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aperta o coração aí pra combinar um starter com o personagem mais presidiário da cidade. (up to 5)
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aperta o coração aí pra combinar um starter com o personagem mais presidiário da cidade. (up to 5)
what the....?!
Nicholas havia acabado de acordar e sua cama parecia mais um massacre da serra elétrica. Tinha o corpo dolorido, mas não sabia exatamente o por quê. Foi somente quando se sentou na cama que percebeu que estava todo machucado. Quando levou as mãos para o rosto, percebeu que estava sangrando: tanto os nós dos dedos, quanto seu supercílio. E, por um minuto, parou para tentar se lembrar da última noite: nada. Absolutamente nada. Travou. Ele sabia ter ido trabalhar, sabia ter saído por volta das 6 da manhã e sabia ter chego em casa acompanhado. Imaginou ser por alguma mulher. Encolheu-se na cama ao tentar raciocinar, apesar de toda a dor que sentia. “Eu saí do trabalho, eu peguei um táxi pra casa... Tinha alguém comigo, mas... quem era?” Tentou se forçar a lembrar daquilo, até que um flash passou por sua mente. Ele. Um cara. Socos e chutes. E, por um segundo, pensou ter feito merda de novo. Será que iria pra prisão novamente? Forçou-se a pensar de novo. Lembrava-se de ter brigado com aquele cara, de ter levado alguns socos na cara, de ter dado alguns na dele, e, logo, outro flash:
Nicholas, levando um soco na cara, para logo depois ter o rosto puxado para um beijo. Mas... se em suas lembranças era só ele e o outro cara... Isso significava que: HAVIA BEIJADO UM HOMEM?! Certo, precisava pensar melhor. Não era verdade. Sabia agora que os machucados eram pela briga que tivera com o rapaz, o sangue também. Mas o que se perguntava era o que haviam feito depois.
Ponderou, ponderou e pensou por muito tempo, tentando lembrar de algo relevante. E foi quando chegou à conclusão de que havia transado com aquele homem. E que fora parte disso que causou todas as manchas de sangue espalhadas pela cama branquinha. Logo ele, o cara que mais odiava homossexuais da Coréia inteirinha havia beijado um homem. Não só beijado: havia mantido relações sexuais.
Se antes, Nicholas já se sentia meio culpado por reproduzir o que ouvira tanto na prisão, agora então...
hey, sorry I’m late.
Havia combinado de encontrar @pr-nana na boate, mas acabou se perdendo no caminho. Parou, para comprar cigarros e uma garrafa de cerveja, que tomou antes mesmo de chegar na Lights Night. Cidade pequena, só tinha um lugar bom mesmo para se divertir, ou seja, todos os dias - mesmo que não estivesse trabalhando - estaria por lá. O americano não levou mais do que dez minutos para entrar na boate. Uma vez que estivesse lá dentro, buscou com o olhar pela francesa, mas, mesmo olhando de cima, não conseguia localizá-la. Talvez Nicholas fosse cego, talvez a boate estivesse superlotada mesmo. Pegou o celular antigo do bolso e digitou uma SMS.
[TXT MSG - TO ELENA]: Hey, where are you?
[TXT MSG - TO ELENA]: Lemme know where I can find you so we can drink.
thanks, lady boss.
Primeiro dia de trabalho. Devia ser um momento estressante e que lhe causava nervoso, mas Nicholas já havia recebido um convite de @pr-knahyun do Lights Night para dividirem seus cupcakes. Sim, estava comprando-a pelo estômago, mas quem ligava? Trazia consigo uma caixinha cheia de cupcakes, enquanto passava pelas portas do estabelecimento algumas horas antes de efetivamente ser aberto. Já havia feito um tour por ali em sua primeira entrevista, então, por isso, decidiu seguir diretamente para a sala da gerente. Duas, três batidas na porta e a abriu, adentrando. Já estava “uniformizado”, com a roupa que deveria usar pela noite inteira. Quando finalmente adentrou aquele cômodo, olhou ao seu redor e logo os olhos bateram na mulher. — Me desculpa, demorei muito? I come bearing gifts...
𝙽𝙸𝙲𝙷𝙾𝙻𝙰𝚂 𝙳𝙾𝙽𝙶𝙷𝚈𝚄𝙽 𝙲𝙷𝙾𝙸
Nicholas Choi, aka Nicho, tem 25 anos e nasceu em Los Angeles (California). Cresceu em uma família abastada e tem um irmão mais velho, o qual sente muito a falta hoje em dia. Passou a infância sendo cuidado por governantas e babás, já que os pais - médicos - eram muito ocupados. Desde sempre, foi obrigado a querer fazer medicina, mas, na verdade, seu grande amor sempre foi a música. Fazia rap, criava rimas maravilhosas, mas não podia praticar. Aos poucos, foi se tornando um garoto rebelde, até que anunciou que iria ser rapper e produtor musical, o que o fez ser expulso de casa. Morou com amigos, pulando de casa em casa, até que foi parar em Seoul. Já no ramo da música, se perdeu nas drogas (heroína e cocaína) e perdeu a noção da força que tinha numa briga, o que resultou na morte de dois garotos. Além de ser preso por homicídio duplo, também foi preso por tráfico de cocaína, devido a grande quantidade que portava consigo. Ele não sabe, mas os pais pagaram um bom advogado para limpar o nome dele, que subornou algumas pessoas importantes para reduzir a pena de 10 anos para 5 + 1 de trabalho voluntário. O trabalho voluntário de Nicholas é em Hannabyul, num abrigo para animais. Apesar de ser um cara ruim - 3 anos de cárcere, 2 na solitária fazem isso com um homem -, Nicho se esforça para ser uma pessoa melhor. Ainda não tem muito controle da força, então, ele pode perder a noção em brigas, mas ele tenta ser um cara legal.
Atualmente, aluga um quartinho minúsculo em Taegu, recentemente foi contratado como segurança da Lights Night e passa três dos seus dias no abrigo.
𝙲𝙾𝙽𝙽𝙴𝙲𝚃𝙸𝙾𝙽𝚂 + + + 𝙰𝙱𝙾𝚄𝚃
Not that goth
pr-jay:
( With @pr-nicholas )
Sua vida sempre fora monocromática e, depois de velho, acabou mantendo aquele hábito. Era mais fácil na hora de combinar roupas, e também não perdia muito tempo em lojas. Os moletons eram seus grandes amigos, usava até mesmo para trabalhar, e não seria num simples passeio com seus gatos de estimação que a rotina mudaria.
Sorte haver uma praça bem próximo de onde morava, não havia outros animais ali, então podia alongar um pouco mais a guia dos bichinhos para que eles pudessem brincar na grama. Jay só sentou no banco mesmo e acendeu o primeiro cigarro. Tecnicamente deveria se exercitar também, mas tanto trabalho o deixava sem disposição nenhuma para tal. E ficar vendo os filhos rolando na grama e brincando de lutinha como sempre era algo muito mais divertido e agradável de se ver.
Deixou as guias no chão e pisou sobre elas, assim tinha as mãos livres para mandar mensagens a vontade. Mas bastou começar a digitar para que Zeus — o cinza — corresse para seu colo exigindo atenção. Hades — o pequeno tigre — preferiu continuar em sua caçada implacável ao que deveria ser algum inseto. E quanto a Jaehyun, só ficou ali jogado no banco dividindo as mãos entre fazer carinho no gato, mandar mensagem e fumar ao mesmo tempo. E as guias e as roupinhas que os animais usavam era a única cor a compor a cena do tatuador sentado naquele banco de praça.
Primeira semana pós prisão, o americano ainda caminhava pela cidade um pouco curioso sobre onde ficavam as coisas ali. Não é como se os oficiais de justiça tivessem lhe dado um mapa ou um tour da cidade, não podia exigir muito já que eles até lhe devolveram seus 2000 won e o celular. Podia até comemorar, já que achava que ia sair sem nada. Andava por uma praça aleatória, mas algo lhe chamou a atenção. Gatos, de coleira, brincando numa praça. Gatos de coleiras coloridas brincando numa praça e o dono todo de preto. Reconheceu aquele ser de longe, já havia conversado com ele algumas vezes, era Jay, o tatuador. Andou até onde os gatos estavam, parando para brincar com o único que ficou ali, o tigrado. Abaixou-se e resolveu fazer carinho nele, gastando toda a sua alegria interna naquele momento. Afagava os pelos do felino com tanto carinho que parecia até ser um de seus filhos. A verdade era que Nicholas era muito melhor com animais do que com pessoas. Cinco anos na prisão, destes 5, dois isolados, o fizeram se sentir um lixo. Na verdade, acreditava que era muito mais perigoso do que talvez fosse de verdade. Não mentia quando dizia que não se arrependia. Não se arrependia porque foram escolhas que fez. E talvez as fizesse novamente, afinal, eram erros. Não era nenhum tipo de psicopata ou coisa do tipo, era apenas alguém que errava muito frequentemente.