beatermaster:
- Tu sabe que tecnicamente acabou de beijar minha boca, certo? Sendo assim se tu tá fim da minha saliva venha direto a fonte, mas não meta a boca na minha bebida! - disparou com óbvia zombaria enquanto o observava beber parte de seu precioso uísque de fogo. - Já me chamaram de muitas coisas, mas cara de cu é uma novidade. Tem nada não, espertão, só meio bolado por Kendall me tirar o direito e a benção da ignorância. - resmungou enquanto revirava os olhos em demonstração de sua exasperação. Embora estivesse puto com Alice não era ingênuo a ponto de acreditar que Kendall lhe passara a fofoca na intenção de tirá-lo do escuro. Ainda que mantivesse uma longínqua relação de proximidade com a Carrow sabia que a intenção dela era majoritariamente abalar sua relação com Alice e por ora talvez estivesse sendo bem sucedida. - Acabei de dizer que foi uma boa apresentação cara, tais surdo?! De qualquer maneira nem conheço site de reviews musicais, mas vou criar um se necessário só pra encher tua bola e inflar esse ego. - disse liberando uma breve risada enquanto voltava a virar parte do conteúdo da garrafa de uísque de fogo em seu copo. Indo para o quinto copo logo menos sua vista começaria a ficar turva. - Isso é cigarro comum, maconha, mentolado ou o quê? Me arranja uma merda dessas aí, espertalhão! - pediu mesmo que não tivesse o costume de fumar com frequência. Apenas dois estados de espírito o faziam procurar por nicotina e afins ou estava em total êxtase ou em total desengano, não havia meio termo. - Me parece que teu problema é branding. - disse com uma sutil careta que fora substituída por uma risada ao ouvi-lo gritar o nome da banda e não obter resposta. - Tu pode bem incorporar a banda o que já vive no imaginário popular. Não estou falando de tu sair matando gente, longe disso. - franziu o cenho novamente se perguntando o que diabos tinha na cabeça quando andava para cima e para baixo com alguém de uma família que historicamente o queria ver extirpado do planeta. - Ou tu pode fazer o caminho contrário. Pareço doido? Sim, mas not all Lestrange. De qualquer maneira vocês precisam de marketing, planejamento, boa gestão de redes sociais. Posso não ser empresário ainda, mas sou corvino e é minha missão nesse mundo ser bem sucedido ou morrer tentando. - a última frase fora pronunciada em total descrença, pois já fazia tempo que desacreditava dos estereótipos das casas. - Posso promover vocês nas minhas redes em troca de gerenciar as redes da banda. É uma situação win win pra vocês e uma maneira eficiente de me manter ocupado enquanto não consigo me decidir sobre que rumo tomar na vida. - e tinha até o fim do ano para isso ou seus pais certamente cortariam sua mesada generosa, além do que Andrew sabia que precisava cuidar mais de si uma vez que havia desenvolvido uma série de comportamentos erráticos desde o seu incidente. - Hum? Se ela estiver vindo é pra tirar meu couro de uma maneira nada prazerosa. Ela não faz ideia de que vim me acabar num puteiro e assim que souber eu serei um homem morto. Talvez seja um bom momento para começarmos a comemorar minha última noite respirando.
- Ah vai cagar! E quem disse que eu quero beijar essa boca sebosa? - perguntou Porthos, incrédulo. Em seguida, assoviou para chamar o que considerou um garçom para pedir suas próprias bebidas e uma garrafa de água. - Somente Kendall e Bones são capazes desse feito. Mas, me diz, tchola, o que Kendall quer dessa vez? Fazer um blow job na miúda? - o questionamento veio seguido do ato libidinoso do ex-sonserino em mimicar um boquete, colocando a língua no canto da bochecha e movendo a mão em punho fechado na direção da boca. - Não sei como você não jantou ela ainda, brow, porque a mulher não consegue passar sem enfiar a mão dentro da sua cueca. Espero que Bones tenha piedade e não corte as mãos dela em algum futuro próximo. E nem sua linguiça mixuruca. - ele emendou, aguardando alguma reação do amigo que claramente seguia bolado com alguma coisa. Espera e atenção que não duraram muito, pois a rodada de drinques mudou totalmente seu mood. Entornou um gole generoso do invejado firewhiskey e adicionou um gole menor de água, ainda não se dando por satisfeito. - O quê? Ah vai se fudeeeeee!!! - Porthos ergueu a mão livre para bater um high-five com Andrew. - Vou fingir que acredito sobre você ter curtido nossa performance. Ha-há! Tamô melhor que as bruacas malditas, que ouvi dizer que tão tentando descolar feat com As Esquisitonas e sabemos que elas não têm esse calibre. Ok que curto a vozinha mixuruca da Malfoy, toda aquela tristezinha, toda garota cool, mas ela não tem o timbre do tio aqui. Nem a gostosura! A gente que deveria se chamar de Gostosos Malditos. - ele riu como sempre ria, de um jeito sem ofensas, sobre os comentários que envolviam a banda que considerava rival dos Banditos, mas não tanto assim. Ele confiava cegamente no próprio talento, no futuro com a música, e tinha uma segurança inabalável de que as meninas não chegariam nem no dedo mindinho da banda arcaica do mundo bruxo - e que nunca mais se ouviu falar. - Deve ter algum site de reviews! Mas você pode criar e só aceito cinco estrelas pra cima, fechô? - ele empurrou um copo de firewhiskey ao amigo, a fim de pagar pela dose “roubada”, antes de dar continuidade ao interesse de acender o cigarro. Afastou-se, em uma singela educação para esbaforir a fumaça, percebendo a nicotina diminuir seu estado de euforia. Era o que exatamente precisava depois de tantos estímulos e por naturalmente ser agitado e confuso. - Mentolado, porra! Eu lá fumo maconha? Já me acham retardado das ideias, usando erva vão reinventar os Dementadores para me conter. - ele riu, passando o maço para Andrew. Acomodou-se, finalmente, e esticou as pernas. Entre uma baforada e outra, ouvia Andrew cacarejar sobre o que os Banditos precisavam para decolar de vez. - E você acha que vai conseguir fazer tudo isso pelos BAN-DI-TOS! - ele gritou o nome da banda novamente, agitando os braços, quase deixando o cigarro escapar da beira dos lábios. Procurou, de novo, pela mesma aprovação, e sorriu meio amarelado para as pessoas que o olharam de um jeito torto. Deu de ombros e se redimiu a bater as cinzas do cigarro no cinzeiro luxuoso do OJESED. - Bom, se você acha que manda bem e que minha banda pode voar, vou te dar um voto de confiança. Mas, se a banda decair, irmão, eu vou pessoalmente diminuir seu narigão no soco. - ele ameaçou, sem um pingo de seriedade. - A propósito, você não tem nada pra fazer da sua vida, não? Eu achei que você estaria me sustentando a essa altura do campeonato. Tá certo que você divulgando os Banditos é basicamente eu montando nas suas costas, já que faremos um pólen nas nossas contas. Soou pornô, mas é isso aí mesmo, boneco! Se isso vai te ajudar, que bom, maneiro, vamos fazer esse caralhow! - Porthos celebrou, acompanhando o som do próprio riso. - Agora, quando que Alice voltou pra essa conversa? Ah sim! Por que a gata arrancaria seu couro? Tem a ver com Kendall? Caralho, janta as duas logo de uma vez, tenho certeza que seria uma suruba de qualidade. Você pode me convidar se quiser, mas duvido que queira que eu veja sua mina peladona. - Porthos apertou a ponte do nariz, falsamente perto de explodir. Quando, na verdade, era um falso senso de inconformismo contra o baixo-astral. - Andrew, eu não quero saber de depressão no rock and roll! Mas eu preciso saber: qual é o lance? Tá namorando com a Bones ou não? Porque a boneca sabe brincar direitinho e é uma montanha-russa. - ele comentou, de um ponto de vista pessoal e que duvidava um pouco que Andrew acreditasse, visto que seu irmão mais velho quem vazara o vídeo pornô da garota que se tornou o assunto. Ele nunca vira, nem um pedaço, mas sabia que era complicadíssimo confiarem na sua palavra quando tinham outro Lestrange mau-caráter de referência. - Serião, porque aí é mancada a Kendall querer avacalhar. Mas... Se não quiser abrir o game, podemos fingir que essa é sua última noite respirando, então, não vamos deixar essa noite morrer em vão! Mas, primeiro, você tem que me dizer porque achas que vai morrer e eu te digo a melhor forma.













