Sobre um amor de sala de espera
Tenis preto que não me deixou cantar Reis. Short jeans que me mostrava a faixa rosa da calcinha. Blusa azul de alça, nenhum sutiã, cada pontinho daqueles seios bukowianos a mostra. Cabelos de caracol tão pequenos quanto poderiam ser. Muito magra. As roupas dançavam sob a silhuenta quando, brava, levantava para reclamar da demora. No desfile de volta, o peito dela apontava a direção do meu arrepio. Minha senha foi chamada. Despedi-me mentalmente desse amor que não volta mais. Hoje eu vou dormir cedo para sonhar com ela.
















