A prova de que para o amor não existem barreiras, nem mesmo a distância. Cara, eles falavam até línguas diferentes, que lindo :')

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A prova de que para o amor não existem barreiras, nem mesmo a distância. Cara, eles falavam até línguas diferentes, que lindo :')
São detalhes que vão te matando aos poucos.
08 - Kiss of a fucking betrayal
Fomos caminhando, conversando besteira, compramos algumas bebidas e cigarros no caminho. Minha casa era grande, tinha espaço pra todo mundo. Meu pai estava viajando por alguns meses, minha mãe... bem, minha mãe morreu quando eu era mais novo. Eu realmente sinto falta deles, até hoje. Finalmente chegamos. Nos deitamos em algumas redes, liguei um rock clássico, comemos algumas besteiras que eu tinha na geladeira e ficamos ali, conversando. Foi bem divertido. A Lílian ainda estava meio chocada. Também, pudera, depois de tudo que aconteceu. De qualquer forma, estava reagindo bem, se enturmando com todos, fingindo que tudo estava bem. A Ísis não me largava um segundo. Não podia nem sair pra pegar uma bebida que ela ia junto. Talvez tivesse ficado com algum trauma, com medo de que eu sumisse de novo, talvez fosse ciúme. Já eram mais de quatro da manhã, não tínhamos mais assunto. Todos cansados, em pouco tempo o Lucas e o Samuel já estavam caídos na rede, e a Ísis adormecida ao meu lado. A Lílian estava deitada dentro da rede, não sabia se estava dormindo ou não. Resolvi perguntar. — Acordada? — Sim — ela respondeu baixinho, e sentou. — Ainda chocada com tudo... — Exato. — Quer conversar? — Pode ser, mas... aqui? — Eles estão dormindo — eu disse, rindo. — Mesmo assim, vai que um deles escuta. Não quero que ninguém saiba. É sério — ela riu. — Tudo bem. Estendi o braço e a levei para uma parte mais afastada da casa, fora da vista de todos, e ficamos encostados no muro. Alguns minutos em silêncio. — Achei que fôssemos conversar — eu disse. Ela riu. — Verdade, mas sei lá. De repente não tem nada pra falar agora. Eu ri também. Nos olhamos por alguns segundos. Eu nem mesmo percebi ou me controlei, simplesmente a beijei.
07 - She.
Descemos aquelas malditas escadas, eu a segurava pela mão. Caminhávamos em silêncio, até que avistei a Ísis sentada na calçada, chorando; e dois de meus amigos estavam com ela, além de todos as outras pessoas desconhecidas. Um deles nos viu chegando, e logo sacudiu a Ísis, gritando: — Pare de chorar, eles estão ali! Soltei a mão da Lílian rapidamente. A Ísis correu em minha direção. — Aonde você estava?! — e me abraçou, chorando. A Lílian parecia deslocada. — Eu estava indo ao banheiro, e percebi que a Lílian tinha saído. Fui ver onde estava, e não a encontrei, então resolvi segui-la... Ao ouvir isso, logo fixou o olhar no meu. Mas não, eu não pretendia contar a verdade, como ela estava pensando. — Ela tinha se perdido, perdi um bom tempo procurando, e depois ela começou a chorar, por causa daquele garoto... você deve ter entendido, né. Percebi uma ponta de ciúmes no olhar da Ísis, mas logo que disse "aquele garoto", pareceu mais calma. Apenas continuou me abraçando. — Da próxima vez avise. Fiquei preocupada, seu idiota. — Me desculpe. Os caras se levantaram, um deles, o Lucas, perguntou: — E aí, pra onde vamos agora? Pensei por um instante. — Vamos para a minha casa, eu moro sozinho, não tem problema; e é perto daqui, dá pra ir a pé. Depois vocês dão um jeito de ir pra casa. — Beleza.
A Lílian permaneceu parada. Eu me virei estendi a mão, enquanto abraçava a Ísis com o outro braço. — Vamos? — Tudo bem. — ela veio.
06 - Maybe heaven, maybe hell, maybe nowhere.
— Melhor irmos agora, né? — eu disse. — Não tenho para onde ir, esqueceu? Se tudo que eu tivesse planejado realmente tivesse acontecido... aonde será que eu estaria agora? — Alguém como você deveria estar no céu. — Você nem sabe! Me conheceu hoje! — ela riu. — Sei sim. Acabei de salvar sua vida, sua ingrata. — Verdade... não tinha contado nada pra ninguém até hoje. Acabei de te conhecer e você sabe mais da minha vida do que qualquer outra pessoa. — Viu?
Silêncio por algum tempo.
— Será que existe realmente alguma coisa? Na verdade, eu poderia estar em... lugar nenhum. — Cale a boca. O importante é que você tá aqui. — Verdade. Sabe de uma coisa? — O que? Ela corou. — Obrigada. Você sabe, né. Por salvar minha vida.
Eu segurei sua mão com força e abracei. Só então percebemos a paisagem perfeita. A lua cheia das três da manhã brilhava como nunca no céu. Ficamos parados, observando, por um bom tempo.
— Vamos indo? Meus amigos já devem estar preocupados. E a Ísis... também.
Own, obrigada pelo follow ^^ Theme incrível, posts perfeitos!
obrigada çç
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Fumando um cigarro.
Ele: Oi.
Ela: Oi.
Ele: Posso sentar aqui?
Ela: A praça não é minha. A vida é tua.
Ele se senta.
Ele: Dia díficil, é?
Ela: Talvez.
Ele: Como?
Ela: Talvez.
Ele: Não. Digo, como assim? Talvez?
Ela: Gosto dessa palavra. Uso quando não quero responder ao que perguntaram.
Ele: Ah.
Ela deu um sorriso sarcástico.
Ele: Aposto que se eu fosse ele, sorriria pra mim.
Ela: Ele quem?
Ele: O cara que você ama.
Ela: Não amo um cara.
Ele: Eu sei que ama. Eu te entendo.
Ela: Hum. Sofre também?
Ele: O que?
Ela: Digo, sofre por amor também? Que nem eu?
Ele: Não...Por amor não. Pela falta dele, talvez.
Ela: Talvez?
Ele: É. Gosto dessa palavra. Uso quando não quero aceitar os fatos. Aprendi com uma menina a uns minutos atrás. Ela tem um sorriso lindo.
Ela: Como sabe do sorriso dela? Ela nem sorriu.
Ele: Eu aposto nisso. Ela ainda vai sorrir pra mim.
Ela: Acho díficil, ela tá tendo um dia díficil.
Ele: Eu não.
Ela: Ah, então ela te desafia.
Ele: E eu desafio ela a começar tudo de novo.
Ela olha pra baixo.
Ele: Oi, posso sentar aqui?
Ela sorriu.
Ele: Viu, eu disse.
Ela: O que?
Ele: Que ela tinha um sorriso lindo.
05 - Superhero.
Permaneci calado por uns cinco minutos, enquanto chorava. Até que, finalmente, parou por alguns instantes, e resolvi perguntar de novo. — Isso tudo é por causa daquele garoto, certo? Fez tudo aquilo... por causa dele? — Se você quer mesmo saber... foi. Ou quase tudo. — ela parecia ter se acalmado. — Porque você estava ali, tentando fumar? — Eu... apenas estava tentando fazer tudo que sempre tive vontade. Você sabe... Não, eu não estava entendendo. E não queria parecer estar fazendo um interrogatório, mas não pude evitar. — O quê? — Antes de morrer. Não poderia morrer sem ter dito a ele... — ...o quanto você o ama? Silêncio por alguns segundos. — Isso. Mas, como você pôde ver, eu falhei. — E iria desistir de tudo? — Não adiantaria nada. Não faço a mínima diferença pra ele, ou pra ninguém. Esquece isso. Tem uma namorada, faz tudo que tem vontade. Sua vida é perfeita. Você não entenderia. Preciso ir. — E se levantou. — Ah, claro. — Eu ri, sem graça. — Ir pra onde, agora? Ela hesitou por um instante. — Seus pais não estão preocupados? — Eu menti. Disse que iria dormir na casa de uma amiga. — Mas você não poderia ir à casa da sua amiga uma hora dessas, imagine então a casa dos seus pais.... aonde você pretendia dormir depois de sair daqui? Ela riu. — No inferno, talvez. Só então percebi a pergunta idiota que havia feito, e também ri. — Ou no céu, quem sabe! Não pareço tão ruim assim, pareço? Estávamos rindo. Mesmo depois de tudo. Por um instante, me senti como um super-herói: salvei uma garota quase desconhecida de um suicídio, e a fiz sorrir logo depois.
aaaaaaaah *o* super curti aqui florzinha :) parabes!
aueheau *-* obrigadaa!
quero mais hihi
Postei *-*
04 - Let me die
Eram apenas alguns caras, que eu já conhecia de vista, sempre os via por ali: e um deles pareceu reconhecê-la. Permaneceu intacta por alguns segundos observando; e logo baixou a cabeça, encarando o nada por um bom tempo. Pude ver uma lágrima cair dos seus olhos. Todos na mesa conversavam como se nada estivesse acontecendo — mas eu pude notar a dor que ela estava sentindo agora. "Estou indo", disse. E saiu. Saiu rapidamente, como se nada mais importasse, deixando todos para trás. — Vou ao banheiro, volto logo. — eu disse, e resolvi segui-la de novo. Quase não a alcancei, andava rapidamente. O lugar estava cada vez mais deserto, extremamente perigoso para uma garota daquela idade, e até mesmo para mim. Mas ela não parecia se importar, nem mesmo notou a minha presença. E então avistei um antigo bar à beira-mar com o formato semelhante ao de um navio, enorme, sem ninguém. Estava fechado, mas por fora havia uma grande escadaria que dava em uma espécie de varanda lotada de mesas — o lugar era alto. O mar, logo abaixo. Ela não pensou duas vezes. Correu e, ao chegar ao topo, hesitou por um instante. Suspirou. Pude vê-la dar o primeiro passo para pular a cerca, mas eu corri e a puxei pelo braço, com todas as minhas forças, e caímos os dois no chão. — O que você está fazendo aqui? — Está ficando louca? Quer se suicidar? — não sabia o que fazer, nunca havia presenciado nada assim antes. — Não quer conversar um pouco e me explicar isso? Em pouco tempo estava chorando.
Eu + fones de ouvido = Adeus mundo cruel.
Seguindo! Adorei seu tumblr *-*
obrigadaa ! :)
Amanhã posto mais da web, obrigada a todos vocês *-*
A medida que quiserem que eu poste mais avisem que eu vou postando, hehe :)