Poção de Genderswap: Amostra a face
❝ — A face, o corpo e tudo mais que desejar! ❞
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Poção de Genderswap: Amostra a face
❝ — A face, o corpo e tudo mais que desejar! ❞
Soro da Verdade: Por que diabos não me deixa salvá-lo?! / Celestio
Rangendo os dentes, Mephistopheles deveria ter encarado o bibliotecário por um minuto inteiro. A mesma pergunta através dos anos. Ele nunca mudava, nunca abandonava a mania de ser bom. O Castiglione o preferia do modo como haviam se conhecido. Após ser dobrado a adotar as mesmas crenças de Frollo, perdera totalmente a graça. No final, servia apenas para ser atormentado. ❝ — Porque é muito mais fácil ser ruim. É muito mais fácil se entregar aos vícios e ao que a natureza lhe deu. É muito mais fácil conseguir o que quero quando ninguém me interessa além de mim mesmo. É muito mais fácil existir ao perceber que você morrerá sozinho, independente do que faça ou conquiste, então não há motivo para se dedicar à salvação eterna ou qualquer coisa do tipo. É muito mais fácil, Celestio, e rápido, exatamente como a própria vida. ❞ Entoou como um maníaco, fazendo questão de imbuir cada palavra com devoção digna de um tradicional e conservador padre ao falar sobre Deus. ❝ — Mas fiquei curioso. Me diga, como me salvaria? Com suas orações e cânticos? Me faria cortar uma mão também? Molestaria minha carne do mesmo jeito que faz consigo mesmo? Como você iria me salvar, Celestio? Com isto? ❞ Em um impulso, se aproximou. Motivado unicamente pela fúria, deslizou uma das mãos para as coxas do outro homem, apalpando com pressa até encontrar o que desejava. Apertou o cilício sobre a pele do outro, puxou a tira para que a aspereza ferisse mais profundamente, deixasse uma marca pior na pele alabastrina. Não tinha nenhum motivo sexual no ato, mas ah, como desejava ter! Queria profanar aquele corpo, simplesmente porque a castidade alheia o enervava. Não conseguia suportar tamanha pureza em um único ser, queria maculá-lo, impregná-lo com sua escuridão. Danificá-lo da forma mais cruel que pudesse. ❝ — A própria vida me condicionou a ser um vilão, me levou a um estado em que não posso mais ser salvo, Celestio, por mais que você queira tanto fazê-lo. Sou tão ruim e deteriorado, meu anjo, que não consigo nem ao menos engravidar uma mulher que não possua igual perversidade em seu ser. Minhas raízes não nascem onde existe o bem, querido. Ou você acha que eu estava mesmo tentando matar minhas esposas quando abri suas barrigas? Eu queria salvar suas vidas das aberrações que as devoravam por dentro, Celestio, nascidas a partir de minha própria podridão. Desejava apenas livrá-las dos pequenos monstros, as únicas coisas que sou capaz de criar. Já estavam perdidas, no entanto. Tenho certeza que nenhum bem conseguiria se originar em meu interior, por mais que tentasse. ❞ Finalmente, largou o cilício que ainda mantinha seguro entre os dedos e afastou-se. Revirou os livros dispostos em uma das mesas, desorientado pela própria franqueza. Odiava aquele maldito soro que o obrigava a despir-se de suas intrincadas caricaturas humanas. Ao sentir-se novamente bem, voltou a falar. ❝ — Agora... ❞ Dirigindo-lhe um olhar por cima do ombro e o mais tenebroso dos sorrisos. ❝ — Por que você não me deixa arruiná-lo? Eu poderia destruí-lo de forma tão, tão agradável. Transformá-lo em uma carcaça para depois enchê-lo da mesma escuridão que eu. Seríamos iguais, finalmente, e poderíamos viver sem confrontos. Eu te daria um novo Deus para temer, enaltecer e sofrer por, se necessitasse de um. ❞ Amargo riso deixou seus lábios. ❝ — Mas você nunca me deixaria nem chegar perto, certo? Conserve sua virtude e não tente espalhá-la, Celestio. Algumas pessoas simplesmente não nasceram para carregar coisa parecida. ❞
elixir da paranoia "Eu não entendi sua matéria ontem"
Segurava os livros junto ao peito com força desnecessária, os olhos cor de sangue viajando do discente desconhecido para as paredes de pedra como se as mesmas pudessem apresentar algum perigo abscôndito. ❝ — Meu doce… ❞ O nervosismo presente em seu estômago o impedia de vestir sua usual máscara de simpatia e compreensão, toda mentiras bem traçadas e sorrisos gentis. Ao pousar uma das mãos sobre o ombro alheio, apertando com apenas um pouco mais de força do que o necessário, soltou profundo suspiro. ❝ — És parvo, meu doce. Nada mais do que um palerma, socialmente inepto e estúpido em níveis alarmantes. Um paquiderme social, mais músculo do que cérebro. Pois não existe matéria mais fácil do que história dos reinos, pelo amor que Baphomet não possui. Me poupe. ❞ Estreitou os os olhos, como se de fato sentisse muito pelo que dizia, mas a expressão logo virou mais desdenho e desprezo do que pena. ❝ — Apenas achei melhor avisá-lo para evitar maiores confusões no futuro. Fique bem e se cuide, alguém está tentando matar transeuntes inocentes. ❞ E se pôs, novamente, a caminhar apressado e desconfiado pelos corredores de Ethereal.
Soro da verdade: de quem gostaria de se tornar mais próximo?
❝ — Vamos pensar... ❞ Franziu o cenho, cruzando as pernas enquanto vasculhava os pensamentos à procura de algum nome. Os que lhe ocorriam não pareciam bons o suficiente, acabando por ser descartados logo em seguida. Era impossível que, naquele amplo antro que chamavam de escola, ninguém lhe chamasse a atenção para possíveis amizades. Mephisto começava a preocupar-se ao notar que talvez a suposição fosse verdade. ❝ — Depende do sentido ao qual se refere, acredito eu. Se for em sentido de esposa, já que meu herdeiro provavelmente deve estar enterrado há sete palmos abaixo da terra nestas horas e Medea logo se juntará a ele caso eu encontre a desgraçada, adoraria me tornar próximo de qualquer uma que pudesse demonstrar inclinações malignas equiparáveis às minhas e alguma fertilidade. Afinal, preciso do maldito primeiro filho de uma vez. Mas se diz respeito a amizades, eu quero mais é que esse castelo queime com todos dentro. Eu mesmo acendo a primeira tocha, se estiver de bom humor. ❞
Elixir da Sorte: "Tenho certeza que vai dar certo."
❝ — É claro que ia, Sarah. Não querendo me gabar, mas veja só: são anos de prática e muitas oportunidades de aperfeiçoamento. Claro que dá certo. ❞ Gabou-se sem vergonha, mas orgulho em demasia, após o término de seu pequeno truque. Costumava não esconder seus talentos, considerando que eram as únicas características sobressalentes em sua pútrida personalidade. ❝ — Você já abriu o vinho que eu pedi, querida? Estará pronto para servir em um minuto. ❞
Elixir da juventude: teve algum sonho frustrado?
Foi obrigado a gargalhar, apoiando ambas as mãos no ombro alheio, tal qual sua personalidade extrovertida e espontânea de outrora. ❝ — Sonho frustrado? Eu sou um sonho frustrado. Quer dizer, para o meu pai, né. Sandman nunca pensou que aquele papo de mpreg poderia se concretizar. Pareceu legal trepar com o Breu nos sonhos, o que tinha de mau em um gesto fora do mundo material? Mas de repente eu estava ali e... Nossa, foi uma balbúrdia. Nem te conto. ❞ Riu, deixando o rosto recair contra as mãos unidas. ❝ — Mas onde estávamos mesmo, meu amor? Ah, é: sonho frustrado. Olha para quem você está perguntando! Todos os meus sonhos viram realidade com um estalar de dedos. Matar um pessoal? Feito. Destruir umas igrejas? Feito. Desvirginar aquele beatinho... Opa, isso não. Ainda não. Mas tenho certeza que em um par de anos eu consigo. Enquanto isso... Quer tomar alguma coisa, meu bem? Um chá, um vinho, um banho? ❞
❝ — Por favor, poderia sair... ❞ Levantou o rosto, propriamente fitando a figura defronte. Os jardins costumavam ser um tanto quanto vazios naquela época do ano, constituindo um dos cenários preferidos do Castiglione para rabiscar seus rascunhos. ❝ — Pensando bem, fique onde está, senhorita. Acredito que será uma ótima adição na obra. Eu precisava de um elemento humano, de qualquer maneira, e não sabia como inseri-lo. Fique parada, por obséquio. ❞
@nclvkaterina
Bateu uma vez e esperou alguns minutos antes de adentrar a sala alheia. ❝ — Bom dia, senhorita Frost. Seja bem-vinda ao nosso mui nobre educandário. Fada Madrinha mandou-me para lhe apresentar o campus. Tenho alguns períodos livres agora e pensei em mostrar-lhe um pouco de nosso território. Ou podemos marcar para outra ocasião, caso esteja ocupada. ❞
@khione-dearendelle
Deixando a cabeça recair levemente sobre um dos ombros, Mephistopheles estendeu uma mão e tocou a capa rubra que a menina carregava sobre os ombros. ❝ — Nunca vi tecido tão macio antes. O que é? ❞
@cxpuccix
❝ — Senhorita? Sim, você mesma, a loirinha. Poderia me ajudar em algo? Preciso de alguém para ser crítico culinário por um instante. Não se preocupe, posso não ser nenhum chef formado, mas meus talentos gastronômicos não são tão ruins. ❞
@alaiscrota
❝ — O que diabos está fazendo aqui do lado de fora da sala, Sarah? Está se sentindo bem, meu doce? Ou teve algum problema com o docente? Se estiver cabulando aula, irei pessoalmente falar com a Fada Madrinha. ❞
@srahmagic
❝ — Desculpe o incômodo, mas... Um aluno roubou cianeto de seus pertences, fez ácido prússico e está ameaçando colocar fogo na ala norte do castelo. Poderia me ajudar a derrubá-lo? ❞
@cantarclla
Ricamente trabalhadas, as flechas não poderiam pertencer a ninguém mais se não um membro da realeza. Por mais destemido que fosse o homem, não se metia com esses tipos que carregavam coroas e cetros a menos que algum contrato o obrigasse... Ou, como na presente situação, a diretoria lhe encarregasse de encontrar o culpado por tentar fincar a seta dourada na cabeça de um discente distraído. Armado com paciência interminável para lidar com possíveis dramas reais, iniciou a busca por uma das herdeiras daquele território. Apanhando os horários da jovem princesa, encontrou Omena exatamente quando esta deveria estar rumando para as aulas de arquearia, apressando-se em alcançá-la. ❝ — Senhorita De La Pommeraie, por favor, uma palavra. Aparentemente, a Fada Madrinha acha que tenho cara de Sherlock Holmes e mandou que solucionasse um mistério. Necessito de sua ajuda para tal, como antiga participante do clube de arquearia. Imagino que esteja indo para uma de suas aulas neste instante? Eu poderia acompanhá-la? ❞
@cianvde
Like for a starter!
waterheir
O processo poderia ser reduzido a nada com um agitar de dedos, a manipulação da água retirando as gotas em contato com a enorme cauda laranja. Em poucos segundos as pernas apareceriam, magicamente envolvidas pelas calças combinando com a camisa, e ele poderia continuar seu caminho como se nada tivesse acontecido. Mas não hoje. Ocean usou dos poderosos braços para se erguer do chão e sentar no beiral da janela, braços cruzados sobre o peito enquanto esperava a evaporação natural da água. Quem passava recebia um olhar decidido do tritão, um agitar das barbatanas e um singelo. — Tritão em protesto. — Dito em um tom quase divertido.
Enquanto se dirigia a uma de suas classes, Mephistopheles parou para observar o homem sentado sobre o beiral da janela com interesse. Ao ter sua presença notada e ouvir a palavra lhe ser dirigida, aproximou-se para aproveitar os poucos minutos que ainda possuía entre aulas. ❝ — E eu poderia saber a causa de tal protesto? Poderia ser aumento de salário, exigência de algum feitiço de temperatura na sala dos professores ou expulsão de discente? ❞ Indagou, com os lábios suavemente se dobrando para formar um meio sorriso. Não detinha especial interesse em criaturas marítimas, mas isto acontecia por nunca ter tido contato direto com sereias ou tritões em sua forma original. Havia feito acordos e contratos com alguns, porém, era sempre melhor não pedir muito a seus clientes. ❝ — Apenas tome cuidado. Sempre existem alguns alunos muito geniosos, e algum pode ter a ideia de fazê-lo secar com fogo. Existem muitos nesta escola capazes de controlar chamas mágicas que nem mesmo água poderia apagar. ❞
❝ something wicked this way comes. ❜ — ⌜MALLIYAH⌟
@allxyh
Mal poderiam reconhecer o outrora elegante docente. Olhares surpresos quase não conseguiam acompanhar a apressada figura, enxergando apenas caliginosa silhueta que desaparecia com um rastro de sombras, tão rápido quanto havia surgido. Em sua abundante alegria, mascarada como vigorosa fúria, a escuridão desprendia-se do sonhador em longos tentáculos de matéria escura, bailando ao seu redor como apêndices demoníacos, solidificando-se conforme o combustível de sofrimento alheio os enchia. Único item de tom mais claro jazia entre os dedos da mão destra, tomando a forma de um dos inúmeros cartazes que adornavam as paredes da escola. Espalhados pelos corredores e muros, os cruéis anúncios expunham a vergonha de um jovem (quase) inocente. Mephistopheles não poderia negar que adorava aquelas pequenas maldades feitas pelos jovens de mentes vazias e muito tempo livre, as preferindo muito mais do que os grandes planos que nunca acabavam bem. Gostava das travessuras bem feitas e brincadeiras de mau gosto executadas com perfeição. Isso porque as menores coisas poderiam ser deixadas de lado, supostamente esquecidas ou enterradas, mas ainda assim causavam marcas profundas. Os jogos de crianças malignas cravavam seus dedos gananciosos nos pensamentos alheios e se prendiam lá. Ficavam encarrapitados nas costas dos inseguros, sussurrando sobre as ofensas sofridas, acumulando-se até surgir uma explosão. Era assim que se fazia um vilão. Já vira muitos deles se formando, era um tipo de passatempo. Contudo, Mephisto adorava ainda mais quando poderia moldá-los com as próprias mãos.
Conforme o perfil da pequena Stayne entrava em seu campo de visão no corredor, alguma forma de escuridão primordial desenrolava-se no interior do estômago do Castiglione. Acompanhada por seu tradicional séquito de asseclas descerebradas, perfeitamente composta e angelical em seu aspecto físico. Externamente, poderia ser descrita como uma visão; qualquer um que propriamente apreciasse a feminidade alheia encontraria álacre experiência no ato de passar sua imagem para alguma obra de arte. Internamente, repousava a podridão; característica inerente da casa Ostium, a qual o professor poderia muito bem ter participado caso Rumpelstiltskin não houvesse se encarregado de sua educação. Ao diminuir a distância, sua sombra diminuiu e os tentáculos negros desapareceram de suas costas. Mephisto se viu refletido no chão perfeitamente lustroso como homem e não mais como besta, ainda que restasse nos olhos certa malignidade, como lhe era de praxe. ❝ — Senhorita Stayne? ❞ Convocou, em tom solícito, ao tocar um dos ombros alvos afim de chamar atenção. A mão direita foi prontamente escondida detrás das costas, o sorriso aprazível tendo como objetivo deixar o ato ainda mais inocente, destituído de quaisquer más intenções. ❝ — Boa tarde. Como está neste agradável dia? Lindo, não? ❞ Questionou, em primeira instância. Introduzir o assunto diretamente nunca era boa opção. ❝ — Poderia ter a honra de sua companhia para uma breve conversa em minha sala? A direção encarregou-me de dialogar convosco a respeito de seu desempenho escolar e recentes atividades. Nada para se preocupar, lhe garanto. ❞ A devida educação deveria ser dispensada àquela que se via como rainha, por mais que outros pudessem discordar de tal afirmação. Mephistopheles a manteria enquanto fosse atraente para seus fins. Quanto à diretoria: mentira deslavada. Mas se uma verdade deixasse os lábios dele, daí que seria estranho.
@eilxxng
Pouco lembrava daquela com a qual cruzara olhares brevemente ao sair do refeitório, mas a simples memória de seu rápido vislumbre acelerava o coração. Mephistopheles visitava o local em raros momentos, considerando sua exótica grade de horários, mas mesmo um sonhador não poderia alimentar-se do imaterial por tanto tempo ou recusar a companhia humana por longos períodos desnecessários. Fora um mero infortúnio o culpado pelo Castiglione escolher logo aquele fatídico dia para tomar parte nas complicadas relações humanas e tentar entremear-se dentre os grupos com os quais normalmente preferia distância de muitos palmos. Ainda que, em sua mente, pudesse descrever apenas como boa sorte. Enevoada pelo infeliz efeito da amortentia, os outrora pérfidos pensamentos agora eram ocupados pelo único reflexo dos olhos negros, tão exultantes a despeito do tom caliginoso. Movido pela única vontade insana de novamente fitar os orbes escuros que pareciam clamar por seu nome, Mephistopheles esperou defronte o refeitório, almejando visualizar a dona de seu afeto — ao menos pelas próximas horas, e logo depois este voltaria ao seu estado natural: inexistência.
Então os viu novamente, o profundo negrume daquelas íris. Um tom não tão incomum, mas que se apresentava nela de maneira particular. Trajou com elegância seu sorriso mais brilhante e simpático para aproximar-se da moça mais jovem, o coração intoxicado pela poção dando pouca ou nenhuma atenção à diferença de idade gritante. ❝ — Senhorita, queira me acompanhar, por favor. Receio que tenhamos assuntos particulares a tratar. ❞ Ofereceu o braço de maneira cortês, para que esta o engajasse e seguisse até sua sala, neste momento vazia.