Ayla Sahin-Porter é a filha mais nova de Jane e Tarzan, nascida em 01 de setembro com seus 23 anos de idade atuais, está cursando o modulo dois na academia dos legados e trabalhando como guia em Zootopia no tempo livre. Possuí um grande amor pela liberdade, natureza, animais, sua família e amigos; naturalmente é energética, falante e inquieta tal como uma pessoa hiperativa, e sim, desde de sua infância. Gosta de aventuras e não é incomum vê-la vez ou outra arriscando a vida enquanto passeia pelo Castigo, mas na mesma medida adora ler livros e evitar contato com aparelhos eletrônicos para alcançar uma paz momentânea.
Sua habilidade é a empatia; algo que não precisa de esforço para ligar ou desligar, então consegue sentir qualquer e toda emoção que as outras pessoas ao seu alcance possuem. Sendo capaz de detectar mentiras também, e de bônus, manipular momentaneamente sentimentos alheios indesejados.
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* t.w. natimorto, terceiro paragrafo.
Uma vez que seus progenitores eram apaixonados pela natureza e pelo conhecimento, criaram o pequeno ser para ter os mesmos sonhos; coisa que não necessário força ou obrigação alguma, a Porter mirim conseguia fazer qualquer um a sua volta notar de longe seu dom com os animais e a facilidade com que convivia com eles. Desde seus primeiros anos de idade, até o tempo atual, a maior parte de seu tempo era ali, envolvida demais com o meio ambiente para se dar ao luxo de assistir muitos filmes ou até mesmo mexer em eletrônicos que não pudesse usar para algo importante como limpar a casa, auxiliar em uma tarefa e tudo mais. Mesmo que os poucos amigos de sua infância ou até mesmo seu irmão mais velho - no qual vivia grudada sempre que podia -, tentassem lhe apresentar aplicativos para entretenimento, não conseguia se interessar. Vez ou outra parava para assistir uma série, vídeo ou coisas que estavam na moda porque, bem, ela também queria se sentir incluída e mesmo assim, nada substituía seus livros.
A espontaneidade sempre lhe acompanhou, a energia de um alguém hiperativo, era natural dela tratar todos com alegria e seu modo de parecer ter intimidade sem ter. Por isso, quando finalmente saiu de sua bolha que era a sua casa - mais especificamente zootopia -, criou certas inimizades com os castigados de quem tanto ouvia falar; não os odiava nenhum pouco, não os via como vilões pois acreditava fielmente na filosofia de que você é o herói de sua própria história, mas não na de outro alguém. Afinal, todos tinham seus defeitos e a melhor forma de saber quem é alguém, é o conhecendo. Entretanto isso não impedia ninguém de lhe odiar por ser altruísta, e parecer forçar a barra certas vezes.
Seu dom serviu como uma luva, sempre tentou ser compreensiva e claramente ser empática facilitava entender os sentimentos das outras pessoas. Embora nada tenha sido completamente fácil no começo, confundia os sentimentos dos outros com os pertencentes a si mesma e fazia uma bagunça enorme em sua cabeça, assim como nos relacionamentos que tinha. Fez até terapia. Perdeu amigos também, por sua mania de sempre os sondar e saber quando mentiam. Nisso, quase não conseguiu se envolver afetivamente e em uma das poucas vezes que isso aconteceu, acabou engravidando. A notícia foi um completo choque, não se sentia preparada para ser mãe, na verdade, até naquele momento não tinha nem sequer cogitado a hipótese de ser responsável por um serzinho que seria totalmente dependente. Não se sentia capaz de cuidar de um outro alguém quando não cuidava bem nem dela mesma. Esses pensamentos não foram o suficiente para impedi-la de tentar, tanto que concluiu a gestação e chegou a segurar a criança em seus braços; perdendo-a nas horas seguintes quando precisaram se separar. Aconteceu um acidente, um dos aparelhos eletrônicos estava com defeito e precisava de reparos, mas ninguém deu muita atenção a esse fato. Não lembraram, ou talvez não sabiam que aquilo podia ser perigoso, assim sendo o motivo para o dispositivo explodir. Ninguém jamais imaginou que aquela coisa pequena que parecia ser inofensiva causaria tantos estragos e mortes; levando a vida não só do recém nascido Ethan, filho de Ayla, mas também de algumas enfermeiras e outros bebês que ali estavam, faleceram no total dez pessoas e outras só ficaram feridas.
Ela demorou a superar, para ser mais clara, ela não superou ainda e esconde a ferida por trás de seus sorrisos contagiantes. O sentimento de que aquilo era injusto tomou conta de si. Da mesma maneira de quando ganhou sua habilidade, precisou de terapia, demorou muito para se recuperar do choque. Muitos lhe julgaram por fingir estar bem e não permitir que ninguém visse o quanto estava ferida, disseram que ela era fria, embora irradiasse calor e felicidade, lhe acusavam de ser falsa e de certa forma, criou um trauma; a facilidade com que se apaixonava antes, agora parecia ter ido totalmente embora, por mais que se esforçasse; sentindo atração e beijando algumas pessoas aqui e ali, nunca mais foi a mesma. Se você acha que a conhece, saiba que sempre há mais para descobrir sobre Ayla Sahin-Porter do que ela lhe permite conhecer.
Sinceramente não estava em seus planos encontrar-se com Porter após o que aconteceu no dia do Salvador. Infelizmente, ao mesmo tempo que Wolf enganava-se com a falsa sensação de a conhecer por muito tempo através de um aplicativo de celular, ele também sentia não saber nada dela além do básico; quer dizer, temia sobre o posicionamento da mesma sobre os castigados após os últimos episódios nada agradáveis (e muito sangrentos) que ocorreram nos últimos meses. Quando chegou ao ponto de encontro, conseguiu observá-la de costas; Wolf não fez questão nenhuma de disfarçar a sua chegada, provocando intencionalmente ruídos ao quebrar alguns pequenos galhos sob os pés. mas, mesmo anunciando a sua presença, ela não se moveu um centímetro sequer, nem mesmo se virou para olhá-lo, tal comportamento fez com que Tümay congelasse as próprias pernas, parando nem tão perto e nem tão longe de onde Ayla estava, para aguardar qualquer esboço de uma nova reação da mesma. Então, a reação veio em forma de palavras, soando como uma acusação passiva sobre o que Wolf era. Teve quase certeza de que o próprio coração parou de funcionar por alguns longos segundos, trazendo-lhe a sensação gélida no peito por efeito do choque com a declaração alheia. Ser um lobisomem era um segredo que deveria ser guardado a sete chaves, ninguém poderia saber a não ser aquelas duas pessoas que infelizmente se envolveram desde o princípio com a transformação, e mais ninguém poderia saber. Antes Tümay não conseguia imaginar do que o Conselho ou a Ordem poderiam fazer com a descoberta do despertar de sua licantropia, agora, após sofrer as mais inúmeras agressões nas mãos dos Defensores e também por assistir o cruel tratamento com o seu pai, Tümay conhecia muito bem os perigos daquela conversa. Estava pronto para negá-la a todo custo, embora, não pudesse se precipitar tanto. — E o que você acha que eu sou, Porter? — estimulou para que ela continuasse a falar. Deu mais dois passos na direção dela, reduzindo pela metade a distância entre os dois. — Diga.
era compreensível a mudança que estava ocorrendo ao derredor, principalmente quando havia motivos tão fortes e ameaçadores quanto um assassinato, uma ameaça a segurança de todo e qualquer ser vivo que não sabia do que e como deveria se proteger. assim, o jeito mais cauteloso da porter não trazia incompreensão, mesmo que pudesse causar estranheza. não estava ali com intenção de julgar o homem ou até mesmo de brigar; sua intenção não era nenhuma outra a não ser arrancar a verdade daquele que lhe trazia as borboletas na barriga, porque precisava saber se após aquilo ele ainda agiria de modo suspeito em certas ocasiões... isso se ele fosse se manter por perto, o que ela duvidava que fosse. não pode permitir o desejo de olhar a face alheia vencer, pois sabia que acabaria quebrando o posicionamento e desistindo de agir daquela forma mais séria. o local vazio lhe deixava mais confiante para falar aquilo em voz alta, porque estava ciente de que ninguém além dele à ouviria contar o segredo que poderia custar a vida dele. apesar da chateação, ela entendia o posicionamento do wolf, só que não era o suficiente para que ela evitasse encurrala-lo e procurar por respostas. — ...você é forte, mais que o comum. você me ajudou na busca para descobrir o culpado das mortes dos animais, mas na verdade você apenas escondeu o que te condenaria. - começou falando baixo, um pouco insegura das consequências que aquela conversa traria na relação dos dois. independente se eles não tinham algo, ainda era sufocante precisar ter conversas com aquele tom com as pessoas. — você é um lobo, tümay. - sussurrou, porque rinha noção de que mesmo com o volume escolhido para emitir o conhecimento, ele escutaria. ainda ousou girar o corpo sobre os calcanhares, na intenção de olhar nos olhos do mais velho. aquele gesto era uma súplica silenciosa, queria genuinamente que ele não mentisse mais para ela, queria poder descobrir se ele deixaria a porta aberta para que enfim ela se sentisse capaz de fazer algo por ele. — e eu não tenho medo disso.
₊𓂅 ᝰ 🍁 ˓𓄹 ࣪˖ Um riso fraco escapou de seus lábios, apenas o barulhinho discreto para acompanhar a brincadeira alheia sobre seus genes. A verdade é que Maple nunca tinha parado para pensar que isso poderia ser possível, considerando que ele próprio não nasceu do jeito tradicional, mas pelo visto a magia de sua mãe era perfeita e potente o suficiente para realmente criar um ser humano funcional em todos os aspectos. Lhe dava um pouco de alívio, afinal, na adolescência tinha passado um tempo se questionando se a forma como veio existir o fazia menos humano, mas pelo visto não. Mesmo no meio de tanto desespero interno, tinha uma certa pitada de paz quanto a essa questão.
Mas acabou ficando tenso com a voz de Ayla soando firme, estava tão focado em tentar lhe passar tranquilidade e acalmá-la no meio da crise que esqueceu que a garota podia sentir as emoções das pessoas e provavelmente já sabia o turbilhão que estava acontecendo em seu interior. ’ —— Desculpe.’ pediu baixo, soltando um suspiro fraquinho ao descansar a testa contra a dela. ’ —— É mais fácil não surtar com o que eu sinto se eu focar em quem está perto.’ confessou. ’ —— Eu estou… nervoso e com medo, mas não, não é algo ruim.’ não se sentia a ponto de ter um colapso, apenas estava com medo pelo futuro.
Oh céus, pelo choro de Ayla, talvez não estivesse fazendo um bom trabalho em acalmá-la, mas tratou de abraçá-la mais uma vez. ’ —— Vai ficar tudo bem. A gente sobreviveu por vinte anos, não somos tão… incapazes assim.’ se ele que era um desastre enquanto crescia tinha conseguido chegar aquela idade, eles teriam sucesso em cuidar de um pequeno ser humano. ’ —— Nós vamos. Vamos ter esse bebê.’ soltou uma risada mais uma vez, agora algo mais incrédulo e nervoso do que a de antes. Que os deuses os ajudasse, mas agora tinham uma responsabilidade tremenda em mãos. ’ —— Sem socos, você está grávida, não pode ter emoções muito fortes e… oh deuses, você está grávida!’ a apertou um pouquinho mais no abraço, os olhos arregalados olhando para a parede do quarto. As palavras dela lhe fizeram assentir, de qualquer forma, ela estava certa mesmo. Não podia esconder seus sentimentos daquele jeito, ainda mais por saber que emoções eram algo que a garota sentia dos outros e isso poderia afetá-la se fosse pega desprevenida pela agitação em seu interior. ’ —— Mas sim, okay. Você está certa, desculpe. Vamos fazer isso… juntos. Não posso tentar abafar meus sentimentos assim, mesmo que sejam surtos. Você está certa. Eu… eu vou tentar ok? Vou tentar.’
a sua habilidade era uma ótima aliada quando não parecia estragar as coisas e, honestamente, mesmo com os efeitos colaterais não tão satisfatórios, ela gostava dela. era o suficiente conseguir saber o que os outros sentem mesmo que eles não lhe contem em voz alta; por breves segundos fechou os olhos para aproveitar o contato da testa alheia na sua. — você sabe, não é bom esconder o que a gente sente. sempre vira uma bola de neve e acaba... tendo consequências piores. - sussurrou lembrando da situação em que se encontravam no momento. não que soubesse dos sentimentos dele porque ela jurava que o que sentia perto dele, só pertencia a ela mesma e por isso não conseguiu descobrir sobre a reciprocidade. a questão é que, de tanto esconder o crush no melhor amigo, uma hora não conseguiu suportar mais e o resultado foi se permitir ir além do que deveria. — o feto não é algo ruim, mas todo resto que vai vir com ele, sim. digo, a crítica e essas... sua mãe. - falou levemente assustada, com os olhos bem abertos, até mais que o natural. tinha esquecido daquele pequeno grande detalhes. — ela, a fada madrinha, ela não vai gostar. eu sinto.
não que os esforços dele estivessem sendo jogados ao vento, mas era muita coisa pra pensar e por mais que ela tentasse não piorar a gravidade da situação, tudo parecia colaborar para que ela voltasse a surtar mais um pouco. o abraço foi recebido com prazer pois era o que, não só ela, como ele também precisava; de apoio. — tudo bem, eu sei que não posso forçar você, mesmo que eu tenha te ameaçado, você sabe que... não foi cem por cento verdade. - sussurrou pendendo a cabeça para o lado e permitindo a face descansar sobre o ombro do outro. não queria, de verdade, que aquilo afetasse o amigo; jamais imaginou que um deslize trouxesse uma consequência daquele tamanho, principalmente quando se tinha certeza de que na mente dos dois, a noite havia sido um erro antes mesmo de descobrirem a notícia. — ...maple, teria como a gente esconder da sua mãe? talvez, só por um tempinho, acredito que até vai ser melhor pra poder pensar em como vai contar, né? - arqueou uma das sobrancelhas enquanto mordia o lábio inferior. — e, talvez, a gente devesse contar juntos...? não quero que você tenha que passar por isso sozinho.
pelo que conhecia do amigo, sabia que ele não permitiria que ela fizesse algo para se machucar, mas mesmo assim queria poder mostrar apoio a ele quando ele estava tão disposto a fazer o mesmo por ela. para aquilo funcionar, para poderem conseguir lidar eles deveriam dividir o fardo na tentativa de torná-lo mais leve, já que de certo era muito mais pesado além do que poderiam suportar.
Seus olhos percorriam as paredes. Sua habilidade no ápice porque tudo que ela queria eram duas figuras, então estava controlando a probabilidade para que ambas acabassem cruzando o seu caminho, enquanto levantava o olhar de seu Vorpal Unlimited. E assim foi, com um sorriso arteiro aparecendo em seu rosto, correu até as amigas, pulando sobre seus ombros. — Vamos nos mudar no meu novo quarto, precisamos ir ao Castigo hoje, um Charming deu em cima de mim, estou me sentindo suja — fez uma careta de nojo e se separou esperando que as amigas a olhassem. — Preciso me purificar bebendo no Pirate’s Life, só ele pode me ajudar nisso, e vocês também, claro.
nem sequer percebeu quando seu corpo decidiu ir por um caminho diferente do costume, mas quando viu, já estava com o braço de delilah sobre seu ombro e @alluraxs do outro lado. — nossa, de onde vocês saíram? eu acho que tava dormindo acordada. - resmungou, mas não demorou a rir, abrindo um sorriso travesso para as amigas. — eu acho que gostaria de ouvir um pouco mais dessa história. - brincou apenas para zuar a hopps antes de assentir finalmente, concordando com a ideia. — vamos, vamos! eu quero muito beber e esquecer um pouco essa sensação horrorosa que tenho sentido ultimamente!
presenciar uma morte não tinha sido agradável, a violência gratuita não era uma novidade para si, talvez por isso seu comportamento após as ordens de voltar para os dormitórios tivesse sido a de se preocupar com os outros e não consigo. tentou ajudar o máximo de pessoas que pôde conforme se encaminhava para a academia. encontrar @portermore no meio da multidão seria como procurar uma agulha em um palheiro, por isso, enviou uma mensagem para a mais nova.
💬 to ursinha : onde você está?
💬 to ursinha : estou te esperando no portão da academia
andava de um lado para o outro enquanto digitava a mensagem, tenso e preocupado com o bem estar da irmã para manter a calma, nem ao menos sabia que se ela veria as mensagens, se ayla tivesse ido para seu dormitório ia ver a mensagem em algum momento, se ainda estivesse na rua teria que passar pelos portões, então ele ficaria ali aguardando até alguma notícia da mais nova, era única coisa que poderia fazer naquele momento. sua preocupação era tanta que já não mais pensava no que tinha acontecido, seu foco era apenas o de proteger e manter a irmã segura.
com os fatos terríveis que vieram a acontecer — a cena traumatizante que marcou seu lugar na mente da porter pelas próximas horas e dias que seguiriam, trouxe uma sensação de torpor pelo corpo. ela caminhou tanto que seus pés possuíam pequenos ferimentos, entretanto a dor sequer a incomodava. a expressão era neutra, mas os olhos avermelhados e levemente inchados denunciavam o quanto havia chorado. os passos já não eram mais ligeiros, eram lentos e arrastados, só quando ouviu o celular anunciar a notificação da mensagem foi que despertou novamente e pôde começar a prestar atenção em sua volta; não respondeu a mensagem, mas correu em direção ao irmão com pressa, não demorando muito para vê-lo ao longe e se atirar em seus braços assim que ganhou proximidade o suficiente para fazer aquilo. — ákos... isso é terrível. - sussurrou o apertando no abraço. — eu estou assustada. eu não consigo parar de repetir a imagem na minha mente...
🥀 𓂃 Já fazia algum tempo que Esmeray não se encontrava com Ayla, e sabia que a culpa era dela por completo. Havia se afastado daqueles que não sabiam sobre sua verdadeira personalidade nos últimos dias, mas após os acontecimentos caóticos, sentia que precisava se certificar de que aqueles que chamava de amigos ainda estavam ao seu lado. Podia parecer egoísta, mas sua intenção não era convencer ninguém de que era do bem (apesar de ser), apenas entender onde cada um estava — se quisesse odiá-la, ela compreenderia. Depois de uma breve troca de mensagens, descobriu seu novo dormitório e caminhou até lá. Algumas batidas na porta fizeram notar que esta estava aberta. Empurrando-a um pouquinho, anunciou sua presença. “Ayla…?”, chamou pela mais nova. “Posso entrar?”
era notória a mudança no humor da porter após os acontecimentos recentes, nada era o mesmo e ela não era excessão. poderia ainda ter sua maneira caótica, entretanto não podia mais ser rotulada como alguém tão caloroso como a uns dias atrás. afinal, ela não era de ferro e existia a necessidade de expressar quando não suportava mais a negatividade que o ambiente lhe trazia e sugava suas boas energias. — hm? - respondeu ao chamado de modo básico, apenas para mostrar que estava ciente da visita. levantou do chão onde estava sentada, passando pelo meio dos papéis espalhados e seguindo para receber a mulher, geralmente como fazia antes porque sabia que ambas precisavam de conforto. — vem cá! - estendeu a mão, pronta para que quando ela a segurasse, ayla pudesse puxa-la para um abraço apertado. — você sabe que não precisa pedir.
FLASHBACK ( antes da semana do salvador | em zootopia )
portermore:
Ayla assentiu conforme ria baixinho, concordava que alguns dos animais ali tinham nomes difíceis e era complicado para quem não estava acostumado a os falar. “Hm, eu vou tentar explicar.” Pendeu a cabeça para o lado, “Não tem uma regra exata que diga que você é obrigado a se lembrar de como ocorreu a morte. Mas é necessário que você tenha realmente presenciado e aceitado que ela aconteceu.” e o erguer dos ombros foi inevitável, porque era o pouco que sabia sobre aquele mistério que era para ver os trestrálios. Ela passou a língua sobre os lábios assentindo. “Consigo.” Coçou a bochecha com o indicador, dando um sorriso singelo enquanto assentia, mesmo que um pouco desconfortável ao lembrar da perda traumatizante que teve. Um tópico sensível, mas ela não demonstrava com facilidade essa parte dela. “Você é uma pessoa muito agradável além de bonito, sabia? Você me deixa confortável e a partir de agora, eu declaro que você é uma das minhas pessoas favoritas e eu vou ficar te procurando sempre que puder, inclusive já aviso que gosto de contato e provavelmente vou te abraçar e etc.” Abriu mais o sorriso dessa vez, para que ele soasse sincero e cativante. “Não precisa sussurrar, mas não pode gritar.” Respondeu de modo simples, rindo pela forma empolgada com que ele fazia as perguntas. “As lágrimas da fênix é conhecida como a única cura contra o veneno de basilisco, além de curar qualquer ferida mesmo que a pessoa esteja a beira da morte. Até pode ser comparada ao sangue de unicórnio, mas sem os efeitos colaterais amaldiçoados.” Tratou de começar da melhor forma que pode. “Nós não fazemos ela chorar. Se for necessário, nós levamos ou trazemos ela até a pessoa e bem, ela que decide se vai salvar a pessoa ou não.” Deu de ombros como se não fosse nada de mais. “Então, não é bem algo que pode ser comercializado.”
Concordou com a cabeça, em sinal de que tinha entendido a explicação dela. Ele não fazia ideia se já havia presenciado alguma morte, mas vivendo no Castigo, especialmente no orfanato, era certo de já ter visto até coisa pior. Para sua sorte, não se lembrava, mas certamente era o suficiente para que ele conseguisse ver os tais testrálios. Ficou subitamente curioso em saber qual morte ela havia presenciado, mas apesar da imaturidade de um garoto de doze anos, ele não era tão insensível assim, então tentou ir devagar. “ —— Sabe, eu perguntei porque, bem, eu… meus pais estavam no incêndio que eu e minha irmã quase morremos, mas eu não me lembro muito bem daquela noite. —— ” Começou, falando de si, como se tentasse ganhar um pouco de confiança. “ —— Mas talvez eu consiga vê-los. —— ” Deu de ombros, como se não fosse muito importante, mas estava realmente empolgado com a possibilidade, por mais que isso não tivesse um bom significado. Deixou escapar um risinho, quase sem graça, ao ouvir o que ela dizia, sendo pego de surpresa por cada uma das palavras. Bonito, ela iria procurá-lo outras vezes, uma das pessoas favoritas, abraços... não saberia dizer qual foi a parte que mais gostou de ouvir. “ —— Obrigado, eu… vou adorar. Confesso que tenho um pouco de dificuldade em demonstrar afeto, mas eu não me importo de receber carinho. —— ” Confessou, já bem menos tímido de como quando chegou. Era o efeito Ayla, que o deixava mais confortável também, mais leve e natural. Sorriu ao ver o sorriso dela, sentindo as bochechas queimarem um pouco; para o seu azar, a pele era pálida demais e talvez fosse um pouco perceptível, mas não havia nada que ele pudesse fazer. Assentiu com a cabeça para a informação de que não precisava sussurrar, os olhos agora vidrados na Fênix, os ouvidos atentos às explicações dela. “ —— Ah, esse lance do sangue de unicórnio eu já ouvi falar. Li um pouco na biblioteca, só porque precisei. —— ” Confessou. Ao menos uma informação que ele conhecia e não precisaria lotar ela de perguntas. “ —— Então, basicamente, a gente depende dela. Bom, espero que se um dia eu precisar, seja digno para ela. —— ”
ela deveria, ao menos, contar aquilo para ele. honestamente, se buscava a amizade do outro, não deveria esconder as coisas, ainda mais quando ele estava sendo tão aberto para consigo. — ah, hm, eu sinto muito, de verdade. como você se sente sobre isso? - passou a língua para umidificar os lábios antes de continuar a fala: — eu não disse logo porque eu só consegui vê-los a uns anos, sabe? como eu posso dizer isso... - pausou momentaneamente pensando na melhor forma de dizer, mas quando não encontrou decidiu apenas soltar de uma vez: — eu já fui mãe. eu vi meu filho morrer na minha frente com poucas horas de vida. sinto muito ter que te contar isso dessa forma. - suspirou, não era algo atraente no seu passado. ninguém sentia vontade de se relacionar com uma mulher que ficou grávida fora do casamento, pelo menos não os arthurianos que estavam constantemente preocupado em seguir seus padrões e não aceitavam facilmente aquele tipo de erro. — eu confesso que gosto mais assim, porque minha mente é fértil e eu acabo criando fanfics na minha cabeça. então você fazendo o mínimo já é o suficiente pra me deixar feliz e não pensar abobrinha! - brincou, aproveitando aquela deixa para aliviar o clima pesado sobre a confissão anterior. ainda ousou apertar as bochechas avermelhadas alheias que agora lhe chamavam atenção, não queria que ele ficasse pensando demais na descoberta ou melhor, não sabia se ele não tentaria fugir dela depois de tomar conhecimento sobre aquele pedaço da história que normalmente escondia; não por vergonha, mas para evitar gatilhos dolorosos. — você precisou do sangue de unicórnio? - perguntou curiosa. — ...às vezes até eu mesmo me pergunto se ela me socorreria se eu precisasse. nunca vi ela indo ajudar ninguém até hoje.
Durante o recesso, Ewan tinha se recolhido à sua cabana de funcionário no acampamento. Vazio, o Will-o-the-wisp era um pouco sinistro, mas também era pacífico. O ar da montanha ajudava com as náuseas e isso era um grande plus. O pai vinha vê-lo no fim de cada dia, embora ele insistisse que não era para tanto. Merida ainda não falara com ele desde que dera a notícia sobre a doença. Ele ainda não sabia se ela estava mais chateada por ele não ter contado assim que descobriu ou se era porque a doença faria com que ele saísse do Magibol, mesmo que temporariamente.
Mas o melhor sobre estar dormindo ali era o absoluto silêncio. Podia dormir o dia inteiro se quisesse - e queria.
E aí, do nada, alguém bateu na sua porta. Ewan abriu os olhos e esperou, achando que podia ter sido alguma noz caindo de uma árvore, ou algum animal na varanda. Ouviu a batida de novo. – Olá? – Quando não obteve resposta, ele se levantou, ainda com o cobertor sobre as costas e foi até a porta. Apertou os olhos quando a luz do sol invadiu a cabana. – Ayla? Que diabos você está fazendo aqui?
não era a pessoa mais fiel do mundo nas aulas que tinha, por isso raramente podia dizer que tinha habilidades confiáveis, mas pelo menos não mentia sobre a questão do conhecimento ambíguo em várias áreas e pontos aleatórios delas; sabia de coisas aleatórias que geralmente eram inúteis e, coisas úteis eram mais fáceis de serem esquecidas pelo cérebro peculiar da porter. não lembrava a última vez em que teve uma aula com ewan, mas o pensamento foi o suficiente para lançar a faísca que faltava e lhe fazer ir procurar o rapaz para saber se havia acontecido alguma coisa. por sorte, depois de xeretar e perguntar aqui e ali, sem demora conseguiu a informação de onde quem ela procurava estava escondido. bateu na porta algumas vezes, sendo até que paciente enquanto esperava ser atendida, mas pela demora simplesmente abriu a porta. dando de cara com um ewan enrolado na coberta e com a carinha de quem estava dormindo. — isso é jeito de receber sua aluna preferida? - fingiu estar magoada a medida que invadia o lugar sem ser convidada, até ousou chegar perto do rapaz e segurar o rosto dele entre as palmas de sua mão para analizar a situação. — caramba, você tá acabado, mas por que você tá assim? nem pra avisar que resolveu se isolar so mundo e virar um monge?
naquele dia ela tinha decidido firmemente que precisavam contar a quantidade de bichinhos de pelúcia que cada uma conseguiu durante a parte boa do evento; pra evitar algumas preocupações e ansiedades, nada como poder gastar tempo com algo suave que deixasse ambas confortáveis. no quarto de ayla, as pelúcias jazem no chão, espalhadas para melhor visão e facilitar a contagem. — é mais fácil lidar assim, você pode colocar as suas daquele lado porque assim fica mais fácil. olha! temos algumas iguais! - apontou para algumas e depois mudou o assunto de maneira rápida como sempre fazia. — ainda me pergunto como é foi estranho a facilidade com que as pessoas se encantaram com nossos charmes. - deu uma risadinha antes de sentar no meio da bagunça organizada que fez.
Starter call: “I make almost everything harder than it has to be.”
Dominique não era muito de conversas sobre sentimentos e tudo mais. Gaston nunca fora do tipo que conversava sobre isso com os filhos, isso era tarefa do LeFou, mas com os recentes acontecimentos e estando no módulo III.I, acabava sendo que um dever adicional ajudar os alunos dos outros módulos a lidar com situações “Sei lá, acho que todo mundo faz isso de vez em quando. Principalmente em tempos doidos como esses” Sentada ao lado de Ayla, meneou a cabeça, pensando na melhor forma de responder. “E quando se tem tanta pressão em volta. Mas pensa pelo lado positivo, tudo poderia ser pior, só a gente que não tem imaginação.” Franziu o cenho, parando para pensar no que tinha acabado de dizer. “Enfim, se você quiser, a gente pode dar o fora daqui e procurar um pouco de diversão. Tem uns malucos que fazem uma cerva muito louca em Seatopia que dizem que dá um barato diferente. A gente pode ir lá e fazer um test drive.”
Apesar de sua habilidade ser empatia e constantemente suas coisas serem relacionadas a sentimentos, ela não costumava falar tão facilmente sobre aquilo. — Na verdade, eu acho que sempre foi assim pra mim. - Deu de ombros, não era como se estivesse muito abalada, nem sequer lembrava o porque de ter comentado aquilo, sentia-se mais fria depois dos acontecimentos. Como se tida aquela sua energia tivesse sumido. — Que Deus nos livre dessa possibilidade de ser pior. - Intercedeu um tanto exasperada, realmente se prontificando a negligenciar aquele pensamento. — Não vou negar, adoraria o test drive. - Riu se levantando e estendendo a mão em direção a loira. — Pode guiar o caminho.
i was scared of pretty girls and starting conversations, @tumaywolfs !!
dizem que com o tempo, vem as respostas para nossas perguntas, e esse pensamento não esse pensamento não é completamente errado dependendo de como você deseja interpretar; no dia em que o wolf foi ajuda-la a investigar os casos das mortes de alguns animais em zootopia, agia de modo estranho o suficiente para que ela percebesse que existia algo além das suas palavras bem intencionadas. mas a questão é que ela não tinha certeza de nada, não podia descobrir se baseando apenas em sentimentos e nem sequer com meras teorías a partir de certas atitudes. ela precisava mesmo de algo concreto, de um fato e não uma mera presunção sua. e ela conseguiu. naquele dia fatídico da morte da professora, o show de horrores que foi assisti-lo ser levado para longe lhe trouxe angústia, mas também a peça que faltava para concluir o que ele tanto escondia dela; descobriu o segredo de tümay, melhor dizendo, descobriu o que ele era, e por isso precisava apenas questiona-lo de uma vez... além de finalmente o ver pela primeira vez, depois que foi preso. não que não tenha ido por falta de vontade, mas sim, de coragem, e naquele momento em meio às árvores do lugar em que chamava de lar, o esperava ansiosa, balançando constantemente a perna como se aquilo pudesse ajuda-la a aliviar o sentimento. "eu sei o que você é." afirmou com a voz segura, assim que sentiu a presença do maior se aproximando atrás de si, entretanto não virou para olha-lo ainda, não sabia se deveria, nem se teria força para não encher os olhos de lágrimas com a possibilidade de ver os machucados que este carregava. "não precisa mais mentir pra mim." deu uma risada sem graça ainda sem encara-lo, digna de quem buscava no fundo de si, compreende-lo, não só pelas mentiras, como entender aquilo que se passava entre eles. parecia apenas mais um delírio da mente fértil da porter, mas no final, foi ela quem quis criar expectativas mesmo sabendo dos riscos.
i was scared of pretty girls and starting conversations, @jasperhook !!
somewhere in castigo.
nada era como antes. se antes já existia a dificuldade entre arthurian e o castigo, agora era ainda pior. o clima estava mais pesado, as pessoas pareciam mais cautelosas... assustadas com a possibilidade de serem condenadas por algo que sequer tinham conhecimento do que era. e mesmo com tudo isso, lá estava ela, mas uma vez nas ruas da cidade de baixo, o bom era que dessa vez estava acompanhada de alguém, da mulher que considerava como figura de força. jasper caminhava ao lado da porter, enquanto elas observavam a situação do lugar; uma criança era segurada pelo braço por um defensor que parecia colocar mais força do que necessário, e sua face carregava uma expressão de terror, obviamente temeroso pela sua vida ou possíveis ações desbalanceadas que pudessem vir a acontecer com tamanha grosseria. “ei! solta o garoto seu babaca.” disparou sem nem sequer pensar no tamanho da encrenca que se meteria com aquela atitude impulsiva, mas pouco importava quando a vida de alguém estava em perigo e ela acreditava que ainda não tinha superado presenciar a cena da morte da darling, então aquilo parecia até sensato. “se quiser agir desse jeito eu aconselho você ir atrás daquele que não deve ser nomeado. dá pra resolver as coisas na base da conversa!” a voz era um tanto mais alta do que deveria mas apenas porque combinava com a que o homem culpado de sua revolta usava. ‘ esse assunto só remete aos defensores e você, sua arthuriana traíra, deveria se afastar. ’ ele disse e de imediato os olhos da porter saltaram com ainda mais indignação, se aquilo era possível. “vá se ferrar, seu defensor fudido do caralho. boneco de voodoo.” xingou o suficiente para que ele desse um passo ameaçador, mas ela não recuou mesmo assim e ainda ousou se aproximar para afastar a criança do alcance dele.
* friendly warning as always : o conteúdo abaixo do readmore possuí escrita de qualidade duvidosa - para não dizer péssima - , muito drama , menção a sangue e mais algumas coisas que se você quiser ler é por sua conta e risco !!
* chars citados brevemente: Zeno, Tümay, Sedna e Marlo.
nomes em negrito para melhor localização.
Não existia possibilidade de ser normal desejar utilizar seu poder como nunca havia feito antes. De causar propositalmente certas emoções nas pessoas que cruzavam seu caminho, apenas para desencadear situações diferentes na vida deles, como até mesmo; fazer alguém se apaixonar por outra pessoa por quinze míseros minutos. E o mais estranho ainda era como se divertia manipulando os sentimentos de quem quer que fosse, tal qual a lei da ação e reação, ela acendia uma faísca e a pessoa incendiava! Não era literalmente, mas de qualquer forma o prazer de presenciar o efeito de seu poder não mudava.
Ela se sentiu poderosa.
E continuaria assim, com o egoísmo e orgulho inflado durante o restante do dia se aquela atrocidade não houvesse acontecido. Sem se importar com quem se machucaria — incluindo o irmão mais velho pelo qual sempre prezou seu bem estar e acabou sendo uma de suas vítimas — ou até mesmo se seu vestido digno de uma princesa ficasse manchado. As cenas que se repetiam quando corria, eram dignas de filma, já que o tecido cintilante e suave do seu vestido branco, assim como os fios rebeldes do seu cabelo eram levados pelo vento, lhe dando um toque ainda mais delicado e angelical. Contudo, não era como se tivesse importância manter a aparência daquela forma, sem ao menos quebrar os saltos cujo sempre chamaria de objeto de tortura, e de quebra, sem muito esforço convencer Sedna a quebrar os dela para lhe acompanhar na tentativa de tornar aqueles objetos menos torturantes. Sabia que a amiga compartilhava do sentimento, e mesmo não estando em seu estado normal, não mudava o fato de que ainda era ela no final; o que explicava a tristeza de ver jogarem tomates no lobo, assim como lhe fez manipular algumas das crianças para que jogassem tomates umas nas outras.
Mas Ayla não era excessão, e não esperava ser pega de surpresa pelos eventos traumatizantes posteriores. Honestamente não deveria ser tomada pelo sentimento, a capacidade de algo preocupante acontecer durante os eventos da academia ou qualquer outro que envolvesse a Ordem era aparentemente algo comum e de conhecimento próprio, só que aquilo era demais. Era demais ver o pai de sua amiga ser desmascarado e ela receber olhares preconceituosos como se tivesse culpa das escolhas que o progenitor fazia e, esse mesmo pensamento servia para situação de Tümay. Cujo pai não teve dó nem piedade de arrancar o coração de Wendy, a mulher que era amiga da sua mãe, uma tia para a caçula dos Porter e mãe de um de seus amigos mais queridos. Independente de como aquilo aconteceu e porquê aconteceu, se foi um evento manipulado ou espontâneo, não houve tempo de reação para ninguém que desejava explicações.
E ela se sentiu impotente.
Quando percebeu que todo aquele sentimento de alguém poderosa que lhe consumia mais cedo, não era nada e nem podia ser comparado a um minúsculo grão de areia, descobriu que mesmo com suas habilidades não era ninguém. Ela não era capaz sequer de ajudar a si mesma, mantendo os pés plantados no chão, imóvel. E todo seu conhecimento sobre animais ou fatos aleatórios não eram de grande utilidade quando precisava, embora ninguém precisasse especificamente dela, ela queria ser útil. Queria tanto ser útil, mas tudo que fez foi nada além de ser uma mera espectadora do show de horrores.
Não foi capaz de ir em busca de Sedna para lhe dar apoio pelo impacto da descoberta... Mas talvez ela tivesse alguém melhor para fazer aquilo por ela além de Ayla.
E por mais que aquela em específico estivesse totalmente fora de seu controle, não conseguia aceitar a ideia de não poder fazer nada por Tümay. Se fosse alguém tão inteligente, corajosa e capaz quanto a maioria das outras mulheres que lhe rodeavam, talvez tivesse conseguido arrumar uma forma de ir ver o rapaz e ajuda-lo a arrumar uma forma de se libertar daquilo.
Também não foi capaz de alcançar Zeno antes que ele fizesse alguma besteira, na verdade, tudo que fez foi atender ao seu pedido sem falar nada. Remover os sentimentos negativos e toma-los para si, para que ele pudesse ficar forte pelos irmãos pelo menos nos primeiros minutos do restante do dia. Em troca, ela sofreria o luto do amigo naquele momento... Era o mínimo a se fazer quando não se tinha o que fazer.
A avalanche de sentimentos que lhe inundou a medida em que esbarrava nas pessoas desesperadas e absorvia toda a negatividade, era ensurdecedor e sufocante. Entretanto, o quanto havia caminhado não sabia dizer, mas os pés doíam e pareciam machucados, ao ponto até de sangrarem. Se era sua salvação, fim da partida ou qualquer outra coisa, não importava, o que importava era que Marlo estava ali e que ela pode envolver a amiga num abraço cansado; elas poderiam compartilhar a dor sem que uma prejudicassem a outra já que os poderes de ambas tinham sua similaridade. Às lágrimas permaneceram rolando por sua face e embora os braços estivessem envolta do corpo esguio da garota a sua frente, não foram o suficiente para impedi-la de escorregar e se sentar no braço. Ela precisava colocar aquilo pra fora antes de ser.. Útil, novamente, e ter alguém que lhe compreendia era tudo que precisava.
Promete direto que vai ser uma boa menina e parece um disco arranhado com 23 anos de idade porque nunca conseguiu cumprir essa promessa. Fun fact, ele sempre acobertava ela quando ela pegava algum livro da biblioteca particular e “secreta” da mãe.
Se as aparências enganam, por que não vestir algo que não combinava nem um pouco com sua personalidade? E foi pensando nisso que ela decidiu usar algo delicado, digno de uma princesa recatada, que vive lendo seus livros e bebendo chá... Bem, ela realmente lia bastante e bebia chá, mas venhamos e convenhamos, ninguém acreditava que ela realmente fazia aquilo. O vento batia e o tecido suave balançava junto a ele uma cena angelical, mas bem contraditória já que ela não parava de xingar tudo e todos; hora era por causa dos saltos, outra era pelo pano que pinicava sua pele, lhe dava coceira e lhe dava calor. Além de que, bem, estava mais ousada e se por algum acaso você encontrou com ela e pouco tempo depois teve um surto de raiva ao ponto de arrumar briga com alguém... É, foi ela, mas você jamais culparia esse rostinho doce, culparia?
E pra quem tanto estava espalhando o caos, quando o verdadeiro aconteceu, não aguentou. Podem dizer que esse dia foi surto coletivo !! Literalmente.
ewanmcdunbroch, playing a flashback before the savior week.
Ewan estava provando um monte de óculos escuros de um display da loja, tentando ver qual deles complementava a curvinha perfeita que seu topete estava fazendo. O ar da praia, ao contrário do que ele esperava, estava fazendo um bem danado para os seus cachos (além da rotina de 12 passos do cabelo, é claro). Ele se virou para Ayla com três óculos enfileirados dos olhos, por cima da testa e no topo da cabeça. – Ah, ótimo. Você está aqui. – Ewan balançou a cabeça. – De forma alguma, meu batimento cardíaco em descanso sempre registra como um ataque de pânico. O que você acha? – Ele tirou um dos óculos, deixando o segundo cair sobre os olhos. – Esse aqui, tipo salva-vidas da praia, ou… – Ele tirou o segundo, deixando apenas o terceiro sobre o cabelo. – Estrela de cinema de férias? Seja honesta.
Não sabia dizer se a expressão que carregava no rosto era uma careta cujo motivo se dava pela claridade do sol em seus olhos desprotegidos ou se era por causa daquele amontoado de óculos na face alheia, mas certamente era um mero detalhe que podia ser ignorado com facilidade naquele momento. "Eu não entendi o que você quis dizer com isso, mas acho que não devo pensar muito ou vou acabar fritando meu cérebro, então..." Pausou para o observar mostrando-lhe os objetos que tinham uma utilidade boa, mas ao mesmo tempo curiosa. Podiam servir como algo para realçar a beleza de alguém, mas também como protetores oculares. "Nenhum deles. Esse aqui é melhor." Caminhou um pouco mais para pegar qual ela falava e não pediu permissão, foi logo retirando o que estava anteriormente nele e colocando o novo. "Esse aqui te deixa com cara de Ewan, ex esgrimista, professor pavio curto, paquerador e certamente às vezes charmoso."
@sxdna : playing a flashback, before the savior week.
💧 𓂃 O sorriso no rosto de Ayla era o suficiente para já fazer o dia de Sedna, mas bem, o que viria a seguir era um bônus, então não iria desistir de sua ideia tão fácil assim. “E quem disse que ele não vai acabar em algumas horas? Se Merlin tirou férias, tudo pode acontecer!”, comentou rindo, entrando no apartamento alheio sem delongas, como se já fosse de casa — e tecnicamente, era. “Queria fazer um teste. Eu encontrei um estuário, e eu nunca entrei em um. Será que posso porque tecnicamente é um rio? Será que não posso pela proximidade do mar? É uma resposta que quero descobrir com minha melhor amiga.”, abriu outro sorriso para ela, indo então para a cozinha atrás de um copo de água. “Você tem dez minutos para colocar seu melhor biquíni.”
Ayla revirou os olhos, mas não por não concordar com ela, apenas porque sabia que ela estava certa e por isso, acabou cedendo e balançando a cabeça positivamente para concordar com aquilo. Odiava soar como alguém pessimista, mas às vezes era totalmente necessário ser realista. "Okay, dona: bring me back to reality, eu aceito isso, mas você entendeu o que eu quis dizer. Era só pra você ter calma porque eu sou uma pessoa energética que precisa de paciência ao contrário acabo fazendo tudo errado... Verdade, faço tudo errado normalmente." Fungou antes de rir, gesticulando um pouco em busca de alguma peça de roupa decente. Adorava o fato de que quando o colega de quarto não estava presente, podia sentir-se livre para ficar do jeitinho que veio ao mundo e aprender a lidar com o clima frío do polo norte que era aquele dormitório. "Pois essa é uma missão para as incríveis florzinha e docinho! Você é a docinho, combina muito com você esse nome." Brincou e não demorou para achar a roupa ideal, assim como o biquíni, para aquela ocasião, vestindo sem delongas. "Você sabe, sou péssima com escolhas de roupas geralmente, mas aposto que essa aqui nova é perfeita para ser inaugurada em uma missão tão especial e nova como essa."