Fichamento do texto "Landing Pages", de Maria Beatriz Vaccari | Por Gabriel Monteiro
O texto já me deixou intrigado por ser bem atual (como o texto passado, e isso é muito importante nessa cadeira: textos teóricos mais antigos e textos de exemplo mais atuais se complementam), trazendo exemplos bem práticos e atuais. Constatei algo que já havia percebido, mas que ainda não tinha lido mais sobre o assunto em textos técnicos e específicos: as landing pages estão dominando o Marketing digital. São basicamente páginas de coletas de dados dos consumidores (e possíveis consumidores, sendo esse um dos grandes potenciais da ferramenta) que oferecem em troca um produto ou um serviço, e que convertem isso para um consumo num futuro que pode ser bem próximo. O que achei mais legal é que isso pode ser feito a preços bem acessíveis e que em geral as páginas são feitas de forma inclusiva, para um bom e rápido carregamento em regiões onde a conexão não é das melhores. Apesar de sabermos, claro, que no fim das contas isso é basicamente uma forma de conquistar e influenciar consumidores das mais diversas classes sociais e particularidades regionais, culturais e socioeconômicas. Mas já que é para vender, que esse consumo seja mais inclusivo, não é mesmo? Visto que o número de smartphones já supera o de computadores, como diz o texto.
O exemplo da Boticário foi bem nítido para mim, visto que minha mãe participou dessa promoção e chamou as amigas do trabalho dela para participarem. Só aí, em um dia, já foram dados coletados de mais de 20 clientes e potenciais clientes, num espaço de pouquíssimos metros quadrados. O mais interessante é que lembro da minha mãe comentar que muitas das amigas dela ficaram com preguiça de ir buscar o produto que ganharam, devido a localidade das lojas (já que as lojas mais perto de algumas pessoas já tinham seus produtos esgotados, o que é bom por um lado - significa que a promoção estava dando resultados - mas é ruim por outro, visto que essa é uma questão que precisa ser melhor avaliada tanto pela Boticário como pela empresa que criou a landing page). Eu mesmp já participei de uma promoção da Quem Disse Berenice em 2015, que é também da linha de cosméticos. Lembro que eu e meus amigos também fomos atrás de CPFs e dados de cadastro de outras pessoas que não se interessavam no produto para pegarmos mais para nós (ops!). Isso só prova como essa ferramenta de marketing realmente dá resultados e articula os clientes. Mas um dos reflexos da nossa geração e da era virtual (que percebi durante a leitura do texto) é a inerente preguiça dos usuários. De fato, tudo tem que ser pensado visando a eliminação da dispersão e a praticidade e rapidez da navegação e principalmente do processo de cadastramento, visto a velocidade de informações na web e dos processos de navegação. Como diz o texto, um simples botão de iniciamento do cadastro logo no e-mail já alavanca o resultado de conversões. Como diz o texto Free, de Chris Anderson, estamos na era do Grátis, e as landing pages são um exemplo atual e muito nítido disso. Os produtos "grátis" são fornecidos em troca de dados, dados esses que já percebemos estarem cada vez mais valiosos com o passar do tempo. Não vai demorar muito para que eles virem totalmente a moeda de troca nos tempos do marketing digital.










