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@pungentevocativa
Não me chame de amor.
Porque, para mim, amor não é apelido. É promessa.
Quando você me chama de amor, alguma coisa em mim acredita que eu sou. E então eu me torno.
Eu acredito na palavra e só depois descubro o peso dela.
E o peso me machuca.
Então me torno um falso amor machucado, um amor que só existe porque eu acreditei.
E não sei mais como deixar de ser.
Cósmica e infinita
Eu sou uma pessoa.
Eu tenho um nome e valor, não preço. Eu tenho um nome que é dito mil vezes por mil pessoas; ele ecoa lindamente em todas as sílabas e é ouvido com atenção e carinho. Eu tenho uma voz que sussurra e que grita, que derruba barreiras e conquista mundos. Minha voz é apaixonante, é sedosa, é forte; ela é única, assim como meu corpo.
Eu tenho um corpo inteiro meu, feito de pedaços de mim mesma. Minha pele é macia, meus cabelos são como raios de sol. Meu corpo dança desajeitado e repousa na natureza como se fosse parte dela, porque eu sou parte da natureza.
Minha mente é infinita, cósmica, um labirinto de onde não quero sair. Está em constante movimento, mudando como as fases da lua, acompanhando as estrelas e desenhando constelações inteiras de pensamentos complexos que só loucos ou gênios entenderiam.
Eu sou tudo isso, mas eu não sou só isso. Eu sou muitas coisas: formas, ideias, alma, suor, lágrimas, sangue e riso. Eu não caibo neste mundo, nem em mim. Eu sou infinita.
meu fetiche é ouvir
The fruit was never an apple.
Nada me domestica. Eu fui feita pra correr.
Nua de certezas, confortável no meu próprio caos. Olhos afiados no que me chama, como quem caça destino.
No silêncio antes do salto, o mundo nem percebe quando eu já entrei.
Meu instinto não descansa ele escreve por mim, arranha por dentro, late poesia nas paredes do meu peito até sangrar sentido.
Do raso, eu só provo, língua curiosa, desbocada mas é no fundo que eu me perco de propósito.
Não me explico. Me invento.
Uma coragem que assusta, do tipo que não volta atrás. E se for pra decifrar mistérios, que seja com os dentes, com a fome, com essa vontade indomável de ser tudo que disseram que eu não podia ser.
Me siento como cuando tenía 6 años y no tenía con quien juntarme en el recreo.
“Depois eu lembrei que todo mundo passa mas ninguém fica e tive vontade de chorar o choro mais longo e pesado do mundo.”
Tati Bernardi.
Eu sempre mudo a minha cor preferida. Foi o rosa por bastante tempo na infância, eu gostava muito mesmo. O rosa tem cheiro e sabor, e isso me encanta até hoje. Era como se eu vivesse num mundo de fantasias e, com a minha imaginação, elas se tornassem reais.
Na adolescência, eu preferia o roxo. Ele passa um mistério ainda que inocente, nada como o preto, que é perigoso e intenso. Preto nunca foi a minha preferida, mas eu já fingi que sim só pra me encaixar.
Já passei pelo amarelo, pelo azul e pela ausência, essa foi a mais complicada. Tinha alguma coisa errada quando flertei com o bege, foi surreal.
Hoje prefiro o verde. O verde tem o poder de me acariciar quando estou carente e de acompanhar a minha respiração quando estou ansiosa. Ele me energiza nos dias de sol e me acalma quando está nublado.
É veludo e lixa. Me corta como faca quando estou adormecendo pra vida. O verde é brilhante até nos seus dias mais opacos, às vezes ele é afrodisíaco e, às vezes, totalmente seguro.
Eu acho que essa cor não vai mudar dessa vez.
Tudo Que Imaginamos Como Luz
09/13/25
eu nado, nado, nado
e continuo me afogando em mim