Tão pequeno, tão frágil, alguma coisa nele é diferente, o que seria? Eles dizem! Não consigo ver, mas dizem que têm, o que será? Ele tem as duas mãos, os dois pés. Ah, seria na cabeça?!! Alguma coisa na sua cabeça, ouvi dizer?! Acho que seja, ela parece um pouco diferente se eu olhar mais atenta, parece ser o tamanho certo vendo daqui, talvez se eu chegar mais perto eu veja também. Mas, que tamanho seria esse? Isso é suficiente para deixá-lo ali separado de todos? Ele não sente? Não tem afeto? Não consigo entender, ele parece tão pequeno, esperto e brincalhão daqui, isso não é suficiente? Não consigo entender a razão para deixá-lo separado de todos, tão longe da sua liberdade.
Tomei coragem e cheguei bem pertinho dele e pude sentir, e o que senti tomou conta de mim, de um jeito que não esperava, aí meu Deus! E agora o que faço? Suas mãozinhas tão pequenas me levam em caminhos que até então não conhecia e temido por vezes e vezes, mas muito conhecido por ele, tão pequeno e tão esperto, ah! Será que vocês não veem? Não é possível? O amor que transbordam daquelas mãozinhas é tão palpável para mim, como vocês não podem ver? Como não podem sentir? Se vocês soubessem o que fez aflorar em mim, tenho certeza que vocês ficaram tão cheios dele, tão cobertos pela pureza e amor que a última coisa que vocês iriam querer era soltar aquelas mãozinhas ou deixá-lo ali tão longe de todos, tão longe de um abraço, de um colo, da liberdade. Ah! Meu Deus! O que faço agora? Como vou embora? Como vou deixá-lo? Como posso ir? Como soltar aquelas mãozinhas que tanto me preencheram? Talvez se eu voltar um pouquinho a cada dia ele possa acreditar e sentir que sua liberdade vai existir!