“Foi uma cena até bonita. Eu sentada no banco de um ônibus qualquer, pensando sobre a vida e segurando as lágrimas. Por que, caramba, o que eu fiz com a minha vida?”
— August 1997.
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“Foi uma cena até bonita. Eu sentada no banco de um ônibus qualquer, pensando sobre a vida e segurando as lágrimas. Por que, caramba, o que eu fiz com a minha vida?”
— August 1997.
você realmente quer saber como me sinto?
Tudo bem, eu vou te contar.
Sinto como se eu não fosse nada.
Eu acordo toda manhã para me sentir igual ao dia anterior.
Estou exausto, estou perdido.
Estou lutando com a vida.
Me sinto facilmente substituível e sempre deixado de lado.
Sinto como se nunca fosse a primeira escolha de ninguém.
Porque eu sou sempre o backup.
Todos têm alguém que escolheriam antes de mim
Finalmente aceitei que não sou a pessoa favorita de ninguém.
Sinto como se tudo o que eu amo
Eu simplesmente perco, seja uma pessoa ou um objeto.
Às vezes me pergunto se eu realmente sou tão ruim.
Eu nunca estou feliz.
Eu sempre finjo, estou sempre irritando as pessoas, decepcionando as pessoas, cometendo erros.
Sinto como se houvesse algo de errado comigo.
Eu tento o meu máximo.
Mas ninguém nunca vê isso e sempre diz que eu não tento.
Mas eu tento.
Eu não tenho ninguém, e se eu tiver...
Eles sempre vão embora.
a gente nunca tá preparado pro silêncio do dia seguinte. e pros dias que não trazem resposta
“já memorizei seu corpo todo pro caso da gente não se ver de novo” era o que eu mentalizava enquanto estava voltando para casa.
eu sabia. a gente sempre sabe quando no dia seguinte não tem mensagem.
a gente sempre sabe quando no dia seguinte aquela pessoa não vai retornar nossas expectativas infinitas e nossa vontade de ficar.
e eu senti contigo, naquele momento em que você me olhou e o silêncio entre nós foi mais ensurdecedor do que uma multidão gritando.
eu fiquei me perguntando se aquele último dia em que estivemos juntos era sobre alguma coisa que eu precisava aprender. talvez diminuir as expectativas. se preparar para fins imaginários. porque eu sempre imagino fins que não existem.
são finais de relações que invento na minha mente porque dói menos ter respostas dolorosas do que um grande espaço corroendo você.
e você se pergunta: “o que fiz?” “o que deixei de fazer?”. você se questiona se poderia ter feito diferente. se poderia ter tentado de outra forma.
mas no final das contas, a gente nunca prevê como será alguém se desligando do que construímos. ainda que essa construção tenha sido de dias, semanas. a gente nunca tá preparado pro silêncio do dia seguinte. e pros dias que não trazem resposta.
a gente sempre fica com aquela frustração na garganta por não termos perguntado: “tá sendo a última vez? a última vez que a gente faz isso?”. eu fui a última vez que você fez isso. você foi a última vez que eu sinceramente desejei estar com alguém.
eu fui a última vez que você fugiu de alguém por medo de intensidade. e foi com você a última vez que abro o peito e deixo tudo sair voando.
eu deveria ter te olhado nos olhos e perguntado se seria o suficiente pra continuarmos no mesmo caminho.
mas, a única coisa que fiz naquele dia, foi memorizar seu corpo, sua pele, e todo o amor que eu poderia te dar se você não tivesse optado por ir na direção contrária à minha.
e eu acho que eu gosto mesmo de você, bem do jeito que você é
Eu escolho gostar de você no silêncio
Pois no silencio não há rejeição
Ninguem morre de um quase amor
Eu vou te esquecer vivendo
Naquela noite ele me matou, e eu continuei vivendo.
Desde aquele dia eu nunca mais fui a mesma, eu morri e continuei vivendo normalmente, sem que ninguém soubesse que em mim havia a maior dor do mundo.
Eu não sangrei, então quase ninguém notou
Ele me matou e eu nunca mais fui a mesma pessoa, mas eu ainda me procuro por ai
Nas esquinas, nos bares, em outros alguéns
Quem sabe qualquer dia, distraida, eu me encontre de novo
O quanto eu gosto de você pode ser medido pelo quanto parece que eu não estou nem aí.
Sério, desista de tentar decifrar os meus sentimentos, pois para mentir basta eu sorrir.
Quem sabe dos meus demônios sou eu, combatendo-os em bares que não tem nome, com pessoas que não sei o nome e com sonhos que eu ainda guardo no bolso.
Não se preocupe comigo, está tudo bem, tenho tido saudade somente aos domingos.
Ontem, por coincidência, parecia domingo; anteontem também; toda semana foi domingo.
Por isso, estou – estranhamente - torcendo para amanhã ser uma segunda-feira legítima, com trânsito e garoa fina, sem cheiro de saudade.
Mas, hoje é domingo, e não há nada que eu possa fazer.
sentir tanto é muito cansativo.
deixar doer até virar ódio.
"...pois nem todo canto é de alegria... mas todo voo é de liberdade”.
invisto em te ver
pago o quanto for
se eu for imensa pra você
sinto muito...
mas eu volto com saudade pra te encontrar no futuro, o mundo não é tão grande pra eu não te achar.
eu só sou um refém da sua imensidão.