“Então por favor, só… Tenha um pouquinho mais de paciência, okay?” pediu baixo, o nariz enterrando nos fios bagunçados dos cabelos alheios. O cheiro suave o fazia ver que o menino estava ali, estava inteiro e bem, apesar de toda a dor ainda sentida, Vince resistia. “Eu me orgulho de você, sabia? De sua persistência. Só precisa persistir por mais um tempo e então verá resultados. Mais resultados, eu digo. Afinal, eu já posso te abraçar, te beijar. Eu conto isso como um avanço imenso.” murmurou, abraçando-o levemente com apenas um dos braços, o que o príncipe não segurava a mão. Robert não o prendia ali, apenas segurava-o frouxo, deixando que fosse percebida a facilidade de sair de seus braços. “Mas você é capaz. Você conseguiu chegar perto daquela sala hoje, Vince. Não consegue ver o quão importante é grande é isso? Você deu um passo enorme, meu amor. E olha, eu tenho olheiras, eu vim correndo porque seu guarda disse que você estava encarando a porta da sala de música… acha mesmo que eu vou me prejudicar se escolher dormir aqui? Vai ser mais fácil, na verdade. Eu vou poder manter você sob meus cuidados e não ficar tão alerta de noite. Por favor? Vamos fazer um teste, okay? Eu fico aqui essa semana e se você notar que eu estou ruim, eu volto para meu quarto.”
“Eu vou tentar, é só difícil, entende?” Perguntou suspirando, os olhos fechando momentaneamente ao sentir o nariz do mais velho em seus cabelos. Não sabia mais o que dizer, sabia que Robert tinha razão, se lembrava do primeiro dia depois do sucedido, não deixava ninguém sequer chegar perto dele, porém agora já se sentia bastante bem perto de outras pessoas, e mais confortável ao ser um pouco mais íntimo com o escocês, mas nada como antes. Colocou o braço livre em volta do corpo dele, abraçando sua cintura enquanto o outro continuava segurando sua mão. “Ok, podemos fazer assim, mas se eu vir você mais cansado ou algo do gênero, não precisa continuar a vir, ok?”