Que a consciência te pese. Que eu te apareça em sonhos todas as noites. Que acordes a pensar em mim e no que podíamos ter sido. Que te arrependas. E que quando quiseres voltar atrás eu tenha força suficiente para não ceder.
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@podechamarissodeamor
Que a consciência te pese. Que eu te apareça em sonhos todas as noites. Que acordes a pensar em mim e no que podíamos ter sido. Que te arrependas. E que quando quiseres voltar atrás eu tenha força suficiente para não ceder.
Se pudesse voltar atrás e reviver um momento sei exactamente qual seria.
Voltava à primeira tarde em tua casa. Onde estávamos os dois, nus, deitados na cama. Tu encostado a mim enquanto me acariciavas a perna. Falávamos sobre tudo. Sobre o passado, o presente e o futuro.
A paz que senti ali não tem descrição.
Imagino mil vezes o que poderíamos ser sido. Um casal do caraças.
Imagino o espanto das pessoas ao saberem que estávamos juntos. A forma como íamos enfrentar tudo.
Imagino a tua mão na minha a chegar aos lugares. Os teus beijos de bom dia e boa noite. Imagino os jantares, os passeios a duas rodas, as noites em frente à TV abraçados. Imagino as conversas, as confidenciais, os planos e os sonhos. Imagino as histórias que íamos criar juntos.
Consigo até imaginar as pessoas a dizerem que nunca te tinham visto tão bem.
Mas depois vejo a realidade. Aquela em que te acobardaste e fugiste. Aquela em que estou sozinha e tu sei lá onde.
E ter saudades tuas é das piores coisas que já senti.
Ele tinha tudo para ser um homem com H grande na minha vida. O único defeito é que não és tu.
Sentir saudades tuas é das coisas mais difíceis que algum dia senti
Tu estavas e os dias eram mais coloridos. Leves, felizes. Havia paz de espírito e um sentimento de segurança.
Mas tu foste do nada. E no meio do desentendimento eu tive que me reencontrar. Não faz sentido a tua partida. Assim como não faz sentido o vazio que deixaste para trás.
Podia ser tanta coisa... Mas nenhum deles és tu
É simples.
Ou dá contigo ou não dá com mais ninguém.
Queria que te apercebesses do quão felizes podíamos ser se perdesses esse teu medo de te entregares a alguém.
Não vás. Gosto de te ter por perto.
Só sexo. Mas todos os dias acordo com uma mensagem tua.
Só sexo. Mas todos os dias adormeço com uma mensagem tua.
Só sexo. Mas ligas-me com saudades da minha voz.
Só sexo. Mas dás-me a mão para me levar à porta.
Só sexo. Mas nunca queres que vá embora.
Só sexo. Mas ficamos abraçados, horas a fio, a falar da vida.
Só sexo. Que não é só sexo.
Dizes que amigos com benefícios têm regras. Que é importante estabelecer limites para não envolver sentimentos. Sorrio e explico que sei brincar a isto. Que te quero nu, só. Que o resto é só o resto, que não importam os sentimentos.
Olhas-me fixamente nos olhos e deixas de falar. Há algo que ficou preso na tua voz. Os teu dedos passam no meu rosto e tu sorris. Ligas-me com saudades da minha voz. Dizes que nunca te sentiste assim com ninguém.
Continuas a dizer que os teus sentimentos se foram embora à muito tempo. Que tudo o que temos é sexo. Concordo contigo e deixo-te levar a melhor.
Mas de cada vez que tu me dizes que tens medo que eu me apaixone eu tenho a certeza que já estás onde não querias estar.
Se me dissessem que serias a minha última mensagem antes de dormir e a primeira ao acordar nunca acreditaria
Um dia explico-te que de cada vez que me dizes que não podemos juntos parte de mim revolta-se.
A tua testa está encostada à minha. As respirações estão coordenadas. Ambos sofremos para resistir. Há vontade, desejo, intensidade. Há química palpável no ar.
Tu suspiras e voltas a repetir. Não podes, não podemos.
Eu estremeço e parte de mim revolta-se. Pelos anos em que fingimos que isto não pode ser. Pelos anos em que fingimos que não nos queremos loucamente. Pelos anos em que não te posso amar.
Mas o teu corpo está encostado meu. A minha cabeça está no teu pescoço e abraçamo-nos com urgência.
Não sei por quanto tempo consigo resistir.
Talvez a revolta um dia chegue a um limite.
Talvez existam danos.
E eu não queria nada disso.
Faz imenso tempo que não escrevo só por escrever. Faz imenso tempo que não danço até de madrugada, até os pés pedirem para parar. Faz imenso tempo que não saio a conduzir noite fora só para pensar na vida. Faz imesmo tempo...
Faz imenso tempo de tanta coisa que começa a fazer tempo a mais desde a última vez que soube quem era. Já não faço coisas há tanto tempo que caí num mundo que nem é bem o meu e pedir-me por aí.
Há tanto tempo que não faço o que gosto, que não me perco por aí que acabei por me perder a mim.
Sempre gostei de tempestades. Fortes e violentas. Dessas que me fazem escrever por escrever, dançar até mais não ou sair por aí sem destino. Mas agora a calma é tão grande que eu já não faço nada. As tempestades que me ajudavam a escontrar lá no meio terminaram e eu perdi-me.
excertos #1
Sempre que ele olhava para ela havia alguma coisa que tremia. AInda não entendera se era o coração, o estomago ou o chão. Mas tremia. E tremia cada vez mais. Não podia ser. Ela era uma miuda. Tinha no minimo menos dez anos do que ele e isso tornava-se um problema. Pelo menos, na cabeça dele, era essa a desculpa que ele usava.
Rafael respirou fundo antes de se levantar da sua cadeira. Nem sabia quando mais tempo iria continuar a trabalhar ali. Estava tudo tão bem até ela chegar. Precisava de um café. Mais um café.
- Vais tomar outro café? - ela perguntou quando o viu levantar - Já vais no quinto e ainda nem fomos almoçar.
Ele olhou-a de lado. Quando ela entrara na empresa ha dois meses mal falava e agora já contava os cafés que bebia? Que descaramento. Respirou fundo e agradeceu por mais ninguém da equipa ter respondido.
- E então? - ele respondeu rispido.
Se continuasse a beber café assim ainda ia ter problemas de saúde antes de resolver os problemas de coração. E, a continuar assim, não demoraria muito até alguém perceber que alguma coisa se passava.
Assim que regressou à sala quatro pares de olhos estavão sobre ele. Gabriela parecia ser a única pouco interessada na resposta dura que tinha recebido. Mas, em volta, os colegas olhava-no fixamente.
- Está tudo bem, Rafa? - Dinis perguntou antes que ele tivesse hipótese de voltar a sentar-se
- Porque é que não estaria? - ele perguntou tentando parecer despreocupado
- Porque ultimamente falas agressivo para todos. A miúda fez-te algum mal?
Gabriela finalmente levantou os olhos do computador e olhou em volta. O telémovel da empresa tocava mas ela parecia não se aperceber. A rapariga olhou Rafael de frente, antes de olhar para Dinis que parecia bastante chateado.
- Estás mais importado com este assunto do que eu. Já percebeste? - ela falou directamente para o colega - E eu não sou uma miuda. - completou antes de sair da sala para atender a chamada.
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sobre as saudades que nunca acabam
Nem acredito que já se passaram mais de dois anos.
Não te vou dizer que penso em ti todos os dias. Tu sabes que não é verdade. Sabes que te escondo na gaveta dos sentimentos que não pode ser aberta e te mantenho lá, para evitar sofrimentos. Mas tu sabes que te amo todos os dias. Este amor de amigo, de irmão, de tudo... O amor que nunca irá embora.
Foste cedo demais. Todos temos essa opinião. Eras - e não tenho duvidas disso - a pessoa mais especial na vida de todos. Há poucas como tu. Mas essa maldita doença levou-te cedo demais.
Tenho saudades tuas todos os dias. Tenho-me lembrado tanto de ti. Talvez seja egoista mas dava tudo para te ter cá e ainda poder partilhar as minhas vitórias e derrotas contigo. Se eu soubesse tudo teria sido diferente.
Sabes que consegui emprego? Que por muito que não esteja ainda a realizar o meu sonho estou a fazer uma coisa que gosto. E sabes que tenho finalmente alguém que me ama? Vamos viver juntos no próximo mês. Tenho viajado. Tenho crescido. Tenho mudado. E o que eu mais queria era partilhar isto contigo.
Desculpa. Desculpa, pela milésima vez, tudo o que se passou. Sinto tanto a tua falta. E embora eu sei que me perdoas eu não consigo parar de me sentir culpada.
Sabes que o teu lugar no meu coração nunca será preenchido por ninguem. Há saudades que nunca podem minimizar...