Estava sentada ali no banco da praça naquela noite fria de inverno, passavam pessoas ao meu lado, até que vi uma flor. Ela estava jogada ali no chão, todos ignoravam ela. Levantei-me e fui até ela, peguei e cheirei-a e instantaneamente sorri. Lembrei de você, do seu sorriso, seu cheiro. Olhei para o nada, nunca havia feito tanto frio naquela cidadezinha no meio do nada, mas o céu estava lindo. E pensei, aonde será que você está agora? Você se foi, eu fiquei. No mesmo banco que te via correndo todas as manhãs de sábado, você me olhava e sorria. Eu afundava no meu próprio corpo, e sempre ficava sem graça. Você era o típico cara tipinho de todas as garotas. Você tinha o que chamo de alma bonita. Sua alma era tão radiante que mesmo na neblina, quilômetros de distância de você, poderia te ver. Eu posso contar sobre todo o clichê de como eu te amei, e como você me fez descobrir o que era amar, e o quanto amar era bonito e dolorido ao mesmo tempo. Você era meu quebra-cabeças, o jogo que eu poderia jogar várias vezes, o filme de romance nada convencional que eu assistia todos os domingos a tarde e chorava sem parar. Você era a perdição em forma de amor.
Kuznetsov com Anna.


























