Charlie ♥️
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Charlie ♥️
Era uma alma cheia de saudades, saudades de uma casa, um lar, que nunca soube onde era.
Nebulento.
Meus pés caminham; minha alma resiste.
— Pedro Evans.
el gato
Source
a gente se parte muito esperando pelo outro.
Sem Título
Eu sou o osso exposto da minha própria história.
A carne que tremula de ansiedade,
o sangue que apodreceu no silêncio,
o músculo que se contraiu de medo por anos seguidos.
Trago dentro do peito o cadáver morno
de tudo o que me fizeram calar.
E cada lembrança — podre, úmida, fétida —
ainda lateja como ferida aberta pedindo anestesia.
Vivi cercado de gente que triturou meu espírito
com palavras que tinham o peso ácido da bile,
e com gestos que fediam a miséria emocional.
Chamaram meu cansaço de preguiça,
minha dor de frescura,
meu limite de drama,
minha alma de exagero.
Eu, que carreguei o meu próprio inferno
com dentes rangendo e espinha curvada,
virei depósito emocional da ignorância alheia.
Mas eu não morri.
Continuei respirando com o pulmão cheio de cinzas,
mastigando a própria angústia como pão dormido,
dormindo com a ansiedade aninhada no meu estômago
como verme faminto.
E mesmo assim — veja a ironia! —
eles queriam que eu sorrisse.
Agora eu cuspirei o que não sou,
vomitarei o que não me cabe,
arrancarei de mim o que me apodreceu.
Eu renasço do meu lodo.
E quem achou que eu estava fraco,
não sabe o que é a força de um homem
que sobreviveu à própria cabeça
quando todos os outros só souberam apontar dedos.
Agora devolvo o peso que não era meu.
E sigo, íntimo, feio, nu — porém inteiro.
Quantas vezes você esperou a porta fechar só pra deixar o rosto cair no lugar certo?