, no entanto, era bom ter alguém que havia passado por uma situação parecida para ajudar com suas dúvidas.
All you need is persistence || Phenny & Korak
{ FLASHBACK }
A pergunta acabou gerando um segundo de dúvida, pois ele acreditava que o fato havia ficado claro diante de seus atos, mas poderia ter se enganado como tantas vezes já fizera. “De fato.” Respondeu de forma simplória, não estendendo o assunto como se isso fosse economizar o tempo em que ele falava, fazendo com que o tempo em que ela falava fosse maior. De fato, isso ocorreu, mas a frase acabou sendo carregada pela contradição aqui e ali. Clayton considerou que, se estivessem diante de um juiz, a garota estaria assinando sua sentença de culpa perante a lei devido a contradição entre atos e palavras, porém, ele obteve esse comentário dentro do emaranhado que era sua mente, guardando-o para considerar em seguida. Ainda que desejasse fazer as conexões naquele momento, não pode. Ainda não estava distante do campo minado que era a mente de alguém que precisava de qualquer tipo de ajuda. “Aceitável, também. Mas você quer machucar as pessoas o tempo todo?” Questionou inocentemente, desejando conhecer a resposta, no entanto. Ela sorria, como se o motivo de tal falha causasse orgulho, porém, ela realmente queria viver diante daquele padrão? Um toque, um ferimento? Korak, embora compreendesse a sentimento de proteção, não acreditava que havia qualquer ser humana que desejasse não conhecer de fato o toque alheio, da forma como este poderia ser dado com afeto.
“Eu preciso saber o seu nome, sim, mas eu acredito que não conhecendo-a, talvez faça com que você se sinta mais confortável em conversar comigo, dizendo de forma grosseira”, começou ele, sem abalar-se com a fala da outra. “Porém, se deseja saber o meu nome… Korak, Clayton. Sou indiano, porém fui adotado quando era bem jovem, então jamais verá qualquer semelhança física entre mim e meus pais”, evitou acrescentar, entretanto, que a semelhança estava na peculiaridade dos atos; a falta de pudor diante da preferência em não utilizar qualquer vestimenta, apenas o fazendo em meio social em que fosse deveras requisitado. “Se sente melhor sabendo um pouco mais sobre mim?” Perguntou em um tom que se mesclava com apatia e empatia. “Não gosto tanto de apanhar, é fato, mas é aqui que se encontra um ponto interessante sobre ajuda: geralmente, quando precisamos dela, é por não reconhecemos que precisamos de outro; quando a queremos, entendemos, porém, sabemos que sozinhos somos, de certo, incapazes de exercer o que desejamos e alcançar o ponto que desejamos.” Seus olhos tornaram-se vazio por segundos enquanto divagava. Seus sentidos se dispersaram por aqueles segundos até que finalmente tomara o foco desejado, fazendo com que ele voltasse sua atenção para a garota. “Não é uma terapia comprovada cientificamente, ainda, mas, muitas vezes, colocamos aqueles que possuem medo de altura no topo de um prédio para que ele veja a vista. Algumas vezes, a vista pode ser de fato bonita, basta você entender que jamais caíra dali, pois está seguro consigo mesmo.” Como já havia avisado outrora, ele não disse que iria se aproximar, ficando próximo o bastante para que seus tocassem a pele da outra. Lado a lado, porém, com um toque efetivo, algo que viria a despertar na outra aquilo que a incomodava, ele acreditava.
Daphne arqueou as sobrancelhas, surpresa por ter acertado a profissão dele. Imaginava que o estranho fosse apenas um amador e, honestamente, estava um pouco aborrecida por sua pergunta intencionalmente irônica e retórica ter tido uma resposta afirmativa. “Oh” murmurou, desviando o olhar. Ao menos saber que ele era um profissional lhe dava um pouco mais de confiança naquele plano que até então parecia pura loucura. “Claro que eu não quero sair machucando os outros” ela retrucou, indignada com tal conclusão. Gostava de saber se defender, mas detestava quando se assustava e acabava atacando inocentes sem querer. Para evitar isso, tentava se disciplinar e aprender a esquivar, no entanto, nem sempre conseguia e, vez ou outra, tornava-se agressiva em resposta. “Só quis dizer que não tenho medo de me machucarem” enfatizou mais uma vez, apoiando as mãos na cintura.
É esquisito, na verdade, pensou, sobre contar seus problemas a alguém tão desconhecido que sequer seu nome sabia. Estava prestes a dizer em voz alta, quando o rapaz se identificou. Parte de Daphne queria zombar da improbabilidade de um diz ver os pais dele, até que um pensamento a distraiu. Clayton... indiano... adotado... aquele rosto... sentia que, de algum modo as informações se encaixavam em algo que ela conhecia. Seria ele famoso? Teria aparecido em algum reality show? Sido vítima de alguma tragédia reportada por um canal conhecido? Daphne não sabia dizer. Continuaria pensando nas alternativas possíveis, mas logo foi trazida de volta à realidade pela continuação da fala de Korak. Deixou de lado as teorias e focou no que o rapaz dizia. “Eu estava brincando sobre você gostar de apanhar” disse, em meio a uma risada, quase incrédula com a ingenuidade do outro. Na maior parte das vezes, quando um homem ignorava ou sugeria não entender uma insinuação maliciosa Daphne assumia que era um truque para conquistar garotas aparentando ser o típico bom moço, material de casamento. Contudo, Korak não parecia forçado. Talvez fosse apenas distraído, não ingênuo, mas soava como alguém verdadeiro. O modo como ele divagava sobre a essência humana e afins apenas confirmava aquela teoria. As palavras escolhidas e o jeito de dizê-las eram o que o diferenciavam dos outros psicólogos que Daphne conhecia. O rapaz parecia realmente apaixonado pelo que fazia, pela mente humana e seu funcionamento. Ela podia perceber algumas falhas no idealismo dele e estava tentada a lembrá-lo da hipótese de alguém empurrar o acrofóbico do telhado, mas não quis estragar o momento. “Tudo bem, eu estou...” e não terminou de falar. De repente Korak se aproximou. Se aproximou demais. O coração de Daphne disparou e ela o empurrou bruscamente com o cotovelo, se desequilibrando e caindo do banco. “Não, eu não estava pronta” murmurou para si mesma, corrigindo o que ia dizer antes. Suspirou e se levantou, sem se importar com os pequenos acúmulos de neve em sua roupa. “Desculpa.” Ela deu um sorriso envergonhado. “À propósito, meu nome é Daphne, mas me chamam de Pheeny.”
Eles devem está sofrendo vendo você toda hora, não é? Eu só preciso vê-los, muito obrigada pela sua ajuda, encontrarei eles no dobro do tempo se eu tivesse o lugar exato.
Por que ele sofreriam me vendo? Eu lá tenho cara de quem sai fazendo alguém de trouxa para aliviar carência? Querida, se você quiser brincar com os sentimentos de dois recém-traumatizados de cama, você vai precisar passar por mim.
Não é tão incomum não saber reagir em situações que exigem um controle emocional grande, todavia, sugere empatia. Um ser humano empático é raro.
O que aconteceu?
Raro? Que horror. Bom... Nikolas, o meu melhor amigo, está inconsciente ainda. Charlie, minha prima, não fala nada, mas ela nunca gostou de mim, então não é uma surpresa. E Heaven... é estranho. Nos falamos, mas é esquisito. Não sei explicar, talvez se ele não tivesse sido sequestrado também seria complicado falar com ele.
Você não ajuda pacientes e sim médicos que fazem o trabalho sujo, desculpa decepcionar. Então, dizer que é uma pena não sei se é realmente. Vou confessar uma segredo: eu acredito em destino. Se, por alguma razão, aconteceu isso na sua vida é porque tinha de acontecer e porque vai servir para algo. Você nunca me viu lamentando qualquer coisa, viu? Não porque nunca nos vimos, mas enfim. Injustiça, uma pena, chorar pelo leite derramado… No final era um obstáculo que você precisa superar. Morrer é parte do destino universal. Todo dia morre alguém; toda hora morre alguém; todo minuto morre alguém. Ou você aceita, ou você é mais um inconformado chato que não sabe viver a vida.
Não. Eu não preciso disso e as pessoas não me veem como alguém para desabafos, e elas estão certas quanto a isso. Sou um apresentador de programa para encontros, não um conselheiro. Psicólogos povoam o mundo a cada dia.
Mas qualquer ajuda facilita o trabalho deles. São muitas pessoas para atender. Deixe de ser um estraga prazeres, Caliel. Não sentir empatia por ninguém não é uma coisa boa. Já disse que não precisa sair chorando por todo mundo e ficar de luto por qualquer um que morre.
Ah, você não estava falando no geral...
Com o que, por exemplo? Não diga limpeza porque eu já limpei minha cabana três vezes quando me expulsaram ontem.
Quando? Eu quero saber. Eu preciso, na verdade. Eu tenho esperança, mas ela as vezes precisa de alguma coisa que a faça mais forte.
Talvez você possa ajudar aqui.
Não sei, nem os médicos sabem... Agora você precisa se contentar só com a esperança mesmo. O Nik ainda não acordou também, eu entendo como se sente, mas agora o que resta é respirar fundo e ser forte por eles.
Pagam… Entretanto, não temos controle sobre o dinheiro todo.
Ah, sim, você trabalha para uma agência?
Pagam… Entretanto, não temos controle sobre o dinheiro todo.
Ah, sim, você trabalha para uma agência?
Eu só quero saber onde está o Heaven e o Nik.
Por que? Não acha que eles já sofreram demais?
É basicamente isso. Eu vou aonde quiserem que eu vá, faço o que quiserem que eu faça e no fim ganho meu dinheiro.
E pagam bem por isso?
E eu não posso não imaginar o que houve, Pheeny. Eu já não posso fazer muito além de ficar aqui, então com o que minha cabeça vai se ocupar? Mas, como eles estão? Não melhoram nada? Anne e Antônio… Nada?
Acho que você precisa se distrair um pouco... ocupar a cabeça com outras coisas, sabe? Se eu não estivesse tão ocupada, provavelmente já teria enlouquecido. Eles não melhoraram, mas... você precisa ter esperanças, sabe? Eu acredito que eles vão acordar logo logo.
Eu, hm, trabalho como acompanhante.
Ah... Como funciona isso? Nunca entendi muito bem. Você vai a festas e jantares como o plus one de quem te contratar, é isso?
Treino, sim. Devagarinho e gostosinho você conquista o mundo.
Como você pode fazer isso se você não sabe o que está acontecendo? Priminha, não seja tão ingênua. E não, eu não entendo. Nunca precisei fazer alguém se sentir bem e nunca tentei. As pessoas lidam com seus problemas da mesma forma que eu lido com os meus, e ninguém se incomoda com ninguém. Eu nunca falei com ele, oras! Nem sei qual a cara dele, o que você queria que eu fizesse? Chorasse sangue que nem virgem porque água é pouco?
A equipe de médicos e enfermeiros sabe o que está acontecendo, eles me dão ordens e eu obedeço, ajudando os pacientes e eles, é simples. E você não precisa sair chorando pelas pessoas, um “ah, que pena” sincero basta.
Você nunca precisou nem tentou fazer ninguém se sentir bem? Ainda bem que você é o chefe e não seu empregado, senão seria uma tremenda decepção, né?
Eu penso em enfermagem também, é menos coisa para se estudar e não atrapalharia o meu emprego. Entretanto, algo em medicina que me chama.
Pois é, tempo é o grande problema, né?
Você trabalha com o que?