iniciando processo de degustação das palavras pensadas.
passo 1: aprender a escrever os pensamentos.
os pensamentos parecem claros, como se eu estivesse conversando com alguém, mas esse alguém sou eu mesma, só que na hora de passar pra palavra escrita tudo parece um furacão de ideias desconexas, portanto este exercício terá como objetivo me alçar às palavras escritas.
tendo a ser exigente e preguiçosa ao mesmo tempo, então farei deste exercício um passo a passo para principiante, como sou. exigir apenas aquilo que eu consigo alcançar, nada de metas grandiosas, esperando que tire brilhantes resultados de algo que nem mesmo eu sei se vou prosseguir, já que também tenho o péssimo hábito de abandonar coisas em terminá-las, isso quer dizer que este exercício será sem um fim definido, tanto pra tempo, quanto para propósito final.
parece que os 26 anos estão me cobrando uma organização mental para que eu não tenha um colapso nervoso, algo como tentar por no papel o que eu tenho desejado para o futuro, ao mesmo tempo em que tento aceitar que talvez amanhã não exista.
isso tudo me lembra minha ansiedade e como eu tenho lutado contra ela há mais tempo do que eu gostaria, com resultados nada satisfatórios pro meu lado.
e tudo isso aqui me mostra que eu não consigo ficar muito tempo focada em uma coisa só, minha ansiedade deve ter algo a ver com isso.
essa semana tive boas conversas e boas resoluções que acalmaram um pouco as angústias da semana passada. comecei a colocar no papel o que devo fazer amanhã, criei uma agenda com as minhas tarefas futuras da semana, mas também fiz uma folha de metas de curto, médio e longo prazo, a de curto prazo abrangendo esse mês até os próximos seis, a médio prazo coloquei o ano que vem até 2020 (ano que devo concluir minha segunda graduação), e a de longo prazo que são os próximos anos após 2020.
por que eu demorei tanto pra pensar que por minhas responsabilidades e vontades no papel me fazem ficar mais organizada comigo mesma? sério, por que as pessoas não pensam nisso? eu esqueço que o papel serve pra mais coisa do que teorias e pensamentos sobre ideias e fatos que já aconteceram no passado. deve ser mal de historiador.
bom, acho que pro passo 1 conseguir ser concluído com sucesso devo escrever sobre meus dias conforme eles vão acontecendo, a começar por hoje.
acordei do lado de alguém que me é especial, ontem mesmo havia dito a essa pessoa o quanto sinto liberdade com ela, fez-me bem falar tais palavras, no escuro com a luz do banheiro refletindo em suas costas vejo a beleza do corpo humano, meus olhos se enchem de prazer com o que eu vejo. a beleza parece um veludo, dá para sentir sem usar os olhos. enfim, acordei e me senti ali, naquele lugar aconchegante que se tem quando se é abraçada com carinho e sono. bem que Freud diz que não tem como ter um pensamento intelectual correto quando se cria afetividade com alguém, nem sei o que eu pensei hoje, mas tudo bem, porque sentir também faz parte da vida.
dedico este texto às madrugadas, minhas eternas companhias solitárias.