hello vonnie
Cosimo Galluzzi
taylor price
No title available
Interview Vampire Daily
noise dept.
Sade Olutola
The Stonewall Inn
occasionally subtle

shark vs the universe
No title available
🩵 avery cochrane 🩵

roma★
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

❣ Chile in a Photography ❣
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

blake kathryn
almost home
Cosmic Funnies
Lint Roller? I Barely Know Her
seen from Mexico

seen from Brazil
seen from Colombia

seen from United States
seen from China

seen from France

seen from United States
seen from T1

seen from Malaysia

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Netherlands
seen from Ukraine
seen from Canada
seen from Malaysia

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@primaveril
Olha para ti! Mas não num todo.
Olha para cada detalhe, para cada poro, para cada imperfeição.
Olha para o tamanho da tua testa, para a assimetria dos teus olhos, para a gordura das tuas bochechas.
Olha para o teu nariz, e para o osso que se sobressai no teu perfil!
Olha para a grossura dos teus lábios, para o encavalitar dos teus dentes, para as marcas que o acne gravou no teu rosto.
Olha para a palidez da tua pele, para a tua postura torta, para a tua barriga, para a flacidez, para a celulite e estrias, para aquele dedo do pé que nem unha tem.
Olha para a tua intimidade, e para sua cor, para a sua forma!
Olha para tudo aquilo que nos ensinaram a odiar! Para cada característica que desejas moldar, destruir, re-escrever! E ama-a.
Ama-a porque faz parte de ti, de mim, de todas nós.
E que tal deixar tudo para trás, comprar uma pequena casa no interior do país, e viver da escrita e de um part-time numa livraria vintage?
Gerda Wegener (Danish, 1885-1940)
Venus and Servant in the Exotic Palace
O fim da adolescência deu-me muito, mas tirou-me também.
Tirou-me as noites passadas a escrever enredos, a imaginar personagens e a sonhar com o meu nome escrito na capa de um livro.
Tirou-me a força. A garra. A paixão de viver e desejar, simultaneamente, não fazê-lo. A coragem de falar, de sentir mais do que me é possível carregar. A visão distorcida mas colorida do mundo.
Principalmente, tirou-me as inúmeras vidas que poderia ter vivido. Tirou-me a capacidade de sonhar para além do caminho que se abre em frente a meus pés.
Onde estou? E quem sou?
Por vezes sinto que procuro intencionalmente a tristeza. Foi durante tanto tempo a minha casa que encontro nela algum conforto, como o aroma da nossa casa de infância, ou do abraço dos nossos avós.
Quando nada faz sentido, quando o mundo decepciona e a realidade corrói, corro para ela de braços abertos. E ela nunca diz não.
Às vezes pergunto-me porque quis crescer tão rápido.
Quando era pequena, sonhava ter a minha idade, porque acreditava que os adultos sabiam algo que eu não sabia. Acreditava que estavam sempre preparados para tudo, e que a vida lhes era tão fácil como respirar. Acreditava que só seria verdadeiramente feliz, e que só me sentiria verdadeiramente realizada, quando fosse como eles.
Mas sei agora que, tal como as crianças, os adultos aprendem a viver um dia de cada vez; só as aprendizagem é que são distintas. E que, por muito que o meu bilhete de identificação diga o contrário, no espelho ainda vejo a criança que fui e que sou.
Porque quis, então, trocar as bonecas pelo trabalho? Os livros de colorir pela maquilhagem? As tardes passadas na casa dos avós, pelos dias solitários a lutar por uma vida melhor?
Deixem-me ser criança, só mais um pouco.
Questiono-me como seria se eu fosse diferente.
Menos magra, mais alta. Mais adulta. Simétrica. Com um rosto de modelo.
Com menos inseguranças, menos bagagem. Menos medos.
Se não carregasse tantos "mas" e "ses". Se a vida não me tivesse presenteado com tantas surpresas e tristezas.
Será que me amar seria mais descomplicado? Será que serias mais feliz ao meu lado?
Lembrete do dia 😉
Sinto admiração por aquela que fui na adolescência. Não, nem sempre fui a melhor pessoa, e tinha um grave problema de auto-estima. Vivia num estado constante de irritação, desequilibro hormonal, e era frequente descarregar naqueles que mais amo.
Mas tinha vontade de mudar o mundo. Pegava na caneta como quem pega numa arma, e despejava nas páginas as palavras que hoje nunca pronunciaria. O meu cérebro era arte.
Ainda hoje a procuro, no espelho. Mas há algo que se dissipa quando crescemos.
Escolha a arte que você mais ama, e foque nela. Nada é mais importante do que cuidar da sua alma, do que fazer o que te faz bem. Existe o que fazemos porque é imposto, e o que fazemos porque amamos fazer; e esse é o mais importante; pois a vida é transitória. É primordial que durante esse percurso você não perca sua essência e valores, é sempre bom ter um relacionamento íntimo consigo mesmo; assim ninguém será capaz de ditar as regras da sua vida.
abismoadois
Love is a fever, a quiet madness that creeps in and devours you whole. It’s a disease, and I am infected—lost, body and soul. When I look at you, it’s like there is no self left, just a heart following blindly. Your world is vast, overflowing with dreams and ambitions that leave me feeling so small, so dispensable. I should feel anger, I should pull away. But then you speak, and the sound of your voice makes the world narrow down to a single, blinding point: I would give up everything just to be in your orbit.
Ninguém foi ensinado a viver.
Estamos todos improvisando.