Palavras
Não sabia de nada, mas tudo pensava saber. O mundo todo meu para a vida conduzir a meu inteiro gosto e prazer… era jovem, tão jovem que nada mais via que o que eu queria e fazia acontecer. Não acreditava em nada mais do que queria e podia. O mundo por incrível que pareça me ouvia, seguia, obedecia… sempre fora de atitude rebelde e arisca, de palavra firme e forte, de voz autoritária e segura, de presença majestosa e dominadora. Não existia lugar que não poderia meu ser e meu querer dominava já minha vontade sem a controlar. Não era proposital, programado e muito menos premeditado. Até que um dia o cansaço me invadiu e venceu! Não sabia mais se era verdade o que da vida fazia e vivia. Precisava parar e já não conseguia, o mundo se tornou meu e responsabilidade tinha de o cuidar, mas agora já não tinha graça… tinha crescido. Não sabendo como era a vida sem agitação resolvi devagar começar em silêncio a mim mesma falar, meus dias relatar na imagem do espelho, mas minha voz era demais pois quebrava a magia do silêncio… descobri a voz da palavra no papel, no ecrã do computador e até do celular. Não esperando o tempo certo que sempre sabia ser incerto, nem procurando lugar para sentir a vida e sonhar.
É onde meu ser aprende então a se perder na escrita para se reencontrar. ۵ 𝐀𝐧𝐚 𝐈𝐬𝐚𝐛𝐞𝐥 𝐁𝐮𝐠𝐚𝐥𝐡𝐨 𝓘𝐬𝐚𝓑 a 25.02.2015 Isabel Bugalho 𝐂𝐨𝐩𝐲𝐫𝐢𝐠𝐡𝐭 © 𝟸𝟶𝟸𝟺
Não sabia de nada, mas tudo pensava saber. O mundo todo meu para a vida conduzir a meu inteiro gosto e prazer… era jovem, tão jovem que nada mais via que o que eu queria e fazia acontecer. Não acreditava em nada mais do que queria e podia. O mundo por incrível que pareça me ouvia, seguia, obedecia… sempre fora de atitude rebelde e arisca, de palavra firme e forte, de voz autoritária e segura, de presença majestosa e dominadora. Não existia lugar que não poderia meu ser e meu querer dominava já minha vontade sem a controlar. Não era proposital, programado e muito menos premeditado. Até que um dia o cansaço me invadiu e venceu! Não sabia mais se era verdade o que da vida fazia e vivia. Precisava parar e já não conseguia, o mundo se tornou meu e responsabilidade tinha de o cuidar, mas agora já não tinha graça… tinha crescido. Não sabendo como era a vida sem agitação resolvi devagar começar em silêncio a mim mesma falar, meus dias relatar na imagem do espelho, mas minha voz era demais pois quebrava a magia do silêncio… descobri a voz da palavra no papel, no ecrã do computador e até do celular. Não esperando o tempo certo que sempre sabia ser incerto, nem procurando lugar para sentir a vida e sonhar.
É onde meu ser aprende então a se perder na escrita para se reencontrar. ۵ 𝐀𝐧𝐚 𝐈𝐬𝐚𝐛𝐞𝐥 𝐁𝐮𝐠𝐚𝐥𝐡𝐨 𝓘𝐬𝐚𝓑 a 25.02.2015 Isabel Bugalho 𝐂𝐨𝐩𝐲𝐫𝐢𝐠𝐡𝐭 © 𝟸𝟶𝟸𝟺













