“Eu achava que sabia lidar bem com meus sentimentos. Que conseguia deixar claro o que me incomodava ou o que me fazia bem. Mas, quando se trata de você, eu não sei me expressar bem. Fico boba, me perco em palavras e por me confundir tanto, às vezes falo o contrário do que desejava, ou fico calada. É confuso, né? Essa coisa de amar. Até as pessoas mais sensatas, por assim dizer, se perdem em palavras e se sentem inseguras. Não gosto de me expressar errado, ainda mais para você. Te deixo confuso e faço o contrário do que disse que faria. Será se alguém, algum dia, conseguiu se expressar da forma correta, a quem ama? Gostaria de saber. Porque, amar alguém, quando se é recíproco, deveria ser fácil, certo? Borboletas no estômago, apelidos carinhosos, sorrisos, beijos, abraços, declarações, sexo, netflix, dormir de conchinha. Mas, nada disso basta, quando a gente não se comunica ou esquece o que nos uniu. Em algum momento, a gente acaba se perdendo em sentimentos, falta palavras, ou há palavras demais. É realmente confuso, amar. Mas, é uma confusão necessária, creio eu. Pois se amar fosse fácil, talvez a gente desistisse fácil também. Amar tem a ver com esperar o tempo do outro também. Entender e aceitar que às vezes não estamos na mesma página. E tudo bem. Porque, amar também significa recompensa. Seja ganhar ou perder quem se ama. Sempre ganhamos algo para nos lembrar o que nos fez encarar o amor de frente. Sempre entendemos no final, que o amor vale a pena, apesar de tudo. Mesmo que eu me perca no final, eu sei que o seu amor me cura. É a melhor gratificação que eu poderia receber de você.”
— Sobre o amor e segundas chances.
















