PRINCESA DE COPAS (HEART)/HEATHER DIAMONDS.
22 anos.
funcionária da Mad Batter e atriz no teatro municipal.
A infância da Princesa Heart (apesar do nome esquisito, que virou moda no momento que ela nasceu) foi, na maior parte dela, normal dentro dos padrões que se pode esperar de um lugar onde um coelho toca trombone, javalis tomam chá da tarde e leões abrem lojas de roupas. De um lugar onde cartas tem vida e são soldados. De um lugar onde dodos são usados como tacos. O que quero dizer é que a infância de Heart não teve tantas complicações assim no reino de Copas, e apesar da falta da mãe que morreu no parto, ela era feliz com o pai, o Rei de Copas, todos que trabalhavam no castelo e, é claro, o seu melhor amigo que um dia se tornaria o seu guarda pessoal.
Foi aos dez anos, quando o pai se casou com a Rainha Vermelha, que as coisas começaram a mudar. Com o progenitor dando o título de Rainha de Copas para a mulher, assim como o próprio reino e todo o apoio necessário para que ela destronasse a irmã, a Rainha Branca, Heart se viu no meio de uma guerra sem fim. Não demorou muito para a vida do pai ser tirada, e a princesa nunca soube como ele morreu. Apenas diziam pelo castelo que foi uma tentativa de assassinar a Rainha Vermelha que deu errado e respingou no pobre Rei de Copas, que estava no reino Vermelho quando isso aconteceu.
Com a morte do rei, os reinos de Copas e Vermelho foram agregados em um só, o Red Kingdom, e foi então que a loucura começou a tomar conta da vida de Heart, da mesma forma que o sangue começou a escorrer pelas paredes do quarto dela.
Ela era forçada a assistir as condenações da Rainha de Copas que cortava cabeças de inocentes pelo que parecia ser diversão. A madrasta não gostava muito dela também, talvez porque Heart poderia assumir o trono de Copas ao completar 18 anos e assim levar todo o apoio militar consigo para o outro lado do espelho, deixando-a sem forças para derrotar a Rainha Branca. Heart se tornou tão prisioneira da rainha sanguinária quanto qualquer outro. Apesar das vestes bonitas, dos criados, das jóias e do título de princesa, ela estava na mira de Iracebeth.
No meio de tanta morte e guerra, Heart começou a ter delírios depois de ser forçada por Iracebeth a cortar a cabeça de um inocente. Ela assistiu a vida do homem se esvair, o sangue jorrar em seu rosto e pintar as bochechas, o gosto metálico na língua; e desde então a princesa nunca mais acordou dos pesadelos.
Delirava constantemente, gritando no meio da noite e chamando os guardas para a ajudarem. Ela via cabeças rolando em seu quarto, via sangue escorrendo pelas paredes do castelo, via as mãos molhadas em vermelho escarlate, e o rosto respigado também. Chorava sangue. Claro, tudo estava na cabeça dela, mas a loucura da princesa, que ultrapassou as normalidades de Wonderland, se tornou o motivo de todos no castelo passarem por ela com os olhos cheios de pesar. “Tão bonita, mas tão louca”, “é doida de pedra, nunca vai assumir o trono”, “talvez morra antes de ter 18 anos cortando a própria garganta”, era o que todos diziam sobre a princesa, embora gostassem muito dela pela natureza gentil e vibrante no meio de tanta infelicidade naquele reino.
Quando chegou perto do seu aniversário de 18 anos, houve um lampejo de lucidez em Heart. Ela não tinha seus delírios há alguns meses, e isso incomodou Iracebeth que sabia que logo a enteada poderia destroná-la. Então a Rainha de Copas mandou o guarda pessoal de Heart, que também era o seu melhor amigo, assassinar a princesa.
Heart conseguiu escapar do assassinato com o rapaz tendo forjado a sua morte e a ajudado a fugir para o Reino Branco, deixando-a sozinha lá, uma vez que precisava voltar e enganar Iracebeth.
Foi difícil ficar sozinha, mas Heart procurou abrigo com Mirana, que já devia ter ouvido as histórias da princesa enteada de sua irmã.
Porém, no Reino Branco, encontrou-se na beira da loucura novamente. Falava coisas sem sentido, via o que não estava lá, e nem quando Mirana venceu a guerra, a condição de Heart melhorou. Ela tomava poções que a rainha Branca fazia para ela, claro, e ajudavam a dormir e nos piores momentos de suas fantasias realistas, mas elas nunca iam embora de verdade.
Com a chegada da maldição, Heart virou Heather, uma paciente do hospital psiquiátrico, mantida lá porque o destino resolveu colaborar com ela; ou talvez a mandado de alguém do reino Branco, ela não tem como saber. Mas no hospital, a princesa está fora do alcance de Iracebeth, que pode ficar furiosa quando encontrá-la.
Heather está acordada, mas graças à medicação do hospital, às vezes é real, e às vezes é como se fosse um sonho para ela. Seus delírios estão menores, mas ainda presentes. Ela também se expressa através da arte, no teatro de Storybrooke, como atriz nos palcos.
Agora ela se reencontrou com Mirana, e pode sair do hospital para trabalhar na Mad Batter com Ginevra, que de acordo com tudo o que sabe, é a sua rainha de verdade.














