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Corações inquietos não conhecem a plenitude e a paz de espírito.
É possível ficar meses sem falar com a pessoa, anos sem vê-la, acostumar com a sua ausência, e nem mesmo sentir sua falta. Mas, o que fazer quando você a vê de longe depois de todo esse tempo e percebe que ela ainda te bagunça inteiro?
Thaís Padilha (via reclinios)
So last night I came across this beauty
O meu problema é que por fora eu sou cabeça demais e por dentro eu sou coração demais. Enquanto eu ajo com a cabeça, buscando a razão, por dentro há todo um misto de emoções ocultas, ou nem tão ocultas assim, que me assombram dia e noite. Não há equilíbrio. São dois lados de um cabo de guerra infinito e pessoal. São dois lados opostos e conjuntos de mim mesmo.
Eu fiz justamente as coisas que sempre julguei nos outros e que acreditava que nunca faria algum dia. Ledo engano, esse de acharmos que nos conhecemos de verdade, quando na verdade somos histórias em construção. Talvez não haja certo ou errado, mas há crenças e descrenças, princípios que nos movem todos os dias. E eu falhei com boa parte dos meus próprios princípios. Eu falhei comigo mesmo.
Eu tentei afastar você dos meus sentimentos, numa tentativa estúpida de enganar a mim mesmo, para só perceber quando já era tarde demais que eu sinto saudades. Eu acho que eu gosto mesmo de você.
...uma menina descobre que eu sou gay e vem conversar comigo.
“Ai, você devia sair com um amigo meu, ele também é gay!”
“Como você sabe que não gosta de mulher se nunca beijou uma?”
“Ah já que você é gay vai saber me dizer se essa blusa combinou com essa calça”
“Ai que raiva, todos os caras gostosos são gays!”
“E como você faz? Porque meu, eu já tentei uma vez e doeu tanto que eu quase desmaiei”.
“INHAIIIIIIIIIIIII!”
(inspirado no okinasaurusrex)
Às vezes você precisa se apegar às suas escolhas e viver as suas consequências para descobrir se o caminho que você escolheu valeu a pena ou não. E só então você se torna capaz de decidir entre continuar percorrendo esse caminho ou voltar atrás e se reencontrar com o seu velho eu e com as suas antigas histórias.
Algumas oportunidades nos são dadas somente uma vez. Somente uma chance de escolher entre o caminho que pode trazer aquela sensação gostosa de satisfação ou o caminho que te levará a uma jornada de aprendizado contínuo. E eu nunca fui de escolher o caminho mais fácil. Nem de me conformar com o confortável. Eu sempre busquei mais. Mas às vezes ao buscar demais a gente acaba perdendo e se perdendo numa busca constante e insaciável que não tem fim. Ou às vezes esse fim acaba chegando involuntariamente, levando mais um dos frágeis resquícios do que um dia foi uma gota de esperança de que dias melhores chegariam ao horizonte trazendo uma paz nunca conquistada.
Você me recebeu de peito aberto, mas eu não estava preparado para tanto cuidado. Eu aprendi na marra a me virar cuidando de mim mesmo. Ver alguém tentando ocupar um espaço que sempre esteve vago foi uma surpresa ao mesmo tempo boa e assustadora, e como bom medroso que sou, me tranquei dentro de mim mesmo e deixei você de fora. Não há um dia em que eu não reflita em quão errado eu possa ter estado, nem um momento em que eu não tente me convencer de que foi melhor assim. E mesmo que bem no fundo eu sinta que de fato tenha sido melhor, ainda bate uma saudade de vez em sempre que faz eu sentir que não fui capaz de demonstrar o quanto você foi importante para mim. E eu queria que você soubesse que você foi importante demais. E ainda é.
Tentei abraçar o mundo inteiro de uma só vez, mas meus braços são pequenos demais para completarem seu entorno.
Que além do corpo, a alma também seja bonita.
Docismo (via a-interrogada)
Algumas coisas se iniciam de repente, como uma surpresa boa, e mesmo que desejemos que tivessem ocorrido antes, parece que elas acontecem no exato momento em que deviam acontecer. Não como destino, mas como resposta a anseios antigos que, enfim, se concretizam.