𝗽𝗿𝘂𝗻𝗶𝗻𝗴 𝘀𝗵𝗲𝗮𝗿𝘀 — blog multimuse privado, vinculado à comunidade de roleplay @rewrittenhqs. escrito e amado por lena (ela/dela, 23 anos). por favor, não interaja caso não faça parte da comunidade!
@middlemk acaba de receber uma mensagem de Rowan para Kol no plot drop Summer Storm, enviada de Dawn Records.
Rowan não sabia se deveria lidar com o caos que a loja ficou sozinha ou se ligar para seus funcionários era uma opção. Bem, ela pagava por eles, não é? Qualquer coisa poderia dar um bônus ao final do mês pelo trabalho extra. Decidiu então por enviar mensagens no grupo da loja perguntando se alguém ainda era vivo depois da tempestade e se poderiam passar lá para ajudar - leia-se vê-la sofrer e possivelmente ser xingado por isso. Quando Kol chegou, a loirinha tentava decidir entre expulsar a água pela porta da loja com um rodo de borracha ou tentar resgatar alguns pôsteres que haviam caído das paredes e agora estavam encharcados. " Nem me olhe com essa cara ", nem havia visto o rosto dele ainda, mas já se defendia com unhas e dentes, " o estúdio 'tá detonado ", lamentou, largando o rodo de lado e indo até os fundos buscar uma das mesas de som dele. " A situação é essa ", virou o aparelho, fazendo com que água, saída de dentro dela, escorresse pelos botões e entradas.
@fairiestwinkle acaba de receber uma mensagem de Siwoo para Lorraine no plot drop Summer Storm, enviada do The Menagerie.
Após descobrir a situação do circo, descrita por Lorraine, resolveu que, por ter sido desalojada do aquário, deveria passar no parque e ver como a amiga estava. Sabia que a água costumava acumular nas lonas em dias de chuva, mas não fazia ideia de como elas haviam ficado depois da tempestade, e isso a preocupava - não pela água, mas pelo bem estar dos colegas e amiga. Com suas botinhas verde-água, cruzou a cidade até chegar na área que o The Menagerie acampava há anos, surpreendendo-se com a quantidade de água acumulada que escorria pelas tendas e tecidos. Os artistas pareciam preocupadíssimos com aquela situação, pois o movimento deles, para cima e para baixo, era alto e ligeiro. Felizmente, mesmo com tanta comoção, conseguiu localizar Rani rapidamente no local em que costumava encontrá-la sempre que fazia visitas. " Rani! Você 'tá bem? ", partiu em disparada para abraçar a amiga, apertando-a entre seus braços com mais força do que o necessário, " alguém se machucou? Seu tanque 'tá bem? Algum visitante bebeu água da lona sem querer e agora vai ter que morar o resto da vida no circo? ", tagarelou em um disparo, quase sem pausar para respirar.
A árvore recém caída ocupava praticamente toda a largura da rua. Alguns tentavam passar por cima dos galhos, outros procuravam caminhos alternativos que também estavam engarrafados, mas a fila de pessoas tentando chegar em qualquer ponto de abrigo da cidade só aumentava. Foi o motivo pelo qual sequer pensou duas vezes, apenas saiu do carro e foi em direção ao bloqueio. "Você, segura desse lado." Apontou para a primeira pessoa, que estava perto o suficiente para ajudar. Aos poucos, outros moradores também se aproximavam e Hunter ia indicando onde cada um deveria se posicionar. "Consegue dar uma mão?" Se direcionou à muse, sem saber se poderia contar com a ajuda. "Quando a árvore já estiver fora do caminho, te dou uma carona. Se precisar."
𝕀𝕀.
Antes mesmo de sair de casa, Hunter já sabia que o trânsito estaria ruim — só não imaginou que passariam mais de meia hora parados. "Acho que a gente chegava mais rápido a pé." Murmurou em direção à muse, a quem encontrou no caminho do abrigo mais próximo e, indo para o mesmo lugar, naturalmente ofereceu carona. Em um suspiro, desligou o motor ao perceber que não se moveriam tão cedo ao que os olhos se voltaram para o grupo espalhado pela rua. Estavam bloqueando a passagem com cartazes e placas praticamente ilegíveis por causa da chuva. "Isso ainda tá acontecendo? Achei que a chuva ia dispersar o pessoal."
Passada uma boa parte da manhã tentando manter o caos contido em Westmere, Llewellyn agora patrulhava as ruas de Bridge Quarter. Não que pudesse fazer muita coisa, afinal, não era um agente de trânsito, mas a chefe Benson achara melhor dispersar os grupos e espalhá-los pelos bairros após o horário do almoço. Ao perceber a confusão formada ao redor de uma das árvores, caminhou até o grupo com as mãos para trás, observando com certa admiração a maneira como o homem ao centro controlava a situação. Olhou para os lados a fim de confirmar a quem ele se referia, aproximando-se um pouco mais ao chegar à conclusão. " Percebo que já está organizando a situação muito bem, cidadão ", elogiou-o, dando um leve tapinha em suas costas. " A carona não é necessária, mas posso ajudar ", e logo pôs-se junto aos outros no local indicado, aguardando as próximas instruções.
A energia ainda não tinha voltado e, por isso, as tomadas alimentadas pelo gerador haviam se tornado os itens mais valiosos do local. Vincent estava observando à distância, mas foi questão de tempo até precisar entrar na fila gigantesca que havia se formado. "Nunca pensei que fosse passar a madrugada torcendo por uma tomada vazia." Os olhos deslizavam entre as pessoas inquietas e os celulares encarados, como se isso fosse ajudá-los a carregar mais rápido. "A fila termina em você?" Questionou à muse, que havia chegado não muito antes, ainda confuso com toda a aglomeração ao redor da extensão. "Ou em uma daquelas cinco pessoas?"
𝕀𝕀.
Sem energia, sem bateria nos eletrônicos ao redor e sem relógio por perto, o tempo parecia ter deixado de existir. Estava deitado no chão enquanto jogava uma bolinha de borracha para cima, pertencente a um dos cachorros abrigados ali que agora dormia. Assim como ele, Vincent também estava entediado. "Aqui vai uma pergunta importante." Esperou tempo suficiente para chamar a atenção de muse, oferecendo um sorriso de canto brincalhão ao fim da espera. Talvez jogar conversa fora fosse ajudar a se distrair do temporal do lado de fora. "Que horas você acha que são? E não vale tarde. Já descartei todas as respostas óbvias."
Depois de um longo dia tentando arrumar a bagunça que sua loja e apartamento ficaram, cansou-se de ficar no frio e no escuro e partiu para o ponto de abrigo do bairro com alguns pertences básicos e a esperança de carregar seus eletrônicos. É claro que, depois de um dia como aquele, todos tiveram a mesma ideia, e encontrar uma tomada já havia sido uma ideia descartada. Estava enrolada no cobertor que levara, em um canto vazio no chão, tentando tirar um mísero cochilo, quando ouviu a pergunta. " Importante? ", colocou só os olhos para fora da coberta, encarando-o, " é hora de parar de achar que é cachorro e ir dormir, Vic! 'Tô em ponto de te fazer comer essa bolinha ", e tentou alcançar o objeto lançado ao ar novamente.
clover: por aqui nos mandaram sair do prédio para controlar as goteiras e está sem energia total!
clover: eu gostaria que todo mundo fizesse um momento de silêncio pela minha bota cor de rosa!!!!!! nem quero falar de como ela está............
clover: ELA ESTÁ ESTRAGADA TUDO ESTÁ ESTRAGADO MEU CABIDEIRO DE BOLSAS FOI TOTALMENTE ATINGIDO CERCA DE 18 BOLSAS EXCLUSIVAS DE BRECHÓ ESTÃO EM ESTADO DE DESESPERO
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ eestou vivva!!@2%eke a chuva nem ta la tao rui m… . .! w.
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ ⸻ foto borrada das botinhas coloridas dela na chuva.
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ voy pra casa <!3 <3 precisov er meus filhos!!!!
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ se cuide m nm!!!
﹙⠀ ১ ✉️ ⏤ ✿ jina ⠀﹚ vnossaaa acho q rto vendo alugma cois a…
siwoo: oi, gente! tá todo mundo bem mesmo, né?
siwoo: a chuva tá tão agradável, certeza que os peixinhos do rio adoraram. ☺️
siwoo: aqui no aquário tá tudo tranquilo! um breu, mas a maioria dos animaizinhos daqui enxerga no escuro, né?
siwoo: o bruce (um tubarãozinho martelo) bateu o nariz no vidro, acho que vou precisar encaminhar ele pra fazer alguns exames oftalmológicos.
siwoo: @/rani, vocês já conseguiram tirar a água das lonas? 😱
kassandra: caso precisem se comunicar comigo, liguem. emergências apenas.
~ kassandra left the chat ~
siwoo: @/clover, certeza que vai fazer sol amanhã, podemos colocar suas bolsas pra secar! 🤩
siwoo: oh céus, vão evacuar os funcionários do aquário... @/anakin, ainda dá tempo de pegar carona? 🫣
stark: 1min de silêncio pelos vinis da dusk, as bolsas da clover, o circo quase voador e o apê do vic 😭
stark: @.buck tô terminando de empilhar as garrafas de água!!
stark: @.donagriselda se o tsukiga saiu do chat é pq tá vivo!
stark: @.powpow VOLTA AQUI!! N VAI PRA CASA NADA!! ALI Ó, A SIWOO DISSE QUE VC PRECISA IR PRO AQUEARIO VER O BRUCE 🦈
stark: @.anakin ANAKIN DO CÉU SALVA A BIOLOGA SEREIA!! (dona shmi tá bem?)
@ você (02/02) acaba de receber uma mensagem de Rowan no plot Summer Storm, enviada de Eastline.
Enfrentada toda uma madrugada de goteiras e quedas de energia, Rowan já estava uma pilha de nervos mesmo antes de ver o estado em que a Dawn Records se encontrava. O piso estava ensopado, pôsteres derretiam pelas paredes, CDs e vinis antiquíssimos molhados e manchados, o estúdio de gravação totalmente inutilizado, era um completo desastre. Havia passado a manhã inteira tentando mitigar o estrago, mas sem muito sucesso. Estava com uma caixa de CDs possivelmente salváveis em mãos quando muse entrou na loja sem aviso. " Estamos fechados! ", praticamente rosnou em sua direção, " se quiser tentar encontrar algo seco, boa sorte, praticamente tudo 'tá perdido ", agora já lamentava terrivelmente. " E se quiser se fazer útil, tem um balde e um esfregão ali ", apontou com a cabeça para os objetos e seguiu seu caminho até o balcão onde colocaria a caixa.
@ você (03/03) acaba de receber uma mensagem de Siwoo no plot drop Summer Storm, enviada de Ashgrove.
Cedinho pelo manhã, devidamente equipada para enfrentar a chuva, Siwoo caminhava por Ashgrove em direção ao Aquário em Eastline. Havia sido chamada para observar se algum dos animais precisava de atendimento após a tempestade, e prontamente saiu de casa sem qualquer receio da chuva que ainda caia. Sinceramente? Até gostava! Nada melhor do que acordar de manhã com uma bela chuvinha escorrendo pela janela. Não havia nem levado uma sombrinha, a capa de chuva verde-água já era suficiente para ela. " Você não acha lindo? ", perguntou à pessoa que passou ao seu lado quando parou por um momento no meio da calçada, para apreciar o céu nublado e as gotinhas que caiam, a cabecinha completamente nas nuvens. " Não via a hora de voltarmos a ter dias assim depois de um verão tão seco. "
quando nancy chegou na livraria no dia seguinte após a madrugada de tempestade em ashgrove, o coração apertou. era difícil ver o lugar que sua mãe se dedicou a vida inteira naquele estado. a água tinha invadido o estabelecimento, inundando a parte do piso mais próxima da entrada e alcançando as prateleiras mais baixas. parte dos livros seriam impossíveis de serem recuperados, mas mesmo assim nancy procuraria uma forma de salvar o que era possível. no momento em que muse entrou na livraria, ela estava cercada por baldes enquanto secava o chão e separava os livros que ainda podiam ser recuperados. quando percebeu a pessoa se aproximando, ergueu os olhos por cima da caixa que carregava e abriu um sorriso cansado. ❝ cuidado com o chão… ainda não consegui secar tudo. ❞
Após a administração do aquário decidir que finalmente era hora de evacuar seus funcionários, Siwoo decidiu que passear pela cidade seria uma ótima ideia! A chuva não chegava nem perto de incomodá-la, e com sua capa de chuva e botinhas verde-água, caminhou de Eastline até Ashgrove com uma rapidez impressionante, nem mesmo chegou a levar um mínimo escorregão nas várias poças d'água acumuladas nas calçadas. Observava as fachadas das lojas e restaurantes do bairro com certo fascínio, percebendo como algumas estavam intactas e outras tão debilitadas após a tempestade, quando uma delas chamou sua atenção. Lembrava de ter comprado alguns livros da faculdade na Hidden Secrets nos últimos anos, e sentiu uma forte e nostálgica vontade de entrar no local novamente.
Assim que ouviu o aviso, tirou cuidadosamente suas botas, colocando-as ao lado da porta, e caminhou descalça em direção à moça com certo descuido, quase como se tivesse certeza de que o piso molhado não a trairia. " Posso te ajudar de alguma forma? ", um belo sorriso foi aberto, " eu sou ótima com água! Ou ela é ótima comigo... Acho que depende do ponto de vista ", deixou uma risadinha escapar enquanto olhava ao redor. " Tenho certeza que o sol vai abrir amanhã, deve dar pra colocar os livros para secar. Talvez colocar os piores em uma boa promoção? ", sugeriu ao ver as pilhas separadas. " Me desculpe se 'tô atrapalhando, é que eu costumava vir muito aqui na época de faculdade. Seus livros são ótimos, de muita qualidade! ", levou as mãos ao rosto ao notar que, como sempre, tagarelava sem parar.
Desde que a tempestade havia começado, Daenerys começou a se preparar para receber pessoas no centro comunitário. Não poderia adivinhar que o caos seria instalado na cidade, mas ousou cogitar algo parecido depois dos diversos cortes de investimento que o prefeito decidiu fazer na região — por sorte, o centro não ficava em uma área baixa o suficiente para ser alagado. Quando percebeu a presença de muse, sorriu da forma mais gentil que a madrugada permitia e, em questão de segundo, já estendeu uma das caixas improvisadas contendo uma garrafa de água, duas barras de cereal e um cobertor grosso. "Você conseguiu trazer alguma coisa de casa?"
𝕀𝕀.
Apesar da chuva continuar caindo, os trovões haviam diminuído consideravelmente na última hora, mas Drogon, Rhaegal e Viserion não pareciam dispostos a relaxar. Antes mesmo que a presença dos três pudesse se tornar um problema para os abrigados, Daenerys encontrou um pequeno cômodo vazio nos fundos do centro para que pudessem descansar longe da movimentação. Estava sentada entre os cachorros, abraçada em dois enquanto acariciava as costas do terceiro quando a porta foi aberta. "Precisa de algo?" Tinha avisado para as pessoas onde estaria, então não era surpresa ser procurada. Drogon, por outro lado, pareceu incomodado com a presença e encarou muse desde o momento em que decidiu entrar na sala. "Pode ignorar, ele faz isso com todo mundo que se aproxima." Fez um carinho distraído no pescoço do cachorro, indicando que nenhum dos dois estava correndo perigo. "Gosta de fingir que é responsável pela minha segurança."
Depois de passar a madrugada no escuro e com medo de sua casa desabar no meio daquele vendaval, Fiona sabia que não tinha qualquer chance do Boo's abrir naquele dia. Nem mesmo queria imaginar o estado em que ele se encontrava depois da tempestade, só esperava que ao menos não estivesse completamente submerso. Mas, aquele problema poderia ser resolvido depois, até porque a chuva ainda insistia em cair e em nada adiantaria correr o risco de um trabalho em vão. Decidiu por juntar sua trouxinha e ir ao centro comunitário para tentar ao menos carregar o celular, que segurava penosamente há algumas horas seus últimos 15% de bateria.
Ao ouvir a pergunta, colocou a caixa recebida de lado e puxou alguns objetos dos bolsos: um maço de cigarro (sem um isqueiro), o aparelho celular e seu carregador, um prendedor de cabelo esticado e algumas moedas, além de colocar a caixinha de transporte da Hilary, sua porquinha-da-índia, em cima da mesa. " Talvez tenham faltado algumas coisas... "
a cidade de westbridge dá boas vindas à FIONA BAGSTER (FLEABAG), originalmente pertencente ao mundo de FLEABAG! ELA tem QUARENTA anos, mora em EASTLINE, estranhamente se parece com MARY ELIZABETH WINSTEAD, e em sua nova vida trabalha como PROPRIETÁRIA E BARISTA em BOO'S CAFE. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra!
001. | 𝗧𝗛𝗘 𝗛𝗘𝗟𝗟𝗜𝗢𝗡 : short background
apesar de ter tido uma infância relativamente comum, a vida de fiona nunca foi muito bem construída, e isso só piorou após o falecimento de sua melhor amiga. após o enfrentamento dessa tragédia, passou a viver à deriva entre relacionamentos fracassados, conflitos familiares e uma constante sensação de culpa, que tenta esconder atrás de piadas e sarcasmo. seu único escape é o pequeno café que administra, que a afasta do luto, da família e de seus impulsos autodestrutivos.
002. | 𝗧𝗛𝗘 𝗛𝗘𝗟𝗟𝗜𝗢𝗡 : other informations
tem o péssimo hábito - ao menos na visão de sua família - de falar sozinha. quase sempre deixa escapar de seus pensamentos comentários, elogios, xingamentos ou outras revelações mais chocantes, às vezes até esquecendo que nem sempre está de fato sozinha quando faz isso.
não tem controle algum quando o assunto são relacionamentos e encontros de um dia só. troca de parceria como quem troca de roupa todos os dias e tem muita dificuldade em se conectar com pessoas, principalmente de maneira romântica.
bebe e fuma bastante, apesar de (ainda) não ter desenvolvido nenhum tipo de vício. em momentos de lazer, descontração, e até mesmo introspecção, é muito comum encontrá-la com um copo na mão ou um cigarro entre os dedos, às vezes até mesmo os dois.
tem uma porquinha-da-índia chamada hilary, dada de presente pela melhor amiga poucos meses antes de sua partida, que vive uma verdadeira vida de princesa. foi ela quem inspirou a decoração da cafeteria e é a verdadeira celebridade do estabelecimento sempre que fiona à leva para lá, sendo extremamente paparicada pela maioria dos clientes.
003. | 𝗧𝗛𝗘 𝗛𝗘𝗟𝗟𝗜𝗢𝗡 : workplace
o boo's cafe é uma cafeteria pequena, aconchegante e levemente caótica escondida entre lojas locais de ashgrove. nomeada em homenagem à melhor amiga da proprietária, o lugar acabou ficando conhecido por sua decoração temática de porquinhos-da-índia: ilustrações nas paredes, canecas decoradas, almofadas, pequenos enfeites e pelo menos um cliente semanal perguntando o motivo de tudo aquilo. frequentada por estudantes cansados e moradores do bairro, o café mistura doces caseiros, mesas apertadas e conversas pessoais acontecendo um pouco perto demais umas das outras.
As ruas de Westmere estavam irreconhecíveis, com o movimento constante de carros, pessoas carregando malas e moradores procurando abrigo havia substituído a tranquilidade habitual do bairro. Em praticamente toda esquina havia alguém tentando descobrir para onde ir ou qual estabelecimento ainda estava funcionando. Kol caminhava sem pressa pela avenida principal, observando a movimentação enquanto procurava rostos familiares em meio à multidão. De tempos em tempos, parava para indicar um caminho, informar onde estavam distribuindo água ou apontar a direção da universidade, que agora funcionava como centro de informação. Ao notar outra pessoa olhando ao redor como se tentasse se localizar, diminuiu o passo. "Com licença..." Esperou um instante antes de continuar. "Você está procurando algum lugar específico? Posso ajudar, conheço bem essa região."
Em uma cidade do tamanho de Westbridge, em situações como aquelas, todos os contingentes policiais eram acionados para lidar com o caos e a confusão generalizada, não importava muito suas atividades cotidianas. Faziam anos que Llewellyn não exercia funções policiais não investigativas, então era compreensível percebê-lo como alguém perdido na multidão que invadiu Westmere. Havia sido enviado ao bairro junto com alguns colegas - convenhamos, a maioria dos policiais disponíveis - para organizar a chegada dos moradores ao local, mas a falta de costume em transitar naquela área da cidade o havia pego de surpresa quando um senhor pediu que o ajudasse a encontrar o escritório em que o filho trabalhava. " Esse senhor está procurando uma tal de New Rules Magazine, seu filho aparentemente trabalha lá. Você conhece esse escritório? ", respondeu à pergunta vindo do rapaz que se aproximara, percebendo que o distintivo havia escorregado para dentro de sua capa de chuva. " E você, jovem? Precisa de alguma informação ou assistência? ", prontamente puxou um bloco de anotações do bolso, várias folhinhas e papéis soltos escorregando por suas beiradas, onde havia escrito algumas informações chave sobre os pontos de acolhimento.
no mesmo segundo em que padmé soube dos estragos causados pela tempestade nos bairros da cidade, ela não deixou mais o prédio da fundação. abriu as portas para receber as famílias atingidas e o lugar se transformou em um ponto de apoio, além de uma central de arrecadação. no momento, ela e os voluntários separavam alimentos, roupas, produtos de higiene e cobertores para distribuir para o centro comunitário e para as pessoas que estava acolhidas diretamente na fundação. ❝ vamos fazer assim... ❞ chamou a atenção dos voluntários apoiando a prancheta no braço. ❝ alimentos vão para aquela bancada, onde nós vamos montar cestas básicas completas. naquela outra mesa, vamos deixar as marmitas e as bebidas que estão chegando prontas, para que as famílias possam pegar assim que entrarem...❞ indicou a mesa com a caneta que tinha em mãos. ❝ você pode me ajudar com essa parte primeiro? quanto mais organizada essa triagem estiver, mais gente nós conseguimos atender. ❞
A tempestade e o caos formado na cidade havia pego todos de surpresa, Percy nem mesmo havia saído de casa para o trabalho ainda quando recebeu o aviso de que serviços municipais não essenciais não abririam naquele dia - felizmente, pois com certeza ficaria apavorado com o museu às escuras. Porém, sabia que sua ajuda poderia ser útil em algum lugar e prontamente enviou uma mensagem para Padmé avisando que iria o mais rápido possível para a fundação ajudá-la como pudesse.
Ouviu com atenção as explicações da amiga, fazendo algumas breves anotações em seu caderninho de bolso caso tivesse alguma dúvida futura. " Prontamente! ", colocou sua própria caneta e papéis de lado, pegando uma das caixas com alimentos para começar a separá-los e organizá-los de acordo com as instruções. " Já lembrou de tomar um pouco de água, Senhorita Nalbantoğlu? ", o tom era levemente sério, mas com intenção de cuidado, pois, conhecendo-a como conhecia, sabia que só relaxaria quando todo o caos acabasse.