(flashback, agosto de 2018 - @rdxjaehyun)
Trancar a faculdade de moda não era algo que estava nos planos de Sayuri — mesmo que já tivesse trancado uma vez. Estava curtindo o curso e as pessoas da sala, mas a mudança inesperada dos pais motivada pela doença da irmã virou sua vida de cabeça para baixo. É claro que ela os seguiria para onde fossem, afinal, já havia ficado longe de Yoshiko antes e a distância sempre parecia mexer na saúde da irmã mais nova, mas a vontade real era de permanecer no Japão, onde sua vida já estava estabelecida e seus círculos de amizade eram fixos.
Pouco tempo depois da mudança dos pais, se mudou para Yeonok, resolvendo morar sozinha dessa vez. A falta de amigos no lugar fez com que Saeron se retraísse novamente, e apesar de ter gostado da ideia das Casas na faculdade nova, odiava aquela ideia de confraternização da casa para receber os alunos novos. "Já não basta estar nesse curso de merda?", pensou, tirando as roupas da mala para se vestir, já que não podia faltar na comemoração. Realmente não fez questão de ir muito além de uma calça e moletom, então logo estava pronta — pelo menos por fora, parecia pronta. O nervosismo se manifestava em todos os cantos de seu corpo: o lábio mordido, a perna que não parava de balançar e as unhas todas quebradas de tanto mexer.
"Pelo menos é perto... E bonito" foi a primeira coisa que se passou pela cabeça da moradora de Seocho ao entrar na sede da sociedade. Eram criativos de verdade, e isso transparecia direto na decoração. Pessoas conversavam por todos os cantos e ninguém se deu ao trabalho de notar a garota nova entrando ali, o que tranquilizou Yuri e a fez comemorar internamente; não demorou, e os olhos logo notaram uma mesa vazia a uma certa distância e miraram ali, passando entre todas as pessoas e suspirando ao finalmente sentar-se mais afastada do enorme grupo. Notou, logo, que não estava tão sozinha quanto pensava — e que outra pessoa parecia ter tido a mesma ideia que ela.
— Ah, desculpa, foi mal! Eu posso sair se você quiser a mesa... Moço. — finalmente levantando a cabeça, notou os traços estrangeiros no rosto do rapaz, se sentindo um pouco mais tranquilizada.