don't forget where you belong, home ;; pil myung ki. 21 years. pov.
Trainee. Aquela palavra podia assustar alguns, podia deixar outros em estado de êxtase e existia um grupo que até poderia ter raiva da palavra. Mas Pil Myung Ki não estava em nenhum dos quadrantes. Jay sentia uma mistura de sentimentos com a palavra, cada vez mais, seu coração batia forte e ele sonhava com o dia que iria debutar, novamente.
Era estranho quando se parava para pensar. Uma vez, ter tido fãs, poucos, mas fieis acreditava ele. Uma vez ele havia conseguido ajudar a família com o dinheiro que recebia. Agora, ele trabalhava em vários locais em busca de tentar fazer com que não passasse fome, com que sua irmã não tivesse que sentir nos ombros o peso da miséria. Queria ele ser famoso mais uma vez, sentir a fama seria o bastante para que pudesse ajudar a pessoa com quem ele mais se importava no mundo e não, Myung Ki não ligava para que se ele ficaria bem. O importante era e sempre foi a mais nova.
Talvez por isso a felicidade o invadiu quando foi convocado para um treinamento em Seoul, haviam boatos de que, quem iria para lá, voltava com idol. Era a chance de Jay.
Treinos dia e noite por alguns meses. Um longo tempo longe da família e amigos. Tudo havia sido deixado para trás, mas valeria a pena. Tinha que valer. Myung Ki não imaginaria que jogaria tudo boeiro abaixo. Se dissessem isso para ele, o garoto riria na cara do ser. Mas também, não era o loiro quem esperava que a irmã ficasse doente. Mitty era sua vida, ele havia crescido com a responsabilidade de cuidar dela.
Quando a ligação tocou e ele se viu em uma encruzilhada, o debut não importava mais. Quem ele mais amava precisava de si, não era ele quem a deixaria na mão.
Foi difícil a volta para Gwangju. Ver tudo, seus sonhos sendo deixados para trás. Jay chorou durante noites, não ia negar. Tudo que ele havia sonhado... Talvez a chance nunca voltasse. Por mais que ele fosse um ótimo cantor. Por mais que ele tivesse dado tudo o que tinha em se esforçar para aprender e tentar ser um ótimo dançarino.
Mas tudo bem. Sim, estava tudo bem. Suas lágrimas eram recompensadas com os sorrisos da irmã mais nova e, ele sabia, tinha que protege-la. Mesmo que isso custasse tudo.
Ele começou a trabalhar mais e mais. Em seu tempo livre, quando não estava na empresa ou no trabalho, passava o tempo pintando quadros para que a mãe pudesse vender quando não estava na escola primária a qual lesionada. Daria tudo certo. Pelo menos era o que ele esperava. Tinha que dar.