
shark vs the universe
$LAYYYTER

blake kathryn
Cosmic Funnies

bliss lane
h
almost home
RMH
Misplaced Lens Cap

gracie abrams

Kiana Khansmith
No title available

izzy's playlists!
taylor price

roma★
todays bird
YOU ARE THE REASON

No title available
Sade Olutola
Color Me Curious
seen from United States

seen from Australia

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Singapore
seen from Sweden
seen from United States

seen from United States
seen from Germany

seen from United States
seen from Türkiye
seen from Croatia

seen from Colombia
seen from Australia

seen from United States
seen from Bangladesh

seen from Türkiye

seen from Indonesia
seen from Philippines
@puerlunna
Amycus estava exausto. Seus passos eram curtos e preguiçosos enquanto caminhava em direção ao salão comunal e ele estalava algumas partes do próprio corpo para se sentir um pouco menos tenso. Tinha acabado de deixar o campo de quadribol e seus músculos ainda tremiam depois de todas as atividades de treino - tornar-se o capitão foi, definitivamente, uma vitória para a Sonserina com o aumento da possibilidade de partidas ganhas, mas ele estava mais cansado do que nunca. Aquele havia sido seu primeiro treino com o novo posto e metade de seus jogadores nem chegou a terminá-lo, isso trouxe certa satisfação para o loiro, enquanto adentrava o espaço de seu destino.
Checou o relógio numa das paredes e lembrou-se que deveria encontrar Alecto, sua irmã em poucos minutos para irem jantar. Sorriu com o pensamento, já que não tiveram tempo de se ver desde o domingo à noite, a não ser pelos períodos de aula. Ambos estavam muito ocupados e assim como Amycus, Alecto tinha suas próprias coisas para cuidar.
Subiu os degraus longos e suaves da escada central do salão e antes de rumar para seu próprio dormitório, deu leves batidinhas na porta do quarto da irmã, esperando poder encontrá-la.
E como se lesse sua mente, Alecto surgiu, colocando um pequeno sorriso nos lábios ao vê-lo e, arrancando dele também, um sorriso de cumplicidade.
“Hey, beautiful.” Lhe beijou a bochecha rapidamente e voltou a olhá-la nos olhos. “Just got here from the practice, might be running a bit late, ten… fiteen minutes, tops. Wanna meet me at the Great Hall?” Sugeriu, já que dessa forma, ela não precisaria esperá-lo com fome. Amycus sempre se preocupava com o bem-estar dela.
{puerlunna}
Bom, como poderia descrever o meu dia? Exaustivo e talvez insignificante. Aulas atrás de aulas, algumas sonecas entre elas, e os meus doces cigarros para que minha mente possa achar que está em paz. Estamos tendo as primeiras aulas de Aparatação no sétimo ano, por mais que eu sempre esperei esse momento, não poderia imaginar o cansaço que isso me traria. O corpo não está preparado para ser dividido em várias partículas no ar e muito menos nossa mente para imaginar que podemos perder membros no decorrer do curso. Tinha voltado a pouco tempo de um longo banho quente, gostava de usar o banheiro apenas quando estava vazio e fiz questão de decorar os horários onde minha única companhia eram as bolhas sorridentes da banheira. Coloco o uniforme padrão, um pouco mais aberto do que deveria nos seios e com a saia curta de costume, me recuso a usar gravata apenas para jantar.
Amycus esteve em meus pensamentos a cada minuto do dia. Tínhamos combinado de jantar juntos, afinal era o único momento em que conseguíamos nos ver. Por mais que fossemos do mesmo ano, nossos gostos eram completamente diferentes e a maioria das aulas acabava tendo choque de horário, não que ele fosse em todas… Voltando ao assunto, me sentia tão cansada que apenas um abraço de meu irmão poderia me trazer descanso.
Estava sentada na janela admirando as algas que dançavam ao ritmo das águas do lago, enquanto aguardava Amycus. Ouço as batidas na porta que já estava entreaberta e meus olhos brilham ao ver meu irmão, ali tão próximo. Me levanto e aproximo até a porta com um sorriso de alívio no rosto por vê-lo. Recebo o leve beijo que faz meu sorriso aumentar. “Hmm should I believe you? Cause this…” Aponto para o corpo do irmão de cima a baixo. “Will take you more than just a few minutes.” Deixo um leve riso solto sair e me coloco para fora do quarto, fechando a porta atrás de mim. “I’ll go with you. I won’t be here just waiting for you to rescue me.”
{ nemeqvittepas }
Alecto era a mais cheia de atitudes dos dois, isso não era algo a sequer se duvidar, então quando ela passou em sua frente e adentrou o dormitório masculino que pertencia ao irmão, ele não se surpreendeu realmente. Assistiu-a sentar-se na cama relativamente organizada e manteve silêncio, sem sentir a necessidade de preencher o ambiente com comentários desnecessários. Alec era a única pessoa com quem Amycus se sentia realmente bem até mesmo para dividir a quietude.
Depois de buscar a toalha e alguns itens, ele rumou para o banheiro abandonando as roupas pelo caminho. Pela primeira vez no dia, Amycus estava tendo tempo de não pensar nada e isso não era uma das suas coisas preferidas. Enfiou-se embaixo de uma água gelada e trincou os dentes pela mudança repentina de temperatura, ele quase sentia o interior dos seus ossos esfriando.
Alguns minutos mais tarde, depois de limpar toda a extensão do próprio corpo de forma bem mais lenta do que era necessário e bem mais relaxado, fisicamente falando, enrolou-se na toalha e agarrou com uma das mãos as roupas sujas, colocando-as no cesto com seu nome para recolhimento dos elfos. Entrou no quarto, observando que Lucius havia chegado no lugar, ignorando-o para olhar a garota em sua cama.
“Did you go to class today, Alecto?” Perguntou subitamente, ao perceber que não vira a irmã em boa parte do tempo. Amycus detestava que ela ficasse sem ocupações e ainda mais isolada, como tinha costume. “‘Cause I did, so I hope you’re doing your part in our deal.”
Começou a vestir-se e depois de colocar uma cueca, ele jogou com certa delicadeza um suéter mais fino dos que tinha. “You should wear it, by the way. You’ll end up getting a cold.” Revirou os olhos, incomodado com a exposição dos peitos dela. Apesar de bonitos, ela não precisava exibi-los a tantas cobras.
Jogou uma das camisas de treino, limpas, do time em cima do corpo e vestiu a calça do uniforme. Amycus era ótimo em meter medo nos seus monitores, então questões como uniforme, nunca eram um problema, de fato.
“Let’s go?”
Por mais acostumada que eu estivesse com o corpo escultural de meu irmão, não conseguia deixar de observar encantada. Pego o fino suéter três vezes maior que eu e reviro meus olhos, my body my rules! “Good to know you’re so worried about my health, but no.” Devolvo o suéter para o baú de Amycus e o abraço por trás como um coala que não solta do tronco da árvore, continuo andando assim com ele enquanto falo. “Well, it’s go to classes or go back home. What would you prefer?” O tom ao dizer home foi mais irônico possível, afinal, não tem como chamar de lar um lugar como aquele. Amycus e eu sempre planejávamos a nova casa em que moraríamos depois de formados, e eu gostava de me firmar nesse pensamento. “And by the way, I’m an excellent student, this deal was made so you could stay, and maybe know how to live in the future, cause quidditch is not everything.”
Afasto dele e continuo andando ao seu lado. Era engraçado como todos que passavam pelos corredores, tentavam andar o mais longe possível de nós dois, e eu confesso amar esse sentimento de medo que eles tem, minha fama me condiz, pois bem que continue assim. Chegamos ao salão principal e sigo para uma ponta da mesa onde não tinha tantos animais se alimentando e falando alto. Sento e vou logo preparando o meu prato com várias coisas variadas, estava faminta não conseguia nem me decidir o que pegar primeiro, quero tudo como sempre.
“Maybe you could try to remember that last year you managed to almost fail most subjects, so the deal is also about you, missy.” Revirou os olhos, estendendo a mão para entrelaçar seus dedos nos dela, fazendo carinhos com o dedão. Quando se tratava de Alecto, Amycus era sempre muito carinhoso e cheio de atenção, ela era sua pessoa preferida no universo. “And you should be more thoughtful when it comes to quidditch because if I end up being better than all these goofballs, we could be rich, you know?” Pontuou, com uma das sobrancelhas arqueadas em certa arrogância.
Deixou o assunto para lá ao finalmente deparar-se com toda a comida ali. E se tinha algo com o qual os gêmeos nunca brincariam, era comida. Eles sabiam o peso de passar dias de fome por causa de torturas impiedosas das pessoas com quem eram obrigados a viver e Hogwarts havia caído como uma pena quanto à isso.
Entretanto, Amycus sempre gostava de apreciar sua irmã enchendo o próprio prato como se aquela fosse ser a última refeição - em todas as refeições -, naquilo ele podia afirmar que os dois eram bastante parecidos.
“You know… if people realized that you eat as much as I do sometimes, they would be way more frightened about you presence than about mine. I can’t even figure where you fit this amount of chicken in you…” Comentou, com um sorriso descontraído, olhando-a e já começando a comer também.
Reviro os olhos para o comentário de Amycus sobre o último ano. Não queria lembrar dos motivos que quase me fizeram reprovar, ou do motivo mais especificamente. “Imagine you and me, famous, rich, with all the food we could ask for… Yeah that will happen when I become the Minister for magic.” O tom em que falo soa irônico por ser algo natural, mas até que parte daquilo era desejo interno e real. Gostaria de colocar as coisas nos eixos diferente de toda a merda e bagunça que é aquele ministério.
Lambendo as pontas dos meus dedos sorrio para ele. “It goes straight through the toilet right after I finish, I don’t even think my body take any advantage of the food that comes in.” Estava sorrindo e feliz, meu irmão era o único capaz de fazer isso. Ninguém consegue tirar um sorriso meu com tamanha facilidade, talvez porque ninguém seja confiável o suficiente e ninguém me conhecesse tão bem quanto…
Pronta para pegar a sobremesa, ao me aproximar a comida desaparece da minha frente, e junto é possível ouvir as badaladas do sino que toca sinalizando o fim do jantar. Não acredito que nos atrasamos tanto a esse ponto! Eu não conseguia nada do que queria, estava farta nem mesmo a sobremesa que eu queria eu podia ter! “Fuck! Stupid bloody timing!” Saio da mesa irritada, obviamente com muito mais coisas na cabeça do que apenas a sobremesa.
“That’d be fantastic…” A voz de Amycus foi quase tão longe quanto seus pensamentos diante da possibilidade de uma vida tão fácil. Rodeado por tanta gente, ele sempre conseguia pensar no quanto nenhum deles sabia o quanto a vida fora injusta com ele e com a única pessoa pela qual valia à pena existir. “Yeah, I’d love having us as Minister. You could make me vice, I’d be the pretty face of your campaign.” Sorri, em meio à uma brincadeira boba.
Amycus não duvidava de qualquer coisa que Alecto decidisse querer, ainda que isso fosse o ministério da magia. Tudo era sempre tão pequeno para ela que, ainda que tomasse tempo, seria seu no final das contas. E ela merecia cada uma de suas conquistas, disso ele não tinha dúvidas. “Well, as long as you’re healthy and not dead to leave me alone here, I can accept all the food you eat.” Justificou-se, ainda com um sorriso, mesmo que falando sério. Sem ela não faria sentido.
Seu suspiro frustrado foi ouvido somente por ele, quando ouviu o sino, já que sua irmã rumou para longe, irritada por não ter podido terminar de comer. O rapaz levantou-se com rapidez para segui-la, puxando sua mão com delicadeza. “Hey, listen. I know you like the eating and everything… but what’s going on? Why are you so mad?” Questionou, com o cenho franzido em certa preocupação. “We can go get another while you tell me.” Lhe dá um beijo na testa, e um abraço lateral, enquanto começava a guiá-la para a cozinha. Onde, ainda que não admitisse, gostava da ideia de poder pegar comida quando alegasse fome, contanto que fosse gentil — se levado em conta, valia à pena.
A semana fora complicada, o mês talvez… Para ser sincera não estava sendo um ANO fácil. Por mais que estivéssemos longe, nossos pais ainda nos importunavam. Eu tinha uma gaveta repleta de cartas do meu pai que insistia que fossemos vê-los, e outras falando sobre cada atitude minha ou de Amycus que seus “amigos” dentro do castelo viam. O controle que eles tinham sobre nós, mesmo longe, ainda era imenso. E isso me afetava mais do que eu gostaria de admitir, só queria eles mortos. Meus pensamentos voavam em várias ideias desconnexas, era uma ansiedade que se misturava ao leve choro. Quando sinto Amycus me abraçar, uma corrente elétrica transmitindo calma me atinge. Deito minha cabeça em seu ombro, e cesso as lágrimas. “Ah amy, I’m just so tired! I wanna have control upon my life at least.” O sigo até a cozinha onde alguns elfos resmungam ao noso ver. “Can we runaway from everything? Just the two of us?”
Era estranho pensar como eu estava animada alguns minutos atrás e como se alguém tivesse virado uma chave, BOOM, muitas emoções explodem em mim de uma vez. Amycus ao meu lado não entendia nada e como eu poderia culpá’lo? Mais uma vez eu estava apenas o arrastando comigo para minhas vontades e ele ali, simplesmente tentando me acalmar e me fazer feliz. Eu não podia pedir por nenhum homem além dele na minha vida. “How can you still be gentle to me while I behave like a little kid?” Pergunto, agradecendo pela sua gentileza, afinal não tinha conhecido muito isso.
Depois de tantos anos de abuso e terror, poucas coisas mexiam com a capacidade de manter o controle de Amycus, porém, nada o abalava quanto ver a irmã em um aspecto tão vulnerável. E ele entendia completamente porque todas as vezes que era ameaçado mesmo que de longe, cada osso seu doía só de pensar nas possibilidades e ele sabia, ainda que fingisse que não era algo com que se preocupar para Alecto, que Hogwarts era a melhor solução temporária possível.
“You will, babe. Sooner than ever, believe it. We’ll ghost them as soon as the classes are over. We’ll go anywhere we need to.” Garantiu, beijando-lhe a testa e mantendo-a por perto o suficiente para que seu braço esquerdo passasse seus ombros, tentando lhe transmitir algum sentimento de segurança. Quando a situação era inversa, os abraços e o contato de Alecto eram tudo pelo que ele poderia pedir, gostava de pensar que aquilo também a ajudava.
Ignorou os murmúrios dos elfos sem dificuldades, não era como se eles fossem queridos pela maioria das pessoas e quando você sente isso do par de pessoas que deveriam te amar com a própria vida, o desgosto de qualquer um outro parece estupidamente pequeno. Aproximou-se de um dos balcões e pegou três porções das sobremesas, levando-as para perto dos bancos altos em que se sentariam. Entregando duas delas para a loira, com um sorriso reconfortante. “See? And we even get a VIP sit.” Pisca, brincando.
“I’m always gonna treat you right, sis. I’ll always be here to comfort you. We will get out of this.” Afirma mais uma vez antes de começar a comer sua própria porção, sentindo-se levemente melhor pelo saboroso doce, imaginando que Alecto também.
Havia me esquecido que apenas a presença dele e suas palavras poderiam me acalmar desse tanto. Prendo meus cabelos em um coque e como um pedaço do doce. Meu olhar corre pelo rosto do irmão que fazia com facilidade aquilo que pra mim era tão difícil, ver a positividade nesse mundo cruel. Um sorriso singelo se sobressai em meu rosto o admirando e até mesmo esquecendo da comida, mal percebo a pequena e última lágrima que escorre do meu olho esquerdo. — The best seats to the best people, and of course we’re the only ones with this privilege. — Devoro meu doce em segundos e logo parto para o próximo, praticamente jogando o prato sujo para que o elfo mais próximo o limpasse.
— What are you gonna do tomorrow? Saturday’s are for contemplation. I plan to swim in the hot pool or runaway to hogsmeade and make rosier buy us some fine wine. — Solto um leve riso, fungando um pouco o nariz congestionado pelo choro anterior. Hogwarts helps us with money for what’s necessary but when it comes to superfluous we can’t do anything. I thank lord we’ve got some friends that helps us with it, but if we weren’t talented in torturing people maybe they wouldn’t even talk to us. I try not to think about it!
Amycus estava exausto. Seus passos eram curtos e preguiçosos enquanto caminhava em direção ao salão comunal e ele estalava algumas partes do próprio corpo para se sentir um pouco menos tenso. Tinha acabado de deixar o campo de quadribol e seus músculos ainda tremiam depois de todas as atividades de treino - tornar-se o capitão foi, definitivamente, uma vitória para a Sonserina com o aumento da possibilidade de partidas ganhas, mas ele estava mais cansado do que nunca. Aquele havia sido seu primeiro treino com o novo posto e metade de seus jogadores nem chegou a terminá-lo, isso trouxe certa satisfação para o loiro, enquanto adentrava o espaço de seu destino.
Checou o relógio numa das paredes e lembrou-se que deveria encontrar Alecto, sua irmã em poucos minutos para irem jantar. Sorriu com o pensamento, já que não tiveram tempo de se ver desde o domingo à noite, a não ser pelos períodos de aula. Ambos estavam muito ocupados e assim como Amycus, Alecto tinha suas próprias coisas para cuidar.
Subiu os degraus longos e suaves da escada central do salão e antes de rumar para seu próprio dormitório, deu leves batidinhas na porta do quarto da irmã, esperando poder encontrá-la.
E como se lesse sua mente, Alecto surgiu, colocando um pequeno sorriso nos lábios ao vê-lo e, arrancando dele também, um sorriso de cumplicidade.
“Hey, beautiful.” Lhe beijou a bochecha rapidamente e voltou a olhá-la nos olhos. “Just got here from the practice, might be running a bit late, ten… fiteen minutes, tops. Wanna meet me at the Great Hall?” Sugeriu, já que dessa forma, ela não precisaria esperá-lo com fome. Amycus sempre se preocupava com o bem-estar dela.
{puerlunna}
Bom, como poderia descrever o meu dia? Exaustivo e talvez insignificante. Aulas atrás de aulas, algumas sonecas entre elas, e os meus doces cigarros para que minha mente possa achar que está em paz. Estamos tendo as primeiras aulas de Aparatação no sétimo ano, por mais que eu sempre esperei esse momento, não poderia imaginar o cansaço que isso me traria. O corpo não está preparado para ser dividido em várias partículas no ar e muito menos nossa mente para imaginar que podemos perder membros no decorrer do curso. Tinha voltado a pouco tempo de um longo banho quente, gostava de usar o banheiro apenas quando estava vazio e fiz questão de decorar os horários onde minha única companhia eram as bolhas sorridentes da banheira. Coloco o uniforme padrão, um pouco mais aberto do que deveria nos seios e com a saia curta de costume, me recuso a usar gravata apenas para jantar.
Amycus esteve em meus pensamentos a cada minuto do dia. Tínhamos combinado de jantar juntos, afinal era o único momento em que conseguíamos nos ver. Por mais que fossemos do mesmo ano, nossos gostos eram completamente diferentes e a maioria das aulas acabava tendo choque de horário, não que ele fosse em todas… Voltando ao assunto, me sentia tão cansada que apenas um abraço de meu irmão poderia me trazer descanso.
Estava sentada na janela admirando as algas que dançavam ao ritmo das águas do lago, enquanto aguardava Amycus. Ouço as batidas na porta que já estava entreaberta e meus olhos brilham ao ver meu irmão, ali tão próximo. Me levanto e aproximo até a porta com um sorriso de alívio no rosto por vê-lo. Recebo o leve beijo que faz meu sorriso aumentar. “Hmm should I believe you? Cause this…” Aponto para o corpo do irmão de cima a baixo. “Will take you more than just a few minutes.” Deixo um leve riso solto sair e me coloco para fora do quarto, fechando a porta atrás de mim. “I’ll go with you. I won’t be here just waiting for you to rescue me.”
{ nemeqvittepas }
Alecto era a mais cheia de atitudes dos dois, isso não era algo a sequer se duvidar, então quando ela passou em sua frente e adentrou o dormitório masculino que pertencia ao irmão, ele não se surpreendeu realmente. Assistiu-a sentar-se na cama relativamente organizada e manteve silêncio, sem sentir a necessidade de preencher o ambiente com comentários desnecessários. Alec era a única pessoa com quem Amycus se sentia realmente bem até mesmo para dividir a quietude.
Depois de buscar a toalha e alguns itens, ele rumou para o banheiro abandonando as roupas pelo caminho. Pela primeira vez no dia, Amycus estava tendo tempo de não pensar nada e isso não era uma das suas coisas preferidas. Enfiou-se embaixo de uma água gelada e trincou os dentes pela mudança repentina de temperatura, ele quase sentia o interior dos seus ossos esfriando.
Alguns minutos mais tarde, depois de limpar toda a extensão do próprio corpo de forma bem mais lenta do que era necessário e bem mais relaxado, fisicamente falando, enrolou-se na toalha e agarrou com uma das mãos as roupas sujas, colocando-as no cesto com seu nome para recolhimento dos elfos. Entrou no quarto, observando que Lucius havia chegado no lugar, ignorando-o para olhar a garota em sua cama.
“Did you go to class today, Alecto?” Perguntou subitamente, ao perceber que não vira a irmã em boa parte do tempo. Amycus detestava que ela ficasse sem ocupações e ainda mais isolada, como tinha costume. “‘Cause I did, so I hope you’re doing your part in our deal.”
Começou a vestir-se e depois de colocar uma cueca, ele jogou com certa delicadeza um suéter mais fino dos que tinha. “You should wear it, by the way. You’ll end up getting a cold.” Revirou os olhos, incomodado com a exposição dos peitos dela. Apesar de bonitos, ela não precisava exibi-los a tantas cobras.
Jogou uma das camisas de treino, limpas, do time em cima do corpo e vestiu a calça do uniforme. Amycus era ótimo em meter medo nos seus monitores, então questões como uniforme, nunca eram um problema, de fato.
“Let’s go?”
Por mais acostumada que eu estivesse com o corpo escultural de meu irmão, não conseguia deixar de observar encantada. Pego o fino suéter três vezes maior que eu e reviro meus olhos, my body my rules! “Good to know you’re so worried about my health, but no.” Devolvo o suéter para o baú de Amycus e o abraço por trás como um coala que não solta do tronco da árvore, continuo andando assim com ele enquanto falo. “Well, it’s go to classes or go back home. What would you prefer?” O tom ao dizer home foi mais irônico possível, afinal, não tem como chamar de lar um lugar como aquele. Amycus e eu sempre planejávamos a nova casa em que moraríamos depois de formados, e eu gostava de me firmar nesse pensamento. “And by the way, I’m an excellent student, this deal was made so you could stay, and maybe know how to live in the future, cause quidditch is not everything.”
Afasto dele e continuo andando ao seu lado. Era engraçado como todos que passavam pelos corredores, tentavam andar o mais longe possível de nós dois, e eu confesso amar esse sentimento de medo que eles tem, minha fama me condiz, pois bem que continue assim. Chegamos ao salão principal e sigo para uma ponta da mesa onde não tinha tantos animais se alimentando e falando alto. Sento e vou logo preparando o meu prato com várias coisas variadas, estava faminta não conseguia nem me decidir o que pegar primeiro, quero tudo como sempre.
“Maybe you could try to remember that last year you managed to almost fail most subjects, so the deal is also about you, missy.” Revirou os olhos, estendendo a mão para entrelaçar seus dedos nos dela, fazendo carinhos com o dedão. Quando se tratava de Alecto, Amycus era sempre muito carinhoso e cheio de atenção, ela era sua pessoa preferida no universo. “And you should be more thoughtful when it comes to quidditch because if I end up being better than all these goofballs, we could be rich, you know?” Pontuou, com uma das sobrancelhas arqueadas em certa arrogância.
Deixou o assunto para lá ao finalmente deparar-se com toda a comida ali. E se tinha algo com o qual os gêmeos nunca brincariam, era comida. Eles sabiam o peso de passar dias de fome por causa de torturas impiedosas das pessoas com quem eram obrigados a viver e Hogwarts havia caído como uma pena quanto à isso.
Entretanto, Amycus sempre gostava de apreciar sua irmã enchendo o próprio prato como se aquela fosse ser a última refeição - em todas as refeições -, naquilo ele podia afirmar que os dois eram bastante parecidos.
“You know… if people realized that you eat as much as I do sometimes, they would be way more frightened about you presence than about mine. I can’t even figure where you fit this amount of chicken in you…” Comentou, com um sorriso descontraído, olhando-a e já começando a comer também.
Reviro os olhos para o comentário de Amycus sobre o último ano. Não queria lembrar dos motivos que quase me fizeram reprovar, ou do motivo mais especificamente. “Imagine you and me, famous, rich, with all the food we could ask for… Yeah that will happen when I become the Minister for magic.” O tom em que falo soa irônico por ser algo natural, mas até que parte daquilo era desejo interno e real. Gostaria de colocar as coisas nos eixos diferente de toda a merda e bagunça que é aquele ministério.
Lambendo as pontas dos meus dedos sorrio para ele. “It goes straight through the toilet right after I finish, I don’t even think my body take any advantage of the food that comes in.” Estava sorrindo e feliz, meu irmão era o único capaz de fazer isso. Ninguém consegue tirar um sorriso meu com tamanha facilidade, talvez porque ninguém seja confiável o suficiente e ninguém me conhecesse tão bem quanto…
Pronta para pegar a sobremesa, ao me aproximar a comida desaparece da minha frente, e junto é possível ouvir as badaladas do sino que toca sinalizando o fim do jantar. Não acredito que nos atrasamos tanto a esse ponto! Eu não conseguia nada do que queria, estava farta nem mesmo a sobremesa que eu queria eu podia ter! “Fuck! Stupid bloody timing!” Saio da mesa irritada, obviamente com muito mais coisas na cabeça do que apenas a sobremesa.
“That’d be fantastic…” A voz de Amycus foi quase tão longe quanto seus pensamentos diante da possibilidade de uma vida tão fácil. Rodeado por tanta gente, ele sempre conseguia pensar no quanto nenhum deles sabia o quanto a vida fora injusta com ele e com a única pessoa pela qual valia à pena existir. “Yeah, I’d love having us as Minister. You could make me vice, I’d be the pretty face of your campaign.” Sorri, em meio à uma brincadeira boba.
Amycus não duvidava de qualquer coisa que Alecto decidisse querer, ainda que isso fosse o ministério da magia. Tudo era sempre tão pequeno para ela que, ainda que tomasse tempo, seria seu no final das contas. E ela merecia cada uma de suas conquistas, disso ele não tinha dúvidas. “Well, as long as you’re healthy and not dead to leave me alone here, I can accept all the food you eat.” Justificou-se, ainda com um sorriso, mesmo que falando sério. Sem ela não faria sentido.
Seu suspiro frustrado foi ouvido somente por ele, quando ouviu o sino, já que sua irmã rumou para longe, irritada por não ter podido terminar de comer. O rapaz levantou-se com rapidez para segui-la, puxando sua mão com delicadeza. “Hey, listen. I know you like the eating and everything… but what’s going on? Why are you so mad?” Questionou, com o cenho franzido em certa preocupação. “We can go get another while you tell me.” Lhe dá um beijo na testa, e um abraço lateral, enquanto começava a guiá-la para a cozinha. Onde, ainda que não admitisse, gostava da ideia de poder pegar comida quando alegasse fome, contanto que fosse gentil — se levado em conta, valia à pena.
A semana fora complicada, o mês talvez... Para ser sincera não estava sendo um ANO fácil. Por mais que estivéssemos longe, nossos pais ainda nos importunavam. Eu tinha uma gaveta repleta de cartas do meu pai que insistia que fossemos vê-los, e outras falando sobre cada atitude minha ou de Amycus que seus “amigos” dentro do castelo viam. O controle que eles tinham sobre nós, mesmo longe, ainda era imenso. E isso me afetava mais do que eu gostaria de admitir, só queria eles mortos. Meus pensamentos voavam em várias ideias desconnexas, era uma ansiedade que se misturava ao leve choro. Quando sinto Amycus me abraçar, uma corrente elétrica transmitindo calma me atinge. Deito minha cabeça em seu ombro, e cesso as lágrimas. “Ah amy, I’m just so tired! I wanna have control upon my life at least.” O sigo até a cozinha onde alguns elfos resmungam ao noso ver. “Can we runaway from everything? Just the two of us?”
Era estranho pensar como eu estava animada alguns minutos atrás e como se alguém tivesse virado uma chave, BOOM, muitas emoções explodem em mim de uma vez. Amycus ao meu lado não entendia nada e como eu poderia culpá’lo? Mais uma vez eu estava apenas o arrastando comigo para minhas vontades e ele ali, simplesmente tentando me acalmar e me fazer feliz. Eu não podia pedir por nenhum homem além dele na minha vida. “How can you still be gentle to me while I behave like a little kid?” Pergunto, agradecendo pela sua gentileza, afinal não tinha conhecido muito isso.
𝐀𝐩𝐚𝐫𝐭.
Chegar em casa e encarar o teto do meu quarto, ao deitar na enorme e macia cama, era como pedir para que as memórias voltassem tão vividamente que poderia sentir o cheiro no ar daquela noite. Uma noite tão repleta de sentimentos. Ao mesmo tempo que o amor nos transbordava, havia raiva e tristeza misturados a uma sensação de gratidão por tudo o que vivemos. Eu diria que foi um dos momentos mais dificeis na minha vida.
O ano era 2002, esse tinha sido sem sombra de dúvidas o melhor ano desde que nascera. As notas? Impecáveis. Melhores universidades da Florida? Aceita em todas. Festas memoráveis? Em uma delas fui presa... então eu diria que sim haha. E a melhor parte de todas, tudo isso ao lado de Jordan. O homem que nem precisou roubar meu coração, pois eu o entreguei a ele em uma bandeja encrustada de diamantes antes mesmo que ele sequer olhasse para mim. Minha felicidade vinha acima de tudo para ele, e eu não nego que amava isso. Éramos espelho para os relacionamentos do nosso campus, ás vezes eu me assustava com a repercussão que tínhamos. Alguns até tentaram nos separar, afinal grande visibilidade é acompanhada de pessoas que anseiam pela nossa ruína, mas nada nos abalava. Bastava um olhar e já estavamos rindo após um briga. O jogador de futebol e a capitã das líderes de torcida, parecia um filme, se duvidar, uma imensidão desses filmes adolescentes eram baseados em nós e não era exagero meu. Mas ali, naquela quadra, estávamos diante do momento que mudaria nossa vida e nem ao menos sabíamos. Ou sim, afinal quem sabe o que acontece depois da formatura? Tudo pode mudar.
O baile foi incrível. Dançamos e bebemos até perder a noção do tempo. As luzes tinham sido apagadas, e todos tinham ido embora deixando apenas a bagunça que limpariam no outro dia para trás. Nós dois sentados no meio da quadra de esportes, apenas admirando um ao outro. Mãos dadas e um sentimento de nostalgia que já rondava o lugar. Vivemos momentos incríveis aqui e deixar tudo isso para trás me parecia estranho, não conseguia evitar o enjoo que subia pelo meu estômago. “Can I just say that I love you and these past 4 years were the best years I could’ve asked for?!” O sorriso não saía dos meus lábios. Me aproximo e deixo um beijo sorrateiro em Jordan, acariciando o rosto mais belo que já vi.
{ @thvmisvrablvmill }
𝐴𝑠 𝑓𝑎𝑛𝑐𝑦 𝑎𝑠 𝑖𝑡 𝑐𝑜𝑢𝑙𝑑 𝑏𝑒
Meu corpo ainda estava em êxtase. A vida dá mais voltas do que se possa imaginar. Encontrar Jordan era como se eu voltasse a me sentir uma adolescente de novo, cujo as únicas preocupações eram se o cabelo estava hidratado o suficiente e se o homem que eu amava me amava de volta, e posso dizer, essa era a minha única certeza naquela época. A vida foi um pouco cruel com o nosso futuro, o rompimento brusco e a dor da saudade que veio depois foram quase impossíveis de lidar.
Agora aqui estava eu, cancelando todos os meus compromissos do dia, pois sabia que não poderia dar a Antonieta a atenção que ela esperava todas as noites. Aproveito para lhe dar o dia perfeito, fomos ao cinema onde a pequena conseguiu acabar com um balde de pipoca sozinha e se vangloriava por isso. Fomos em várias lojas e compramos roupas para as duas, inclusive o vestido que eu usaria no jantar esta noite, vermelho e elegante. Obviamente não podia faltar a ida ao salão. Antonieta amava chegar no lugar e ter suas unhas pintadas uma de cada cor, de tanto insistir, o cabeleireiro sempre lhe fazia um belo penteado. Mandona, tem a quem puxar, não posso negar. Já era tarde, me arrumei e fui colocar Tony para dormir. Ao chegar no quarto, os olhares da garotinha não disfarçam a surpresa em me ver mais arrumada do que geralmente já sou. Dou-lhe um beijo de boa noite e a cubro melhor. Assim como o pai, ela era curiosa e obviamente abre a boca no instante que me afasto. “ Mommy, você tem outra reunião?” Ela me questiona com olhinhos sonolentos. “Hoje não, Tony. Hoje eu vou encontrar uma pessoa, que reencontrei graças a você inclusive!” Toco a ponta do nariz da pequena e acaricio suas bochechas. “Can you wish me luck?” Sorrio, pensando em como era sortuda enquanto a olhava. “Sure, he’s reaaaaally cute” O riso acaba escapando de nós duas. “Boa noite, Tony. Fiorella vai estar aqui caso precise de qualquer coisa. Mommy loves you more than the universe!” A deixo dormir e saio de casa um pouco apressada.
Escolhi um dos meus restaurantes favoritos para esse momento especial. Sua culinária é internacional então sendo assim, qualquer coisa que Jordan quisesse, teria no menu. Sou a primeira a chegar e não posso evitar os pensamentos que sempre rondam a cabeça de uma mulher nesses momentos, a apreensão dele ter desistido de me ver. Desvio os pensamentos e me dirijo à mesa que reservei, ela ficava ao lado de uma das vidraças e a vista era espetacular. Olho no relógio como se assim o tempo fosse passar mais depressa. { nemeqvittepas }
Jordan nem sequer conseguia lembrar-se da última vez que se sentira tão tenso e ansioso para algo em sua vida. Sentia-se extremamente feliz que Nicola tivesse sugerido aquela mesma noite para se verem porque não sabia se conseguiria esperar um dia ou dois para olhar em seus olhos mais uma vez. Enquanto se arrumava, ele revivia diversas das muitas memórias que havia colecionado com a morena quando mais jovem. Parecia até mentira, depois de tanto tempo.
O convite havia partido dela para um restaurante que ele nunca havia ido, então ao chegar na frente do local, com um manobrista abrindo sua porta e recolhendo sua chave para estacionar o carro, ele se surpreendeu com o rumo que as coisas tinham tomado. Soltou um suspiro de alívio por ter vestido um de seus paletós preferidos com os mocassins mais novos.
Foi rapidamente atendido ao adentrar o local e antes do que podia imaginar, se encaminhava para a mesa em que a parceira estaria.
E ela estava ainda mais deslumbrante.
Aproximou-se, beijando-lhe a mão e em seguida a bochecha, mais próximo dos lábios do que o contrato social normalmente seguiria. “Good night, Nic. You look magnificent!” Ainda segurando sua mão e agora olhando em seus olhos, abriu um sorriso discreto e continuou a fala: “Even more than the usual.”
Ajudou-a a voltar para sua cadeira e sentou-se de frente para ela, numa mesa muito bonita, já sendo servido por uma taça de vinho. Subitamente questionando-se se a deixara esperando por muito. “Am I too late?”
Ao ver Jordan vindo pelo corredor de mesas, me levanto com certa pressa. Parecia que a ficha estava caindo agora, ele realmente estava ali, não era apenas fantasias da minha mente. Estendo a mão para cumprimentá-lo, e ele me surpreende beijando minha mão, o que faz com que todo o lado direito do meu corpo se arrepie, como lidar com os próprios movimentos do corpo que me envergonhavam absurdamente? Sorrio com o beijo sugestivo e os elogios que vieram em seguida. “And you’re… Stunning. I see you didn’t lost your way with women.” Estreito os olhos ao fazer o comentário, eu não deixava uma passar mesmo. Retorno ao assento e prontamente um garçom abastesse a taça de Jordan com o vinho tinto português que escolhi e completa a minha que estava quase no final. Assim que ele sai, bebo um pouco do vinho para molhar a garganta, como dizer a ele que estava quase desistindo por conta de uns minutos? Melhor deixar esse comentário comigo mesmo. Balanço levemente a cabeça, em negação “Not at all, I just got here.” Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha e um minuto de silêncio se segue apenas um olhando o outro, será que seria apenas admiração ou ele também não acreditava que isso era real? Interrompo o silêncio pedindo desculpas antecipadas. “I’m so sorry it had to be this late, Antonieta can’t sleep without a kiss goodnight. And no babysitter can handle that girl awake at night.”
“Not with this one, I hope.” A resposta veio junto ao olhar que ele manteve sobre ela. E, ele não mentia, esperava que as coisas entre eles tivessem um ritmo tão bom quanto quando novos porque eles eram ótimos juntos.
Nicola sempre fora seu ideal de beleza e sensualidade, Jordan lembrava-se dela como sendo quase um ser de luz. Onde ela estivesse, as pessoas estariam olhando porque ela tinha essa presença marcante e esse jeito único de se mexer. A taça de vinho entre os dedos, os lábios quase num sorriso, os olhos… tudo.
“Girl’s bossy like her mother… can’t blame her.” Lhe deu um sorriso, trazendo à própria cabeça a imagem dela, mais cedo no supermercado. “She’s really smart, Nic. You must be enchanted by her every single day.” Dá uma certa pausa e um gole no vinho mais uma vez antes de continuar o pensamento. “But I can’t deny that I was surprised to know that you have a kid.”
E, dentro do espaço de tempo certo para que ela não continuasse a conversa, ele seguiu, lhe dizendo o que sabia que precisava ser dito antes de qualquer outra coisa. “I have one, as well. Kobe. He’s older, tho, 14 next month.” Voltou os olhos a ela, esperando por uma reação, apesar de no fundo saber, que ela provavelmente adoraria o garoto.
Era bom estar com Jordan, sentia que com ele não era necessário encharca-lo de palavras complexas, podia sorrir durante as falas e agir naturalmente, sem ser um robô que tem que estar preparado para qualquer problema ou contra-argumento. Era um simples jantar e o nivel de importância que ele carregava é imensurável. “You would conquer my heart even if you stood still like a statue, just by being you.” Foram tantos anos longe que já pouco me importava se minhas palavras demonstravam demais o que eu estava sentindo, afinal, caramba! foram anos longe, não posso perder qualquer minuto que eu tenha para falar o que eu quero.
His eyes… omg i couldn’t stop looking! Ele falava e meu cérebro processava cada palavra as guardando como um tesouro. Quando ele elogia Antonieta meu coração se aquece, já tinha conhecido vários homens e a maioria desprezava a existência da minha filha, os quais eu fazia questão de mandar para bem longe de mim. Por isso sempre foi apenas eu ela. Ouvi-lo falar sobre o amor da minha vida fazia com que o sentimento voltasse cada vez mais forte. Sorrio envergonhada e fico surpresa quando ele fala sobre o filho e a idade do garoto, mas claro a única parte do meu corpo que mostrou reação quanto ao assunto foi um leve arquear de sobrancelhas. “Omg! Kobe is a beautiful name! He must be gorgeous, your eyes they shine when you speak about him.”
Um fato que eu simplesmente tinha me esquecido de perguntar ou nem simplesmente passou pela minha cabeça, será que ele tem uma família? Por que ele estaria aqui comigo? O pensamento vagueia em um leve momento de ansiedade, pensando no que eu estava fazendo aqui e se estaria arruinando talvez a vida do homem a sua frente. Me entregando tão descaradamente. “Hm… And his mom?” Pergunto de modo discreto olhando e girando minha própria aliança que ainda não tinha tirado do dedo, uma pequena mania que nem eu mesma me tocava que fazia.
O garçom vem até a mesa impedindo que eu receba rapidamente a resposta do Jordan, e nos entrega os menus da noite. Sem nem abri-lo o entrego de volta para o garçom. “Tell Luisa I’ll just have the usual.” Luisa era a chef do restaurante e também uma das minhas grande amigas, eu frequento tanto esse lugar que ela já sabe qual o meu pedido. “And please if we could have another bottle of that same wine, thank you!” No momento me lembro o quanto estava sendo indelicada e nem ao menos perguntei os gostos de Jordan. Olho para ele e sorrio envergonhada. “I’m so sorry, Jordan, I didn’t even ask if you liked this wine, do you prefer anything else?”
“You know… it’s so funny ‘cause I haven’t seen you in so long. So long and it just…” Sorri pequeno, porém com toda a sinceridade que possui. “It just feels like I didn’t miss a second.” Complementa, sem deixar de olhá-la nos olhos. Afinal, ele não estava mentindo, depois de tanto tempo e, ainda assim, ele sentia como se pudesse falar sobre qualquer coisa, era ela. Era a mesma Nicola de anos atrás que ria de coisas bobas que ele falava só para baixar sua guarda. “It sounds like I’ve got a crush on you, which I might, but still… forgive for being so cheesy… It’s just too surprising. And it being you… still the one I knew back then, makes it kind of magical.”
Sorri com o comentário sobre seu filho, lembrando-se do quanto o achou mais alto nas últimas semanas. “Yeah, Kobe is… something else. He likes school, not afraid of dreaming and still… kid handles the fall. Just impressive.” Comenta, com orgulho. De fato, vindo de onde ele veio. Jordan encarou o difícil na pele e viu a dor de perder para a dificuldade e com todo o receio que podia ter, ainda assim, Kobe sempre pareceu ser uma luz no meio de qualquer caos.
Toma seu último gole da taça antes de responder a pergunta, sem nem sequer pensar em ensaios. Já que, não há sobre o que inventar desculpas. “She is a nice person! Things between us didn’t last long, it was a fling… we were enjoying not having the commitment, but Kobe came and we realized we worked better as parents, but not as husband and wife.” Explicou, olhando-a. “She’s got a boyfriend now, he’s a good guy, likes K. That’s what matters.” Assente, cruzando uma perna por cima da outra. “What about you? Antonieta’s father?”
“Well, tell Luisa I’ll have the same.” Aponta para a acompanhante, sorrindo com a gracinha para a garçonete. “And for the wine, it is delicious, Nicky, thank you.”
Um suspiro aliviado saiu do meu corpo, um pouco mais perceptível do que esperava. Era bom saber que tínhamos nos reencontrado em um momento que os dois tinham liberdade, diferente do que aconteceu quando éramos jovens. Pude sentir verdade nas palavras dele, e como os olhos castanhos brilhavam só de falar do filho. A saudade que tive dele... Às vezes tudo aquilo me parecia surreal, quase como um conto de fadas, queria me beliscar a todo momento. — Well, I’m glad to see such a mature behaviour among you two, and with a father like you... As I recall, Kobe could never have a better example. And I’m sorry but, will I be a total bitch if I tell you that I’m kinda happy you’re single parent? — Faço uma leve careta, sorrindo para ele. Abaixo o olhar para falar sobre o assunto a seguir. A pergunta inventável tinha sido posta à mesa, Charles era um assunto que eu não gostava de tocar, mas que em momento como esse eu me atentava a dizer apenas o básico. Afinal era uma das primeiras regras da mentira, se atente ao básico. — He passed away a few years ago, Antonieta was really young, she barely remembers him... It was a car accident. — As mentiras saíam fáceis de minha boca, tinha aprendido isso com o tempo. O opho apenas para constatar de que ainda estava ali, e que aquilo era real, admira-lo um pouco talvez... Eu não sabia porque estava me comportando como uma adolescente abobada. Coloco minhas mãos para baixo ajeitando o pedaço de pano em meu colo.
Amycus estava exausto. Seus passos eram curtos e preguiçosos enquanto caminhava em direção ao salão comunal e ele estalava algumas partes do próprio corpo para se sentir um pouco menos tenso. Tinha acabado de deixar o campo de quadribol e seus músculos ainda tremiam depois de todas as atividades de treino - tornar-se o capitão foi, definitivamente, uma vitória para a Sonserina com o aumento da possibilidade de partidas ganhas, mas ele estava mais cansado do que nunca. Aquele havia sido seu primeiro treino com o novo posto e metade de seus jogadores nem chegou a terminá-lo, isso trouxe certa satisfação para o loiro, enquanto adentrava o espaço de seu destino.
Checou o relógio numa das paredes e lembrou-se que deveria encontrar Alecto, sua irmã em poucos minutos para irem jantar. Sorriu com o pensamento, já que não tiveram tempo de se ver desde o domingo à noite, a não ser pelos períodos de aula. Ambos estavam muito ocupados e assim como Amycus, Alecto tinha suas próprias coisas para cuidar.
Subiu os degraus longos e suaves da escada central do salão e antes de rumar para seu próprio dormitório, deu leves batidinhas na porta do quarto da irmã, esperando poder encontrá-la.
E como se lesse sua mente, Alecto surgiu, colocando um pequeno sorriso nos lábios ao vê-lo e, arrancando dele também, um sorriso de cumplicidade.
“Hey, beautiful.” Lhe beijou a bochecha rapidamente e voltou a olhá-la nos olhos. “Just got here from the practice, might be running a bit late, ten… fiteen minutes, tops. Wanna meet me at the Great Hall?” Sugeriu, já que dessa forma, ela não precisaria esperá-lo com fome. Amycus sempre se preocupava com o bem-estar dela.
{puerlunna}
Bom, como poderia descrever o meu dia? Exaustivo e talvez insignificante. Aulas atrás de aulas, algumas sonecas entre elas, e os meus doces cigarros para que minha mente possa achar que está em paz. Estamos tendo as primeiras aulas de Aparatação no sétimo ano, por mais que eu sempre esperei esse momento, não poderia imaginar o cansaço que isso me traria. O corpo não está preparado para ser dividido em várias partículas no ar e muito menos nossa mente para imaginar que podemos perder membros no decorrer do curso. Tinha voltado a pouco tempo de um longo banho quente, gostava de usar o banheiro apenas quando estava vazio e fiz questão de decorar os horários onde minha única companhia eram as bolhas sorridentes da banheira. Coloco o uniforme padrão, um pouco mais aberto do que deveria nos seios e com a saia curta de costume, me recuso a usar gravata apenas para jantar.
Amycus esteve em meus pensamentos a cada minuto do dia. Tínhamos combinado de jantar juntos, afinal era o único momento em que conseguíamos nos ver. Por mais que fossemos do mesmo ano, nossos gostos eram completamente diferentes e a maioria das aulas acabava tendo choque de horário, não que ele fosse em todas… Voltando ao assunto, me sentia tão cansada que apenas um abraço de meu irmão poderia me trazer descanso.
Estava sentada na janela admirando as algas que dançavam ao ritmo das águas do lago, enquanto aguardava Amycus. Ouço as batidas na porta que já estava entreaberta e meus olhos brilham ao ver meu irmão, ali tão próximo. Me levanto e aproximo até a porta com um sorriso de alívio no rosto por vê-lo. Recebo o leve beijo que faz meu sorriso aumentar. “Hmm should I believe you? Cause this…” Aponto para o corpo do irmão de cima a baixo. “Will take you more than just a few minutes.” Deixo um leve riso solto sair e me coloco para fora do quarto, fechando a porta atrás de mim. “I’ll go with you. I won’t be here just waiting for you to rescue me.”
{ nemeqvittepas }
Alecto era a mais cheia de atitudes dos dois, isso não era algo a sequer se duvidar, então quando ela passou em sua frente e adentrou o dormitório masculino que pertencia ao irmão, ele não se surpreendeu realmente. Assistiu-a sentar-se na cama relativamente organizada e manteve silêncio, sem sentir a necessidade de preencher o ambiente com comentários desnecessários. Alec era a única pessoa com quem Amycus se sentia realmente bem até mesmo para dividir a quietude.
Depois de buscar a toalha e alguns itens, ele rumou para o banheiro abandonando as roupas pelo caminho. Pela primeira vez no dia, Amycus estava tendo tempo de não pensar nada e isso não era uma das suas coisas preferidas. Enfiou-se embaixo de uma água gelada e trincou os dentes pela mudança repentina de temperatura, ele quase sentia o interior dos seus ossos esfriando.
Alguns minutos mais tarde, depois de limpar toda a extensão do próprio corpo de forma bem mais lenta do que era necessário e bem mais relaxado, fisicamente falando, enrolou-se na toalha e agarrou com uma das mãos as roupas sujas, colocando-as no cesto com seu nome para recolhimento dos elfos. Entrou no quarto, observando que Lucius havia chegado no lugar, ignorando-o para olhar a garota em sua cama.
“Did you go to class today, Alecto?” Perguntou subitamente, ao perceber que não vira a irmã em boa parte do tempo. Amycus detestava que ela ficasse sem ocupações e ainda mais isolada, como tinha costume. “‘Cause I did, so I hope you’re doing your part in our deal.”
Começou a vestir-se e depois de colocar uma cueca, ele jogou com certa delicadeza um suéter mais fino dos que tinha. “You should wear it, by the way. You’ll end up getting a cold.” Revirou os olhos, incomodado com a exposição dos peitos dela. Apesar de bonitos, ela não precisava exibi-los a tantas cobras.
Jogou uma das camisas de treino, limpas, do time em cima do corpo e vestiu a calça do uniforme. Amycus era ótimo em meter medo nos seus monitores, então questões como uniforme, nunca eram um problema, de fato.
“Let’s go?”
Por mais acostumada que eu estivesse com o corpo escultural de meu irmão, não conseguia deixar de observar encantada. Pego o fino suéter três vezes maior que eu e reviro meus olhos, my body my rules! “Good to know you’re so worried about my health, but no.” Devolvo o suéter para o baú de Amycus e o abraço por trás como um coala que não solta do tronco da árvore, continuo andando assim com ele enquanto falo. “Well, it’s go to classes or go back home. What would you prefer?” O tom ao dizer home foi mais irônico possível, afinal, não tem como chamar de lar um lugar como aquele. Amycus e eu sempre planejávamos a nova casa em que moraríamos depois de formados, e eu gostava de me firmar nesse pensamento. “And by the way, I’m an excellent student, this deal was made so you could stay, and maybe know how to live in the future, cause quidditch is not everything.”
Afasto dele e continuo andando ao seu lado. Era engraçado como todos que passavam pelos corredores, tentavam andar o mais longe possível de nós dois, e eu confesso amar esse sentimento de medo que eles tem, minha fama me condiz, pois bem que continue assim. Chegamos ao salão principal e sigo para uma ponta da mesa onde não tinha tantos animais se alimentando e falando alto. Sento e vou logo preparando o meu prato com várias coisas variadas, estava faminta não conseguia nem me decidir o que pegar primeiro, quero tudo como sempre.
“Maybe you could try to remember that last year you managed to almost fail most subjects, so the deal is also about you, missy.” Revirou os olhos, estendendo a mão para entrelaçar seus dedos nos dela, fazendo carinhos com o dedão. Quando se tratava de Alecto, Amycus era sempre muito carinhoso e cheio de atenção, ela era sua pessoa preferida no universo. “And you should be more thoughtful when it comes to quidditch because if I end up being better than all these goofballs, we could be rich, you know?” Pontuou, com uma das sobrancelhas arqueadas em certa arrogância.
Deixou o assunto para lá ao finalmente deparar-se com toda a comida ali. E se tinha algo com o qual os gêmeos nunca brincariam, era comida. Eles sabiam o peso de passar dias de fome por causa de torturas impiedosas das pessoas com quem eram obrigados a viver e Hogwarts havia caído como uma pena quanto à isso.
Entretanto, Amycus sempre gostava de apreciar sua irmã enchendo o próprio prato como se aquela fosse ser a última refeição - em todas as refeições -, naquilo ele podia afirmar que os dois eram bastante parecidos.
“You know… if people realized that you eat as much as I do sometimes, they would be way more frightened about you presence than about mine. I can’t even figure where you fit this amount of chicken in you…” Comentou, com um sorriso descontraído, olhando-a e já começando a comer também.
Reviro os olhos para o comentário de Amycus sobre o último ano. Não queria lembrar dos motivos que quase me fizeram reprovar, ou do motivo mais especificamente. “Imagine you and me, famous, rich, with all the food we could ask for... Yeah that will happen when I become the Minister for magic.” O tom em que falo soa irônico por ser algo natural, mas até que parte daquilo era desejo interno e real. Gostaria de colocar as coisas nos eixos diferente de toda a merda e bagunça que é aquele ministério.
Lambendo as pontas dos meus dedos sorrio para ele. “It goes straight through the toilet right after I finish, I don’t even think my body take any advantage of the food that comes in.” Estava sorrindo e feliz, meu irmão era o único capaz de fazer isso. Ninguém consegue tirar um sorriso meu com tamanha facilidade, talvez porque ninguém seja confiável o suficiente e ninguém me conhecesse tão bem quanto...
Pronta para pegar a sobremesa, ao me aproximar a comida desaparece da minha frente, e junto é possível ouvir as badaladas do sino que toca sinalizando o fim do jantar. Não acredito que nos atrasamos tanto a esse ponto! Eu não conseguia nada do que queria, estava farta nem mesmo a sobremesa que eu queria eu podia ter! “Fuck! Stupid bloody timing!” Saio da mesa irritada, obviamente com muito mais coisas na cabeça do que apenas a sobremesa.
𝐴𝑠 𝑓𝑎𝑛𝑐𝑦 𝑎𝑠 𝑖𝑡 𝑐𝑜𝑢𝑙𝑑 𝑏𝑒
Meu corpo ainda estava em êxtase. A vida dá mais voltas do que se possa imaginar. Encontrar Jordan era como se eu voltasse a me sentir uma adolescente de novo, cujo as únicas preocupações eram se o cabelo estava hidratado o suficiente e se o homem que eu amava me amava de volta, e posso dizer, essa era a minha única certeza naquela época. A vida foi um pouco cruel com o nosso futuro, o rompimento brusco e a dor da saudade que veio depois foram quase impossíveis de lidar.
Agora aqui estava eu, cancelando todos os meus compromissos do dia, pois sabia que não poderia dar a Antonieta a atenção que ela esperava todas as noites. Aproveito para lhe dar o dia perfeito, fomos ao cinema onde a pequena conseguiu acabar com um balde de pipoca sozinha e se vangloriava por isso. Fomos em várias lojas e compramos roupas para as duas, inclusive o vestido que eu usaria no jantar esta noite, vermelho e elegante. Obviamente não podia faltar a ida ao salão. Antonieta amava chegar no lugar e ter suas unhas pintadas uma de cada cor, de tanto insistir, o cabeleireiro sempre lhe fazia um belo penteado. Mandona, tem a quem puxar, não posso negar. Já era tarde, me arrumei e fui colocar Tony para dormir. Ao chegar no quarto, os olhares da garotinha não disfarçam a surpresa em me ver mais arrumada do que geralmente já sou. Dou-lhe um beijo de boa noite e a cubro melhor. Assim como o pai, ela era curiosa e obviamente abre a boca no instante que me afasto. “ Mommy, você tem outra reunião?” Ela me questiona com olhinhos sonolentos. “Hoje não, Tony. Hoje eu vou encontrar uma pessoa, que reencontrei graças a você inclusive!” Toco a ponta do nariz da pequena e acaricio suas bochechas. “Can you wish me luck?” Sorrio, pensando em como era sortuda enquanto a olhava. “Sure, he’s reaaaaally cute” O riso acaba escapando de nós duas. “Boa noite, Tony. Fiorella vai estar aqui caso precise de qualquer coisa. Mommy loves you more than the universe!” A deixo dormir e saio de casa um pouco apressada.
Escolhi um dos meus restaurantes favoritos para esse momento especial. Sua culinária é internacional então sendo assim, qualquer coisa que Jordan quisesse, teria no menu. Sou a primeira a chegar e não posso evitar os pensamentos que sempre rondam a cabeça de uma mulher nesses momentos, a apreensão dele ter desistido de me ver. Desvio os pensamentos e me dirijo à mesa que reservei, ela ficava ao lado de uma das vidraças e a vista era espetacular. Olho no relógio como se assim o tempo fosse passar mais depressa. { nemeqvittepas }
Jordan nem sequer conseguia lembrar-se da última vez que se sentira tão tenso e ansioso para algo em sua vida. Sentia-se extremamente feliz que Nicola tivesse sugerido aquela mesma noite para se verem porque não sabia se conseguiria esperar um dia ou dois para olhar em seus olhos mais uma vez. Enquanto se arrumava, ele revivia diversas das muitas memórias que havia colecionado com a morena quando mais jovem. Parecia até mentira, depois de tanto tempo.
O convite havia partido dela para um restaurante que ele nunca havia ido, então ao chegar na frente do local, com um manobrista abrindo sua porta e recolhendo sua chave para estacionar o carro, ele se surpreendeu com o rumo que as coisas tinham tomado. Soltou um suspiro de alívio por ter vestido um de seus paletós preferidos com os mocassins mais novos.
Foi rapidamente atendido ao adentrar o local e antes do que podia imaginar, se encaminhava para a mesa em que a parceira estaria.
E ela estava ainda mais deslumbrante.
Aproximou-se, beijando-lhe a mão e em seguida a bochecha, mais próximo dos lábios do que o contrato social normalmente seguiria. “Good night, Nic. You look magnificent!” Ainda segurando sua mão e agora olhando em seus olhos, abriu um sorriso discreto e continuou a fala: “Even more than the usual.”
Ajudou-a a voltar para sua cadeira e sentou-se de frente para ela, numa mesa muito bonita, já sendo servido por uma taça de vinho. Subitamente questionando-se se a deixara esperando por muito. “Am I too late?”
Ao ver Jordan vindo pelo corredor de mesas, me levanto com certa pressa. Parecia que a ficha estava caindo agora, ele realmente estava ali, não era apenas fantasias da minha mente. Estendo a mão para cumprimentá-lo, e ele me surpreende beijando minha mão, o que faz com que todo o lado direito do meu corpo se arrepie, como lidar com os próprios movimentos do corpo que me envergonhavam absurdamente? Sorrio com o beijo sugestivo e os elogios que vieram em seguida. “And you’re… Stunning. I see you didn’t lost your way with women.” Estreito os olhos ao fazer o comentário, eu não deixava uma passar mesmo. Retorno ao assento e prontamente um garçom abastesse a taça de Jordan com o vinho tinto português que escolhi e completa a minha que estava quase no final. Assim que ele sai, bebo um pouco do vinho para molhar a garganta, como dizer a ele que estava quase desistindo por conta de uns minutos? Melhor deixar esse comentário comigo mesmo. Balanço levemente a cabeça, em negação “Not at all, I just got here.” Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha e um minuto de silêncio se segue apenas um olhando o outro, será que seria apenas admiração ou ele também não acreditava que isso era real? Interrompo o silêncio pedindo desculpas antecipadas. “I’m so sorry it had to be this late, Antonieta can’t sleep without a kiss goodnight. And no babysitter can handle that girl awake at night.”
“Not with this one, I hope.” A resposta veio junto ao olhar que ele manteve sobre ela. E, ele não mentia, esperava que as coisas entre eles tivessem um ritmo tão bom quanto quando novos porque eles eram ótimos juntos.
Nicola sempre fora seu ideal de beleza e sensualidade, Jordan lembrava-se dela como sendo quase um ser de luz. Onde ela estivesse, as pessoas estariam olhando porque ela tinha essa presença marcante e esse jeito único de se mexer. A taça de vinho entre os dedos, os lábios quase num sorriso, os olhos… tudo.
“Girl’s bossy like her mother… can’t blame her.” Lhe deu um sorriso, trazendo à própria cabeça a imagem dela, mais cedo no supermercado. “She’s really smart, Nic. You must be enchanted by her every single day.” Dá uma certa pausa e um gole no vinho mais uma vez antes de continuar o pensamento. “But I can’t deny that I was surprised to know that you have a kid.”
E, dentro do espaço de tempo certo para que ela não continuasse a conversa, ele seguiu, lhe dizendo o que sabia que precisava ser dito antes de qualquer outra coisa. “I have one, as well. Kobe. He’s older, tho, 14 next month.” Voltou os olhos a ela, esperando por uma reação, apesar de no fundo saber, que ela provavelmente adoraria o garoto.
Era bom estar com Jordan, sentia que com ele não era necessário encharca-lo de palavras complexas, podia sorrir durante as falas e agir naturalmente, sem ser um robô que tem que estar preparado para qualquer problema ou contra-argumento. Era um simples jantar e o nivel de importância que ele carregava é imensurável. “You would conquer my heart even if you stood still like a statue, just by being you.” Foram tantos anos longe que já pouco me importava se minhas palavras demonstravam demais o que eu estava sentindo, afinal, caramba! foram anos longe, não posso perder qualquer minuto que eu tenha para falar o que eu quero.
His eyes... omg i couldn’t stop looking! Ele falava e meu cérebro processava cada palavra as guardando como um tesouro. Quando ele elogia Antonieta meu coração se aquece, já tinha conhecido vários homens e a maioria desprezava a existência da minha filha, os quais eu fazia questão de mandar para bem longe de mim. Por isso sempre foi apenas eu ela. Ouvi-lo falar sobre o amor da minha vida fazia com que o sentimento voltasse cada vez mais forte. Sorrio envergonhada e fico surpresa quando ele fala sobre o filho e a idade do garoto, mas claro a única parte do meu corpo que mostrou reação quanto ao assunto foi um leve arquear de sobrancelhas. “Omg! Kobe is a beautiful name! He must be gorgeous, your eyes they shine when you speak about him.”
Um fato que eu simplesmente tinha me esquecido de perguntar ou nem simplesmente passou pela minha cabeça, será que ele tem uma família? Por que ele estaria aqui comigo? O pensamento vagueia em um leve momento de ansiedade, pensando no que eu estava fazendo aqui e se estaria arruinando talvez a vida do homem a sua frente. Me entregando tão descaradamente. “Hm... And his mom?” Pergunto de modo discreto olhando e girando minha própria aliança que ainda não tinha tirado do dedo, uma pequena mania que nem eu mesma me tocava que fazia.
O garçom vem até a mesa impedindo que eu receba rapidamente a resposta do Jordan, e nos entrega os menus da noite. Sem nem abri-lo o entrego de volta para o garçom. “Tell Luisa I’ll just have the usual.” Luisa era a chef do restaurante e também uma das minhas grande amigas, eu frequento tanto esse lugar que ela já sabe qual o meu pedido. “And please if we could have another bottle of that same wine, thank you!” No momento me lembro o quanto estava sendo indelicada e nem ao menos perguntei os gostos de Jordan. Olho para ele e sorrio envergonhada. “I’m so sorry, Jordan, I didn’t even ask if you liked this wine, do you prefer anything else?”
𝐴𝑠 𝑓𝑎𝑛𝑐𝑦 𝑎𝑠 𝑖𝑡 𝑐𝑜𝑢𝑙𝑑 𝑏𝑒
Meu corpo ainda estava em êxtase. A vida dá mais voltas do que se possa imaginar. Encontrar Jordan era como se eu voltasse a me sentir uma adolescente de novo, cujo as únicas preocupações eram se o cabelo estava hidratado o suficiente e se o homem que eu amava me amava de volta, e posso dizer, essa era a minha única certeza naquela época. A vida foi um pouco cruel com o nosso futuro, o rompimento brusco e a dor da saudade que veio depois foram quase impossíveis de lidar.
Agora aqui estava eu, cancelando todos os meus compromissos do dia, pois sabia que não poderia dar a Antonieta a atenção que ela esperava todas as noites. Aproveito para lhe dar o dia perfeito, fomos ao cinema onde a pequena conseguiu acabar com um balde de pipoca sozinha e se vangloriava por isso. Fomos em várias lojas e compramos roupas para as duas, inclusive o vestido que eu usaria no jantar esta noite, vermelho e elegante. Obviamente não podia faltar a ida ao salão. Antonieta amava chegar no lugar e ter suas unhas pintadas uma de cada cor, de tanto insistir, o cabeleireiro sempre lhe fazia um belo penteado. Mandona, tem a quem puxar, não posso negar. Já era tarde, me arrumei e fui colocar Tony para dormir. Ao chegar no quarto, os olhares da garotinha não disfarçam a surpresa em me ver mais arrumada do que geralmente já sou. Dou-lhe um beijo de boa noite e a cubro melhor. Assim como o pai, ela era curiosa e obviamente abre a boca no instante que me afasto. “ Mommy, você tem outra reunião?” Ela me questiona com olhinhos sonolentos. “Hoje não, Tony. Hoje eu vou encontrar uma pessoa, que reencontrei graças a você inclusive!” Toco a ponta do nariz da pequena e acaricio suas bochechas. “Can you wish me luck?” Sorrio, pensando em como era sortuda enquanto a olhava. “Sure, he’s reaaaaally cute” O riso acaba escapando de nós duas. “Boa noite, Tony. Fiorella vai estar aqui caso precise de qualquer coisa. Mommy loves you more than the universe!” A deixo dormir e saio de casa um pouco apressada.
Escolhi um dos meus restaurantes favoritos para esse momento especial. Sua culinária é internacional então sendo assim, qualquer coisa que Jordan quisesse, teria no menu. Sou a primeira a chegar e não posso evitar os pensamentos que sempre rondam a cabeça de uma mulher nesses momentos, a apreensão dele ter desistido de me ver. Desvio os pensamentos e me dirijo à mesa que reservei, ela ficava ao lado de uma das vidraças e a vista era espetacular. Olho no relógio como se assim o tempo fosse passar mais depressa. { nemeqvittepas }
Jordan nem sequer conseguia lembrar-se da última vez que se sentira tão tenso e ansioso para algo em sua vida. Sentia-se extremamente feliz que Nicola tivesse sugerido aquela mesma noite para se verem porque não sabia se conseguiria esperar um dia ou dois para olhar em seus olhos mais uma vez. Enquanto se arrumava, ele revivia diversas das muitas memórias que havia colecionado com a morena quando mais jovem. Parecia até mentira, depois de tanto tempo.
O convite havia partido dela para um restaurante que ele nunca havia ido, então ao chegar na frente do local, com um manobrista abrindo sua porta e recolhendo sua chave para estacionar o carro, ele se surpreendeu com o rumo que as coisas tinham tomado. Soltou um suspiro de alívio por ter vestido um de seus paletós preferidos com os mocassins mais novos.
Foi rapidamente atendido ao adentrar o local e antes do que podia imaginar, se encaminhava para a mesa em que a parceira estaria.
E ela estava ainda mais deslumbrante.
Aproximou-se, beijando-lhe a mão e em seguida a bochecha, mais próximo dos lábios do que o contrato social normalmente seguiria. “Good night, Nic. You look magnificent!” Ainda segurando sua mão e agora olhando em seus olhos, abriu um sorriso discreto e continuou a fala: “Even more than the usual.”
Ajudou-a a voltar para sua cadeira e sentou-se de frente para ela, numa mesa muito bonita, já sendo servido por uma taça de vinho. Subitamente questionando-se se a deixara esperando por muito. “Am I too late?”
Ao ver Jordan vindo pelo corredor de mesas, me levanto com certa pressa. Parecia que a ficha estava caindo agora, ele realmente estava ali, não era apenas fantasias da minha mente. Estendo a mão para cumprimentá-lo, e ele me surpreende beijando minha mão, o que faz com que todo o lado direito do meu corpo se arrepie, como lidar com os próprios movimentos do corpo que me envergonhavam absurdamente? Sorrio com o beijo sugestivo e os elogios que vieram em seguida. “And you’re... Stunning. I see you didn’t lost your way with women.” Estreito os olhos ao fazer o comentário, eu não deixava uma passar mesmo. Retorno ao assento e prontamente um garçom abastesse a taça de Jordan com o vinho tinto português que escolhi e completa a minha que estava quase no final. Assim que ele sai, bebo um pouco do vinho para molhar a garganta, como dizer a ele que estava quase desistindo por conta de uns minutos? Melhor deixar esse comentário comigo mesmo. Balanço levemente a cabeça, em negação “Not at all, I just got here.” Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha e um minuto de silêncio se segue apenas um olhando o outro, será que seria apenas admiração ou ele também não acreditava que isso era real? Interrompo o silêncio pedindo desculpas antecipadas. “I’m so sorry it had to be this late, Antonieta can’t sleep without a kiss goodnight. And no babysitter can handle that girl awake at night.”
Amycus estava exausto. Seus passos eram curtos e preguiçosos enquanto caminhava em direção ao salão comunal e ele estalava algumas partes do próprio corpo para se sentir um pouco menos tenso. Tinha acabado de deixar o campo de quadribol e seus músculos ainda tremiam depois de todas as atividades de treino - tornar-se o capitão foi, definitivamente, uma vitória para a Sonserina com o aumento da possibilidade de partidas ganhas, mas ele estava mais cansado do que nunca. Aquele havia sido seu primeiro treino com o novo posto e metade de seus jogadores nem chegou a terminá-lo, isso trouxe certa satisfação para o loiro, enquanto adentrava o espaço de seu destino.
Checou o relógio numa das paredes e lembrou-se que deveria encontrar Alecto, sua irmã em poucos minutos para irem jantar. Sorriu com o pensamento, já que não tiveram tempo de se ver desde o domingo à noite, a não ser pelos períodos de aula. Ambos estavam muito ocupados e assim como Amycus, Alecto tinha suas próprias coisas para cuidar.
Subiu os degraus longos e suaves da escada central do salão e antes de rumar para seu próprio dormitório, deu leves batidinhas na porta do quarto da irmã, esperando poder encontrá-la.
E como se lesse sua mente, Alecto surgiu, colocando um pequeno sorriso nos lábios ao vê-lo e, arrancando dele também, um sorriso de cumplicidade.
“Hey, beautiful.” Lhe beijou a bochecha rapidamente e voltou a olhá-la nos olhos. “Just got here from the practice, might be running a bit late, ten… fiteen minutes, tops. Wanna meet me at the Great Hall?” Sugeriu, já que dessa forma, ela não precisaria esperá-lo com fome. Amycus sempre se preocupava com o bem-estar dela.
{puerlunna}
Bom, como poderia descrever o meu dia? Exaustivo e talvez insignificante. Aulas atrás de aulas, algumas sonecas entre elas, e os meus doces cigarros para que minha mente possa achar que está em paz. Estamos tendo as primeiras aulas de Aparatação no sétimo ano, por mais que eu sempre esperei esse momento, não poderia imaginar o cansaço que isso me traria. O corpo não está preparado para ser dividido em várias partículas no ar e muito menos nossa mente para imaginar que podemos perder membros no decorrer do curso. Tinha voltado a pouco tempo de um longo banho quente, gostava de usar o banheiro apenas quando estava vazio e fiz questão de decorar os horários onde minha única companhia eram as bolhas sorridentes da banheira. Coloco o uniforme padrão, um pouco mais aberto do que deveria nos seios e com a saia curta de costume, me recuso a usar gravata apenas para jantar.
Amycus esteve em meus pensamentos a cada minuto do dia. Tínhamos combinado de jantar juntos, afinal era o único momento em que conseguíamos nos ver. Por mais que fossemos do mesmo ano, nossos gostos eram completamente diferentes e a maioria das aulas acabava tendo choque de horário, não que ele fosse em todas… Voltando ao assunto, me sentia tão cansada que apenas um abraço de meu irmão poderia me trazer descanso.
Estava sentada na janela admirando as algas que dançavam ao ritmo das águas do lago, enquanto aguardava Amycus. Ouço as batidas na porta que já estava entreaberta e meus olhos brilham ao ver meu irmão, ali tão próximo. Me levanto e aproximo até a porta com um sorriso de alívio no rosto por vê-lo. Recebo o leve beijo que faz meu sorriso aumentar. “Hmm should I believe you? Cause this…” Aponto para o corpo do irmão de cima a baixo. “Will take you more than just a few minutes.” Deixo um leve riso solto sair e me coloco para fora do quarto, fechando a porta atrás de mim. “I’ll go with you. I won’t be here just waiting for you to rescue me.”
{ nemeqvittepas }
Alecto era a mais cheia de atitudes dos dois, isso não era algo a sequer se duvidar, então quando ela passou em sua frente e adentrou o dormitório masculino que pertencia ao irmão, ele não se surpreendeu realmente. Assistiu-a sentar-se na cama relativamente organizada e manteve silêncio, sem sentir a necessidade de preencher o ambiente com comentários desnecessários. Alec era a única pessoa com quem Amycus se sentia realmente bem até mesmo para dividir a quietude.
Depois de buscar a toalha e alguns itens, ele rumou para o banheiro abandonando as roupas pelo caminho. Pela primeira vez no dia, Amycus estava tendo tempo de não pensar nada e isso não era uma das suas coisas preferidas. Enfiou-se embaixo de uma água gelada e trincou os dentes pela mudança repentina de temperatura, ele quase sentia o interior dos seus ossos esfriando.
Alguns minutos mais tarde, depois de limpar toda a extensão do próprio corpo de forma bem mais lenta do que era necessário e bem mais relaxado, fisicamente falando, enrolou-se na toalha e agarrou com uma das mãos as roupas sujas, colocando-as no cesto com seu nome para recolhimento dos elfos. Entrou no quarto, observando que Lucius havia chegado no lugar, ignorando-o para olhar a garota em sua cama.
“Did you go to class today, Alecto?” Perguntou subitamente, ao perceber que não vira a irmã em boa parte do tempo. Amycus detestava que ela ficasse sem ocupações e ainda mais isolada, como tinha costume. “‘Cause I did, so I hope you’re doing your part in our deal.”
Começou a vestir-se e depois de colocar uma cueca, ele jogou com certa delicadeza um suéter mais fino dos que tinha. “You should wear it, by the way. You’ll end up getting a cold.” Revirou os olhos, incomodado com a exposição dos peitos dela. Apesar de bonitos, ela não precisava exibi-los a tantas cobras.
Jogou uma das camisas de treino, limpas, do time em cima do corpo e vestiu a calça do uniforme. Amycus era ótimo em meter medo nos seus monitores, então questões como uniforme, nunca eram um problema, de fato.
“Let’s go?”
Por mais acostumada que eu estivesse com o corpo escultural de meu irmão, não conseguia deixar de observar encantada. Pego o fino suéter três vezes maior que eu e reviro meus olhos, my body my rules! “Good to know you’re so worried about my health, but no.” Devolvo o suéter para o baú de Amycus e o abraço por trás como um coala que não solta do tronco da árvore, continuo andando assim com ele enquanto falo. “Well, it’s go to classes or go back home. What would you prefer?” O tom ao dizer home foi mais irônico possível, afinal, não tem como chamar de lar um lugar como aquele. Amycus e eu sempre planejávamos a nova casa em que moraríamos depois de formados, e eu gostava de me firmar nesse pensamento. “And by the way, I’m an excellent student, this deal was made so you could stay, and maybe know how to live in the future, cause quidditch is not everything.”
Afasto dele e continuo andando ao seu lado. Era engraçado como todos que passavam pelos corredores, tentavam andar o mais longe possível de nós dois, e eu confesso amar esse sentimento de medo que eles tem, minha fama me condiz, pois bem que continue assim. Chegamos ao salão principal e sigo para uma ponta da mesa onde não tinha tantos animais se alimentando e falando alto. Sento e vou logo preparando o meu prato com várias coisas variadas, estava faminta não conseguia nem me decidir o que pegar primeiro, quero tudo como sempre.
𝐴𝑠 𝑓𝑎𝑛𝑐𝑦 𝑎𝑠 𝑖𝑡 𝑐𝑜𝑢𝑙𝑑 𝑏𝑒
Meu corpo ainda estava em êxtase. A vida dá mais voltas do que se possa imaginar. Encontrar Jordan era como se eu voltasse a me sentir uma adolescente de novo, cujo as únicas preocupações eram se o cabelo estava hidratado o suficiente e se o homem que eu amava me amava de volta, e posso dizer, essa era a minha única certeza naquela época. A vida foi um pouco cruel com o nosso futuro, o rompimento brusco e a dor da saudade que veio depois foram quase impossíveis de lidar.
Agora aqui estava eu, cancelando todos os meus compromissos do dia, pois sabia que não poderia dar a Antonieta a atenção que ela esperava todas as noites. Aproveito para lhe dar o dia perfeito, fomos ao cinema onde a pequena conseguiu acabar com um balde de pipoca sozinha e se vangloriava por isso. Fomos em várias lojas e compramos roupas para as duas, inclusive o vestido que eu usaria no jantar esta noite, vermelho e elegante. Obviamente não podia faltar a ida ao salão. Antonieta amava chegar no lugar e ter suas unhas pintadas uma de cada cor, de tanto insistir, o cabeleireiro sempre lhe fazia um belo penteado. Mandona, tem a quem puxar, não posso negar. Já era tarde, me arrumei e fui colocar Tony para dormir. Ao chegar no quarto, os olhares da garotinha não disfarçam a surpresa em me ver mais arrumada do que geralmente já sou. Dou-lhe um beijo de boa noite e a cubro melhor. Assim como o pai, ela era curiosa e obviamente abre a boca no instante que me afasto. “ Mommy, você tem outra reunião?” Ela me questiona com olhinhos sonolentos. “Hoje não, Tony. Hoje eu vou encontrar uma pessoa, que reencontrei graças a você inclusive!” Toco a ponta do nariz da pequena e acaricio suas bochechas. “Can you wish me luck?” Sorrio, pensando em como era sortuda enquanto a olhava. “Sure, he’s reaaaaally cute” O riso acaba escapando de nós duas. “Boa noite, Tony. Fiorella vai estar aqui caso precise de qualquer coisa. Mommy loves you more than the universe!” A deixo dormir e saio de casa um pouco apressada.
Escolhi um dos meus restaurantes favoritos para esse momento especial. Sua culinária é internacional então sendo assim, qualquer coisa que Jordan quisesse, teria no menu. Sou a primeira a chegar e não posso evitar os pensamentos que sempre rondam a cabeça de uma mulher nesses momentos, a apreensão dele ter desistido de me ver. Desvio os pensamentos e me dirijo à mesa que reservei, ela ficava ao lado de uma das vidraças e a vista era espetacular. Olho no relógio como se assim o tempo fosse passar mais depressa. { nemeqvittepas }
Amycus estava exausto. Seus passos eram curtos e preguiçosos enquanto caminhava em direção ao salão comunal e ele estalava algumas partes do próprio corpo para se sentir um pouco menos tenso. Tinha acabado de deixar o campo de quadribol e seus músculos ainda tremiam depois de todas as atividades de treino - tornar-se o capitão foi, definitivamente, uma vitória para a Sonserina com o aumento da possibilidade de partidas ganhas, mas ele estava mais cansado do que nunca. Aquele havia sido seu primeiro treino com o novo posto e metade de seus jogadores nem chegou a terminá-lo, isso trouxe certa satisfação para o loiro, enquanto adentrava o espaço de seu destino.
Checou o relógio numa das paredes e lembrou-se que deveria encontrar Alecto, sua irmã em poucos minutos para irem jantar. Sorriu com o pensamento, já que não tiveram tempo de se ver desde o domingo à noite, a não ser pelos períodos de aula. Ambos estavam muito ocupados e assim como Amycus, Alecto tinha suas próprias coisas para cuidar.
Subiu os degraus longos e suaves da escada central do salão e antes de rumar para seu próprio dormitório, deu leves batidinhas na porta do quarto da irmã, esperando poder encontrá-la.
E como se lesse sua mente, Alecto surgiu, colocando um pequeno sorriso nos lábios ao vê-lo e, arrancando dele também, um sorriso de cumplicidade.
“Hey, beautiful.” Lhe beijou a bochecha rapidamente e voltou a olhá-la nos olhos. “Just got here from the practice, might be running a bit late, ten… fiteen minutes, tops. Wanna meet me at the Great Hall?” Sugeriu, já que dessa forma, ela não precisaria esperá-lo com fome. Amycus sempre se preocupava com o bem-estar dela.
{puerlunna}
Bom, como poderia descrever o meu dia? Exaustivo e talvez insignificante. Aulas atrás de aulas, algumas sonecas entre elas, e os meus doces cigarros para que minha mente possa achar que está em paz. Estamos tendo as primeiras aulas de Aparatação no sétimo ano, por mais que eu sempre esperei esse momento, não poderia imaginar o cansaço que isso me traria. O corpo não está preparado para ser dividido em várias partículas no ar e muito menos nossa mente para imaginar que podemos perder membros no decorrer do curso. Tinha voltado a pouco tempo de um longo banho quente, gostava de usar o banheiro apenas quando estava vazio e fiz questão de decorar os horários onde minha única companhia eram as bolhas sorridentes da banheira. Coloco o uniforme padrão, um pouco mais aberto do que deveria nos seios e com a saia curta de costume, me recuso a usar gravata apenas para jantar.
Amycus esteve em meus pensamentos a cada minuto do dia. Tínhamos combinado de jantar juntos, afinal era o único momento em que conseguíamos nos ver. Por mais que fossemos do mesmo ano, nossos gostos eram completamente diferentes e a maioria das aulas acabava tendo choque de horário, não que ele fosse em todas... Voltando ao assunto, me sentia tão cansada que apenas um abraço de meu irmão poderia me trazer descanso.
Estava sentada na janela admirando as algas que dançavam ao ritmo das águas do lago, enquanto aguardava Amycus. Ouço as batidas na porta que já estava entreaberta e meus olhos brilham ao ver meu irmão, ali tão próximo. Me levanto e aproximo até a porta com um sorriso de alívio no rosto por vê-lo. Recebo o leve beijo que faz meu sorriso aumentar. “Hmm should I believe you? Cause this...” Aponto para o corpo do irmão de cima a baixo. “Will take you more than just a few minutes.” Deixo um leve riso solto sair e me coloco para fora do quarto, fechando a porta atrás de mim. “I’ll go with you. I won’t be here just waiting for you to rescue me.”
{ nemeqvittepas }