#𝚁𝙴𝚆𝚁𝙸𝚃𝙸𝙽𝙶𝚂𝚃𝙰𝚁𝚂, um blog multimuse dependente para @rewrittenhqs ⸺ não interaja se não for membro da comunidade. um conjunto de personalidades de diferentes universos unidos na cidade de westbridge e tentando lidar com seus traumas e histórias. no momento estão sob controle de nari. contagem de muses: O2.
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hu tao , 27 anos , mulher cis , diretora da casa funerária farewell. [ genshin impact ]
mary jane watson , 29 anos , mulher cis , atriz no the bridge theater. [ marvel / homem-aranha ]
━━ SEM PRESSÃO, MAS você precisa me acompanhar na cerimônia das lanternas. ━━ é inquestionável que se esforça para ser uma companhia agradável; ora, não quer que hu tao fique entediada com a sua presença. até deixa a formalidade de lado — sem ousar cruzar a linha de respeito absoluto que nutre pela mais velha. trava um pouco na naturalidade; afinal, ainda pensa que é a figura da chefe ali, ao seu lado. não deseja proferir alguma baboseira para a pessoa que tanto admira; embora o nervosismo, suavemente visível, transpareça na expressão sempre tão contida de rowena. ━━ ou, quem sabe, a gente possa.... ━━ franze a testa em contestação a própria pronúncia, o sibilo suave do suspiro ao que sorri convicta. ━━ nada disso, você vem comigo. ━━
ㅤㅤ ❛ com certeza! se sobrevivermos a essa armadilha mortal. ❜ o sorriso não era de deboche, mas de um genuíno nervoso de quem havia recém descoberto o medo de altura. ou talvez fosse o fato da cabine da roda gigante estar balançando a cada respiração das duas. as mãos estavam quase roxas já de tanto segurar a barra de segurança que falhava em lhe passar essa sensação. o medo então se esvai para dar lugar a algo que era muito maior que a própria hutao: o dom da fofoca a curiosidade. ❛ possa…? ah, você não vai parar por ai, rowena! não mesmo! ❜ chega a se soltar para pôr as mãos na cintura. a família sempre a alertou sobre como era cômico quando ela tentava parecer uma figura de autoridade. era muito mais crível quando vinha naturalmente em ordens, ideias, uma líder nata. quando tentava demais era quase que infantil de tão falha. o coração começava a se acalmar com o início da descida da cabine, a distância entre elas e o chão diminuindo de maneira segura apesar de alguns estalos aqui e ali.
ㅤㅤ ❛ conhece o ditado né? frases ditas pela metade matam fofoqueira. ❜ dramatizou de maneira cômica e teatral com poses e um suspiro arrastado. ❛ mas e aí, tá me chamando pra um encontro ou o que? cê sabe que a cerimônia é meio que um lance de casais né. ❜ agora havia o veneno no sorriso, uma implicância de quem gostava de reservar a paz apenas para os mortos. os vivos mereciam o caos. ❛ e, cê sabe… quando as pessoas falam que tem um relacionamento com o trabalho elas não incluem os chefes. ❜ a olhou de cima a baixo, parecendo julgá-la. a realidade era que estava apenas brincando com a funcionária, uma tentativa de deixar as coisas mais leves. sabia que poderia soar de forma contrária então não demorou a rir genuína e leve. ❛ é brincadeira! posso estar errada, mas você parece um pouco tensa…? tá tudo bem? ❜
victor provavelmente já deveria ter ido embora do festival há horas, mas acabou preso em uma das barracas depois de perder dinheiro demais tentando vencer um jogo simples de argolas. ainda segurava algumas na destra enquanto encarava o prêmio inalcançável na prateleira superior, portando uma concentração quase ofendida. depois de errar mais uma tentativa de maneira humilhante, deixou com que os ombros caíssem em derrota antes de perceber que tinha companhia. "tenho quase certeza que isso aí é manipulado." murmurou com total seriedade, apesar do tom carregar um humor involuntário. seu orgulho estava ferido, sim, mas sabia que no dia seguinte sequer se lembraria de todo aquele esforço.
ㅤㅤ ❛ cê tá dizendo que tipo, deus tá te fazendo errar tudo? é um jogo de habilidade, sabe?! ❜ em partes parecia chocada com a afirmação alheia, em partes tinha deboche desafiante em seu tom e não num sentido totalmente negativo, mas de quem estava achando divertido ver aquela batalha. ❛ não seja um mau perdedor. deixa eu tentar! ❜ se intrometeu, passando na frente do rapaz já com uma argola na destra. com a habilidade de uma excelente atriz fingiu saber o que estava fazendo — um dos olhos fechados para sua mira ser mais precisa, o corpo levemente inclinado para frente, a argola sendo sacudida em câmera lenta num vaivém de preparo profissional. arremessou. ❛ ah, mas nem fodendo! ❜ gritou frustrada, a argola a menos de um metro de distância para frente. bem que seu pai dizia que mary jane arremessava como uma princesa e ela sempre sentiu que mesmo sendo uma menina, aquilo não era um elogio. ❛ eu só nao soltei na hora certa. me deixa tentar de novo. ❜ resmungou, preparando-se para uma nova tentativa. e outra. e mais uma. falhava miseravelmente. na última quase acertou o responsável da tenda. ❛ que fique de aviso pro ano que vem! ❜ apontou para o pobre homem, então se virando para viktor. ❛ nenhuma palavra sobre isso. ❜
✧ ˚ · . A abertura do festival, muitas vezes chata para a maioria dos moradores, era especialmente interessante para Leah. O discurso do prefeito prendia sua atenção, principalmente porque ela gostava de analisar as mentiras que estava inventando, o que ele havia certamente pedido para alguém escrever para ele - ou usado inteligência artificial, se fosse um homem moderno -, e acima de tudo, a reação das outras pessoas assistindo ao discurso, uns acreditando fielmente em todas suas palavras e outros prontos para rebelar-se, sendo quase impossível conter o revirar de olhos. ❛ Ele sabe o que dizer, isso não podemos negar. Por isso está a tanto tempo no poder. ❜, comentou aleatoriamente, voltando sua atenção para a pessoa ao seu lado. ❛ Mas não é também um pouco curioso tudo isso? Quer dizer, o que ele fez nos últimos anos de tão inovador para continuar onde está? ❜, arqueou uma das sobrancelhas, curiosa para saber qual seria o posicionamento da pessoa com quem começava a conversa agora.
ㅤㅤ adorava o festival desde pequena; era a decoração, o clima da cidade e o sentimento de fazer parte de algo grande que a enchia de vontade de sair todos os anos e comemorar. abandonava um pouco o lado fúnebre e o costume de ficar em sua caverna para focar em algo vivo e cheio de cores. até se esforçava mais para controlar a língua e depois de alguns anos parou de caminhar com panfletos da funerária farewell para distribuir pelo festival. o fato era que até a abertura se tornava um evento incrível para hutao — isso até o ilustre prefeito decidir palestrar. ❛ te contar um segredo… tem um caixão lá na funerária que tá reservado pra esse velho deve ter uns trinta anos. ❜ murmurou baixo para leah, sem tirar os olhos do prefeito. ❛ ta quase numa situação de encontrar um caixão pro caixão. ❜ a pergunta lhe pegou de surpresa. hutao não era uma pessoa politizada. as pessoas morriam, independente de quem seria prefeito ou não. não a impediu de refletir, a cabeça tombando para o lado. ❛ mas o que há de inovador em westbridge? algumas pessoas daqui parecem se prender em costumes. ❜ de fato não se lembrava de feitos do prefeito, mas há quanto tempo ele estava ali sem que a cidade colapsar? era confortável para todos manterem alguém assim? ❛ qual nome seria bom pra ocupar esse cargo? ❜
So, my time has come. There is no avoiding death, nor predicting its time. The duty of Wangsheng, I now fulfill.
…
Next Lantern Rite… If you see a butterfly, that's me coming back to see you all.
˓ 𐙚 ࣭ —— a cidade de westbridge dá boas vindas à mary jane watson, originalmente pertencente ao mundo de marvel homem-aranha! ela tem vinte e nove anos, mora em ashgrove, e em sua nova vida trabalha como atriz no the bridge theatre.
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nome: mary jane watson
idade: 29 anos
pronomes: ela/dela
orientação sexual: bissexual, bi-romântica
mídia de origem: marvel / homem-aranha
profissão: atriz no the bridge theatre
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aviso de gatilho: menção leve à violência doméstica (nada gráfico).
os watson eram conhecidos em seu bairro pelos gritos, coisas quebrando, choros e então o silêncio assustador. philip, seu pai, era visto com maus olhos pelos vizinhos tamanha gravidade da situação — apesar de nunca terem feito qualquer tipo de denúncia. [ fim do alerta de gatilho ] mary jane, a filha mais nova, no entanto era uma menina extrovertida, sempre acostumada a fingir que tudo estava bem, que tinha uma vida feliz e que os gritos ouvidos por terceiros eram fruto da imaginação do bairro.
com isso veio o talento para atuação, de criar cenários em sua mente e possíveis personagens para assumir. o teatro se tornou uma paixão desde a escola e o sonho para o futuro que ela passou a perseguir desde cedo. embora seus pais não tivessem condições de — ou não quisessem — incentivar esse sonho com a parte financeira, mary jane correu atrás com trabalhos de meio período, se oferecendo para trabalhar de graça no teatro etc. com esses salários conseguiu pagar por cursos que ajudasse em seu currículo.
assim que pode se livrou do ambiente familiar abusivo, saindo de casa aos dezenove anos. houve relutância por parte dos pais, mas eles conheciam a filha que haviam criado e o quão teimosa mary jane conseguiria ser. atualmente evita ao máximo conversar com o pai e as conversas com a mãe são para checar se ela está bem e conselhos aqui e ali sobre divórcio.
a carreira deu uma estagnada e teve poucos papéis principais, mas continua com seu sonho de se tornar uma grande atriz que irá chegar nas telonas de hollywood.
˓ 𐙚 ࣭ —— a cidade de westbridge dá boas vindas à hu tao, originalmente pertencente ao mundo de genshin impact! ela tem vinte e sete anos, mora em ashgrove, e em sua nova vida trabalha como diretora da funerária farewell.
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nome: hu tao
idade: 27 anos
pronomes: ela/dela
orientação sexual: bissexual, bi-romântica
mídia de origem: genshin impact
profissão: diretora da funerária farewell
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o nome da família hu sempre foi ligado a excentricidades e extravagâncias — pudera, qual outra família manteria o interesse na morte por tanto tempo?! começou em seu tetravô e seu luto mal-processado após perder a esposa. ele pensou que o rito de passagem deveria ser mais respeitoso, carinhoso, uma verdadeira despedida sem arrependimentos onde tudo que precisasse ser dito e feito, seria. não haveria tabu em falar dos mortos; eles não eram amaldiçoados e sim pessoas queridas que se foram. assim ele construiu seu pequeno império com a casa funerária farewell, passando de geração em geração até chegar em tao.
hu tao nasceu em meio a ritos, cerimônias, lágrimas, piadas e histórias que valiam a pena serem compartilhadas. quando criança assustava um pouco os colegas ao falar dos mortos, sobre como sua família permitia que visse os preparos para os funerais e sobre como era o processo. na adolescência não foi muito diferente, agora tendo uma experiência no nível de estagiária. estudava para ser tanatopraxista, uma área que gostava e a que julgava exigir mais respeito e carinho para com os mortos. chegou a terminar o curso e trabalhar por dois anos, mas o incidente com seu pai a fez odiar ter aquele contato de preparo.
via como sua mãe era apaixonada por seu pai, achava que seu pai era um homem de respeito e que respeitava a família acima de tudo, até que ele morreu em um acidente… junto da amante. a família achou de bom tom pedir que hutao preparasse seu corpo e aquelas longas horas a fizeram pensar bastante, conversar bastante com ele decidir que não valia a pena confiar nos vivos. ela só soube a verdade quando ele morreu. se não podia confiar em seu pai, quem era confiável naquele mundo?
mas, assim como seu pai, seu avô e o pai de seu avô, hu tao leva os negócios a sério, com o compromisso com os familiares, mas acima deles, os mortos. sendo a diretora da casa funerária, passa mais tempo em seu trabalho do que na própria casa sem nunca sentir falta daquelas paredes vazias e brancas. uma solteirona que prefere o trabalho do que pessoas. os mortos não falam, não mentem, não discutem, não cobram e nem fazem promessas que não podem cumprir. e ainda que pareça tão antissocial, tem uma personalidade radiante e arteira. para ela, a superficialidade é o ideal; ela sabe que não pode esperar muito de uma relação assim e nem fará o outro esperar algo dela. não é uma pessoa ruim e muito provavelmente irá oferecer ajuda se for algo em seu alcance, mas… ela prefere a solitude no fim do dia.