Hoje sonhei com um quarto interior. Daqueles que existem nas casas de grandes dimensões. Um quarto sem janelas, mas com portas para outros quartos. Ficava no meio, era o suporte de passagem para todas as outras divisões da casa. Mas era escuro, como são todos os quartos interiores.
Quando acordei, não queria esquecer-me desta ideia. Que todos nós temos o nosso quarto interior, dentro da nossa mente. E devemos mante-lo tão minimalista, arrumado e acessível, quanto possível. É a nossa dimensão mais íntima, aquela que não se deixa corromper pela luz do dia ou pela escuridão da noite. Naquele quarto, a luz é sempre a mesma. É quem somos…
É o quarto interior que serve de templo para as nossas reflexões e a ele devemos voltar todos os dias e contemplar ações. Não só as nossas, mas as de outros também. Por detrás de todos os comportamentos existem intenções e frustrações. Algumas não compreendidas, mas todos temos as nossas lutas internas.
A diferença é… que se não voltamos ao nosso quarto interior, as ações multiplicam-se à velocidade da luz, sem que façam sentido, sem terem uma ligação verdadeira com o nosso âmago, com a nossa verdade.
Ele é escuro, mas é tão genuíno… Que bom que hoje tomei consciência do meu quarto interior…