“É claro que acaba! Quem disse que não? A palpitação acaba. As dúvidas e os medos também. Os ciúmes exagerados não são perpétuos. Essa incrível e deliciosa sensação de estar sincronizado com o outro acaba. Tudo na vida caminha pro fim. Sem motivo, sem explicação. Não requer “por quês”. Simplesmente acaba. Amar é um ato de renascimento, de cura e renovação. Cuidar do amor é dar mais um pouco de vida a ele. As flores são semanas. O companheirismo outras a mais. O respeito multo entre os amantes e a amizade perduram mais alguns anos. E no final, no momento fúnebre da entrega de uma amor que se esvai o que será eterno será a maturidade e as lições aprendidas. E nada ficará, tudo vai, aos pouquinhos vai. E vai lindamente. E quando se vê, já foi. Acredite, melhor é a partida do que a chegada. Melhor é o fim das coisas, do que o início delas. Ou você nunca pensou o por quê de um cemitério aglomerar mais pessoas do que uma maternidade?”
— Poeta Nostálgico


















