Transcrição da Live: Conexão Literaria
Boa noite! Hoje nossa conversa com a Psicologa Caroline Lopes, escritora.
Boa noite! Tudo bem? Caroline, você desenvolve o trabalho com pessoas com deficiência. Quando você descobriu que gostaria de fazer esse tipo de trabalho, porque é bem diferente é bem do outro lado do muro, das nossas crianças que não ouve, não fala, são autistas. Quando você sentiu isso dentro do seu coração?
Aprendendo sobre isso, percebi que quase não tem conteúdo em Libras, quase não se fala deles.
Uma coisa que eu tenho visto, com a pandemia estamos todos em casa praticamente fazer as coisas. Eu vi o uma reclamação de uma deficiente auditiva falando que quase não tinha conteúdo EAD para eles que não tinha conteúdo não tinha conteúdo acessível. Pessoal confunde muito não, mas o conteúdo tá lá mas esse conteúdo é acessível para todos?
Não havia legenda, e as pessoas estavam tendo que mudar as matérias do curso, porque não tinha como elas acompanharem, como é que é isso? como é que essa acessibilidade?
Só porque eu ouço não quer dizer que todos Ouçam , às vezes fica muito distante para a gente né. É tão natural para nós ouvirmos que a gente não pensa que talvez tem um outro grupo que não ouve e não tem o mesmo acesso. A Libras é uma língua, então é totalmente diferente do português, muitas vezes a pessoa tá lá com texto, mas às vezes só o texto o suficiente, a pessoa não tem tanta habilidade com o português então a gente precisa parar pensar nessa possibilidade de fazer vídeos em libras, colocar legenda ali para trazer um pouquinho mais informação para ele.
Claro! A acessibilidade para todos, e por outro lado nós temos os autistas. Assim, eles têm uma rotina, essa rotina toda vez que ela tem uma alteração, eles sofrem, a rotina para eles é como medicamento. O que que a gente pode estar fazendo para poder estar ajudando essas mães e seus pais que agora estão integralmente com essas crianças a rotina deles foi completamente mudada explica o também pouquinho do que eu autismo?
As crianças têm uma dificuladade na interação social. Às vezes tem questão de aprendizagem e para lidar com essas sociedades,ele tem, às veze, estereotipias. Então, as vezes, ele se sacode anda na ponta dos pés, e por causa dessa forma diferente para eles do nosso mundo externo. Eles precisam muito de uma rotina estabelecida, então às vezes quando muda alguma coisia, uma coisinha fora do lugar ele já já sente muito ansiosa, muito angustiados com essa coisinha fora do lugar. Agora com essa pandemia tudo mudou para todos, está muito angustiante nessa desordem para todo mundo, para eles principalmente. Para ele, então, a gente tem que tentar manter alguma rotina, tentar explicar, ter paciência também um pouquinho de empatia para entender que para ele toda essa organização é muito, muito complicada.
Caroline , quais os cursos? Vamos supor que a gente quiser aprender libras, aonde a gente procura? Quem a gente procura? Como eu posso me tornar um profissional em Libras?
Temos: cursos de extensão são esses cursinhos. Aqui em Volta Redonda tem vários, tem na Igreja Nossa Senhora das Graças que é n Aterrado, tem aqui no Retiro no Alere, onde eu atendo, tem na água limpa na APADA. Então tem em todos os cantos da cidade, aí se você quiser aprender. Ainda, nós temos a graduação em letras-libras, que as pessoas fica graduado em letras, também tem a pós em Libras que a interpretação.
É uma coisa que você consegue, não é difícil de ajudar. Como que a gente pode colaborar com as crianças especiais? O que que a gente pode estar fazendo.Como nós conversamos no nosso café literário da última vez uma palavra que tá muito na moda, mas como nós podemos ser empáticos para as nossas crianças autistas, surda?
A primeira coisa é Acreditar nele, porque às vezes a gente fala assim: Coitadinho! ele tem..É claro! Ele vai ter as suas dificuldades, ele vai precisar adaptar as coisas para ele, mas ele é capaz sim de aprender de fazer as coisas. A primeira coisa que a gente tem que fazer acreditar no potencial dele. E conhecer como que é a síndrome deles, como que ele funciona também, cada criança tem um nível 1 grau.
A gente precisa acreditar naquela criança, daquela pessoa e procurar saber dela como que é como que ela funciona e trazer mais informação para todos.
Como ajudar tanto os pais, professores, sociedade? Como a gente pode ajudar na socialização dessas crianças com outras? Porque são coisas que param mas eu acho que a gente pode ajudar na diminuição dessa distância e o que que a gente pode fazer, assim coisas práticas que a gente pode estar fazendo. Se Deus quiser, tudo isso vai passar a gente vai voltar a se abraçar bastante. Que a gente volte com uma consciência maior do outro, o que que na prática a gente pode fazer pelas nossas crianças?
A socialização é muito importante, principalmente para o surdo, que ele tem uma língua própria. Então, eles chegam em ambientes que não tem ninguém, muitas vezes, que saiba a língua dele. Então, vamos saber da Libras, vamos adaptar os ambientes para essas pessoas. Eu achei muito bacana e que eu tenho vistos que as lives tão em grande maioria com interprete.
Eu também! É isso, é educação para todos!
Ajudar em alguma coisa, muitas crianças ficam excluídas ali né!? Eu nem olho. Vamos ver qual que é a brincadeira que ele gosta, proponha brincadeiras. Isso é muito importante.
Quando você vê uma outra criança inclui ela numa brincadeira de alguma maneira, de repente de pique pega ela não quer brincar, mas de carrinho ela pode.
E como que a internet pode ajudar as nossas crianças especiais? A gente pode falar com deficiência é ruim falar criança fica a gente pode falar?
Cada momento tem um nome, ultimamente as pessoas têm falado muito PCD. Mas eu acredito assim, que não importa o nome que você dá, o importante atitude que você tem perante ela. Então se você acha assim: Ah! É surdo, mas você tem uma atitude de Acreditar nele então tudo bem você chamar dessa maneira. Você chama ele de especial mas você tem uma atitude de realmente acha que aquela pessoa é especial. Às vezes a gente fica colocando o nome, e atitude não muda
Somos muito apegados a rótulos né!? A gente pode colocar tudo na prateleirinha.
Aceitar a deficiência de seus filhos muitas vezes é um choque. Quando a mulher fica grávida, ela já cria aquelas expectativas aqueles sonhos com aquela criança e quando ela descobre que ela vai vir com deficiencia, então a gente precisa trabalhar e entender que a criança vai ter algumas limitações, mas vai ter muitas outras possibilidades. É importante de repente um processo de terapia para a gente trabalhar isso.
Você recomenda, inclusive terapia para mãe, para filho, para família. Na escola tem uma criança especial. A mãe, eu acho que ela está com muita vontade não que ele seja normal, mas que ele tem os passos, que ele tem uma oportunidade. Colocar deficiente em vários pontos em várias coisas de repente não pode. O adulto pode sofrer uma pressão, como é que é isso?
Ela pode estar sofrendo uma pressão sim de querer sempre igual as outras crianças, mas é importante também que ela acredite no potencial do filho dela, que ele seja capaz sim de conquistar. Muitas mães vão para outro lado: ah! meu filho é deficiente ele não sabe fazer nada, não vai conseguir fazer nada. Vai ficar aqui no quarto trancado e não vai sair, não vai aprender nada. Precisa acreditar que aquela criança vai aprender, vai demorar, mas vai.
Existem níveis de autismo?
Sim, às vezes a gente acha que tem aquele padrãozinho, mas tem aquela criança que não sorri, que não fala, não interage com ninguém e às vezes criança que só tem algumas características acabam sendo excluídas. Desses, a mãe acha que não é nada, mas tem vários graus e a gente precisa ver cada um desses graus. E de repente de uma criança que tem um grau mais leve, ela pode ser estimulada para ser melhor trabalhada. E também tem mais graves, assim crianças que às vezes nem aprende a falar tem muita dificuldade com habilidades.
Na história, eles eram tratados como doentes mentais né!? Era abandonados por sua família. Histórias assim cabulosas, de que os deficientes ficavam trancados em um quarto. Isso mudou bastante. Graças a Deus! A evolução trouxe eles para a luz, para nós. O quanto isso é bom né? Esse reconhecimento e o quanto isso é ruim? Ás vezes é prejudicial também? Quanto pode ser prejudicial?
Quando a gente tem a informação de como lidar com eles a gentei aprende, então por exemplo, um autista dependendo do grau dele, ele não pode entrar no ambiente muito agitado, ele vai se agitar também. Então, a gente vai ler, vai entender que esse ambiente não é bom para eles, vão tentar respeitar “aqui esse tempo agora ele tá, de repente numa crise, então vamos respeitar a gente precisa. Não é simplesmente colocar eles em vários ambientes, mas entender a forma de funcionamento dele. Vamos ver, vamos saber como que como que ele se apresenta aqui, as suas características.
E a terapia, para ele é completamente diferente? Era uma dinâmica diferente, tem que procurar um profissional especializado? Por que qualquer profissional pode atender ou tem que ter especializado na área?
Depende da demanda, se for uma demanda mais social todos podem atender, mas se for uma questão mais de estimulação existe uma formação própria para ele, como o metodo Aba, ou vários métodos, para estimular, para ele aprender a falar, a se socializar.
Você trabalha com as crianças no Alere e na prefeitura, você acha que o preconceito diminuiu?
Graças a informação, tem diminuído, ainda tem que trabalhar muito. Ainda, as pessoas têm muito preconceito, mas assim a informação tem mudado muito, porque quando a gente conhece o outro, a gente consegue trabalhar empatia a gente consegue se colocar no lugar do outro, a gente agora sabe que existem essas coisas, que existem essas pessoas têm diminuído preconceito.
Como é que a gente explica para as crianças especiais essa questão de coronavirus?
A primeira coisa, a gente tem que entender qual que é o nível de compreensão dessa criança, quando de repente a essa criança ainda já entendi muito bem então vou explicar, por exemplo, através daquela dinâmica do orégano. De repente a criança pesquisa sobre o coronavírus, aí a criança vai vir com várias informações sobre aquilo. Tem que entender como que é o nível de compreensão daquela criança, explicar de uma maneira que ela entenda, isso é para todas crianças na verdade não só especiais.
Quais são os principais tópicos que uma escola tem que ter para receber as nossas crianças?
Primeiramente é um coração aberto para receber elas, muitas escolas às vezes só recebe deixa ela ali no cantinho dela e não faz nenhum processo de inclusão que precisa. Vamos receber essa criança, então vamos colocar ela aqui mesmo junto com o grupo. Ah! É uma criança surda, então vamos ensinar para todas as crianças sobre libras, porque muitas vezes a criança tem um intérprete, mas ela só conversa e ele, nem a professora às vezes chega no aluno ou outro amiguinho não consegue conversar, então vamos incluir realmente essa criança. Outro ponto ele procurar saber sobre aquele transtorno, saiba até onde a gente pode ir, mas tem que entender que naquela criança aquele transtorno vai se comportar de uma maneira, pode ser completamente diferente das outras.
Caroline para as crianças com autismo surdas, quando elas ficam doentes como todas as crianças ficam gripadas, catapora, Sarampo, lembrando que são crianças, são adolescentes vamos passar por tudo que a gente já passou, só que de uma forma diferente, como é que a gente deve procurar o médico? A gente, já chega falando olha meu filho está meu filho deficiente auditivo. e os profissionais também eu acho que não é um pouco porque eles estão acostumados.Como é que eles devem proceder?
Isso é uma falta muito grande, a gente tem pessoas com surdez como que elas vão procurar um serviço de saúde e muitas vezes não tem intérprete de libras ali, não tem profissional capacitado. Ele então, muitas vezes, eles vão depender de outra pessoa para levar ele e essa pessoa que faz toda a mediação, então acaba que o diálogo com médico, por exemplo, fica entre o médico e a mãe, e às vezes é com pessoas adultas já. Então a gente precisa lutar para que que esse cenário mude.
A questão do autista, então a gente precisa entender se aquele ambiente de hospital vai ser um gerador de crise.
Quando eles chegam no adolescência eles hormônios os aquele interesse pelo Amiguinho como é que faz como é que orienta? Porque tem gente que infantiliza essas crianças, esses adolescentes, não dão total informação, como se eles não fossem capazes de assimilar isso que a gente faz para orientar?
Precisa sim falar para ele sobre essas coisas, na linguagem deles, da forma que eles entendem e falar sobre isso assim como com outros adolescentes. É muito engraçado, porque a gente acha que eles vão numa caixinha, eles são surdos, ele só tem problemas de surdo ou surda e o resto nada. É diferente, por exemplo, lá no consultório, eu quase não recebo essa questão de fato, muitas vezes são de ansiedade no trabalho é uma questão totalmente diferente não muito vinculada a questão da deficiência. Hoje, não precisa limitar a informação, informar ela essa questão, como a vida e morte, fazem parte de todos.
Como fazer explicar isso para as crianças, para os deficientes? Por que hoje em dia nessa questão, não só do coronavirus, mas da vida.Pode procurar uma ajuda psicológica para gente poder tá falando com eles?
Muita ansiedade dos Pais né, sobre morte falar sobre sexualidade, isso os pais em geral e a gente precisa falar disso não tenta esconder a gente pode de repente pode chamar o psicólogo para orientar assim, mas o mais importante é a relação entre o pai e o filho, a mãe e o filho, que seu filho possa confiar na mãe e a mãe possa confiar no filho.
Que não seja uma relação super protetora, que seja uma relação de mãe e filho, ele possa confiar nela e que ela confia, como você disse que ela confia nos filho. Ela sabe das limitaçoes dele, mas isso não impede ele de diversas coisas.
O certo seria todos os restaurantes, hospitais e empresas de ônibus que tem um funcionário que fale a língua dos sinais?
Ou melhor ainda o próprio funcionário saber a língua de sinais, que aí ia ser muito melhor. A pessoa já ia falar diretamente não precisaria de intermediario. Imagina, você vai ao médico aí você tem que falar para outra pessoa o que você tá sentindo, aí essa outra pessoa fala para o médico, aí você fala para o médico, fala para ele para outra pessoa aí chega em você. Aí, às vezes, você tá ali ansioso para resolver aquele problema e tem todas esse caminho, o ideal seria. Mas se o profissional não sabe libras e se não der, então tem um intérprete de libras.
Eu acho que tá fazendo mais contratações né para as pessoas eu tenho visto mais CLASSIFICADOS, o pessoal pedindo pcd mais acho que o pessoal tá abrindo realmente a cabeça essas pessoas o que é necessário essas pessoas precisa trabalhar precisa comer precisa vestir NÉ!? É importante que eles estejam em todos os LUGARES. Caroline quando uma pessoa chega na vida adulta e ela já passou por TUDO, todas as fases. Ela pode ser independente, a pessoa morou com a mãe com uma boa vida toda e é um deficiente e quer morar sozinho para ir e vir sozinha como é que é esse caminho?
Ele precisa entender que ele é capaz de fazer as suas coisas, de morar sozinho e de viver sozinho, que tem as suas responsabilidades que muitas vezes, dependendo da criação as mães privao as responsabilidades dessas crianças, igual a gente tava falando antes: não vou contar isso não porque ele vai vai ficar traumatizada não ele não vai entender isso não ele ele é capaz de entender as coisas ele é capaz de fazer as coisas e viabilizar esse projeto igual todos nós, então vê a casa alugar a casa e e fazer todos os procedimentos ele é capaz de ter a sua própria autonomia.
O Luiz Cláudio está falando, que hoje o Ministério do Trabalho exige das empresas que possuem acima de 100 funcionários obter pelo menos 5% de PCD na empresa, isso é importante ne !? não deveria ser obrigado.
A questão de uma vacina e uma Prevenção ou alguma coisa do tipo talvez no futuro avançando, e as coisas vão caminhando para isso?
Por exemplo, hoje tem um implante coclear que reabilita um pouquinho da audição, muitas pessoas às vezes eles nem venham aprender a Libras. Então assim existe uma diversidade muito grande dentro da comunidade de surdos e é sobre isso que eu queria falar, assim a diferença sempre vai existir, por exemplo de repente não vai ser talvez a deficiência auditiva Mas vai ter outras diferenças que a gente vai ter que aprender a lidar com essas diferenças.
Claro! A gente tem que na verdade não pensa em a gente ter sempre mudar o outro né!? O ser humano que ia mudar o outro seja no qual aspecto for. E no caso então uma pessoa com deficiência é capaz de fazer qualquer coisa a gente vê as crianças com Down aí algumas modelos né!? Eles estão tão lindas incrivelmente abrindo espaço para outras e a questão da representatividade, a pessoa se ver é muito importante porque a gente ver modelinho são iguais e ela se olha no espelho e ela não se deve dar uma frustração muito grande essa questão também.
Quando a família tem um filho com deficiência e um outro sem um ou mais filhos em como é que é isso?
Muitas vezes a família foca nessa criança e esquece as demais, então a gente precisa
trabalhar o equilíbrio trabalhar, atenção em todas as todas as crianças trabalhar todas as crianças estimular todas elas sim.
Existem muitas crianças que estão abandonadas ainda, com deficiência?
Existe um grande número, mas esse cenário vem mudando durante o tempo. Até uma direção, se a pessoa quiser adotar uma pessoa com deficiência elas entram na frente da fila já tem essa disposição então é muito bom isso.
Caroline eu acho, me corrija se eu estiver errado, quando você falou quando a pessoa está de coração aberto tudo é possível não é!?Você incluir trazer uma criança com autismo para a gente, precisa deixar as amarras de lado né!? Nosso preconceito, nosso medo e quais os exercícios que você se psicologa passa para gente como pessoa para deixar tudo isso para abrir a nossa mente?
A gente pode fazer até mesmo amanhã, a gente começar a escutar o outro, parar para escutar sem julgar. E assim a gente vai entendendo que o outro tem defeito que nós também temos defeitos, porque às vezes a gente já começa já julgando nem ve ela falando: Fez isso errado eu colocou a panela fora do lugar não guardou a roupa,jogou a toalha molhada em cima da cama, não vamos escutar o que ele fez isso, sem julgar. Isso é difícil, mas a gente consegue.
Você recomenda que essas famílias adotem animaizinhos de estimação para as crianças com deficiência?
É muito legal! Tem uma terapia nova, que está sendo muito utilizada que a terapia assistida por animais que os animais vão Hospital, asilos, porque através disso que ele vai trabalhando a questão motora fazendo carinho com a mão, a questão de empatia com cachorro. É muito bacana, um cachorro, gatos, animais, eles trazem ensinamentos muito grande para nós.
Sem falar nada né!? Quero Agradecer mais uma vez a sua disposição a você colocar todo o seu talento e seus estudos.