Na sociedade farmacopornográfica, o monstro, tal como interpretado no século XIX, nãoo existe mais; existe apenas como ficção. Os monstros da sociedade disciplinar agora têm tratamento. Eles saem da categoria de “anormais” e podem ser incluídos na categoria de “normais”. Há tecnologias para isso. Preciado (2008) toma como exemplo a mulher-barbada, que era considerada uma anomalia na sociedade disciplinar. Na sociedade farmacopornográfica, “ela é um caso clínico de hirsutismo, usuária potencial do sistema de saúde e consumidora de moléculas manufaturadas que neutralizam a produção de testosterona, direcionadas à normalização hormonal”
ÁVILA, Simone in "Você vira um freak show"









