Seu rosto já doía de tanto sorrir, mas não era como se conseguisse controlar tal ação. Ele por muito tempo buscara um amor. E encontrara em Haneul a pessoa que mais viria a amar em toda a sua existência, sua alma gêmea, sua metade da laranja. Além disso, depois de tanto tempo e tanta dificuldade, finalmente vieram a ter a pequena Hyeri para tornar o casamento perfeito, eram uma família, três pessoas vivendo uma pela outra. Não podia então estar mais feliz por te-los consigo novamente depois de dias afastados. Haviam sido dias estressantes, noites mal dormidas pensando no bem estar dos que amava e dos outros lobos que estavam sob sua proteção. Por vezes queria abdicar de seu papel como líder para poder apenas viver como um híbrido normal, mas sabia que não havia outro alfa capacitado para tal função em sua alcateia, afinal, o alfa que fora treinado para tal havia sido ele. Mas não lhe cabia reclamar da falta de tempo para sua família, o que podia fazer era simplesmente aproveitar cada minuto ao lado deles, e por isso fazia questão de não deixar suas preocupações e pensamentos de líder aparecerem para os dois. Não, a única face que ofereceria para eles seria a sua melhor e mais honesta, a de papai Tae, a de marido Taeyang. As palavras de Haneul apenas lhe fizeram sentir o coração aquecido, pois por mais que tivessem mantido contato todos os dias que estavam distantes, era doloroso ficar afastado de seu mate, além do fato do amor propriamente dito, a marca que compartilhavam tinha esse efeito, quando duas pessoas marcadas ficavam afastadas elas sofriam. Assim, fez questão de apertar mais um pouco seus dígitos na cintura dele para mostrar que estava ali, presente e que não mais iria embora. — Eu não preferiria estar em nenhum outro lugar do que aqui com vocês. — Os olhos repousaram sobre a imagem da pequena criança que os observava toda sorridente. Será que Hyeri conseguia entender com seus poucos 5 anos de idade o quanto era amada? — Eu te amo Haneul, foi difícil ficar tantos dias longe do amor da minha vida, achei que iria morrer, nunca mais me deixe fazer isso huh? — Inclinara o rosto para imitar o gesto que fizera antes na filha, depositar um beijo na bochecha do companheiro. Algo o dizia que embora seu ômega sorrisse , havia algo que estava perturbando sua mente. Era somente uma sensação, mas depois de tantos anos juntos o mínimo resquício de problemas na mente do homem era facilmente perceptível por Taeyang. Assim, fez questão de concordar com a cabeça para a proposta dele de irem para casa. Escutava a filha tagarelar sobre como havia sido os dias longe, mas quando a pequena pareceu se perder nos acontecimentos, fez menção de interrompe-la. — Vamos fazer assim… — Retira as mãos das costas de Haneul e entrelaça os dedos nos dele, a outra mão ainda entrelaçada na pequena mãozinha de Hyeri. — Por que não vamos para casa, e depois do banho vocês não me contam o que fizeram sem mim enquanto jantamos algo bem gostoso? Espero que não tenham aprontado sem o papai aqui. — Direcionou o olhar diretamente para a menina, sabia que ela era uma criança obediente, mas era arteira e serelepe a ponto de não duvidar que teria explodido alguma coisa sem querer em sua ausência. — Que bico é esse pequena? Não quer tomar banho? Ah mas vai tomar, eu consigo ver com meus super olhos de papai essa camada de terra em você, não adianta me olhar com essa carinha, vai ter banho sim. — Não escondeu o riso quando ela começou a reclamar, ela sempre reclamava de precisar ir para casa tomar banho, mas sempre era a que mais enrolava para sair da banheira. Mas, ainda sob os sinais de resistência da mais nova, o alfa optou por endurecer com a filha. — Hyeri, se você não tomar banho não poderá comer sobremesa. — Pronto, as simples palavras que ele tinha certeza que a fariam obedecer. Dito e feito, a criança rapidamente soltou as mãos dos pais e começou a correr na frente deles, apressada para ir para casa. — Ela é realmente a criatura mais elétrica desse mundo. Eu a amo. — Respondeu ao mais baixo que agora caminhava ao seu lado. Deixava que sua filhote corresse na frente de ambos, mas não tirava os olhos dela momento algum. Ainda assim, atrasava os passos, para poder dar um pouco de distância entre a menina e eles e assim falar com mais maturidade com o marido. — Eu realmente senti sua falta querido. E não vou mentir, estou cansado, além dos três dias a outra alcateia era longe, meu lobo está cansado de tanto correr, mas eu sei que um banho quente e poder dormir na minha cama vão me deixar novo em folha. — Apertou a mão dele contra a sua, sem fazer menção alguma de soltá-la. —Mas eu estou feliz de estar de volta. Como passou sem mim?
O primeiro destinatário de seu sentimentalismo fora Taeyang. Fora ele a quem o âmago escolhe confiar quando jazia à mercê de cenário incerto; demasiado miserável para que sequer venha a ser recordado. Porém, ele não oblitera da psiquê a memória de sua SALVAÇÃO. O dia em que fora LIBERTO do cárcere por aquele que era o seu mate. Taeyang o salva à priori não apenas da miséria, quanto como o resgata dos braços álgidos da morte. Retirou-lhe do oceano da lamúria e da desilusão para apresentar aquele sinestesia benéfica: O sabor tão adocicado da ALEGRIA. A possibilidade de haver liberdade, a chance de RECONSTRUIR à sua humanidade a muito sepultada. Pois, de fato, Haneul havia aceitado na época que JAMAIS seria feliz. Afinal, para alguém que jazia sob o poderio de alfas desde os doze anos, o conceito de felicidade jazia a muito longínquo. De modo que ele acredita, bem como ACEITA em passividade, que jamais seria digno do rejúbilo. Afinal, considerava-se ABNEGADO de honra ou história. Pois pouco recorda sobre o que é ter HUMANIDADE. Mas quando ele vem a SALVÁ-LO do calabouço, Taeyang é o primeiro a apresentar para si o conceito de felicidade. Sobre qual o sabor da alegria. Pois, em verdade, quando lhe perguntam o quê significa felicidade, o ômega não hesita em associar o vocábulo ao seu alfa. A persona da qual o seu lobo escolhe confiar e amar. Ele sempre seria o primeiro e o último alfa em sua vida. Aquele que lhe ajudou a construir uma nova história, a possibilidade de um recomeço. Onde poderia ter à sua humanidade e individualidade de volta. Uma nova circunstância em que era merecedor e digno de ter SENTIMENTOS. Da qual não precisaria vir a sepultar um a um em um calabouço emocional, pois era LIVRE para sentir novamente. Porém, sendo sincero consigo mesmo, Haneul jamais havia sequer imaginado que o seu recomeço seria ao lado do mate. Afinal, por muito tempo havia acreditado fielmente que não era merecedor da atenção alheia. Até porque, ao menos no início de sua recém adquirida humanidade, o ômega se sentia ínfimo; desprezível. Ao passo que o outro era detentor de um âmago admirável. A cerne do alfa era DEMASIADO reconfortante para si. Taeyang lhe transmite, seja de ontem a hoje, a sensação de confiança e conforto. Pouco a pouco, o mais novo pôde reencontrar a própria virtude em meio aos casos que costumava ser o seu espírito. Mas, novamente, jamais poderia esquecer do primeiro passo. O momento em que o mate o liberta da desventura para conduzi-lo aquela realidade: Onde não apenas eram casados, mas possuíam uma família. O mísero pensamento fê-lo sorrir consigo mesmo, agradecendo ainda que em quietude, pela existência daquelas duas pessoas tão preciosas para si. Agradecia por Taeyang por tê-lo aceitado e o salvo. Ele havia permanecido ao seu lado nas piores circunstâncias. Bem como nas melhores. A prova disso tudo era Hyeri. Céus. Era indescritível sobre como ela trouxe FELICIDADE à sua vida. Amava aos dois incondicionalmente. Para o ômega os dois representam para si felicidade; rejúbilo. Conquanto que eles estivessem bem e felizes, aquele viria a descansar em bonança e calmaria. Porém, caso alguém ou algo tente abstrair o bem-estar dos seus, o indivíduo não hesitaria em protegê-los. Poderia ser um ômega, considerado fisiologicamente mais fraco do que as demais classes, mas quando se refere à sua família, o artista era capaz de extrair forças inimagináveis. Vivia para vê-los felizes. A alegria de outrem era a sua própria. Portanto, cuidar dos dois era para si uma honra. Sempre estaria disposto a acolher o marido em seus braços após um dia, semana, mês ou ano estressante. Sempre o alinharia em seu calor para transmitir afeto e amor por aquele. Onde procuraria não apenas aliviar a tensão de seu alfa, mas dar-lhe todo o apoio que ele pudesse precisar. Afinal, era daquela forma que a família funcionava: Um vivia pelo outro. O seu sustentáculo jazia em seu bem mais precioso: À sua família. Portanto, ao que vislumbra aquela interação tão bonita, Haneul não pode deixar de sorrir genuinamente e sinceramente. Pois amava aqueles dois incondicionalmente. Poderia ser repetitivo isso para outrem, mas jamais seria para si. Não se cansava de dizer que amava os dois. E jamais iria ter fadiga em declarar amor e afeto por ambos. Taeyang e Hyeri eram as pessoas mais importantes para si. Sentia-se abençoado e privilegiado por ter uma família junto a eles. Portanto, ao que sente o toque do marido em sua cintura, Haneul encosta a cabeça no ombro alheio. Acariciando-lhe o braço direito ao que sussurra mais uma de suas declarações. Beijando-lhe a bochecha de forma similar ao que ele havia feito em outrora. "Eu te amo muito, Taeyang-ah. Estou tão feliz que você esteja aqui novamente." Confessa ao que o seu lobo regozija a mísera demonstração de afeto alheia. Sorrindo confortavelmente para a filha ao assisti-la falar sobre os últimos dias ao marido. Porém, ao que a vê fazer uma cena de birra, o ômega vem a franzir o cenho. Estava prestes a tomar a dianteira da situação, mas ao que vê o marido tomando a frente, Haneul inicialmente apenas fica em silêncio. Afinal, jamais retiraria a autoridade de seu marido, especialmente quando ele estava certo. Porém, o seu coração tipicamente sensível acaba por amolecer ao vê-la com o bico infantil nos lábios. Onde precisa se controlar para não abraçá-la. “Ya, meu amor. Não fique assim. Appa está certo. Você precisa tomar banho para jantar huh?” Sorriu de forma doce para a pequena, observando-a seguir em frente ao que sente os dígitos entrelaçados ao do marido. O olhar atento a filha sendo desviado para o mate, onde o ômega vem a beijar as costas da mão do marido como uma primeira resposta. “Eu senti tanto a sua falta, Taeyang-ah. Mas eu entendo o porquê de você ter precisado ficar longe. Então está tudo bem, meu amor.” De fato, os últimos dias longe de Taeyang não foram tão fáceis. Afinal, o lobo dentro de si ficava angustiado e irrequieto quando longe do outro. Além disso a própria intuição quanto a dita presença sobrenatural fê-lo perder o sono, pois acabou por fazer a filha dormir para consigo nos últimos dias. Onde praticamente havia passado a noite toda cuidando desta. Poderia não ser uma presença amedrontadora, mas ainda era à sua filha e sempre seria cuidadoso para com ela. “Você está cansado. Mas não se preocupe, meu amor. Eu irei cuidar para que você descanse bem, okay? Irei Eu irei cuidar para que você descanse bem, okay? Irei preparar um banho delicioso e farei uma massagem para que você durma tranquilamente.” Beijou mais uma vez a bochecha do marido, realizando uma breve carícia com o polegar nas mãos alheias. “Desculpe-me por ser tão sentimental, mas eu estou tão feliz de você estar de volta, meu amor. O meu coração está em paz com à sua presença. Faço questão de cuidar de você. Irei preparar à sua refeição favorita como demonstração da minha felicidade por tê-lo aqui novamente. O que você acha, meu amor? Gosta da ideia?” Quando se deu conta, Haneul havia percebido que, em teoria, havia fugido um tanto da pergunta do outro. Mas não sabia se deveria falar agora sobre à sua intuição, afinal não queria perturbá-lo a toa. Mordiscando a região interna da bochecha, o ômega direciona o olhar para aquele e sorri. “Confesso que eu não dormi muito bem nas últimas noites, mas todas às vezes em que consegui fechar os olhos, eu sonhei com você. Você estava ao meu lado e foi reconfortante. Confesso que nós não estávamos sozinhos no sonho. Havia Hyeri e mais uma criança junto a ela.” Refletiu por alguns instantes acerca de seu último sonho, chegando a conclusão que a dita criança só poderia ser filho deles. “Nós estávamos bem alegres pela existência desta nova criança. Isso aqueceu meu coração de alguma forma.” Os dígitos desocupados vão em direção ao próprio ventre, imaginando como seria gestar mais uma vez outra cria dos dois. Acaba rir de forma doce, os olhos divertidos focados no outro. “Céus. Eu estou tão sentimental e já estou falando em bebês, desculpa.” Beijou a bochecha do outro ao singelo pedido de desculpas. “Eu sei que este não é o momento, mas eu confesso que estive sonhando com esse neném a algumas semanas. Isso aconteceu com a Hyeri-ah também. Você lembra? Você já tinha sentido a presença dela.” Sorriu diante a lembrança, observando-a à distância. “Sabe o que é mais engraçado? É que não falei do sonho para ela, mas ela disse que tinha sonhado que tinha um irmãozinho.” Riu calorosamente diante a sentença, mordiscando o inferior ao que pensa. “Taeyang-ah.” Parou de andar por alguns instantes, segurando em ambas as mãos do outro. “Obrigado.” Agradece de forma simplista por tudo. Desde ao fato de ter um marido tão maravilhoso quanto a ele ao fato deste ser o pai de sua filha. “Por cuidar de todos nós.” Precisou segurar-se nos ombros do alfa para poder beijar a testa alheia. “Eu te amo e tenho orgulho de você. “ Olhou nos olhos do mate, dando-lhe um breve selar.”Agora irei cuidar de você como eu prometi.” Um sorriso brevemente ladino aparece em seus lábios, aproveitando-se para se ,aproximar da orelha alheia para sussurrar. “Afinal, eu preciso que o meu alfa esteja descansado para nós conversamos mais sobre o meu sonho huh?” O ômega ri de forma jocosa, beijando a bochecha do mais velho logo em seguida. “Agora vamos entrar? Nossa filha já está nos esperando.”