"Toda a poesia na ponta dos pés..." (em Casa De Cultura "Dinorath Do Valle")

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★

⁂
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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"Toda a poesia na ponta dos pés..." (em Casa De Cultura "Dinorath Do Valle")
Eu não escrevo, ainda que guie o lápis. Eu não escrevo, ainda que crie ideias. Eu não escrevo, ainda que organize as palavras. Eu não escrevo, ainda que assine meu nome no final. Eu não escrevo, ainda que no fim me elogiem. Eu não escrevo, ainda que seja a minha vida. Eu não escrevo, ainda que seja eu quem perca o sono. Eu não escrevo, ainda que faça sentido só para mim. Eu não escrevo, ainda que só eu sinta o que é escrito. Eu não escrevo, ainda que pensem o contrário. Eu não escrevo, ainda que queira. Eu só te leio. E te imagino. E te desejo em sonho. E te recorto em fotos. E te procuro em bares. E te faço agir em mim. Pois eu não sei falar de amor, de dor, de saudade, e de todas essas coisas que sempre surgem quando se lê alguém e se interage com o que ninguém vê quando só se vê a capa. Eu não escrevo, ainda que você esteja no início e no final da minha história. Eu não escrevo, ainda que tudo defina você e cada linha cada linha tenha um pedaço seu que só eu conheço. Quem escreve é você! Quem escreve, é você! Sempre que não vê razão no meu apelo e jura ser passageira a minha pressa em te encontrar. Quem escreve é você, sempre que sorri e diz que só se sente feliz sendo só sua e nada mais. Quem escreve é você, sempre que finge sentir e diz que até quis fugir de mim mas longe não conseguiria ficar. Quem escreve é você, sempre que mente e de repente finge de nada saber. Quem escreve é você, mas a poesia que te faz, sendo tão fria e tenaz me permitiu ser capaz de te amar sem te querer. Enquanto lembro e desdenho dessa autoafirmação até pareço esquecer que sem ti não tem rima, não tem verso ou poema em que seja possível dizer: Escrevo sim. Por mim, sem ter porquê.
Mateus F. (via desvairismo)
Presente do mais lindo do mundo 😻
It's so fluffyyyyyy
Destino, só que não.
Você é meu destino, agora eu sei. Ou não exatamente, né. Particularmente, nunca acreditei nesse tal "destino". Na minha cabeça, o "destino" era só uma desculpa muito usada para se acomodar. Não correr atrás do que se quer, não tentar, não mover um dedo em prol de seus desejos se torna muito fácil uma vez que você acredita que o que é para ser seu está lá guardadinho esperando, não importa o que você faça. Eu sou uma das pessoas que não se conformava em ficar sentada esperando pelo destino. Ou sou muito chata ou muito legal, ou quero tudo ou não quero nada, ou tento até o fim ou nem me dou ao trabalho. Isso de "destino" que, ao meu ver, sempre foi desculpa esfarrapada, hoje não é bem assim. Gosto de acreditar que se eu não tivesse ido naquele show em que nós conversamos pela primeira vez, teríamos nos encontrado de outra forma. Quer dizer, para e pensa, tinha como não ser assim? Eu te via toda semana no inglês, te tinha no facebook, minha melhor amiga tinha rolo com o seu melhor amigo, você gostava das mesmas coisas que eu e estava em todos os eventos em que eu também estava. Mesmo sem aquele dia, nós nos esbarraríamos por aí, você puxaria assunto comigo ou vice versa, e aí seria inevitável. Bem clichê, bem comédia romântica assim mesmo: era pra ser. O que não invalida a ideia de batalhar pelo que se quer. Por exemplo, se eu não tivesse ido falar com você depois do show, você acha que estaríamos aqui? Se você não tivesse ido falar comigo lá, se não tivesse me tratado tão bem? Pois é. O destino deu uma forcinha, mas no fim das contas, ainda dependeu de nós. Se é assim, então não temos saída, pelo menos até onde me diz respeito. Estou fadada a acordar todos os dias do seu lado, a aguentar suas manias e zoeiras, te chamar de "momor" para te irritar ou te fazer rir quando você estiver triste ou bravo, fazer bife para você mesmo não suportando nem o cheiro, cobrar boas notas - principalmente em português, por favor -, te dizer para não comer tal coisa, fuçar em tal lugar ou falar de tal jeito porque vai dar problema, mesmo sabendo que você não vai ouvir, te desafiar e apostar que ganho de você no videogame, mesmo sabendo que sempre perco - exceto pelo jogo de dança. Me ganhar na minha área? Aí já é forçar a amizade né, peste -, fazer pipoca para você só para te ver com aquela carinha de criança querendo doce e comendo tudo em dez segundos sem nem deixar um pouco para mim, colocar filme pra nós assistirmos mesmo sabendo que das duas uma: ou a gente vai se pegar e até esquecer do filme ou a gente vai dormir e acordar horas depois com a cara amassada e a tv apagada já. Como eu sei de tudo isso? Não, não é por causa do nosso destino, mas sim porque é o que eu quero, e vou passar meus dias te convencendo a embarcar nisso tudo comigo. (Nathalia Dutra)
Eu estou aqui em casa sozinha e estou lembrando de você: de como você fica lindo quando está deitado na cama comigo e eu afundo meu rosto no seu peito e você me abraça forte, e fecha o olho como se pedisse para aquele momento não acabar; de como você me deixa sem graça e radiante ao mesmo tempo...
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: — Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. — Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada? A moça se lembrava: — A gente fica olhando... A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura: — Antônia, você parece uma lagarta listrada. A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu: — Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
Manuel Bandeira
É tão estranho. Essa é a hora que você pergunta, "Você?", e com razão. Mas não, tudo. Aí vem "Tudo o quê?", mas dessa vez permaneço calada pois não sei exatamente como responder. Talvez o efeito que você tem sobre mim - e é aí que meus conceitos me entregam: conhecida como a falante, que odeia meias palavras e gestos vagos, sou obrigada a concretizar o sentimento. É, fudeu. Logo, vejamos... O jeito que beija meu pescoço e consegue me fazer perder a fala. O charme que nem sabe que tem quando me deixa ir embora e já me puxa de volta num abraço. A leveza das palavras quando quer me conquistar (mais ainda). O sorriso bobo quando digo que sou tua, e aí me chama de "minha pequena". A malícia nos olhos cheia de subjeção, de deixar subentendido. O toque que me dá arrepios e frio na barriga. O beijo que me deixa sem fôlego. A sutil arrogância que me deixa querendo mais. A habilidade que tem de me dobrar, de acabar comigo. O dom de ser o primeiro, o único, o mais importante. É estranho que tenha chegado do nada para ter todos esse poderes. É estranho precisar de você. Aliás, estranho? Soa familiar? Conheço uma pessoa assim...
(Nathalia Dutra)
Sabe insegurança? Pois é, eu sei muito bem, conheço ela de perto. Não sei como começou, nem sempre fui assim, e hoje em dia até já passou - mas recaídas são inevitáveis. É que eu também sou humana, poxa. Costumam olhar para mim como se eu fosse obrigada a a ser confiante, feliz, despreocupada e sei lá mais o que, porque na mente deles eu sou tudo isso: sou inteligente, descontraída, divertida, bonita, habilidosa... Só vêem a parte de fora. Ninguém vê que eu também sinto medo, mais que muita gente aliás, e de muita coisa, eu só aprendi a enfrentar. Ninguém vê que eu também me sinto feia (Qual é? Quem nunca se sentiu feio na vida? Sem dramas de baixa auto-estima, por favor). Ninguém vê que eu também me sinto burra, não tem como saber todas as respostas o tempo todo e deslizes são consideráveis. Ou, na verdade, deveriam ser. Ninguém vê que eu também não sou capaz (Deixo aqui um espaço livre para a tua imaginação no alvo dessa capacidade: provavelmente, o que você pensar estará certo de qualquer forma) Ninguém vê que eu também me machuco e também tenho problemas, a diferença é que eu tive que aprender a lidar com toda e qualquer coisa. Impor limites gera consequências mas, em tais circunstâncias, ser forte é apenas a causa. Quem sabe se eu demostrasse, se eu ao menos chorasse? No entanto, aí outra vez me sinto fraca, uma das - senão "a" - piores sensações do mundo. O ponto é que é visível que não faz diferença. Quer dizer, quantas das pessoas que te perguntam "tudo bem?" realmente querem saber a resposta?
(Nathalia Dutra)
Pois bem, eu já reclamei muito da vida, e agora me sinto eternamente grato por poder dar seu nome a ela. Então, há coisas que a gente nunca espera. É, eu nao esperava por você, e agora, mal posso esperar pra te ver denovo, ser chato contigo, pra depois, descaradamente, dizer que te amo, e provocar algo meio depravado em você. Enfim, um mês já se foi, e sabe, não sinto falta de nenhum mês da minha vida antes desse, verdade. ( e tudo que eu faça pra retribuir o bem que você me faz, mesmo que não seja em vão, ainda será muito ínfimo). É, lembro-me muito bem da conversa sobre os seus textos (e parece que você achou um novo tema pra eles né) poisé. Você achou um tema, e, até onde me parece, eu achei uma razão pra escrever - (mesmo não sendo nenhum charles buwoski). Sim, você me deixa bolado, contudo, me deixa em muitos outros estados também: me deixa calmo, me deixa tranquilo, me deixa extasiado, me desnorteia, me excita, e tambem me deixa fofo as vezes. Mas agora, levando pro outro sentido da palavra, nunca me deixe, esse é o unico estado no qual eu não posso ficar. Claro né, você tem suas peculiaridades ( só pra não chamar de estranha), mas eu sei me adequar a isso, aliás to aprendendo tanto com você, sobre tudo. E, Não sei se você sabe, mas eu adoro trocadilhos e tal, acho que foi isso que me trouxe até você, isso que me fez ficar; a gente nada mais é do que uma troca, nem sempre tão compensada, mas sempre muito formidável, uma troca de diferenças, as vezes com alguns pontos em comum, ou alguns pontos de interrogação. Ou talvez, tudo foi só decorrência do acaso, vai saber… Enfim, foda-se a lógica, clichês, o português, ou explicações. Ei linda, eu TE AMO, MUITO MAIS.
Ei lindo, você pode não deixar eu te dar um presente, mas não pode me impedir de escrever isso aqui. Enfim, um mês né? Caralho, passou rápido. Eu poderia fazer um texto enorme e falar sobre o quanto você me mudou, falar que você tem uma importância na minha vida que não faz ideia, falar que eu estou totalmente apaixonada por você - entretanto, convenhamos, seria verdade, mas não seria “eu” (até porque eu tenho meus momentos, e é legal falar tudo isso no dia a dia). Acho que você já percebeu que eu não sei ser fofa, sempre te deixo bolado comigo, te irrito o dia inteiro, e talvez seja isso que tenha chamado sua atenção em mim. Ou não. Enfim. No achismo rotineiro, eu vou tentando descobrir o que te trouxe para mim e o que te fez ficar. Lembra da conversa que nós tivemos esses dias sobre os meus textos? Eu realmente não imaginava, não esperava nunca. Sabe o que é ir para um lugar buscando uma noite como qualquer outra e, coincidentemente, acabar encontrando o que você nunca soube que procurava? Então, agora eu sei. Erros? Eu tive e você também, ninguém nasceu sabendo tudo ou fazendo tudo certo. A graça é justamente admitir, consertar, deixar o orgulho de lado e aprender juntos qual é o certo, ou melhor, “aceitável”, já que não tem lógica querer definir e limitar algo que já é tão bonito por si só: com tal estranheza e falta de coordenação e, ainda assim, transparecendo um sentimento incontestável. Sou feita de vontades e a mais constante delas é ter você aqui, porém posso dizer que apego tem que ser moderado, medido, contado, e o espaço para a saudade tem que ser permanente; afinal, o que é felicidade se não ausência de tristeza? Aqui pensando com meus botões (me senti obrigada a usar a expressão, ainda luto pelo reinado da cultura entre as tuas prioridades), talvez isso seja apenas o começo de algo lindo. Por outro lado, talvez seja só mais uma forma de karma. Analisando por esse ponto de vista, que mal teria feito eu para ter que conviver com alguém tão chato, grosso, bruto, estúpido, irritante, safado e dramático? Porém, entretanto, todavia, não obstante; o certo se faz por linhas tortas - linhas essas que me trouxeram até você. E como todo bom texto precisa de uma frase de efeito, que tal um clichê? Pois bem, EU TE AMO.
(Nathalia Dutra)
Ele não faz isso à toa. Ele sabe o efeito que me causa. A sensação de euforia que meu corpo se comporta com a sua presença, a queimação nas nossas trocas olhares, o estrago que o efeito sonoro da sua voz causa ao meu emocional… Não é de hoje. É uma espécie de amor misturado com tesão, com uma vontade de ir e de ficar, de beijar e querer chupar. Isso vai dar merda, ou vai dar na cama.
Thiara Macedo (sdpm)
— Quer tentar ser só minha amiga? — perguntei. Ela riu. — Você conseguiria? — Não. Não posso ser só seu amigo. Não sou só seu amigo. Amigos não querem pegar amigos. Vai contra as regras da amizade. — E você quer me pegar — afirmação, não pergunta. — Bastante — passei a língua pelo lábio superior dela. — “Bastante” quanto? — O mesmo tanto que você quer me pegar — respondi. — Bastante. — Quem disse que eu quero? — Sua mão — olhei pra baixo. — Ficou apalpando minha coxa durante essa conversa toda.
Alietro, Vinícius Kretek. (via icanbefixed)
Baby, tá na hora de te fazer chorar um pouquinho (:
E aí, está feliz com o seu dia? Com certeza eu estou. Estou feliz de poder comemorar mais uma ano com essa pessoa maravilhosa que sempre esteve do meu lado me ajudando e me alegrando. Sabia que já é o nosso sexto ano? E nós nos divertimos pouco até né. Lembro ainda de quando a gente se conheceu, foi amizade na hora, e de todas as amizades que vieram da quinta série, você foi a que teve mais força de lá até aqui, sem mudar. Na quinta série a gente era muito idiota véi. Éramos patricinhas e nojentinhas, mas não estávamos nem aí, a gente gostava assim né. A gente ouvia Avril toda hora e ia direto uma na casa da outra, cada conversa sem sentido, que saudade. A sexta série foi um problema. Várias brigas, vários desentendimentos - acho que todo mundo já estava de saco cheio um do outro nas duas salas - e foi ficando pior. Lembra do nosso grupinho: eu, você, a fer, tuxa, let, nati, samantha, carol, andressa e tals? Terminamos o ano todas meio brigadas, meio estranhas umas com as outras, tudo mudou. O primeiro dia da sétima foi mega estranho. Eu não sabia se cumprimentava vocês, não sabia o que ia virar da nossa amizade e, no final das contas, a nossa foi a única que continuou e continua ainda. Na sétima série todas as amizades mudaram, todas as pessoas mudaram, mas eu sabia que você não mudaria nunca gigi: você sempre vai fazer parte da minha vida, nem se eu quiser eu me livro de você (brincadeira delha, não me mata). A oitava a gente nem fala nada né, só zueira. Minha jô, só minha, tu me fez muito diferença naquele ano, sabia? Não foi um ano tão legal para mim em alguns aspectos, e eu nunca vou esquecer cada palavra que tu disse para mim, cada vez que tu segurou minha mão e jurou não soltar, e até hoje não soltou. Enfim, ensino médio, tudo tóis. Nunca ri tanto quanto nas minhas conversas com você mina, e a cada dia você se torna mais importante para mim. Não tem como não te desejar tudo, exatamente TUDO de melhor que existe no mundo e toda a paz e felicidade e sorte e alegria e amor e dinheiro e esperança e diversão e saúde nesse dia tão especial. Depois de ter sofrido achando que você ia para São Paulo, de ter quase morrido achando que você tinha mudado de escola e tudo mais, eu nunca mais quero ter essa sensação de novo. Quero você aqui comigo, entendeu? E sim, isso é uma ordem. Só posso falar que te amo, mas na verdade sinto muito mais que isso, muito mais mesmo. Tchuca do funk, tu é minha irmã já, e nada pode mudar isso, nada pode separar a gente. Para qualquer coisa, eu estou aqui viu? Para enxugar tuas lágrimas, te fazer rir, cantar Fly on the wall, te ajudar em matemática, estudar para a prova do Ber, ir no pec para ficar lá sem fazer nada, assistir filminhos de terror em casa: absolutamente qualquer coisa. Ivo, eu te amo pra caralho, FELIZ ANIVERSÁRIO!
A noite me faz um bem que nenhuma outra coisa no mundo pode fazer. Não sei ao certo se é o escuro, o silêncio, a sozinhez (perdão por essa palavra que inventei agora, mas sempre achei "solidão" uma palavra muito forte, me assusta um pouco), a sensação de recomeço, ou sei lá o quê. Não sei ao certo se realmente existe um motivo, mas me identifico com a noite de uma maneira inexplicável. Ela me entende mais que qualquer amiga de infância, mais que qualquer parente próximo, mais que qualquer estranho que ouve ou lê meus desabafos por aí. A noite é, de certo modo, misteriosa, fascinante. Por trás de uma escuridão plena, há milhões de situações diferentes, pessoas felizes e frustradas, animais e pessoas invisíveis, histórias escondidas em cada bar virando a esquina. A noite me traz lembranças, mas também pontadas de esperança. Tempos melhores talvez. Eita, essa expressão "tempos melhores", nostalgia pura. Afinal, será possível, em tempos como estes, não falar de nostalgia? Tudo parece tão melhor antigamente, menos a noite. Ah, a noite... Contínua, nunca muda, nunca abandona.
(Nathalia Dutra)