Quantidade de palavras: 1036
AVISOS: Eu tive essa ideia depois que vi uma fotinha do Deidara com o Tobi, achei engraçada e resolvi escrever sobre. Logo eu posto a segunda parta, tá? Espero que gostem e me desculpem os erros.
— Eu confesso que as vezes você é muito chato. — comentei após sentar embaixo de uma árvore.
— Como é que é? — ele disse alto, o que me fez revirar os olhos.
Deidara e eu fomos mandados em uma missão para matarmos uma pessoa específica. Já fazia uns dias desde que saímos do esconderijo da Akatsuki, a viagem foi longa e Deidara não ajuda muito. Desde que completamos a missão, ele não para de reclamar.
— Você reclama demais, você já sabia desde o começo que iríamos demorar para chegar em casa. — encosto minha cabeça na árvore e respiro fundo. Estava cansada de tanto andar. — Eu também estou exausta, porque não vem aqui e se senta do meu lado? Descansa um pouco para ver se para de reclamar, uh. — sorrio de lado para o loiro, o mesmo infla suas bochechas e logo de senta. Eu encarava suas mãos, unhas pintadas de preto e bocas em ambas mãos. Era engraçado saber que ele possuía bocas nas mãos, vejam pelo lado bom: pelo menos ele não precisa de pessoas para fazer certas coisas, se é que vocês me entendem. — Céus. — sinto meu rosto queimar por pensar algo tão pervertido desse jeito, mas ela impossível não pensar em coisas assim.
— O que foi? — perguntou ele.
— Hm? Ah, nada não. — sorrio sem graça. — Dei...— engulo em seco. Eu não quero ser cara de pau, mas eu precisava perguntar. Fazia alguns anos que eu conheço esse garoto, e tenho que aproveitar esse momento só nosso. — Deidara, posso perguntar uma coisa?
— Tanto faz. — o garoto deu de ombros, encostou sua cabeça na árvore e logo fechou os olhos.
— Bem...— viro meu rosto para o lado oposto dele e suspiro. — Você já fez coisas com as suas mãos?
— Coisas? Que coisas? Eu faço muitas coisas com as minhas mãos. — minha garganta ficou seca de repente, logo várias imagens pervertidas apareceram na minha mente.
— É-É melhor deixar pra' lá. — digo balançando minhas mãos sobre o rosto para tentar espantar a vergonha. Era melhor eu ter ficado quieta. — S-Sabe, eu...— de repente o loiro pula em cima da árvore e me chama. — O que houve?
— Eu ouvi algumas vozes vindo de dentro da floresta. — ele sussurrou.
— O quê? Como assim vozes? Eu não escutei n... — sinto uma das mãos do garoto sobre minha boca.
— Calada. — eu apenas concordei, mas o mesmo não retirou sua mão da minha boca.
Uns segundos depois eu sinto algo molhado por cima dos meus lábios...
I-Isso não pode ser, não é?
Seguro o pulso de Deidara querendo afastar a mão do garoto da minha boca, mas o usou uma certa força para que sua mão permanecesse lá. Inferno, será que ele não tá sentindo que a merda dessa mão esquisita tá me lambendo?
Eu – inteligente – abro a boca para tentar morder, gritar ou fazer qualquer coisa que fosse para que ele tirasse sua mão de lá, mas foi uma ideia estupidamente idiota – será que foi? –, aquela língua maldita da mão dele simplesmente entrou na minha boca e encontrando minha língua logo em seguida.
Arregalei meus olhos quando finalmente a ficha caiu: a mão de Deidara estava me beijando. Uma porra de uma mão estava com a língua dentro da minha boca.
E vocês sabem o que eu fiz? Não, eu não soquei a cara de Deidara e matei ele por deixar sua mão esquisita me beijar, não. Eu fiz pior, eu estava DEIXANDO aquela coisa me beijar, e PIOR AINDA, eu movia — mesmo que timidamente — a droga da minha língua. E-Eu não sei o que está havendo, eu deveria afastar essa coisa de mim, mas eu não consigo, porque eu não consigo? Isso é estranho. É como se meu corpo não respondesse mais aos meus comandos.
Sinto meus olhos se fechando aos poucos e minha respiração ficar ofegante, eu precisava respirar.
Por impulso, eu segurei o pulso de Deidara com mais força e adentrei minha língua naquela boca.
Eu acho que foi nesse momento que ele percebeu o que estava acontecendo.
Coisas normais sempre acontecem com pessoas boas, não é verdade? Qualquer pessoa normal pode sair por aí e beijar uma mão que tem boca e língua.
— O-O que...? — abro minimamente os olhos e vejo seu rostinho tão vermelho quanto um tomate. Ele aproxima o seu rosto e vai afastando sua mão lentamente — acho que ele queria ter certeza do que estava acontecendo. —, éramos ligados por um filete de baba. As certezas que eu tinha era: eu estava ofegante, meu rosto também estava vermelho e eu nunca mais olharia na cara de Deidara depois dessa situação. — [n-nome]?
— D-Deidara, m-me desculpe. — eu digo baixo. A vergonha era tanta que ao menos consegui abrir meus olhos novamente. Agora eu vou ser conhecida como "a pervertida de beijou a mão de Deidara" um ótimo nome para uma renegada.
— Calada. — o garoto disse mais uma vez antes de atacar meus lábios ferozmente — e dessa vez não foi com sua mão esquisita — ele me beijava de um jeito afoito, era como se quisesse isso a muito tempo. Nossas línguas exploravam cada canto de nossas bocas. Ele puxava o meu cabelo para trás, o que fez nossas bocas se afastarem um pouco.
— Promete...— respiro fundo. — Não contar isso a ninguém? — sussurro para o loiro.
— Contar o quê? Que você enfiou a sua língua na minha mão? — riu, mas logo voltou a atacar meus lábios. Dessa vez ele chupava minha língua e as vezes mordia meu lábio inferior e o puxava. Ele rosnou ao ouvir eu gemer seu nome baixinho. — Inferno de garota. — ele nos desceu da árvore e em seguida me prensou no tronco da mesmo. — Eu prometo não falar disso mas com uma condição.
— Qual seria? — sinto meu corpo inteiro se arrepiar quando seus lábios foram de encontro com meu pescoço e enchendo o mesmo de beijos e chupões.
— Você irá deixar todas as minhas bocas explorarem essa obra de artes que você chama de corpo. — ele sorriu e voltou a beijar o meu pescoço.
Aí meu deus, eu quero sentar tanto nesse homem até minha pernas implorarem por misericórdia.
Bom, não era bem isso que deveria acontecer mas transar com Deidara vai ser uma das melhores coisas que já aconteceu comigo.