Entrevista de Sandra Klinke ao programa Lado a Lado com Mirna Bicalho sobre o processo de criação e edição do livro Cada Sonho Tem Seu Tempo.
Vai ser difícil! Mas nosso amizade é eterna!
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Entrevista de Sandra Klinke ao programa Lado a Lado com Mirna Bicalho sobre o processo de criação e edição do livro Cada Sonho Tem Seu Tempo.
Vai ser difícil! Mas nosso amizade é eterna!
O que aprendi com os incêndios da Austrália
Por Ivana Elvas / Sandra Klinke
“Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror” (Charles Chaplin)
A visão pessoal de duas brasileiras, jornalistas, testemunhas locais do horror que atingiu a Austrália nas últimas semanas com os incêndios florestais.
Parte I (Ivana Elvas)
Dizem que chegamos a Deus pelo caminho do amor ou pela dor. Creio que aqui, durante os recentes e catastróficos incêndios florestais da Austrália, eu pude ver a Face divina através de lados opostos.
A repercussão da tragédia dispensa maiores dados. O que tinha para ser relatado o foi exaustivamente pela imprensa mundial e pelas mídias sociais. Creio não ser novidade para ninguém, diante do volume e da rapidez com que as informações percorrem o mundo moderno, que a área devastada foi maior que alguns países da Europa, que o fogo fez muitas vítimas fatais e dizimou um bilhão de animais, dos quais 25 mil coalas. Décadas se passarão até que os danos materiais e da flora e fauna sejam recuperados.
A todo momento, a dor era estampada aos nossos olhos pelos telejornais e boletins extraordinários. Em seu ápice, chegou a ter transmissão ao vivo durante todo o dia. Autoridades davam a rota do fogo e orientavam as pessoas em área de risco. O país chegou bem perto de ter um paredão ininterrupto de incêndios entre dois Estados. Isso seria, mais ou menos, como ter um muro de fogo entre Rio e São Paulo. Dimensionou a extensão do horror?
Mas nem tudo era triste nesse cenário apocalíptico. Enquanto a dor se materializava diante de nossos olhos, atos de bravura, compaixão e empatia também nos chegavam, um após o outro. Se a natureza mostrava o seu pior, a humanidade exibia o seu melhor.
A primeira vez que prestei atenção a isso foi com um fato diretamente ligado a mim. Havíamos alugado uma casa em um lugar chamado Lago Conjola, região de veraneio, como o nome já diz, de lago e belas praias. Viajaríamos dia 26, dia seguinte ao Natal.
As notícias dos incêndios chegavam com regularidade, mas ainda não tinham atingido a dimensão alarmante, assim como o fogo não chegara à região para qual pretendíamos ir. Mesmo assim, um sentimento de apreensão se instalou e, por intuição, sexto sentido, proteção divina, ou como queira chamar, resolvemos não ir, mesmo que perdêssemos dinheiro.
A proprietária da casa foi notificada e veio, em seguida, uma primeira e grata surpresa: não só ela entendia e ficava aliviada com a nossa decisão, como não nos cobraria a multa pelo cancelamento a que tinha direito. Era um ser humano mostrando um pouco seu lado humano.
Nos dias seguintes ao Natal, assistimos pela TV o desenrolar de cenas de horror, com o fogo atingindo violentamente aquela região. Moradores e turistas ficaram acuados em praias, sem rota de fuga, pois o fogo havia tomado as rodovias. Biscoitos, frio, fumaça e pavor! O pesadelo durou mais de um dia até que fossem resgatados. A todo momento, eu agradeço a Deus o livramento dessa terrível experiência. Em contato com a proprietária da casa, soubemos depois que toda a rua onde estaríamos se incendiara. Apenas duas casas escaparam. Fiquei feliz em saber que a dela era uma das duas.
Ninguém discorda que vivemos um período difícil em todo o planeta, mesmo assim a humanidade ainda tem muito a oferecer. Quando uma mulher retirou sua camiseta para envolver e resgatar um coala que certamente morreria no fogo, a imagem enterneceu o mundo. Novamente pensei comigo mesma: são os piores momentos que nos trazem a oportunidade de conhecer a generosidade e o amor. Infelizmente, Lewis, o coalinha resgatado, não sobreviveu, mas apenas dois ou três dias após a imagem viralizar, já passavam de um milhão de dólares as doações para o hospital veterinário que cuidava dos animais resgatados.
E os exemplos não pararam por aí. Multiplicaram-se às centenas, milhares... Grande ou pequeno, não importava, porque as pessoas estavam dando o melhor de si. Não havia lugar para dissidências, acusações de culpa, divisões. Se virão depois, não sei. Mas no momento da tragédia, o exemplo dado pelo povo australiano foi de união. Cada um fazendo o que podia da melhor maneira possível. Um povo se unia por amor ao seu país.
Vi exemplos de humildade - educação, talvez? - com um bombeiro deixando bilhetinho a um morador evacuado, participando a alegria pela casa ter sido salva, pedindo desculpas por não ter conseguido salvar a construção do jardim, e - essa certamente a melhor - comunicando que eles haviam consumido leite que estava na casa.
Vi gente cedendo barcos e abrindo as portas de suas casas para acolher quem estava desabrigado. Vi eventos para angariar fundos sendo organizados aos borbotões. Vi doações chegarem a valores altíssimos, com milionários e celebridades doando na casa de milhares e milhões de dólares. E vi as pessoas comuns doando também o que estava ao seu alcance. As lágrimas, incontáveis vezes, vieram: algumas eram de compaixão, e, outras, de orgulho pela espécie humana.
Isso é cíclico na história da humanidade. Períodos que se seguem às grandes catástrofes proporcionam união, empatia e geram um ser humano melhor. Também trazem renovação e renascimento. Não creio que aqui será diferente. E torço, sinceramente, para que assim seja. Da minha parte, aprendi uma grande lição com o povo australiano. Não temos como mudar o mundo (e alguns dos seus piores acontecimentos), mas temos como mudar a nossa participação nele.
(Ivana Elvas, brasileira, jornalista, turista)
Parte II (Sandra Klinke)
Um professor me disse certa vez que existe uma teoria de que as pessoas que vivem em lugares onde há mais recursos naturais e onde o clima é mais ameno tendem a se desenvolver menos ou mais lentamente do que aquelas que moram onde há necessidade de se criar alternativas para comer e se proteger de invernos mais intensos.
Foi nisso que pensei durante os incêndios ocorridos neste verão australiano.
Há pouco tempo, mudei-me para o interior, a quatro horas de Sydney, onde conheci pessoas maravilhosas que investem muito de suas vidas em melhorar sua região. Mas não somente para elas, para toda a comunidade e para os visitantes. Veja bem, a Austrália é formada em grande parte pelo deserto. As regiões litorâneas são bem desenvolvidas e, consequentemente, mais caras para se viver. Assim, grande parte da produção agrícola e da pecuária fica no interior. Regiões tradicionais desde os primeiros migrantes que aqui chegaram, e que passaram seu conhecimento por gerações, complementado com o avanço da tecnologia para ajudar a vencer as intempéries, a seca, a distância e outras dificuldades.
Percebi nas pessoas do interior uma certa resiliência que nunca tinha notado na cidade grande. Passei por cidadezinhas que sobrevivem da produção local e do turismo. Conheci donos de lojas, restaurantes, hotéis que estavam ali, ganhando seu pão e felizes por nos proporcionar essas experiências.
Infelizmente, para a dor no meu coração, muitas dessas cidadezinhas foram afetadas e quase destruídas nos últimos dois meses. Nem a noite de Ano Novo foi preservada. Bombeiros trabalharam duro para conter mega-incêndios - o fogo jogava suas brasas e juntava-se em parques nacionais.
Como disse um dos bombeiros recentemente, vimos e ouvimos coisas que preferíamos não ter visto. Na TV, nas mídias sociais, no balcão da padaria, cada um tinha uma notícia triste para contar. Tragédias múltiplas. Tudo triste, muito triste. A fumaça foi democrática e atingiu os grandes centros para lembrar a todos o que estava acontecendo.
E o que o povo australiano fez?
Muitos pegaram a carteira e saíram doando o que podiam para quem podiam, principalmente esportistas e artistas famosos. O sonho da bombeira voluntária foi realizado ao jogar um set ao lado de Nadal na quadra mais famosa da Austrália. Outros foram às mídias sociais ou às ruas de Sydney exigir do Governo a liberação de fundos e planos de reconstrução e assistência às comunidades afetadas pelos incêndios.
De repente, as histórias tristes se transformaram em histórias de esperança. Cada ajuda, cada carinho, virou notícia. As criancinhas que fizeram desenhos para agradecer aos bombeiros - os heróis sem capa e sem carimbo da Disney; os bombeiros que salvaram uma casa mas tomaram um pouquinho do leite ou quebraram o trampolim deixando pedidos de ´desculpas´ por isso; o exército com todo seu poderio resgatando pessoas acuadas em uma praia e, mais recentemente, limpando as estradas para reabri-las; os colhedores de maçã de Vanuatu que se viram numa cidadezinha considerada indefensável na noite de Reveillon e tiveram que ser evacuados - eles não sabiam o que fazer no centro de atendimento enquanto esperavam, então começaram a cantar suas músicas tradicionais de esperança, e a população pediu para que eles não parassem de cantar; os poemas escritos com o coração; os concertos organizados para ajudar, as doações de alimentos e roupas; os tributos aos que perderam suas vidas...
O grande número de manifestações de gratidão do povo australiano para com os bombeiros e o grande número de voluntários que se inscreveram para ajudar a consertar cercas nas propriedades rurais são apenas dois exemplos que cito para demonstrar o sentimento desse povo em relação aos acontecimentos.Tudo isso me leva a crer que teremos um país diferente em alguns anos. As pessoas terão que reconstruir seus negócios, suas cidades e suas comunidades. Passarão por situações difíceis, terão que se desenvolver mais e ficarão mais fortes, ainda mais resilientes. Crianças e jovens vão se interessar mais por ciências e tecnologia para ajudar a recuperar a fauna e a flora. Fazendeiros plantadores de maçã já estão analisando o que precisam para replantar suas árvores e produzir o lanche de amanhã para essas crianças. Vai demorar um pouco. No momento, pequenos comerciantes precisam que os turistas se programem para passear por lá e ajudar as economias regionais. Eu aconselho a visita, que é uma chance incrível de conhecer pessoas maravilhosas.
Quanto ao futuro, longo prazo, eu só consigo pensar em uma palavra: evolução! Por tudo que passamos na virada 2019/2020, só consigo ver mais união e desenvolvimento pela frente.
(Sandra Klinke, brasileira e australiana, jornalista, residente)
Fotos: Tributo de agradecimento aos bombeiros projetado na Opera House (imagens: CNN)
Os Jarandás de Sydney : quando a natureza supera a si própria em esplendor (Fotos: Ivana Elvas)
em Miami Sunny Isles Beach https://www.instagram.com/p/B0j3mSOFOh2/?igshid=1d0xez1kz82b9
No Dia dos Namorados...
Primadona blog - Para celebrar o Dia dos Namorados, o beijo, é claro! O beijo que damos no escurinho do cinema e o beijo a que assistimos no cinema escurinho. Fomos de clássicos, pois esses são eternos. A imagem é do icônico beijo entre Cary Grant e Ingrid Bergman, no filme “Interlúdio” (Notorious), 1946, de Alfred Hitchcock’s. De quebra, imagens saborosas de Copacabana, Cinelândia, Teatro Municipal, entre outras, do Rio de Janeiro da década de 40.
Aquele dia em que você se sente único(a) no Universo...
(NSW, Austrália - Foto: I Elvas)
E lá se foi mais um dia perfeito... (foto:I Elvas)
O protocolo
Por Ivana Elvas
_Boa tarde. Com quem eu falo?
_Boa tarde. Meu nome é Ana. E o seu, por favor?
_Jucineide. Em que posso ajudá-la, senhora?
_Eu queria solicitar a transferência do meu telefone, internet e TV a cabo para um novo endereço.
_Pois não. Qual o endereço que os equipamentos estão instalados?
_Rua da Esperança, 123, Rio de janeiro
_Pode me informar qual o endereço para a instalação?
_Ladeira da Penitência, 123, Rio de Janeiro
_Pode me confirmar o nome do titular e o CPF...
_Fulano de tal, CPF 123.123.123.00
Tic tic tic tic... Aquele som irritante imitando um teclado, que nem a própria gravação eletrônica acredita.
As Paredes na terra de OZ...
PRIMADONA - Quem pensa em Austrália, pensa em muita coisa: cangurus, praia, coalas, surf, tubarões, crocodilos, aborígenes, etc – só não pensa em Arte de Rua. Pois saiba que o grafite, a pichação ou street urban art desenvolveu-se bem em terras aussie. Uma rápida espiadela pelos becos de Melbourne ou pela Praia de Bondi, em Sydney, e você há de concordar comigo. Quando a ideia de desenhar em uma parede deixou as cavernas e expandiu-se pelos espaços públicos das modernas cidades, ganhou status e tornou-se uma forma de expressão de uma sociedade. Na terra de Oz não foi diferente.
As Primadonas: Eu e Sandra Klinke
Por Ivana Elvas; Fotos: Sandra Klinke/ Ivana Elvas
THE HOUSE OF DIOR: 70 anos de alta-costura
PRIMADONA - Com peças absolutamente deslumbrantes, a exposição The House of Dior: 70 anos de alta costura é uma daquelas coisas que acontecem uma vez em sua vida e você se sente apadrinhada pelos deuses por poder presenciar, Em uma parceria com a Galeria Nacional de Victoria, com exclusividade para a cidade de Melbourne, Austrália, a exibição conta a história e a evolução da alta costura naquela é uma das etiquetas mais prestigiadas do mundo.
São mais de 140 peças desenhadas pela Maison Christian Dior entre 1947 e 2017 e contam a história da Casa através de variados temas e com obras dos sete designers que desempenharam papéis fundamentais na formação da marca Dior: Christian Dior, Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Raf Simons e Maria Grazia Chiuri.
Nossa vontade é mostrar peça por peça, mas como isso seria impossível, nos posts seguintes selecionamos alguns dos melhores momentos da exibição. Prepare o fôlego!
PRIMADONA /Texto e Fotos: Ivana Elvas
Veja mais fotos no post seguinte.
PRIMADONA - THE HOUSE OF DIOR: 70 ANOS DE ALTA COSTURA
Fotos: PRIMADONA/ Ivana Elvas
Veja mais fotos no post seguinte.
PRIMADONA - THE HOUSE OF DIOR: 70 anos de alta costura
Fotos: PRIMADONA/ Ivana Elvas
Fernando de Noronha: um paraíso para chamar de meu
PRIMADONA - Pense em um arquipélago em território brasileiro com paisagens absolutamente deslumbrantes. Pensou? Se pensou tenho certeza que o nome que lhe veio à mente foi Fernando de Noronha.
Pertencente ao estado de Pernambuco e à região Metropolitana de Recife, o arquipélago é formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, ocupando uma área total de 26 km², dos quais 17 km² pertencem à ilha principal. Pode não ser uma grande extensão, mas ali há muita história para contar.
Avistada pela primeira vez entre 1500 e 1502, Fernando de Noronha foi alvo de muita cobiça em razão de sua posição estratégica no Atlântico e, também, claro, por suas belezas naturais.
Primeira capitania hereditária do Brasil, sofreu constantes invasões de ingleses, franceses e holandeses entre os séculos XVI e XVII. Tornou-se, em 1700, dependência de Pernambuco, capitania com a qual já tinha uma ligação histórica. Foi novamente invadida em 1736, dessa vez pela Companhia Francesa das Índias Orientais, passando a chamar-se Isle Dauphine, Uma expedição enviada pelo Recife expulsou os franceses um ano depois.
Com a Segunda Guerra Mundial, tornou-se território federal e passou a servir como base avançada de guerra, voltando à administração pernambucana quatro décadas e meia depois.
Fernando de Noronha foi declarado, em 1988, Parque Nacional para a proteção das espécies ali existentes, sobretudo golfinhos rotadores, que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos, o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. Tornou-se, em 2001, Patrimônio Natural da Humanidade.
Hoje, o lugar ainda continua cobiçado nacional e internacionalmente, mas felizmente, dessa vez, são apenas turistas desejosos de desfrutarem a magia estonteante desse paraíso tropical.
Ivana Elvas, com informações da Wikipedia - FOTOS: D.Malafaia
E já que estamos falando em Pixinguinha e na música ‘Carinhoso’, uma gravação de época. Porque o que é bom não tem idade. É eterno.
E os meus olhos ficam sorrindo...
PRIMADONA - Por Ivana Elvas - Meu coração, não sei porquê, bate feliz, quando te vê...
Bem assim! Não importa quantas vezes se vá à praia de Bondi, em Sydney, Austrália, a sensação será sempre a mesma: de fôlego suspenso diante de tanta beleza. Não é à toa que ela é mundialmente famosa e, provavelmente, uma das praias australianas que mais aparecem como cenário de filmes de tv e cinema. Só por curiosidade, atire a primeira pedra quem não é fá, como eu, do programa Bondi Rescue...
Aliás, falando em pedras, meu cantinho favorito fica lá do lado direito, onde o mar, de forma calma ou violenta, conforme seu humor, acaricia as pedras em um vai-e-vem, para deleite das gaivotas que assistem à sessão desse ‘cinema’ de Deus, em suas poltronas privilegiadas. Olho, olho... e não me canso!
Bondi reúne de tudo: bilionários, mochileiros, surfistas... Há representantes de todas as tribos ali. Durante todo o ano, turistas e locais misturam-se em suas areias e calçada, para curtir ondas perfeitas, sol e céu azul, um visual deslumbrante, ou, ainda, os eventos que ali acontecem de janeiro a dezembro. Não tem como não sentir a vibe.
E comigo, não tem jeito: não consigo pisar em Bondi sem cantarolar mentalmente a eterna “Carinhoso”, do também eterno Pixinguinha...“Meu coração/ não sei porquê/ bate feliz/ quando te vê/ E os meus olhos ficam sorrindo...
...Vem matar essa paixão/ que me devora o coração/ e só assim, então/ serei feliz, bem feliz!
FOTOS: IElvas
Para os fãs, como eu, do programa Bondi Rescue (em Bondi Beach, Sydney)