𝗽𝗿𝘂𝗻𝗶𝗻𝗴 𝘀𝗵𝗲𝗮𝗿𝘀 — blog multimuse privado, vinculado à comunidade de rpg @/rewrittenhqs. escrito e amado por lena (ela/dela, 23 anos). por favor, não interaja caso não faça parte da comunidade!
𝗺𝘂𝘀𝗲𝘀:
TARA POLSON, 30 anos, uma professora de astrofísica (westbridge university), que lembra muito T'POL, do universo star trek. — intro.
LLEWELLYN WATTS, 38 anos, um investigador (westbridge police station), que lembra muito DETETIVE WATTS, do universo murdoch mysteries. — intro.
ROWAN ENNIS, 25 anos, uma musicista da banda hex girls e proprietária de loja de música (dawn records), que lembra muito DUSK, do universo scooby-doo. — intro.
em breve: coelho branco (alice no país das maravilhas / disney), sandman (a origem dos guardiões), enviada de aedyr (avowed) & relic seeker lemm (hollow knight)...
𝗿𝗲𝗴𝗿𝗶𝗻𝗵𝗮𝘀
oi, você pode me chamar de lena! utilizo pronomes femininos, tenho 23 anos e possuo gatilho com processos intravenosos (visual e textual). minha atividade varia entre baixa e mediana, mas, isso não significa que eu não coloque muito empenho e carinho em meus escritos! você sempre irá receber de mim uma resposta de qualidade (mesmo que demore um pouquinho).
comunicação é a base de toda relação e não seria diferente no roleplay, portanto, caso eu aja de alguma maneira, tanto in character quanto out of character, que te cause incômodo ou desconforto, por favor, pode chamar minha atenção. o mesmo vale para caso queira mudar algo no plot, seguir em uma direção diferente, se quiser tentar uma dinâmica nova, quiser largar um turno na metade (seja lá por qual motivo) e começar um novo, enfim.
não escrevo smut gráfico e prefiro recorrer à time skip ou fade to black na maioria dos casos. porém isso não significa que eu não goste de escrever momentos intimistas, na dúvida, prefiro que nós conversemos sobre esse assunto, para que ambas as partes estejam de acordo até onde ir.
sinta-se livre para adicionar plot twists e acontecimentos espontâneos em nossas threads, levar qualquer um de meus starters em direções inesperadas, me enviar milhares de headcanons sobre nossos personagens, não plotar cada detalhe e só sentir a vibe… pois eu também vou me sentir livre para fazer o mesmo.
Ele encarou Tara por alguns segundos analisando tanto a fala alheia quanto o rosto da amiga. Por fim, Buck apenas sorriu e comentou: — Talvez sim. Talvez não. Mas eu não me importo muito com o quê os outros vão pensar, sabe. A gente está aqui para se divertir e quero garantir que você tenha a melhor experiência nesse momento. Não importa se a sensação pode ser pequena, média ou grande. Apenas… Relaxe os ombros. — Desde que conheceu Tara, ele notava que as coisas não eram tão fáceis como ele poderia tentar fazê-las. Só que isso não desmotiva Buck. Na verdade, ele se sentia mais determinado em propor momentos de tranquilidade. — É assim que se fala. — Respondeu animado segurando as mãos de Tara. — Sinta. —
A forma como Buck persistia em sua paciência naquela amizade nunca falhava em impressionar Tara que, por mais que tentasse, sabia que seu jeito de lidar com o mundo podia ser por vezes cansativo. " Acredito que também seja importante que você tenha uma boa experiência, Buck. Peço desculpas por... ", não sabia bem como definir o que sempre fazia, " dificultar isso ". E só percebera o quão próximos de suas orelhas estavam os ombros quando o comentário foi feito. Prontamente tentou relaxar mais os braços, as costas e o pescoço no assento relativamente desconfortável da cabine, recebendo o objeto em suas mãos. Por mais que o movimentasse em suas palmas, sentisse sua textura e temperatura, e percebesse seu peso e tamanho, não tinha muita certeza do que aquilo poderia ser. Era razoavelmente leve e pequeno, mas ao mesmo tempo tinha uma sensação ao toque altamente indecifrável, talvez por ser tão comum. " Tenho direito a uma dica ou devo desistir? "
⠀ ㅤ⠀ zoey arregalou ligeiramente os olhos e soltou uma risada nervosa. ela ainda estava concordando com a cabeça, vendo o final da apresentação das meninas no palco e, de verdade, a barista não esperava que alguém fosse levar as baboseiras que ela falava à sério, ou não conhecer taylor swift e lana del rey, essa última parte era quase um crime, para falar a verdade.⠀ ㅤ⠀ ❛ ah, eu falo de tudo um pouco, eu acho. ❜ disse naquele mesmo tom nervoso, as mãos agora brincando com a barra da blusa que ela estava usando. ⠀ ㅤ⠀ ❛ tipo, sobre qualquer coisa mesmo? quer dizer, eu vejo alguma coisa, gosto ou desgosto dela, ai vou lá e escrevo. mas, sendo sincera, não é tão bom assim. ❜ explicou com as vozes meio atropeladas, olhando para a mulher ao lado dela com aquele sorriso idiota que nunca saia dos lábios de kang, não importava o quanto ela tentasse. ⠀ ㅤ⠀ ❛ mas, ei!, obrigada! apesar de eu não ser o tipo de pessoa que se esforça muito, é bom ouvir conselhos de vez em quando. ❜ agradeceu, soltando as mãos para parecer pelo menos apresentável e não a coelhinha nervosa que estava se sentindo naquele momento. ⠀ ㅤ⠀ ❛ ai, mas e você? o que você faz? não me diga que é algum tipo de compositora também... ai vou me sentir mesmo muito patética de dizer tanta idiotices assim pra você. ❜
Observava as explicações da jovem com tanta placidez que nem ao menos notara seu espanto em ter seus devaneios de fato respondido por alguém. " Essa parece ser uma boa estratégia de escrita, afinal, a inspiração acaba por vir de qualquer coisa que esteja ao seu redor ", tentava acompanhar seu raciocínio com certo fascínio, visto que criatividade não era uma habilidade que costumava desenvolver com muita frequência. " Por nada, apenas respondi ao que você me contou com tanto ânimo, música parece ser algo importante em sua vida ", sorriu suavemente desfazendo a expressão neutra que mantinha de modo padrão em seu rosto na maioria das interações que tinha com outras pessoas. " Eu sou professora na universidade, ensino astrofísica. Garanto que não é tão artístico quanto o seu trabalho.
Quando Joan pensava que nada mais a surpreenderia naquele turno, lá estava o detetive Llewellyn Watts sorrindo enquanto segurava um lenço branco em frente ao olho. A doutora suprimiu um sorriso e apenas balançou a cabeça ao escutar sobre o pequeno problema ocular. Dono de um raciocínio peculiar e métodos investigativos ainda mais singulares, a lista do que poderia ter acontecido era extensa. Watson colocou luvas descartáveis e foi examiná-lo.
“Llewellyn, me diz que esse lenço não estava enrolado em um pretzel antes de você colocar no olho.” Sequer esperou resposta e já posicionou uma compressa com soro fisiológico para limpar o local. Apesar da vermelhidão, não parecia ser nada grave. “Talvez eu me arrependa de perguntar, mas… o que exatamente você estava fazendo pra essa poeirinha ter irritado a sua vista?”
Já perdera as contas de em quantas situações minimamente perigosas se enfiara na vida, e desde que conhecera Joan, o hábito de arrastá-la junto com ele também era criado, mesmo que em situações que geravam perigo apenas para si mesmo, como era o caso. Era uma questão de confiança, e por mais que soubesse o quão julgado seria em algumas dessas situações, também tinha certeza de que seria acolhido - depois de um belo esporro.
" É isso que você pensa de mim, Joan? ", parecia estar quase indignado de verdade, mas o sorrisinho que escapava dos lábios o entregava, principalmente ao lembrar do caso em que ela viu ele tentar estancar um corte no braço com folhas soltas e amassadas do seu caderno de anotações. " Eu apenas estava investigando um possível esquema de enganação nos jogos do circo... ", começou sua explicação sentando-se na beirada de uma das macas para facilitar a limpeza realizada pela médica, " tenho certeza que as armas dos jogos de tiro ao alvo foram adulteradas! ", deu um pequeno pulo de revolta no lugar, empurrando levemente a mão dela com o rosto. " Fui tentar olhar através do cano de uma delas e acho que alguma poeira caiu no meu olho, nada muito grave, como disse. "
Obrigada, senhorita Crow, volte sempre. Sim, seu cabelo está ótimo! Cinderella acenou para uma das clientes que se retirava depois de garantir um belo jogo de pratos com tema de patinhos na lagoa. Estava dobrando alguns tecidos, quando seus olhos se elevaram ao escutar o comentário. Por mais que já tivesse anos de experiência com agulhas e costuras, nunca tinha verdadeiramente se acostumado aos elogios, e sempre abria um sorriso sincero quando recebia um. "Ah, fico muito feliz em saber que gostou! Esse eu fiz inspirada em A Noite Estrelada."
O comentário fora pequeno e simples, mas os olhos castanhos da mulher pareciam brilhar junto aos detalhes dourados do casaco. Céus, Cindy sentiu o coração despencar quando reparou que já estava reservada — poderia soar como um sentimentalismo exagerado, mas ela acreditava que algumas peças pareciam escolher seus donos, e aquele era exatamente um desses casos. "Está realmente muito apressada? Eu posso fazer até mesmo algo menor, que tal um lenço? A senhorita gosta de lenços?" Começou a pensar em alternativas, não queria desapontar a futura cliente, cujo nome ainda desconhecia, mas que pressentia ser uma pessoa querida. "Não seria incômodo nenhum, a minha madrinha está me ajudando na organização."
" Foi uma linda inspiração ", seus lábios curvaram-se suavemente em um sorriso ao visualizar a imagem da pintura projetada em sua mente. Facilmente conseguia perceber a inspiração, principalmente na forma como as estrelas e pequenos cometas bordados se curvavam por entre as mangas do casaco. Mesmo que não fosse uma tremenda apreciadora de arte, encantava-se com a forma como Van Gogh retratava o céu em suas pinturas, com o mesmo amor que atravessava seus próprios olhos quando o via.
" Acredito que possa esperar até o pôr do sol, e um lenço seria adorável, eu gosto de usá-los, principalmente no verão ", seu sorriso alargou um pouco mais, pensando no quão bonito um lenço feito por aquela talentosa jovem ficaria junto à pequena coleção que mantinha em seu guarda roupas. " Eu te agradeço, suas peças são lindas ", observou algumas outras roupas em exposição no estande, tão bonitas quanto o casaco. " Você tem uma loja de roupas ou algo do gênero? Não lembro de já tê-la conhecido. "
Notou a aproximação antes mesmo de ver quem era, já voltando-se para a nova presença com o fim de estar frente a frente. Conhecia Llewelly pelo simples fato de conhecer todo mundo da delegacia, ou pelo menos tentar. Barbara gostava de ter informações, as buscava como um passatempo, apesar de ser um trabalho. "Não sabia que era um entusiasta de pelúcias, senhor Watts." Sorriu, sem julgamento em sua voz, afinal ela estava ali em busca de um dos prêmios.
"É possível, não seria a primeira vez que um brinquedo é adulterado para vender mais." Sua voz era baixa, não por ter receio de alguém estar ouvindo, como parecia ser o caso dele, mas por estar acessando a biblioteca que era a sua mente. "Aquelas máquinas de garra, por exemplo, tem alguns que adulteram a possibilidade de conseguir os prêmios." Barbara se lembrava de um esquema em New York que saiu em uma página do jornal, no qual um contador de jogadas interferia na corrente elétrica que chegava à garra, fazendo com que soltasse as pelúcias. Barbara pegou novamente a arma de brinquedo com um modelo semelhante a uma espingarda. Pesou em sua mão, balançando para cima e para baixo. Em sua percepção, parecia ligeiramente mais pesada. "Pode me emprestar a sua arma?" Perguntou, já erguendo a mão enquanto colocava a própria em cima do balcão. "Se quiser testar a minha também, ver se o peso é igual."
Mesmo que não conhecesse Barbara tão bem, poderia tranquilamente considerá-la como uma conhecida, devido a sua presença ocasional na delegacia e a conexão que tinha com o comissário. O pouco que sabia eram informações comuns e cotidianas, e não costumavam conversar muito além de um "bom dia, tudo bem?", mas a jovem sempre o tratava com bastante simpatia, e não foi diferente dessa vez. " Eu diria que sou um entusiasta de pelúcias que precisa se contentar que só vai levar chaveiros pra casa ", mostrou seu chaveirinho de dinossauro com um sorriso bem-humorado.
" Exatamente! É uma prática comercial comumente praticada, não seria diferente em barracas de jogos de azar num circo ", seguiu falando baixo e tão entusiasmado quanto antes, principalmente por alguém finalmente lhe dar razão em suas suspeitas. Observou-a examinar sua própria arma de pressão cuidadosamente, prontamente entregando a sua ao ouvir o pedido. " Aparentam ser muito parecidas... ", comentou após pegar a dela, checando suas partes móveis e sentindo o peso, " talvez um pouco mais pesada? ", chegara a conclusão pouco antes de colocar o olho no cano da arma, como quem olha através de um telescópio. " Tenho quase certeza que vi algo estranho dentro do cano da minha. "
Os lábios de Gwen estavam formando um bico mais desdenhoso que manhoso na direção de Rowan enquanto era esmagada pelo abraço. "Rowaaaaannnn..." A imitou ainda com a careta no rosto, mas retribuindo o gesto logo depois de ter assistido a apresentação da amiga, muito boa por sinal. Tinha prometido que também tentaria se apresentar, mas é claro que deu para trás. Gwen era uma excelente furona. "Não consigo argumentar contra isso, Rowan. Você estava mesmo belíssima e incrível." Adorava como ela tocava, embora achasse que poderia ser melhor se acabassem se reunindo. Precisava dar um jeito de desfazer sua própria banda que já estava respirando por aparelhos. "Cadê suas parceiras, hein?" Olhou por cima do ombro, não encontrando ninguém à vista.
Não conseguiu conter a risada, assentindo com a cabeça. "Eu vi, na verdade, e quem levou na cabeça também!" Tinha certeza de que alguém havia reclamado enquanto outras pessoas tentavam pegar a baqueta, a maioria jovens mais novos que elas. Amava que Rowan era a referência adolescente, pessoalmente, porque a achava incrível e legal demais. "É uma pena que eu estava um pouco longe e não pude ser a sortuda... Minha coleção de baquetas suas vai ficar desfalcada dessa vez." Suspirou exageradamente, se afastando um pouco dela para ajeitar os cabelos bagunçados pelo show e virar a gola da jaqueta que usava. Estava literalmente parecendo uma vampira com ela para o alto, e riu consigo mesma da observação, como se fosse muito engraçado mesmo. "Agora que não preciso dividir você com todos os seus fãs, o que vamos fazer? Senti algo gelado durante o abraço... É uma bebida incrível ou você está guardando um segredo muito suspeito de mim."
O protesto veio em alto e bom tom ao ser retribuidamente esmagada pelo abraço da amiga fuleira. Ainda estava um tanto decepcionada por Gwen ter desistido da chance de se apresentar no festival, principalmente conhecendo o talento e o fantástico repertório musical que ela e sua banda tinham, mas estava feliz por ter podido compartilhar esse momento com ela de uma forma diferente. " Eu fico até sem jeito ouvindo essas coisas ", fingiu vergonha da maneira mais artificial possível, virando-se para procurar as parceiras logo que ouviu o comentário. " Sinceramente? Devem ter ido fazer suas próprias coisas... ", suspirou encarando a realidade da situação que o relacionamento entre elas se encontrava, " a gente não tem mais aquela conexão, Gwen, às vezes eu acho que a Hex Girls 'tá se segurando por um fiozinho de nada ", lamentava não poder mudar aquilo, mas entendia que o dever de fazer isso não era só seu.
" Pois você vai me apontar o felizardo, porque 'cê sabe que eu não vivo sem aquela baqueta ", procurou ao redor por alguma movimentação suspeita, sem sucesso, mas sabia que ainda tinha um tempinho antes do objeto desaparecer do mapa. " Não seja por isso ", fingiu que lançaria o par remanescente na testa da amiga, mas parou em meio ato, rindo de sua própria besteira, " se eu perder a outra metade da Noon, vou ter que solicitar o retorno de uma dessas aí ".
Rowan adorava o jeito que Gwen, sempre que podia, assistia às apresentações de sua banda e montava um look perfeito para isso, combinado ao máximo com a temática do show da vez. Se sentia acolhida também por saber o quanto gostaria que estivessem na mesma banda, fazendo o que amam juntas, mas ainda não sabia se tinha coragem de abandonar seu lar musical. " Não conta pra Thorn... ", sibilou, mostrando o conteúdo do saquinho de papelão que tão bem escondera da vista da vocalista, " eu guardei mais algumas na bolsa que ficou atrás do palco. A gente bem podia aproveitar elas lá no rio, né? Antes daquela besteirada de cerimônia das lanternas começar. "
Powder não era uma pessoa violenta. Sim, ela era a criadora de uma linha particular de pelúcias cujo único destino era morrer por seus dedos, mas aquilo não queria dizer nada. E Powder não era uma pessoa vingativa. Ela lembrava, sim, de cada ofensa relevante e de cada erro cometido por pessoas que ela detestava, e revirava as lembranças até acabar furiosa, mas aquilo não era prova de nada. Assim, era perfeitamente justo dizer que a baqueta que ela apertava com força o bastante para empalidecer as pontinhas dos dedos, em especial, era um sinal vazio de qualquer significado. Completamente vazio.
Ela não faria nada! Só queria conversar com o engraçadinho responsável por acertar sua cabeça. Já até imaginava quem poderia ter sido. Um desocupado brincando de tocar bateria na plateia, distraído pelas próprias palhaçadas, ao invés de dar atenção ao momento mais importante do ano — o show das Hex Girls. Powder conhecia de cor as letras da banda e era com as canções delas que costumava despertar a rua inteira. Os irmãos e o pai até que já estariam fartos da insistência de Powder em obrigá-los a adorar as Hex Girls como ela adorava, se não precisassem lidar com coisa ainda pior com a obsessão dela por tubarões.
Por essa e outras, aquela baqueta era a pior coisa a acontecer no dia de Powder. Assustada com o baque, a surpresa da dor a roubou dos últimos instantes da apresentação das Hex Girls, e quando voltou a si, elas já estavam descendo dos palcos. Se Powder, por algum acaso, um dia matasse alguém, ela consideraria aquele motivo mais do que razoável e coerente. Frustrada, ela espiou os arredores, procurando um culpado. Nem precisara: a alma desavisada a cutucou pelas costas, dizendo-a as piores palavras imagináveis.
❛❛ Escuta aqu… ❜❜, já ia dizendo Powder, com um ódio que apenas uma mulher de um metro e meio em suas botas de plataforma teria o poder de esbanjar. O discurso odioso morreu engasgado nos lábios assim que ela vislumbrou o rosto da responsável. Powder até se quedou de boca aberta por mais alguns segundos, antes de reiniciar o sistema e voltar para o planeta Terra. ❛❛ Você me acertou? ❜❜
Baterista da banda favorita de Powder ou não, ela não levaria baquetada nenhuma para casa. Agora que parava para reparar, bem que a baqueta parecia refinada demais para um brinquedo de alguém aleatório da plateia. Às vezes, a raiva a deixava estúpida.
❛❛ Que diabo foi aquilo? Eu estava concentrada no seu show antes de você me atacar! E nem pede desculpas? ❜❜ Sem se atrever a devolver a baqueta, Powder cruzou os braços em sinal de indignação.
Mesmo em cima de suas próprias botas de plataforma customizadas por suas próprias mãozinhas, Rowan não era muito mais alta do que a vítima acidental de seu pequeno e literal deslize. E já se preparava para uma resposta tão à altura da que quase ouvira quando reconheceu a moça indignada. Por mais que conseguissem fazer pequenos shows e apresentações com certa frequência nos bares e buracos da cidade, a plateia nunca era grande coisa, os funcionários dos estabelecimentos e mais uns gatos pingados, no máximo, então se lembrar da baixinha empolgada que sempre tentava se enfiar o mais perto do palco possível e que sabia todas as letras de cor e salteado não era uma tarefa tão difícil assim.
" Eu te conheço! ", exclamou com o sorriso mais bem-humorado que conseguiu arrancar dentro de si, uma estratégia perfeita para tentar evitar o arranca rabo que se transformava aquela interação. " Você sempre vai pros shows, né? ", nunca pensava que teriam uma fã um dia, e muito menos que acabaria acertando ela no meio do Riverside Park - ganhar na loteria deveria ser mais fácil.
" Eu não diria que eu te acertei... ", gesticulou com a destra, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, evitando contato visual direto com a mocinha, " minha baqueta, que por um acaso, escapuliu da minha mão, acabou te acertando ", parecia uma conclusão suficientemente lógica para acalmar os ânimos dela.
" Um infortúnio! ", a raiva alheia finalmente começara a contagiar a loirinha, que aos poucos se tornava cada vez menos diplomática. " Se você não tivesse armando um barraco por causa de uma besteirinha dessas eu já teria me desculpado há tempo ", imitou o movimento alheio ao cruzar seus próprios braços, acompanhando a baqueta se afastar ainda mais de si. " Se eu me desculpar de vez e te garantir uma cópia do nosso próximo álbum, você devolve a outra metade da Noon? "
fora educado desde muito cedo para respeitar os pilares daquilo que constitui ser uma pessoa humana , escolhas de vida, sexualidade e, acima de tudo, espiritualidade. pode não ser crente de cada palavra que escuta ou cada representação exageradamente colorida das cartas que o encaram com certa… hostilidade. mas respeita e tenta compreender, repreendendo cada parte de si que quer julgar aquilo como uma mera atração de feira.
mas quando até mesmo a cartomante parece confusa, é a sua vez de rir desacreditado, batendo suavemente a mão sobre a mesa com as cartas espalhadas — mais de um baralho usado apenas para comprovar o fato: toda carta que pega, independentemente da posição ou do baralho, acaba sendo a da morte . suas costas tensas relaxam sutilmente contra o encosto da cadeira plástica, levando um susto com a proximidade do homem atrás de si, por um segundo temeu que fosse a morte!
“ talvez. ” comenta com certo deboche, o olhar de desdém para as cartas antes de voltar-se para o homem, seu sorriso mais genuíno dessa vez, “ aparentemente eu vou morrer logo, ou ‘tô morto! vai saber. vamos trocar de lugar ‘pra eu ver uma coisinha. ” sugere ao se levantar da cadeira e o oferecer o assento com um pouco de exagero, “ cara, eu até pago a sua vez! se me falar que esse caralho é um mentiroso. baralho, eu quis dizer baralho. ” a correção apenas surge depois dele receber um olhar feio da cartomante.
Foi apenas ao observar a expressão confusa da cartomante e a quantidade de cartas de caveiras estampadas nas cartas que foram espalhadas pelo mesa forrada que entendera o espanto do homem à sua frente. Era praticamente impossível não se assustar minimamente com um resultado tão firme quanto esse, mas, apesar de muito respeitoso às crenças e superstições alheias, logo chegou à conclusão lógica de que aquela moça deveria estar tentando aplicar algum tipo de golpe no rapaz - talvez vendê-lo à preço exorbitante algum tipo de talismã ou medalhão que afaste a morte, quem sabe?
" Com licença ", indicou que encostaria no pescoço do rapaz, a fim de checar seus batimentos cardíacos, " bem, se esse for o caso, você é o morto mais vivo que já vi ". Logo que ouviu a proposta, levantou-se de seu assento e sentou-se na cadeira anteriormente ocupada pelo rapaz. " 'Pra que isso dê certo eu devo fazer o mesmo procedimento que você ", ponderou após passar um momento observando a cartomante, que protestara um pouco as insinuações, " você fez alguma pergunta específica ou só sentou aqui e deixou o 'destino' vir? "
❝ outch! ❞ padmé precisou de alguns segundos para processar o que tinha acabado de acontecer ali. em um segundo estava batendo palmas animada pelo final do show e no seguinte assistia a baqueta voar na sua direção e atingir sua testa com força suficiente para fazê-la cambalear para trás. ainda assim, precisou se recuperar rápido, pois notou pessoas avançando na direção da baqueta no chão e algo dizia para nalbantoğlu que a baterista precisaria do objeto novamente. ❝ não, não! bateu em mim, então é minha! não são assim as regras de shows? ❞ se apressou em dizer, puxando a baqueta para si segundos antes de outra mão alcançá-la. não fazia ideia se aquela regra existia, mas se não fosse o caso, a inventou naquele momento e valeria da mesma forma. quando ergueu o corpo novamente, afastando o cabelo do rosto, percebeu a aproximação da baterista e logo devolveu o objeto. ❝ você deu sorte que eu fui rápida. por pouco a baqueta estaria sendo vendida na internet amanhã ou emoldurada na parede de alguém. ❞ acabou rindo levemente, enquanto passava a mão na testa ainda levemente dolorida. ❝ mas foi um ótimo show. parabéns! ❞ não conseguiu evitar pensar que as famílias e crianças da fundação nalbantoğlu adorariam uma apresentação como aquela em algum dos eventos beneficentes organizados por ela. esperava ter a oportunidade de conversar sobre o assunto um dia.
Ver sua baqueta no centro de um pequeno grupo de pessoas que pareciam interessadíssimas em pegá-la para si fez o coração de Rowan falhar um compasso e suas pernas acelerarem. O que seria sem sua baqueta da sorte? Tinha certeza que jamais acertaria um groove em sua vida e logo seria expulsa das Hex Girls por se tornar uma musicista medíocre. Sua sorte foi que, enquanto pensava em sua queda, a provável vítima do ataque voador pegara o objeto do chão e parecia bem firme em sua conquista - só esperava que não tão firme para não querer devolvê-la para a dona.
" Só não foi rápida 'pra desviar, né? ", não conseguiu evitar o comentário, mas os olhinhos brilhando diziam o quanto estava agradecida. " Nah, a gente não é tão famosa assim, pelo menos ainda, mas, obrigada pela agilidade ", sorriu para a moça, que parecia ainda estar se recuperando do acidente. " Ainda bem que gostou, faz tempo que a gente não se apresenta num evento assim ", ainda lembrava do "show" feito no Foundy Pub no mês anterior, até hoje tentava tirar as manchas da cerveja lançada em sua bateria.
Já podia ouvir o esporro de Haly caso flagrasse o abuso de Llewellyn. De acordo com o proprietário do circo, seus amigos se sentiam confortáveis demais indo e vindo dos bastidores, mexendo no que não lhes pertencia, e enfiando o nariz onde não eram chamados. Tinha tentado corrigi-los mais vezes do que podia contar, ao ponto que já não gastava energia ou saliva tentando repetir o sermão. Sequer cogitou a possibilidade ao ver a figura familiar do investigador, armado de uma espada afiada o suficiente para fatiar as fuças de um pobre desavisado.
Se esforçou para se aproximar despercebido, e a recompensa veio ao fazê-lo pular em surpresa ao ouvir sua voz. Sacudiu a cabeça em repreensão silenciosa, mas o sorriso bem-humorado que estampava seu rosto o traía. Estendeu a mão na direção do mais velho com a palma para cima, em comando silencioso para que passasse logo a arma para um adulto mais responsável. ── Você vai acabar cortando alguém com isso. E por 'alguém', quero dizer você mesmo. ── Tentou empregar a pouca seriedade que o restava no tom, sem muito sucesso. ── Por acaso está investigando algum assassinato com espadas? O interesse me parece meio repentino.
Fazia parte da natureza de Llewellyn ser xereta. Era um impulso forte demais para ser controlado, e isso quase sempre o guiava para situações minimamente inusitadas e, por vezes, desagradáveis. Foi somente ao ver o rosto de Dick que lembrou-se das várias e várias vezes que o pedira para não se enfiar nos bastidores do circo, principalmente desacompanhado. " Perdoe-me, Grayson, você sabe que eu não resisto à uma pequena investigação ", entregou cuidadosamente a espada para o amigo, acompanhando o gesto com um sorriso tão bem-humorado quanto o dele.
" Não exatamente ", tentou se lembrar do último assassinato de fato que investigara na cidade, agradecendo por morar em uma cidade tão tranquila. " Eu estava apenas tentando desvendar as novidades da apresentação de hoje. Isso considerando que terá alguma novidade ", levou os dedos ao queixo ao sentar-se em um caixote aparentemente desocupado, " não me leve a mal, mas já faz um tempo que vocês não dão uma remodelada nos números... ", sua voz foi ficando mais baixa à medida que avançava na frase, principalmente ao lembrar que Dick agora encontrava-se armado.
𝑹𝑶𝑾𝑨𝑵 𝑬́ 𝑪𝑶𝑴𝑶 𝑺𝑬 𝑭𝑶𝑺𝑺𝑬 a sua cara metade! um tremendo clichê que não partilha nem sob tortura. " então 'tô tratando bem demais a cidade... 'pra te encontrar na parte mais romântica do festival! " os dígitos articulam uma aspa teatral gigante com um sorriso ladino e brincalhão. aceita de bom grado a cerveja, pensativa sobre aquele conto popular. " acho meio bizarra essa parada, tipo, quais são os critérios? fazer reciclagem, plantar umas... ervas naturais ou ser gente boa com o prefeito? " tratar a cidade como um lar é algo que se faz com frequência; ora, não se vê morando em outro lugar tão cedo. devolve a garrafa para a amiga, o sorriso mais uma vez adornando os lábios. " me disseram que essa parte do festival é coisa de casal, 'tava procurando alguém e não 'tô sabendo? "sibila em um tom de voz cômico, afinal acha que essa parte do festival é para crianças ou pessoas que ainda têm esperança. infelizmente não se enquadra em nenhum dos critérios. " oh, não fala assim do nosso bairro chique! vai que fica chateado e aparece mais uma cratera na rua? "
União inicial por interesses - musicais - comuns, amizade construída pelo conjunto da obra: Rowena era uma das amigas mais próximas de Rowan, e o sentimento provavelmente era mútuo, por mais que nenhuma delas admitisse isso, ao menos sóbrias. Ela era o lado cômico que muitas vezes faltava na loirinha, por isso sempre se divertia quando fazia comentários como aquele. " Ah, Rowena, 'cê sabe que eu sou puro romance... ", articulava uma resposta minimamente engraçadinha mentalmente, " acho que foram os ares da roda gigante, não tem nada mais romântico do que ficar rodopiando à dois num círculo de metal ", riu ao se lembrar do casal que viu descer da atração um tanto quanto zonzo. " Ser gente boa com o prefeito? Agora tá explicado porque a gente ainda 'tá nessa pilha de merda que é essa cidade, nunca vi alguém tratar aquele velhinho bem, principalmente agora com a riquinha que resolveu virar oposição ", referia-se à candidata Leia Organa, por quem ainda não tinha uma opinião completamente formada, favorável ou contrária. " Se você fosse sortuda, até diria que 'tava te procurando... ", fingiu ponderar por um momento antes de tomar um gole da bebida que voltara às suas mãos. " Se abrir outro buraco em Eastline, tenho certeza que o Lewis vai pular de dentro dizendo que o bairro 'continuará sendo sua prioridade' ", entregou a melhor imitação do prefeito que pôde.
Belly sabia que um festival poderia englobar diversas atividades, as quais poderiam fazer parte do divertimento até da exploração. Então, mesmo que não tivesse em seus planos iniciais para vascular objetos que poderiam se tornar desejados por ela, não deixaria essa oportunidade passar quando escutou comentários sobre equipamentos de vôlei. Isso a lembrou que precisava trocar a rede o mais urgente. E é claro que não iria sozinha, por isso estava ao lado de Rowan dividindo a sua atenção entre a rede e ela. — Eu sei como é o seu pisão, então, acho que foi você mesma. Mas tudo bem, perdoada. Agora, continua me ajudando… — Ela parou de procurar, focando totalmente em Rowan. — Oh, chefinha, está querendo dizer que a galera daqui não bate bem na cabeça?! — Balançou a cabeça negativamente como forma de mostrar que reprovava o comentário. — Isso é bem chatinho… Chefinha, mesmo que demore pra gente encontrar, aqui vai sair mais em conta do que eu ir numa loja… Não tenho dinheiro pra uma rede perfeita, já que não recebo muito bem, sabe. — Estreitou os olhos para ela, confirmando mais a sua “pequena indireta”.
Lugares lotados não eram os favoritos de Rowan. Conseguia tolerar observar as formiguinhas amontoadas de cima, quando participava de alguma apresentação ou coisa do tipo, mas ser uma delas definitivamente não era nada agradável. " Concordo em discordar ", ainda falava do suposto pisão, " eu já vi de um tudo aqui, mas nada parecido com o pano furadinho que vocês usam pra não se encostarem ou sei lá ", ela sabia exatamente a função de uma rede de vôlei, mas provocar a carinhosamente apelidada "amiganária" (amiga + funcionária) era sempre mais divertido. " Como pode alguém que se enfia nesse bolo bater bem, Bells? Eu mesma sei que não bato... ", distraiu-se por um momento com o que parecia ser um estande com CDs usados, mas sua atenção logo retornou para a moça ao ouvir a insinuação. " Então você 'tá querendo dizer que eu não te pago bem o suficiente pra comprar coisa nova?! ", parecia genuinamente atingida pelo comentário.
( & )⠀⠀⠀⠀⠀⠀Victoria teria conseguido se localizar no meio daquelas pessoas se algo não tivesse simplesmente surgido no ar em meio a aplausos e gritos de exclamações frenéticos ao fim de mais uma apresentação no festival. Era um ótimo lugar para se esconder, mas, definitivamente, o mais perigoso para pessoas desavisadas que haviam acabado de chegar para aproveitarem um pouco das músicas, como ela. Antes que pudesse entender o que havia acontecido, alcançou o objeto voador perdido em seus pés bem no momento de ouvir alguém se dirigir a si. ⠀❛ Você quis dizer isso...? ❜⠀ Questionou de uma maneira um tanto culpada, não deveria ter ficado no caminho daquela coisa que acertou sua cabeça, deveria ter ouvido os pais e ter se mantido por perto para ouvir diálogos cansativos sobre genialidade e legado digno. Ao menos foi a última coisa que escutou antes de ter dado o perdido neles. ⠀❛ Acho que tem uma boa mira, se quer saber. ❜ ⠀A devolveu o item perdido, tentando não expressar demais a dor sentida no topo de sua testa. ⠀❛ Pena que cheguei um pouco atrasada e não ouvi a sua música. Está tentando me punir por isso? ❜
Estaria até um pouco mais preocupada com sua baqueta do que com a moça atingida se ela não estivesse com uma expressão tão confusa no rosto, teria seu ataque acidental causado uma concussão?! " Obrigada por ter guardado a segunda metade da Noon! ", rapidamente retomou o objeto, prontamente o enfiando em um dos bolsões da calça cargo estilizada que vestia, quase que com medo de perdê-la de novo. " Eu tento... ", o sorrisinho charmoso voltou ao rosto quando se permitiu a piadinha. " Nah, não se preocupa, a gente toca nos bares de Eastline de vez em quando, 'cê pode sempre ir assistir. Mas, desculpa, ela escapuliu mesmo da minha mão, prometo que não foi uma punição ", levou as mãos ao peito. " Não machucou muito não... Né? "
Não era a maior fã daquele tipo de música, embora tivesse convivido bastante com o rock durante a faculdade, ainda mais nos espaços que costumava frequentar. Uma banda só de garotas tocando no festival da cidade e atraindo um público mais jovem, porém, era algo que definitivamente chamava a atenção de Leia, embora muito mais por estratégia política (poderia convidar as Hex Girls para tocarem exclusivamente nos seus eventos de candidatura) do que qualquer outra coisa. Com o celular na mão, digitava uma mensagem para o seu assistente pedindo que tomasse as providências necessárias para oferecer espaço para as meninas do lado deles, e no segundo que o dedo pressionou o botão de enviar, uma baqueta voou na cabeça dela, batendo em seu crânio com um estalo e arrancando dela um sobressalto. Se preparou para responsabilizar e xingar a primeira pessoa que surgisse à sua frente, até que puxou o objeto preso entre os cachos para ter uma ideia do que se tratava e concluiu que teria de esperar mais alguns minutos até que a baterista descesse do palco com uma baqueta a menos e muita cara de pau. Foi exatamente o que aconteceu depois de um tempinho. "Sim. Isso. Que eu vou enfiar dentro do seu rabo." Não estava falando sério. Pelo menos não enquanto a sua agressora fosse uma mulher com um sorriso charmoso. Queria dizer à garota que ela tinha sorte de ser bonitinha, mas era orgulhosa demais para puxar um flerte depois de ter levado uma baquetada na cabeça. "O que faria se tivesse quebrado?" Difícil saber se falava da baqueta ou da própria cabeça.
De todas as pessoas que sua baqueta poderia ter acertado, jamais esperaria atingir justamente o rostinho da oposição política da cidade. Não sabia se ficasse surpresa, empolgada ou mais envergonhada do que no fundo estava, afinal, ainda não tinha uma opinião completamente definida sobre a mulher, apesar de adorar ver alguém se opondo ao cansado velhinho no poder. Seu charme rapidamente se transformou em um meio sorriso, meio rosto surpreso: não era todo dia que Leia Organa ameaçava enfiar algo no rabo de alguém, muito menos no seu. " Senhora Organa, isso é jeito de falar com seus futuros eleitores? ", o sorrisinho fizera o seu retorno, principalmente após ver que sua baqueta estava sã e salva. " Por favor, sua cabeça não é tão frágil assim... Com os planos que 'cê tem pra cidade, ela deve ser feita de titânio ", segurou o riso dessa vez, mas era sincera em suas palavras, realmente achava seu planejamento interessante e digno de se prestar atenção. " Olha, desculpa pelo ataque, mas pelo menos agora você pode dizer o quão inseguro foi o festival organizado pelo Lewis ", já até imaginava as manchetes viralizando nas redes sociais.
Laure odiava aquele dia do fundador, odiava ter que ficar no meio daquele gentinha e mais ainda ter que aturar atrações ridículas para que pudesse manter a imagem de boa promotora. Agora estava no meio daquela muvuca, os braços cruzados na frente do peito enquanto aguardava começar as apresentações, ignorando completamente a presença de quem estava ao seu lado, isso até o momento que viu que era Llewellyn e não pôde conter o sorrisinho maldoso que curvou os lábios pintados de vermelho... aparentemente, não ia ser tão tedioso assim ficar naquele lugar insalubre. A pergunta do por quê ele estava sorrindo foi feita de maneira calma, quase que curiosa apenas para que a atenção masculina fosse direcionada a si. – Quanta hostilidade, Llewellyn. Ainda ressentido que não conseguiu a condenação que tanto queria, mesmo com todas as suas “provas”? – a última palavra veio acompanhada de aspas feitas com os dedos, os olhos castanhos brilhando maldosamente na direção do rapaz. – Achei que seria mais maduro e saberia perder. Ou será que todos... como você são dessa maneira? Achei que estivesse acostumado a perder. – as palavras poderiam ser interpretadas como maneiras diferentes de ataque, algo que a Voss sabia fazer muito bem.
A mera menção ao último caso perdido para a promotoria - isso se não pensasse nos outros que perdera anteriormente - já conseguia tirá-lo do sério. " Não é uma questão de ressentimento, Senhorita Voss... ", a formalidade mantida até mesmo naquele ambiente o ajudava a não provocar a mulher com quem tinha que lidar quase que semanalmente, " é uma questão de justiça, pois aquelas provas eram praticamente irrefutáveis! Eu não sei o que você fez pra convencer aquele júri do contrário, mas tenho certeza que não fez isso no tribunal ", a acusação foi feita em tom mais baixo, sabia que apontar uma promotora como corrupta em alto em alto e bom tom não seria agradável, principalmente para sua carreira. " Não se preocupe, eu entendo que dessa vez não pude ganhar. Mas, não se engane, pessoas como eu também são muito pacientes ", não negaria nem se perguntassem que só esperava o próximo deslize de Laure para correr atrás do tão desejado mandado contra ela.