text to connor
connor: michael
connor: vai
connor: dormir
connor: jesus christ, o que eu fiz pra merecer uma coisa dessa
connor: cê tá ligado que hitler matou milhões de pessoas, né? maluco
mike: quem é hitler?

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mike: quem é hitler?
Sam? Não sei muito sobre você, só que se chama Mike e tem o cabelo loiro. Seria bom se me contasse mais sobre esse Sam. — Deu de ombros depois de deixar a xícara na mesa de centro e cruzar as pernas em cima do sofá. — Se não contarmos os meus amigos, eu só tenho a Aurora, mas antes de Londres eu nunca tive ninguém que me fizesse sentir bem como uma Ohana deveria fazer. Não sei? Me explica direito essa história.
Ah, era o meu companheiro de apartamento, a gente dividia o aluguel e despesas assim eu não precisava ficar com meus pais fanáticos religiosos que me acham a vergonha da família -- revirou os olhos e cruzou os braços -- É o Gavin. Sabe quando você só pode contar com uma pessoa mas acha que ela não quer contar com você? Tipo eu sei que ele não sabia como me dizer o que estava acontecendo, mas você se sente muito inválido quando descobre as coisas de alguém por outra pessoa! Agora eu tô puto com ele, ele tá puto comigo mas eu amo esse merda pra caralho pra que a gente fique há tanto tempo sem se falar.
Mas são irrelevantes agora. — Revirou os olhos, bebericando do copo. — Não me leva a mal, loira, você é bem legal. Só não é um bom dia, nunca é um bom dia. Você ainda mora com seus pais? Meus pêsames. Pode ficar quietinho, pelo menos? Eu realmente quero chorar com Lilo & Stitch.
Eu voltei a morar com eles depois que o Sam saiu da cidade e fiquei sem onde morar, mas se dependesse de mim eu já tava bem longe disso -- suspirou, era um saco voltar a morar com seus pais, e pensar naquilo no estado em que estava não era muito bom -- MANOOO! LILO E STITCH. Eu amo esse filme. Ohana! Eu não tenho uma Ohana, a única pessoa que era minha Ohana me odeia agora, o que eu faço?
Se eu tivesse sorte você teria rolado, ugh. — Fechou lentamente a porta com o pé, passando pela sala para ir até a cozinha e fazer um café, porque aquela noite seria longa demais para Lya aguentar sem uma ajuda extra para melhorar seu humor. Talvez aquilo evitasse que ela mesma o jogasse da escada. — Cores são irrelevantes, jerk. Eu só estou puta e querendo te matar por estar tendo que te aturar essa hora da madrugada, mas fora isso, estou ótima. — Falou sarcasticamente enquanto voltava para a sala com a xícara em uma mão, usando a outra para puxar os pés dele para o chão e então sentar no sofá.
Não são tão irrelevantes quando você precisa atravessar umas três avenidas e tudo o que te importa são os semáforos -- ele acabou rindo do próprio desespero enquanto estava na rua, de certa forma, se sentia completamente salvo por estar em uma casa naquele momento -- Tudo o que importa é que magicamente eu estou vivo. Pelo amor de Deus, garota, você poderia pelo menos disfarçar sua infelicidade em me ver. Não precisa ficar cuidando de mim nem nada, eu só não posso voltar pra minha casa assim nem fodendo ou os meus pais vão me matar.
Já fazia algum tempo que tinha deixado o celular de lado quando viu que o garoto não responderia mais, e agora Rosalya encontrava-se sentada no sofá da sala, assistindo um filme da Disney para passar o tempo em sua entediante madrugada cheia de insônia. Assim que ouviu o barulho da porta, bufou para ir atender, pensando que fosse algum vizinho chato — porque não acreditou que o loiro daria mesmo as caras por ali. —, mas lá estava Mike, rindo dos próprios pés. — Com que resquício de coordenação motora que você conseguiu subir as escadas sem tropeçar e se matar, seu maluco?
Eu não faço a mínima ideia, várias vezes no meio do caminho eu parei pra pensar “Cara, eu tô indo mesmo pra casa dela? Eu não vou morrer?” Eu tive que ficar pensando o quanto as cores verdes e vermelho do farol são importantes, Vermelho é uma cor importante, verde nem tanto.-- o menino murmurou e entrou sem pedir permissão para a menina deitando em seu sofá e olhou para a televisão avistando as cores fortes por conta de ser um canal infantil -- Você tá brava comigo Lyar?
Desligou o celular aproveitando que estava perto da casa da garota e apareceu na porta de Lya e batendo ali três vezes sentindo a sua cabeça parecer estar em outro mundo. Ele se encostou no batente e ficou esperando a menina abrir a mesma enquanto mexia os pés no tapete notando o barulho que o atrito fazia, o que causava uma risada baixa no rapaz por achar aquilo um tanto engraçado.
text to mike
lya: eu sou chata smp, porra
lya: aff não vou discutir com vc
lya: não faço ideia de onde seja, se vira aí
lya: com sorte algum carro te atrople
lya: vai com deus lixo humano
mike: mentirosa rosa KAKAKAKAAK
mike: UAU QUE GROSSA
mike: para vc é mt marrenta
mike: to indo na sua casa flw
text to connor
connor: então você fica em casa e chupa o dedo mate
connor: é assim o mundo capitalista
mike: mate
mike: cha mate
mike: dedo mate quem
mike: odeio capitalismo A GENTE DEVIA SER UMA ANARQUIAAAAA YEAAAAAAAH
mike: vou pra woodstock KAKAKA NEM SEI O QUE É ISSO
mike: nazismo yeaaaah
text to mike
lya: migo, bebado eu até te aturo agr fumado noa dá
lya: aproveita que vc é gordo e sai rolando então
mike: vc ta chata hoje
mike: eu to esperando vc me dar comida
mike: pera vou me identificar
mike: eu to no meio da rua deitado é uma bem vazia fica virando a lanchonete CURTI's
mike: se eu botar um r no seu nome fica mentirosa
mike: lyaaaar
mike: pretty little lyar
mike: kakakakkakakak
mike: eu vou embora
Abriu a boca para retrucar a fala do loiro, mas instantaneamente teve os lábios comprimidos para segurar qualquer uma das palavras ali dentro. Deixou que os olhos caíssem para o pé da cama, como se o mesmo fosse dar alguma razão para os próprios pensamentos, mas não se aguentou naquele excesso de calmaria por mais muito tempo. – Qual é a porra do seu problema, Shumway? – ergueu o corpo da cama, não se importando de ter elevado as oitavas em conjunto. – Será que tem como você parar por um segundo de pensar na merda do seu próprio umbigo e ver as coisas ao seu redor? Os fatos ao seu redor? O que você quer que eu diga, caramba?! Do jeito que você tá me tratando agora, até parece que eu ia te contar isso, você ia me dar uns tapinhas nas costas e mudar pra qualquer assunto aleatório. Eu fugi por toda essa dor esse tempo todo, e agora que eu tô me permitindo sobreviver em cima disso você me vem com essa atitude infantil? Parabéns. Bela merda de melhor amigo você é, cara. Eu não tô pedindo pena, mas um pouco de consideração, talvez? Acho que isso não mata ninguém
Quando ouviu o comentário do amigo ao começar a revelar o seu lado quanto as coisas, Mike se sentiu mal, pelo menos por um momento. Era como se uma parte de si começasse a perceber pelas coisas que o menino estava passando. Michael também estava extremamente estressado, havia passado um dia de caos naquele apartamento com seus pais que graças a Deus decidiram viajar, mas a cabeça do menino não estava a coisa que poderia se considerar mais calma do mundo. Por outro lado é que ele não era tão bom assim em superar o orgulho que sentia. A parte que o fazia ficar péssimo pelo amigo era grande, mas não era nada em comparação ao orgulho que sentia mas com certeza viria a aumentar quando ele fosse dormir, afinal, Michael dormia com o problema das pessoas ao seu redor, era como se pegasse os mesmos e os invertesse para si próprio, só que no momento não conseguia pensar de tal forma. -- Me desculpa mas se o que você quer é consideração, pode conseguir saindo dessa casa agora mesmo.
text to mike
lya: vc já é retardado, pra que fumar se vai ficar a msm coisa de smp???
lya: não mereço
lya: onde vc tá, garoto?
mike: sabe onde meus pais vivem????????
mike: meus pais vivem em londres, eu vivo no momento paaaaz ✌✌✌✌✌✌
mike: eu to no chao
text to anyone
nat: você sabe que existe um tal google pra te ajudar?
nat: você sabe que em qualquer esquina dessa cidade tem algo pra comer?
nat: você sabe que talvez nesse "algo para comer" tenha tacos?
nat: você sabe que são três da manhã?
mike: nossa pera, foram muitos voce sabe de uma vez, eu parei de ler quando voce falou do google
mike: mano, eu acho que to meio estranho, eu não sei quem é voce KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
mike: oi, você tá em algum grupo ou sei lá??
Passou uma das mãos bagunçando os próprios cabelos, a intenção de manter os pensamentos em ordem era visível, mas também não fazia a menor ideia de como manter aquela situação pacifica. – Michael. Tenta me entender. – pediu após exalar um suspiro. – Eu não contei quando você voltou porque… Porra. Fazia tempo que eu não tinha ninguém olhando pra mim com a mesma droga de olhar “ah, você perdeu o seu filho, vou economizar minhas palavras perto de você porque você já tá fodido o bastante” e foi aliviante, sabe? Porque eu sei que você se importa comigo, mas eu não tive que passar um mês sem me comunicar pra você entender que eu não queria merda de pena nenhuma. Tá, eu devia ter contado, eu sei. Mas a questão inicial é que eu tô aprendendo alidar com isso ainda. Imagina só contar pra outra pessoa.
Pena? -- Michael franziu o cenho, era como se Gavin não parecesse conhecer o menino o suficiente para saber que as coisas não funcionavam dessa forma para ele. Michael era a pessoa mais otimista que ele conhecia e a última coisa que o garoto poderia demonstrar sentir por alguém era pena. Até mesmo quando Gavin havia lhe dado a notícia de que estava prestes a ser pai o menino agiu de uma forma muito mais cética, o que era comum em sua personalidade -- Eu não tô te reconhecendo. Infelizmente eu volto e meu melhor amigo é outra pessoa -- se levantou jogando os fones na cama e revirou os olhos passando por ele mas se virou voltando a olhar para ele -- Sabe o que eu acho? Que você devia pensar mais. É isso, pensa mais um pouco em quem sou eu, em quem é você, pensa mais no seu novo melhor amigo que você já deve ter arranjado pra contar as coisas. Pense e depois, quando você voltar a ser o Gavin que eu conheço, você fala comigo, fechou?
text to mike
lya: vc bebeu????????
mike: não...
mike: eu fumei, e eu tô com fome pra CARALHO agora
mike: me dá comida mt temperada pfvr :C
mike: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK minha cabeça ta tipo que uma onda
text to connor
connor: cara tipo
connor: eu não sei te responder
connor: já o google.........
mike: aff mas ele so me bota nos lugares de gente rik
mike: EU SO POBRE N POSSO COMER ESSAS COISA CHIQUE
Eu tava… Procurando um jeito de te contar sobre isso ainda. – contraiu um pouco os ombros como se estivesse tentando proteger a si mesmo, o acontecimento ainda era recente por isso Gavin podia sentir a dor ainda faiscando em seu estômago, mas ainda sim acreditava que, pudessem se passar trinta anos e ele ainda se sentiria da mesma forma. – Não é como se fizesse uma eternidade, Mike. Você queria que eu te contasse pelo o quê? Por telefone? Desculpa se eu não achei certo essa forma de comunicação.
Jeito? Vai se foder. Você acha que eu ligo se é através de um bilhete ou pombo correio? Eu só quero saber o que está acontecendo com a porra do meu melhor amigo e preciso descobrir pelas outras pessoas. Sabe o quanto isso é uma bosta? -- revirou os olhos, estava muito bravo, Gavin era sem dúvidas o único amigo de verdade de Mike e se nem nele o garoto tinha a confiança quem confiaria? Por mais que Mike não fosse o tipo de pessoa no qual se pudesse confiar tanto, se tratava de seu melhor amigo. -- Eu não sei, você poderia me dizer que precisava contar algo. É sério mano, quanto tempo precisava esperar? O pior é que você já me viu desde que eu voltei e tem agido como se tudo estivesse normal.
text to anyone
lya: no ideia
lya: pq vc quer tacos essa hora?? céloko
mike: qual é... nunca é tarde demais para tacos!!!