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@phobos-lannyster
Rory Phobos Lannyster on the Ball: Outfit
“One, two, Freddy's coming for you.“ Phobos cantava baixinho, depois que saiu de casa. Acontece que o menino havia tido um mini-ataque de pânico, e como sua casa não tinha ninguém além dele, teve que sair do ataque sozinho. “Three, four, Better lock your door. Five, six, grab a crucifix.” Ele andava sozinho por ali, com os olhos um tanto vidrados, o menino estava claramente instável. “Seven, eight, Ya better stay awake.” E músicas de terror o acalmavam, de algum jeito. “Nine, ten, Never sleep again....” Ele precisava de ajuda, no final das contas. A parte difícil era ele conseguir aceitar isso. “Freddy, Freddy, Freddy...”
Phobos sentiu que o outro estava de alguma maneira, estranho. Mesmo assim, o sorriso não se apagou e o loiro virou-se um pouco mais na direção do outro, que agora estava sentado na cama. Com a questão levantada por Brian -que Phobos tinha quase toda certeza sobre qual era- o sorriso se suavisou, parecendo ainda mais tranquilizador. Phobos, porém, continuava sendo Phobos, e automaticamente decidiu fazer a cabeça de Brian girar em torno dela mesma. “Claro que não, Brian. Nós dormimos juntos, você pode perguntar qualquer coisa.” Ele disse, tendo certeza que a frase teria duplo sentido. E o mais novo adorava ver a confusão nos olhos claros do mais velho.
Ele só falava o que todos falavam para ele. ‘Você não merece isso.’ ‘Não escolhemos a família’. ‘Você vai passar por isso.’ A diferença era que Phobos sabia que as palavras de Kiefer eram verdadeiramente sinceras, diferente da maioria das pessoas que tentavam confortá-lo. Ele assentiu quando o amigo prometeu cumprir o que o loiro lhe pediu, e assim, como um bebê precisando de colo, Phobos se inclinou para frente e foi até Kiefer, abraçando-o do jeito que conseguiu. “Obrigado”. Afinal, o loiro só tinha Kief agora. Todos os que conhecia tinham lhe dado as costas de uma maneira ou de outra, por incrível que parecesse.
{ POV01 Soundtrack }
I wanna stay inside all day I want the world to go away I want blood, guts, and chocolate cake The wasted years, the wasted youth I wanna be a real fake The pretty lies, the ugly truth And the day has come where I have died Only to find, I've come alive
Ain't youth meant to be beautiful?
Instead of being sixteen and burning up a bible Feeling super, super, super suicidal
Culpa. Phobos estava se sentindo culpado, sim. Seu irmão sempre fez o que fez para sustentá-lo. Para sustentar o último irmão que lhe sobrara. Phobos, encostado na parede foi escorregando até o chão, os olhos negros grudados em Kiefer. “Eu queria ter uma família normal.” Ele disse, enquanto chorava baixinho. “Promete que vai cuidar da Allie, Kier. Promete que vai parar com essa merda. Arruma uma porra de um trabalho descente e para de mexer com essas merdas. Você só vai destruir tudo o que você toca.” Ele disse, numa voz baixa e pesarosa. “Eu posso dormir aqui essa noite?”
POV1: O motivo de ser internado
Phobos se lembrava bem de como foi aquela noite. Foi a pior de sua vida, desde que se lembrava. E o pior de tudo era saber que aquela noite tinha começado como qualquer outra. Era para ter sido como qualquer outra. E mesmo não querendo, ele tinha que ficar revivendo e revivendo aquelas cenas, todas as vezes em que pisava no consultório do psiquiatra. Os olhos bondosos do homem encontraram os de Phobos enquanto o garoto não respondia a pergunta clássica com a qual começavam todas as sessões: “Do que você se lembra?”. Phobos suspirou e começou a relatar tudo o que já havia falado nas outras várias vezes em que foi no consultório.
A cama estava aquecida pelo corpo dos dois deitados ali, a noite toda. A cabeça do loiro ainda doía um pouco, mesmo que tivesse parado de beber algumas horas atrás -talvez não devesse ter parado. A primeira coisa que os olhos escuros dele encontraram foi o teto, e depois, os cabelos escuros do outro que estava deitado ao seu lado. Devagar, Phobos levantou-se, e vestindo sua camisa da noite anterior ele sentou-se na cama, respirando fundo. Uma briga interna começou a se traçar dentro de sua cabeça. Como diabos Brian reagiria se acordasse e visse Phobos ali? Gostaria? Gritaria? Diria que foi culpa da bebida? Infelizmente ele não teve muito tempo para pensar, já que o outro fazia barulho às costas do mais novo, parecendo ter acordado. “Bom dia, Brian.”
@lowzllb
Rory aceitou o abraço do amigo enquanto se deixava ser levado para dentro do apartamento, não tendo muito controle dos passos que dava. Tudo o que ele pensava ela no telefonema que havia recebido pouco tempo atrás, a voz do irmão mais velho avisando que não voltaria para casa. Ele balançava negativamente a cabeça, com força, afirmando que não estava com fome. Ele não sentia nada além de abandono, e de algum modo, o loiro era extremamente grato com Kiefer, por ele ser pai e nunca ter abandonado Allie. Talvez fosse por isso que o mais baixo gostava tanto da pureza da pequena. E aí, de repente, alguma coisa muito surpreendente saiu dos lábios de Rory: “Eu odeio ele. Ele vendia drogas, todo mundo sabia disso. Mas não era para aquilo ter acontecido.” Phobos estava um tanto cego. Havia se soltado de Kief e estava encostado em uma parede, de pé, segurando os próprios cachos loiros. “Kiefer, ele se meteu numa briga. Exatamente como uma briga que eu me meti na festa da piscina! Mas eu não matei o cara no final” Ele soltou, esperando que suas palavras fizessem efeito e o amigo entendesse o porque o irmão havia sido preso. E era claro que ele estava irritado por ter sido abandonado, não pela primeira vez.
[ Phobos falou que ia ligar. Disse que ia avisar, e também disse que não ia no dia seguinte na casa de @kieffx, porque a ressaca estaria impossível. Acontece que ele nem teve tempo de ter ressaca. O loiro chegou na casa que dividia com o irmão um pouco antes da hora do almoço, ainda atordoado com as bebidas e a música. No mesmo instante, percebeu que algo estava extremamente errado dentro da casa. O imóvel estava completamente revirado, não tinha nada no lugar. E o mais importante, seu irmão não estava em nenhum lugar visível.
(...)
Já era noite quando o loiro bateu na porta do apartamente do melhor amigo -ou ex? Os olhos negros estavam vermelhos em volta, as manchas pretas dos olhos, olheiras, ainda mais profundas. Quando a porta se abriu, ele sorriu. Um sorriso tristonho e vazio. “Meu irmão foi preso.” ]
O beijo estava extremamente mais envolvende agora do que antes. Phobos conseguia sentir o corpo do outro em sintonia com o seu, em cada centímetro em que suas peles encostavam. Ele estava encostado no balcão enquanto a frente estava toda em contato com Brian, as mãos acariciando o cabelo castanho do outro, imitando o carinho que ele mesmo recebia. A parte boa de estar naquele bar, era que ninguém se importava com o que você era ou o que estava fazendo. Muito menos com moralidade. Ninguém iria barrar uma cerveja a um menor, ou comentar alguma coisa sobre a diferença de idade entre os dois. De qualquer jeito, com suas olheras escuras e aparência sempre cansada, Phobos estava bem acostumado a se passar por uma idade mais velha.
Ele riu com a frase de Brian mencionando o ‘cinema fedido’, e foi alguns centímetros para frente quando o outro roubou-lhe um beijo rápido demais. “Eu vou. Confesso que ia me divertir mais se o Mercúrio não tivesse morrido, mas tudo bem, eu deixo essa passar.” E com a segunda frase dele, Phobos riu novamente mais uma vez, assentindo devagar. “É, na verdade acho que ainda dói um pouco. A gente vai ter que extender um pouco o tratamento. Espero que não seja um problema para você.” Assim, sem nem esperar o outro responder, o mais novo se aproximou, colando os lábios novamente, voltando a posição em que estava quando o garçom os fez distanciar-se.
Ele assentiu ao recado do amigo. Ele só viera na festa para socializar e beber; se divertir, mas fazer isso ficava difícil quando cada pessoa de seu círculo social queria saber detalhes de onde ele estava. Para nenhuma delas, porém, ele havia dito a verdade. “Sabe que eu não gosto muito de piscina. Muitas células mortas, você sabe.” Ele riu baixo, apontando com o queixo para as pessoas que nadavam ali.
Ele estava brincando, mas o tom dela o fez ter um arrepio na espinha. Phobos tinha problemas de autoridade, mas a palavra líder era tão usada onde ele pasosu os últimos dois anos, que o deixou um tanto tenso. Quando ela sorriu, ele não retribuiu. “Nada. Tirei um ano sabático. Dois.” Ele bebeu um gole da cerveja que carregava consigo. “Ajudei uma velhinha a atravessar a rua, plantei uma árvore, visitei minha tia avó. Esse tipo de coisa.”
Uma voz feminina murmurando ‘Você não ama piscina?’ o tirou de seus pensamentos. Por um momento ele não reconheceu, e isso havia acontecido mais de uma vez durante a noite. Mas logo que os olhos dela encontaram os dele e a garota murmurou seu nome, um sorriso se abriu enquanto ela o abraçava. “Porque eu não sabia que ia voltar. Foi de repente.” Ele anunciou, abraçando-a também. “I fucking missed you too.” O sorriso de lado apareceu e desapareceu bem rápido. “E eu não curto muito piscina, te respondendo. Gosto da água, mas ficar o dia todo na piscina deixa os dedos enrrugados, ugh.”
“Ótimo, legal. Posso passar lá amanhã. Ou depois. É melhor depois, amanhã eu provavelmente vou estar numa ressaca pesada.” Ele disse, apontando para o copo que segurava, que agora estava vazio. Phobos era, na verdade, bem forte para a bebida. Seu organismo era ótimo em evitar as consequências da bebedeira. No segundo seguinte Kiefer estava falando sobre como ele se sentia culpado pelo o que aconteceu com Rory -pelo menos era o que ele entendia. Suspirando, o loiro riu baixo. “Sobre o que você está falando? Eu ‘to ótimo, Kief. Explendido. Sua cabeça está inventando coisas demais.” Respondeu, afim de não prolongar a conversa. Ele sabia que o amigo estaria ao seu lado pelo que precisasse, só não queria conversar sobre o assunto, por hora.