❛ ━━ › ⌜I'm a survivor, I'm not gon give up, I'm not gon stop, I'm gon work harder. I'm a survivor, I'm gonna make it. I will survive, keep on survivin ⌟
Franziu o cenho confuso. ❛Agnes, você tá dando em cima de mim? Porque chamar um cara de charmoso, na minha época era safadeza…❜ — não seria a primeira vez que não entendia o que Agnes queria dizer talvez, porque ele estivesse velho e enferrujado. Tomou um gole de seu drink, refrigerante com a vodca mais leve que tinha encontrado. Dando de ombros, ele não ponderou muito bem as frases seguintes. ❛Falando em safadeza, quer tomar um negócios? Nada de mais, politicamente correto, seguro.❜
Se arrependeu imediatamente de estar bebendo no momento em que o ouviu dizer aquilo, quase se engasgando com a bebida, pigarreando algumas vezes para se aliviar do quase engasgo. ❛ — Não, meu Lord! Eu estou o elogiando, apenas. Safadeza seria se eu dissesse que você me deixa com tesão falando em francês. O que não é o que acontece! ❜ Arregalou um pouco dos olhos depois de ter percebido o que havia acabado de falar, sentindo as bochechas esquentarem. Nunca mais iria para um mesmo lugar onde tivesse álcool e o Executor juntos. ❛ — Tomar o que? Eu aceito qualquer coisa vindo do senhor. ❜
TW: Neste POV terá conteúdos relacionado à sangue, morte e canibalismo, além de gifs sugestivos.
Para um melhor aproveitamento, indico ler o POV enquanto a música toca. Hope you have sweet dreams!
31 de outubro, dias depois de seu batizado.
A parte mais fácil de seu batismo foi ter de queimar alguma parte de seu corpo, e ela escolheu especificamente seu peito direito, onde jazia seu coração algum dia. Algumas bruxas de sua igreja haviam ficado realmente admiradas pela coragem, já que muitas optavam por partes do corpo que não seria um problema danificar, mas Agnes não se importava com a estética da beleza, aliás, ela não se importava com mais nada além de ter a sua vingança. Olho por olho, dente por dente, blood must have blood.
Não havia sido muito difícil de convencer algumas poucas bruxas para armarem aquele plano consigo, só precisava de um bom discurso incentivador, dizendo que Quetzalcóatl havia a beneficiado com o dom da visão, e que ela pôde ver que se não fizessem aquele sacrifício, as estrelas caíram e seria o começo da destruição de sua raça, uma por uma, pagando por todos os seus pecados imundos. Logo, o círculo estava feito.
Era claro que Agnieska não havia dito que o caçador do seu sacrifício se tratava do assassino de sua mãe, o coven não se importava com laços sanguíneos, apenas com a continuidade da raça, seria um tiro pela culatra se descobrissem que de alguma forma tinha conexão com aquele mundano sujo. E quanto mais as bruxas se preparavam, mais ansiosa a Kövac ficava para acabar aquilo de uma vez.
A hora havia chegado, meia noite, e por incrível que parecesse, se tratava do dia das bruxas, aquele sim era um timing perfeito para que pudessem fazer um sacrifício como aquele. As bruxas atraíram o velho para a rapina no bosque, onde formaram um círculo envolta do mesmo, assim como colocaram sal no chão, para a própria proteção. No total, eram 13 bruxas, exatamente aquele número em específico, para deixar tudo tão mais caótico em Greendale.
Show time! O homem parecia desesperado, parecia querer gritar por ajuda, mas um simples feitiço fez com que ele não conseguisse abrir sua boca. Havia dito para as irmãs que Quetzalcóatl queria que Agnieska sacrificasse aquele caçador em pessoa, então, elas deixaram que a menina tomasse à frente e entrasse no círculo, segurando uma vela em mãos, enquanto a outra segurava uma adaga. Ela sorriu para o outro, ao ver o desespero em seu olhar, mas logo tratou de fechar os próprios olhos e erguer sua cabeça aos céus.
“Aquí invoco al Poderoso Espíritu de la muerte.
Te piedo ayuda para matar a mis enemigos.
¡Aparéceme ahora muéstrate!
Matar a John Lockhart.
Por el poder de tu luna llena esta noche
Juro estas palabras hasta que mueren
Les juro que mueren
¡Hasta que las velas se hayan ido!
¡Esta es mi voluntad, así que sea!”
As bruxas começavam a repetir em uníssono, o vento começava a ficar cada vez mais forte e logo, o círculo feito com sal estava em chamas. Agnieska continuava com seus olhos fechados, sentindo algo dentro de seu corpo, algo que nunca havia sentido antes, poder. Era muito bom, algo viciante, fazia com que ela desejasse por mais e mais. E quando abriu seus olhos, uma surpresa, não só para o caçador, mas como todas as bruxas ao redor.
Os olhos, não eram mais os doces olhos azuis de Agnes, eram de outra pessoa, outro ser, o espírito da morte. Ele chorava, mas não lágrimas comuns, eram lágrimas de sangue. E o sorriso... um sorriso tão frio e sombrio, ele ansiava pela morte daquele mundano e não terminaria enquanto seu trabalho por ali não estivesse acabado, afinal, ele havia sido invocado pela garota.
O vento que passou pelo corpo de Agnes tão forte que apagou a vela em um piscar de olhos, fazendo com que o espírito risse e soltasse o objeto, indo de encontro ao caçador e colocando as mãos em seu rosto. “It’s time for your examination.” A voz não era da garotinha, era uma voz mais grossa, de dar calafrios em sua espinha.
Com as mãos ainda no rosto do velho, o espírito começou a sugar sua alma, soltando um grunhido de prazer, parecia que fazia tempos que não era invocado para algo assim, então, ele aproveita o seu máximo. “Now, it’s your time, little girl. Make your God happy.” Não havia sugado a alma completamente do outro, havia deixado o suficiente para que Agnieska terminasse o seu trabalho ali e fosse capaz de ver o que o seu futuro a guardava.
Os olhos logo voltavam ao normal, tendo o espírito abandonado o seu corpo por completo. Agnes nunca havia se sentido tão viva antes. Retirou rapidamente as mãos do rosto do caçador e segurou firme a adaga, começando a fazer os cortes pelo corpo do mesmo, um atrás do outro, deixando que o sangue jorrasse por todo o seu rosto, até que estivesse saciada o suficiente e enterrasse a lâmina no peito do homem, o rasgando e o abrindo por completo, sendo capaz de ver suas tripas saltarem para fora.
Se as bruxas achavam que o sacrifício estava acabado por ali, tinham se enganado, porque a Kövac precisava provar o gosto da sua vingança. Soltou a adaga ao lado do corpo caído do ex-caçador, se inclinando diante do mesmo e observando que seu coração ainda batia, mas esta que enfiou sua mão na abertura que havia acabado de fazer, pegando com firmeza em seu coração e o arrancando para fora, apertando-o e o vendo parar de bater aos poucos. O levou até a boca e deu uma bela mordida, fechando seus olhos enquanto provava-o, com certeza a melhor refeição que já havia feito em dias. Logo, dava uma mordida atrás da outra, faminta, querendo por mais e mais.
Ela se levantou e se virou para as outras bruxas, que ainda encaravam aquela cena um tanto quanto paralisadas. Com um aceno de mão, Agnes apagou o fogo que estava diante do círculo. “La cena está lista, hermanas.” Foi tudo o que ela disse, com um sorriso ainda pairando em seus lábios. E aquilo foi o suficiente para que as outras entendessem o recado e logo avançassem contra o corpo do homem e o devorassem por inteiro. A antiga Agnieska Kövac estava morta.
Ao menos era o que as outras bruxas acreditavam, que a doce e frágil Agnieska já não existisse mais, apenas aquela ao qual viram matar um homem e se alimentar dele praticamente vivo. Para a sorte de Agnes, elas não acompanharam a sua trajetória de volta à Academia naquela mesma noite. Calada, sem dizer ou sentir quase nada, andava em meio à floresta, até que finalmente chegasse ao lugar e pudesse ir ao banheiro se lavar.
Quando se olhou pela primeira vez no espelho, vendo todo aquele sangue em seu rosto, ainda sendo capaz de sentir o saboroso gosto do coração daquele velho sujo em sua boca, foi quando ela caiu em prantos. Exausta pelo o que tinha feito, sentindo os seus ombros pesarem e a culpa aparecer diante dos seus olhos, estes que agora não tinha as íris azuis, e sim violetas, algo que mudou durante aquele sacrifício e nunca foi capaz de explicar o porquê.
Havia sim se sentido viva e poderosa, ao menos, uma parte sua tinha sentido tudo aquilo, gostado da presença do Espírito da Morte em seu corpo, de sentir o prazer da alma do ex-caçador passar por si. Mas a outra parte, aquela que se permanecia humana, tinha odiado tudo aquilo, e temia que ela fosse querer mais, querer se sentir daquela maneira, ter aquela sede de sangue. E enquanto se lavava, jurou para si mesma que nunca mais choraria, assim como nunca mais mataria.
Nem em um milhão de anos a mulher perderia a reinauguração do clube, não só porque teria de vir investigar o mesmo, mas também porque estava exausta de ter de ir a cidade vizinha para conseguir um pouco de diversão. Sabia que tinha uma data de validade naquele ambiente, faltavam algumas horas até que tivesse de ir a floresta, mas até lá aproveitaria ao máximo, e isso incluía beber como de costume. Infelizmente não fora sequer capaz de chegar ao bar antes de esbarrar com alguém, imaginara que teria uma grande discussão e acabaria a noite bem ali, mas estava enganada. Observando bem a figura de estatura baixa logo reconhecera que se tratava de Agnes, tendo a confirmação mediante a frase desajeitada da mais nova, deduzindo que ela não estava lá tão sóbria. “Okay, don’t be such a little bitch. O lugar está escuro e você é baixinha demais para eu sequer ver seu rosto de longe” Retrucou do mesmo jeito despreocupado de sempre, logo se rendendo a um sorriso debochado que parecia constante em meio a presença feminina. Devolvendo o beijo desta não demorara para envolver seu braço no da amiga, não deixando restar dúvida que a acompanharia para qualquer lugar. “Claro, vamos lá agora mesmo, mini delinquente, aposto que conseguimos algo bom pra usar por aqui.” Assentiu de leve, não demorando para guiar a menor pelo caminho que fizera mais cedo, provavelmente um feitiço da parte da garota seria o suficiente para que entrassem despercebidas. “Estava perdendo as esperanças de te encontrar por aqui, esse lugar está lotado, pensei que ia ficar amarrada ao pessoal chato pelo restante da noite.”
Ela abriu a boca indignada assim que ouviu o insulto sobre sua altura da parte de Zöe, dando um pequeno tapa em seu braço e revirando seus olhos. Não estava irritada nem nada, já era comum ela a chamar de nanica, o que realmente era uma verdade, não podia negar. Tinha a altura normal de uma garota, mas perto de Zöe, não parecia ser uma altura normal, ainda mais quando a mesma usava salto. ❛ — Ouvi dizer que lá embaixo tem umas drogas que até mesmo faz você achar que está morta. E eu tô louca para provar essa mesmo. ❜ TSoltou uma gargalhada, envolvendo seu braço no dela e logo caminhando para que pudessem ir se aventurar a entrar no andar subterrâneo daquela local. Claro, teria que ao menos se esforçar para ficar um pouquinho sóbria e jogar alguma azaração no segurança para que a passagem ficasse livre para ambas. ❛ — Awn, é tão bonitinha, você admitir que eu faço do seu mundo um lugar melhor com a minha presença. ❜ Colocou a mão no peito, fingindo estar admirada com aquilo, apenas para debochar da situação da mesma não ter percebido que havia deixado uma lacuna aberta para que Agnieska pudesse zoar com sua cara pelo afeto demonstrado. ❛ — Relaxa, a gente ainda via se divertir muito. Você vai ver. ❜ Piscou para a outra, não perdendo muito tempo. Logo que chegaram ao lugar, só foi preciso sussurrar algumas palavras sem que a mulher percebesse e o segurança saiu correndo, passando por elas. Ele passaria um bom tempo no banheiro. ❛ — Sabe que eu fico pensando que aqui embaixo pode ter algum tipo de prostíbulo? Pensa só, os donos lucrariam com o tanto de gente doente que tem por Greendale. ❜
❝ Tenho minhas críticas ao Che Guevara, mas tem vez que dá vontade de comprar camiseta dele só pra contrariar meu pai. ❞ Qulauer um podia ver que Ares estava um tanto quanto alterado, rindo, ele continuou a conversa que estava tendo com @hxreticgirl ❝ Ele é algo que os franceses chamam de ‘ambust’. ❞ Concluiu.
Tinha muito respeito pelo Executor, não estava esperando barrar com ele naquela festa. Mas tentava manter o foco naquela conversa e não demonstrar nenhum sinal de embriaguez, mas estava ficando um tantinho difícil com o álcool em sua corrente sanguínea. ❛ — Muito bem, meu Lord. Falou e disse. ❜ Concordava com a cabeça, seja lá o que ele estivesse falando sobre um tal de... De quem ele estava falando? Mal conseguia se lembrar. ❛ — Nossa, você fica realmente muito charmoso falando em francês. ❜ Se Agnes lembrasse daquilo amanhã, ela não teria mais coragem alguma de olhar para Ares.
É fato que a Sphin havia atraído um público suficientemente grande e que a boate não tardou a lotar. Luma, à procura de um local para sentar e, de bônus, algum rosto conhecido, decidiu sentar-se na escadaria do local, localizada quase ao lado da entrada, para mexer no celular e mandar uma mensagem para Aislin. A bruxa estava sentada no último degrau e percebeu de última hora que aquela não tinha sido a melhor das ideias: após míseros 3 minutos, sentiu um empurrão em seu pé esquerdo, que estava esticado, e levantou o olhar a tempo de ver alguém quase levar uma bela queda; o ser poderia não ter caído, mas a bebida que segurava não escapou. Se estivesse ainda mais espaçada, com certeza teria derrubado a pessoa com aquele “pequeno” obstáculo. “Ei, foi mal!” pediu, visivelmente arrependida, porém não o bastante para baixar a guarda, uma vez que a pessoa poderia começar algum tipo de confusão por conta daquilo. Colocou-se de pé em prontidão e franziu as sobrancelhas. “E desculpe pela bebida. Eu não vi você aí.”
Talvez fosse melhor não ter bebido tanto assim, não sabia quais pessoas da Academia poderiam estar por ali. Se o Executor a pegasse bêbada daquele jeito, ela nunca se perdoaria. Quase não enxergava muitas coisas com aquela luz forte da boate, era particularmente ter uma boa visão com aquele empecilho e o fato de estar embrigada. Acabou por não vendo o chão direito, e tropeçou no pé de alguém derramando toda sua bebida no chão. ❛ — Mas que tipo de pessoa vem pra uma festa e fica sentada na escada? ❜ Reclamou assim que viu a garota em quem havia tropeçado no pé se levantar do degrau em que se encontrava sentada antes. Já nem se lembrando mais de que havia derrubado a bebida no chão, até ela a lembrar. ❛ — Tudo bem, é um open bar, posso conseguir outra de graça. Por que você está aqui sozinha? ❜
Adam não seria capaz de ir a uma festa sem seus pequenos produtos, como lhes chamava, mais conhecidos como drogas e graças a isso estava bem animado, para não esquecer que com a mistura do álcool apenas ajudou para um melhor estado de espírito. “Qual é? Eu estou bem animado sim!” Assentiu para x outrx. “E acho que você deveria estar também, sabe que x posso ajudar, é só dizer…”
Algumas poucas pessoas sabiam que quando estava fora da Academia, Agnes não brincava. Poderia até ter um semblante sério naquele lugar, como a boa aluna e amarga pessoa que era. Porém, tudo aquilo sumia quando estava em uma festa, principalmente uma tão grande como aquela. Estava com um copo na mão, pronta para pegar outro, quando esbarrou com Adam, o sorriso já se abrindo. ❛ — E você ainda precisa perguntar? É claro que eu quero. ❜ Estava mesmo esperando encontrar algum traficante, mas não foi preciso muitos esforços. ❛ — O que você tem aí pra mim? ❜
Morgan não era muito de festas, na verdade ele não era o tipo de rapaz que se colocaria no meio de algum evento social. Preferia ficar em casa ou até mesmo sozinho, porém lhe tinha parecido uma boa ideia, enquanto ainda estava em casa. Agora, estava apenas encostando a um dos bares, a bebida em sua mãe enquanto observava o que se passava em sua volta quando ouviu alguém falando com ele, esboçando um pequeno sorriso sarcástico. “Não estou aborrecido, de todo, apenas… Apreciando minha bebida.”
Era fato de que Agnes nunca se mostrava muito feliz ou soltinha dentro da Academia, mas não estavam lá, estavam em uma festa e ela tinha todo o direito de curtir e poder se embebedar um pouco. Ok, não tinha lá seus vinte e um anos, mas tinha dezenove, e aquilo era suficiente em alguns países para poder beber. Não sabia porque tinham que ficar na droga dos Estados Unidos para terem aula. Foi até o bar para buscar outra bebida para si, quando se deparou com Morgan. ❛ — Oh, loverboy, você realmente não se encaixa em festa, não é? ❜ Torceu o canto do lábio, passando a mão pelo cabelo do garoto, tendo realmente pena que ele não tinha jeito para estar se divertindo como os outros. ❛ — Tenta se animar um pouquinho. Te garanto que se você for lá pro meio em vez de ficar aqui, vai encontrar muitas garotas querendo te dar uma bela diversão. Ou até mesmo garotos, quem sabe. ❜ Ela sorriu de maneira travessa, pedindo para o bartender outro drink, porque nunca foi de ficar sem uma bebida na mão em nenhuma festa.
“Damn it…” As palavras escaparam os lábios tingidos de escarlate assim que sentira seu braço esquerdo ir de encontro com o copo nas mãos da pessoa ao seu lado, vislumbrando a queda deste logo em seguida. Não estava bêbada, tampouco distraída, aquele fora apenas um infortúnio causado pela quantidade de pessoas no espaço. Pensara em simplesmente ignorar e prosseguir seu caminho até o bar, mas preferira se virar na direção da pessoa que acabara de perder o drinque, sorrindo simpática na esperança que uma confusão não se iniciasse. “Me desculpe, este lugar está mais cheio do que eu imaginava, um rapaz me empurrou e acho que você acabou no prejuízo. A bebida manchou sua roupa?” Vociferou dirigindo as orbes castanhas até o copinho, vendo este ser pisoteado por um rapaz embriagado, tornou-se para a pessoa. “Venha, vou te pagar outra para compensar, já estava indo ao bar, de qualquer forma.”
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Não perderia aquela festa de reinauguração por nada em sua vida. Talvez tivesse se produzido até demais, com toda aquela maquiagem preta cobrindo os olhos que estava escondidos por lentes, pois tinha medo de acbar bêbada e revelando os olhos violetas para os mortais. Vários colares por cima do colar de talismã mágico, para que somente ela percebesse quando este brilhasse ao chegar perto de qualquer mortal que fosse parente do caçador que havia matado. E assim, ela foi para a festa. Era claro que em menos de duas horas já estava um pouquinho alterada, afinal, o que era Agnes em uma festa se não fosse para beber álcool. Estava indo para o bar, para pegar outra bebida, apesar de que o copo em sua mão ainda estava bem cheio, porém, teve o azar de alguém esbarrar em si e acabar derrubando o copo no chão. Estava pronta para soltar belos xingamentos, quando viu que se tratava de Zöe, fazendo com que a mais nova sorrisse. ❛ — Sua vadia! Já está tão bêbada assim ao ponto de não reconhecer em quem anda esbarrando? ❜ A garota riu, se aproximando para dar um beijo na bochecha da mais velha, feliz de que havia achado-a finalmente ali. Estava bem cheio e já estava se perguntando se Zöe viria ou não. ❛ — Por que não vamos lá embaixo? Ouvi dizer que a diversão está por lá. Tenho certeza de que tem traficantes. ❜ Balançava a cabeça, mordendo o lábio e já sentindo o gostinho de um bom baseado em sua boca. Aquela noite seria uma das melhores que passaria em Greendale.
Quando conheceu Ryder pela primeira vez, ela soube que tipo de pessoa ele era, já que assim que se aproximou do mesmo, o colar de talismã tratou de brilhar o mais forte possível. Ele estava atrelado ao caçador que havia matado sua mãe, ele era um dos culpados por ela não estar mais no mundo dos vivos, e Agnieska não deixaria aquilo barato de maneira alguma. Foram dias e noites, fazendo tudo perfeitamente correto para que nada desse errado naquela noite em específico. Ela se aproximou do rapaz, se fez uma amizade com mesmo, se fingiu de boa amiga, para que agora, ela conseguisse ter a sua vingança. Ela era puro fogo e ninguém iria apagar suas chamas agora. Pediu para que ele a encontrasse no bosque de Greendale, dizendo que tinha uma coisa muito importante para dizer, mas que nada, ela só estava o arrastando para uma grande armadilha, ou teria o seu segundo sacrifício. Logo que sentiu a presença de Ryder dentro dos bosques, ela tratou de gritar. ❛ — Ryder! Ryder! Socorro! Eles me acharam! Vão me matar! Socorro! ❜ Estava escondida em um dos galhos mais alto de uma árvore, e com um simples feitiço, fazia com que sua voz ecoasse pelo bosque inteiro, para que conseguisse fazer com que o outro se desesperasse e entrasse finalmente em sua armadilha. Tudo agora era questão de tempo, só precisava esperar pacientemente enquanto observava tudo lá de cima, com tal satisfação.
⊰ — ☾ Em passos rápidos, a loira alcançou a antiga amiga, parando bem a sua frente, ela sentia falta de Agnes, as duas se deram muito bem no começo da Academia, porém tinham se distanciado bastante e hoje mal se falavam, o que poderia justificar a estranheza por parte da outra com sua súbita aproximação. - “Eu mesma.” - abriu um sorriso simpático na direção da morena. - “Nada de mais” - respondeu mordendo o canto interno da bochecha. - “Eu só estava pensando, que se não fosse fazer nada nesse sim de semana nós poderíamos ir a Greendale e não sei, fazer algo pela cidade, como nos velhos tempos, pode ser bem divertido.” - comentou inclinando a cabeça para o lado notando a mochila nos ombros da outro, já considerando que ela tivesse planos de ir para a cidade, Pandora só esperava que ela gostasse de sua ideia ou se fosse o caso, considerasse chama-la para ir junto consigo para o que quer fosse que precisasse fazer. - “Fiquei sabendo que vai ter uma inauguração de uma balada ou clube, podíamos ir procurar algumas roupas e depois ir para lá, o que acha?” -
Precisava que ela desembuchasse logo o que queria consigo para poder voltar em sua missão de fugir um pouco da Academia naquele final de semana, mas parecia que a conversa iria se estender um pouco depois de Agnes ver o hábito irritante que Pandora tinha quando estava nervosa/ansiosa ao morder a bochecha de forma interna. A garota respirou fundo, fechando os olhos por alguns segundos, virando o corpo para que pudesse ficar de frente para a loira. ❛ — Ah, ok. Depois de séculos sem falar comigo você quer ir comprar roupas e ir numa balada? ❜ Agnieska franziu o cenho, cruzando os braços enquanto tentava não acabar explodindo em ódio. ❛ — Não existe mais velhos tempos, Pandora. Você decidiu que na sua vida não tinha espaço para mim. ❜ Tudo bem, havia sido mais Agnes quem havia se afastado do que a outra, mas exatamente por ela não a dar ouvidos sobre seu relacionamento. E pensando naquilo, foi onde tudo fez sentido na cabeça da garota, soltando uma risada de deboche. ❛ — Ah, é, ouvi dizer que seu namoro com Quentin acabou. E agora eu tenho a chance de dizer a famigerada frase: eu te avisei. ❜ Sempre tinha razão, sempre. Não houve um dia sequer onde ela não havia questionado o namoro de Pandora com o Blackstrand. Mas, e agora? Só porque ela havia terminado o namoro que queria saber da sua amizade? Como se a Kövac fosse um simples objeto que estaria esperando por ela o tempo todo? Não, as coisas não eram assim.
Devia ter umas cinco horas de passar de bela para besta, acostumada com a ocasião sequer parava para pensar nisso, estando mais preocupada em se divertir com Agnes durante o tempo que tinha. Tendo marcado de pegar a mesma na cafeteria mais famosa da cidade, Zoë esperava tal do lado de fora do estabelecimento, escorada contra sua moto, trajando a típica jaqueta de couro, não escondendo o sorriso travesso assim que viu a mais nova. “Hey there, little one!” Cumprimentou sorrindo levemente em meio ao deboche da estatura alheia. Logo levando a mão esquerda até o capacete extra sobre sua garupa, tratando de estendê-lo na direção da menor. “Para onde vamos? Barzinho? Aquela boate chata? Meio da floresta? Curtir um baseado na pracinha?” Ofereceu as infinitas opções de uma maneira levemente cínica, visto que a cidade não era conhecida pelos mais variados tipos de atração. Ainda assim era possível tirar o máximo desta, especialmente quando se tinha uma companhia divertida, e Agnes era exatamente isto. “Até ofereceria de irmos à cidade vizinha pra espairecer um pouco, mas está meio tarde e não quero atrapalhar seu horário de dormir.” Debochou sequer escondendo o sorriso divertido que logo se apossara de seus lábios, a diferença de idade entre ambas nem era tanta, mas a diferença de altura gerava tal brincadeira desde a primeira vez que se esbarraram. “De qualquer jeito, sou sua carona, então você escolhe.”
Não se preocupava em sair da Academia, ao menos não nos finais de semana, já que sua grade curricular era perfeita e não queria estragar aquilo tão cedo, mesmo não sendo uma daquelas pessoas completamente certinhas. Mas, ela não se importava pelo simples fato de que iria sair com Zöe. Ela era uma das poucas mortais com quem conseguia se sentir confortável o suficiente, se não a única dentre todos. Não sabia dizer, mas desde que havia esbarrado por ela em Greendale, alguma coisa havia a dito de que ela seria a melhor opção para uma boa diversão pela cidade. Usava sua uma blusa xadrez, vermelho e preto, que estava aberta mostrando a regata branca que tinha por baixo, o jeans confortável e o tênis sujo. Não era como se precisasse se produzir toda para ver a mulher, afinal, os estilos eram bem parecidos, mas o dela era do tipo maduro porém rebelde, enquanto Agnes fazia o tipo de adolescente sem noção. Assim que avistou Zöe no local em que marcaram, a mesma se aproximou sorrindo, ja logo escutando o cumprimento de sempre. ❛ — Hey, bitchiee! ❜ Bom, elas tinham aquela amizade em que você podia xingar a outra de qualquer coisa que nenhuma se importavam, só ririam e seguiriam com as suas vidas. E uma das várias coisas em que amava nela, era o fato de poder andar em sua moto, tratando logo de pegar o capacete que a mesma estendia. Sua primeira aventura em uma moto havia sido com a mais velha, e desde então, havia adquirido uma admiração enorme por harleys, só esperando para ter a sua própria. ❛ — Ah, qual é. Vamos para a cidade vizinha, gata. Ouvi dizer que lá tem um baseado dos bons. ❜ O fato era, Agnieska nunca havia saído da Academia que não fosse para ir em Greendale, e então, estava realmente louca para poder ir na cidade vizinha. Tinha escutado boatos de que lá tinha a melhor coca do Estado, e estava ansiosa para que pudesse experimentar nem que fosse um pouco. ❛ — ¡Vamos, chica! Me da un poco de diversión. ❜ Sendo a sede de sua Igreja no México, a Kövac teve muito de aprender o espanhol, e quando Zöe perguntou sobre aquilo, já que havia contado que tinha nascido na Polônia, apenas disse que tinha ido morar com seus três anos em Zapotlán del Rey no México, o que não foi mentira, porque foi o que realmente aconteceu. Porém, disse que o motivo havia sido por conta do pai ter encontrado um emprego por lá, e não de que era uma bruxa e tinha de ficar perto da sua Igreja.
Lysander pegou o objeto e o analisou. Combinava perfeitamente com a descrição que Morgana havia dado. “Isso é uma cabrita. Serve pra cortar legumes, acho” explicou, estendendo-a na direção de Agnes, caso a garota quisesse vê-la de perto. A resposta incompleta, contudo, fazia Lysander sentir-se um idiota. “É para um feitiço. Minha sobrinha me amaldiçoou, ela leva as brincadeiras longe demais… mas pelo menos ela me ensinou como tirar a maldição.” Com o cortador de legumes de volta em suas mãos, gesticulou para ensinar o feitiço à Agnes. “Eu mergulho a cabrita em uma mistura de ervas e sal grosso, corto alguns tomates verdes e faço uma salada. Depois de comer a salada, eu corto a palma da minha mão esquerda em cima da cabrita, enterro ela no quintal, canto uma música… e puff! ” A ladainha de Morgana seria suspeita aos ouvidos de qualquer um, exceto aos de Lysander. Embora o feitiço lhe parecesse não convencional, ele realmente acreditava que aquilo removeria a maldição, afinal, nunca imaginaria que a sobrinha realmente lhe desejasse mal.
Arqueou sua sobrancelha no momento em que escutou o nome do objeto, podendo dar uma boa olhada no mesmo quando Lysander o aproximou de si, não entendendo realmente porque ele iria cortar legumes com aquilo, facas já não faziam isso? Bom, isso tudo até ele realmente explicar o porque da cabrita, fazendo com que a Kövac soltasse uma pequena risada enquanto balançava a cabeça. ❛ — Vocês, Tatcher, são engraçados. ❜ Comentou por alto, não sabia se ele levaria aquilo numa forma de chacota, pois não era, tratou de logo explicar o raciocínio. ❛ — Na Estival somos ensinados que nenhum laço sanguíneo, coven, seja o que for, não é mais importante do que a continuidade em si. Então, eu não sei como é isso de brincadeira em família na qual você joga uma maldição em uma pessoa mas a ensina o contra-feitiço. É engraçado. ❜ Deu de ombros, em sua cabeça, se caso tivesse alguma proximidade mesmo com sua família, ela até poderia amaldiçoa-los ou coisa e tal, mas nunca diria como tirar a maldição, são inteligentes o suficiente para isso. Bom, pelo menos a Agnes de agora não diria. Antes da morte da mãe, ela não teria nem coragem de fazer algum mal à família. ❛ — E essa maldição que ela jogou em você, ela faz o que com a pessoa? ❜ De fato estava intrigada para saber ao que Lysander havia sido amaldiçoado pela sobrinha, talvez Morgana tivesse mesmo talento afinal.
⊰ — ☾ Pandora talvez não tivesse percebido como se afastara de seus antigos amigos durante seu namoro com Quentin, e talvez agora ela entendesse o porque daquilo, ainda mais porque boa parte de seus amigos nunca concordara de fato com aquele namoro. Porém, fazia um bom tempo que ambos haviam terminado, e a loira acreditava que estava na hora de se reconectar com esses amigos, sentia falta dos mesmos, especialmente de @hxreticgirl as duas sempre foram boas amigas e acabaram por se afastar. Pandora estava decidida a mnudar essa situação, então naquela tarde saiu em busca da outra, para quem sabe pudessem fazer algo divertido juntas, como antes. - “Agnes!” - chamou ao avista-la ao longe, correndo em sua direção. - “Eu estava justamente procurando por você, está ocupada?” -
Precisava de algo em Greendale, portanto, naquele final de semana, ela trataria de ir até a cidade para que pudesse conseguir o que queria. Colocou algumas roupas e coisas necessárias para se passar o final de semana fora da Academia, não precisava de muito, desde pequena conseguiu se virar sozinha, mesmo que sem dinheiro. Estava prestes a sair pelos portões quando ouviu uma voz feminina um tanto familiar para seu gosto, chamar seu nome. Ela se virou lentamente ao ponto de ver uma antiga amiga vir em sua direção, fazendo com que ela franzisse o cenho. ❛ — Pandora? ❜ Não estava mesmo acreditando no que estava vendo. Não falava com a garota já tinha um bom tempo, e adquiriu um certo desgosto pela mesma, esta que não a ouviu quando disse que aquele namoro era abusivo, mas parecia que ela nunca lhe daria ouvidos, então decidiu se afastar. ❛ — Eu estava no meio de uma coisa, mas... O que você quer? ❜ Seu tom de voz não era lá amigável, e teria como ser? O que mais odiava eram pessoas não acreditando em suas palavras. Então imaginava que seria algo rápido, alguma pergunta sobre alguma matéria ou algo do tipo.
Ele assentiu, parado ali escutando a jovem Ares precisou tomar uma daquelas decisões diarias entre se manter neutro em seu papel de Vice Diretor ou assumir quem realmente era. Não era segredo para ninguém que a Estival tinha métodos sangrentos, Lord Greaves fazia questão, como Executor de manter essas tradições e fazer com que os membros da igreja continuassem seu caminho de sangue, regido pelo sol e pelo grande Quetzalcóatl. Aceitou o pequeno gesto de gratidão, o homem de olhos azuis voltou a ter um pequeno sorriso em seu rosto. ‘‘Eu confio em você, Agnes.’’ Afirmou. ‘‘Mas a pergunta é, você confia em si mesma?’’ Ele não esperou por uma resposta, tratando de continuar seu monologo. ‘‘Nós somos da Estival, todos os outros reprovam nossos métodos porque eles tem medo da grandeza, do pode e do sangue. Você tem medo?’’ Questionou-a, seus olhos cravados em qualquer sinal de dúvida que surgisse. ‘‘Posso ajudar você, sabe disso. Mas você precisa ter certeza do que realmente quer.’’ Ares sabia que Agnes tinha uma longa e dolorosa jornada a seguir, mas, se a jovem bruxa não estivesse pronta para lidar com o sofrimento, dor e confusão então, talvez o caminho das trevas não fosse para ela.
Se sentiu até um pouco aliviada quando o Executor não reprovou o seu ato de gratidão, temia desapontá-lo de alguma forma algum dia, e aquele seria um dos seus piores momentos. O via sendo um homem muito sábio, não merecia ter sua confiança quebrada. Mas a pergunta que o mesmo havia feito para a garota até mesmo a fez perder um pouco de seu fôlego. Ela confiava em si mesma? Não sabia dizer ao certo. Antes do batismo, pensava em se renegar a Igreja Estival, mas com tudo o que aconteceu entre sua família e os caçadores, a melhor opção que teve foi se entregar as trevas. Mas tinha ainda sim uma parte que se questionava sobre a luz, mas era claro, ela nunca demonstraria tais coisas, principalmente para Lord Greaves. ❛ — Não! Claro que não. Eu não tenho medo do poder ou do sangue. Eu... Eu gosto disso. ❜ Realmente, não podia negar aquilo, uma parte sua amava poder e sangue, uma parte sua só queria poder sentir aquele pequeno prazer novamente em ver alguém dar o seu último suspiro, enquanto o sangue jorrava para fora do seu corpo. Ter flashbacks com a morte do caçador não era à toa, e até mesmo teve de piscar algumas vezes para tirar a imagem de sua cabeça e se concentrar na conversa. ❛ — Eu quero que você me ajude, Lord Greaves. ❜ Respirou fundo, se aproximando um pouco mais do mais velho, tentando manter uma compostura confiante. Ele se tornar o seu mentor seria um de seus sonhos realizados, pois jamais imaginaria que o grande Executor da Igreja Estival teria olhos suficientes para perceber sua grandeza. ❛ — Eu quero poder e quero sangue. Eu quero ser a sua sucessora. ❜
Quentin tinha tudo, qualquer coisa que quisesse ele conseguiria ter, por isso não era segredo para ninguém de que o bruxo tinha uma grande necessidade de reconhecimento; sempre estudando, se esforçando para estar sempre dois passos a frente e na maioria das vezes conseguindo. Porém, nada disso bastava. As duras palavras de Agnes mal puderam arranhar a superfície de seu ego, nada nem ninguém o julgava pior do que ele mesmo. E enquanto ela se aproximava, Quentin permaneceu parado no mesmo lugar, sua cabeça erguida. Ele voltou a sorrir, tinha escutado com atenção mas nada poderia o corromper, tinha um coração de pedra ou pelo menos gostava de pensar assim. ‘‘You know, you gotta be so cold to make it in this world.’’ Afirmou, seu olhos verdes pareciam vazios e sem emoções. ‘‘Você vem do fogo, posso ver isso.’’ Tombou a cabeça levemente para o lado, seu maxilar travado. ‘‘But I’m ice, I don’t want to be loved or adore. I want to be feared, it means satisfaction to me.’’ Explicou, pacientemente. Tinha feito um juramento com o sangue de sua própria mãos anos atrás, não iria quebrá-lo. ‘‘You know, é tão fácil para nos matar ou jogarmos maldições nas pessoas. Não temos consciência, não é uma prioridade. That’s why you’re not special, baby.’’ Ele deu de ombros, algo dentro de Quentin o avisava para parar agora, dar as costas e ir fazer qualquer outra coisa. Todos tinham uma imagem dele, o bilionário, mimadinho filho de alto sacerdotes e com a vida perfeita. Ninguém nunca desconfiaria da verdade, não se ele continuasse calado. ‘‘You know nothing about self hate, you never had to sacrifice yourself for nothing or no one.’’ Sua voz ainda era calma, sua expressão nada dizia além de que estava tendo uma conversa normal, mas seus olhos, os olhos diziam outra coisa. ‘‘Vingança é para os fracos, aqueles que não podem se defender. É por isso que estou sempre pronto, não importa o momento.‘’
Ela não esperava por nada do tipo se tratando de Quentin, podendo ouvir suas palavras, enquanto arqueava as sobrancelhas, se afastando do mesmo com passos pequenos e quase que sem expressão. Parecia que Illyan havia entendido o que se passava pela cabeça da Kövac e tratou de pular para o chão e se encaminhar para o mais longe dali. Engoliu em seco, enquanto seus olhos - os quais ainda se encontravam violetas e agora chamativos com sua maquiagem escura - mediam o garoto de cima à baixo. ❛ — Nobody fears you, Quentin. ❜ Estremeceu seus olhos, a raiva claramente presente. Como ele poderia pensar que seria temido naquela Academia? Quem o temeria? E por quê? Sim, eram exatamente aquelas questões que se encontravam rondando pela cabeça de Agnieska enquanto tentava entender o que ele estava querendo a dizer. Soltou uma gargalhada alta e rancorosa, apertando cada vez mais forte o talismã em seu pescoço. ❛ — I’m not special? So do you? Look at yourself, you’re just a normal warlock. You can’t do nothing special besides the others. ❜ Essa era uma das coisas ao qual Agnes sabia de que estava certa. Ele não tinha nada de especial dos outros bruxos, era comum, sabia feitiços, talvez alguns mais avançados, mas só. Ele não era nada e nem ninguém ali e desconfiava de que nunca seria. Mas então, as palavras seguintes, aquelas palavras que a garota já ouvia escutado antes, mas não vindo de uma pessoa qualquer, e sim, dela mesma. Sua mão se afrouxou do talismã, o largando finalmente, tombando sua cabeça para o lado e dessa vez, os olhos fixos nos vazios de Quentin. ❛ — See, that’s when I say you’re wrong. I know everything about self-hate, Blackstrand. Don’t say this to me, you barely know my story, you know nothing about me. ❜ Talvez não devesse ter dito nada daquilo, era melhor ter escutado Ares e ter dado as costas para aquele garoto quando ainda tinha a oportunidade. Mas aquela conversa... De alguma forma estava intrigando Agnes demais. ❛ — But you’re right about something. I’m fire, and if I was you, I’d be careful, because I can burn you. And between fire and ice, fire always wins. ❜