“Qualquer coisa que você dissesse me atingiria violentamente. Mas você preferiu ficar em silêncio, e quer saber? Isso doeu muito mais. Eu não me importaria de te ouvir falar as verdades mais cruéis do mundo, não sentiria tanta angústia se as suas palavras fossem ríspidas demais ou até mesmo se me fizessem chorar. Hoje eu sei que a dor maior está em não saber. Em não ter certeza do que pensar a respeito. Em querer perguntar, mas temer a resposta (ou a falta dela). Também sei que não devo implorar por uma explicação, mesmo precisando disso para seguir em frente, porque aprendi que certas coisas não podemos cobrar; ou nos são dadas espontaneamente, ou nada feito. Mas eu espero que um dia eu consiga entender tudo isso, e se esse dia nunca chegar, espero pelo menos saber o que fazer com esse monte de dúvidas que você resolveu deixar por aqui.”
— Rebeca Lopes.

















