Seria o topo do mundo um lugar solitário? Vazio? Ou é lá que estão as questões primordiais?
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Seria o topo do mundo um lugar solitário? Vazio? Ou é lá que estão as questões primordiais?
A little friend having fun at the fruit...
Boa noite. 🌙
Dizem que, em uma tarde de céu dourado, um homem bem vestido chegou até Akira Nozomu. Seus passos eram firmes, mas seu olhar carregava uma inquietação difícil de esconder.
— Mestre — disse ele — conquistei muito. Tenho bons rendimentos, estabilidade… mas ainda não encontrei a felicidade. Existe um caminho para unir riqueza e paz?
Akira o convidou para caminhar até um pequeno riacho. Ali, o mestre colocou dois objetos sobre uma pedra: uma tigela de ouro e uma tigela simples de barro.
Em seguida, encheu ambas com água do riacho.
— Beba — disse.
O homem bebeu primeiro da tigela de ouro. Depois, da de barro.
— Qual é melhor? — perguntou Akira.
— A água é a mesma — respondeu o homem. — Não muda pelo recipiente.
Akira assentiu.
— O dinheiro é como a tigela. Ele pode ser bonito, forte, valioso… mas não muda a essência do que você coloca dentro da vida.
O homem ficou pensativo.
— Então riqueza não traz felicidade?
Akira sorriu levemente.
— A riqueza amplia aquilo que já existe em você. Se há paz, ela cresce. Se há vazio, ele ecoa mais alto.
O mestre então pegou a tigela de ouro e a colocou sob o sol. O brilho era intenso, quase hipnotizante.
— Muitos passam a vida polindo o recipiente… e esquecem de cuidar da água.
O homem abaixou o olhar.
— E como cuidar dessa “água”?
Akira respondeu com calma:
— Use o que você tem para viver com propósito, não apenas para acumular. O dinheiro deve servir à vida — não a vida ao dinheiro. Invista no corpo, na mente, nas relações, no tempo. Porque no final… é isso que permanece.
O som do riacho parecia mais claro agora.
Antes de partir, o homem perguntou:
— Então posso ser feliz e próspero?
Akira respondeu:
— Sim… desde que nunca confunda prosperidade com quantidade.
E deixou sua última reflexão:
“A verdadeira riqueza não está no que você guarda… mas no que você constrói dentro e compartilha fora.”
Dizem que aquele homem continuou tendo sucesso —
mas, pela primeira vez, começou a sentir que também estava vivendo. 💰🌿✨
Boa tarde. 🌿
Dizem que, em um dia de vento inquieto, um jovem chegou até Akira Nozomu visivelmente perturbado. Seus passos eram rápidos, sua respiração pesada, e seus olhos carregavam revolta.
— Mestre! — disse ele — A vida é injusta. Tudo dá errado comigo. Não importa o que eu faça… sempre há algo que foge do meu controle!
Akira, sentado sob uma árvore, apenas observava as folhas sendo levadas pelo vento.
Sem dizer uma palavra, ele pegou duas folhas secas que haviam caído ao seu lado. Lançou a primeira ao ar — o vento a levou suavemente, fazendo-a dançar de forma leve até tocar o chão.
Depois, lançou a segunda… mas, desta vez, tentou forçar sua direção com a mão. A folha girou desordenada, caiu de forma brusca e sem harmonia.
O jovem observava, confuso.
— O vento é o mesmo — disse Akira, calmamente. — Mas a forma como a folha reage… muda tudo.
— Está dizendo que eu sou como a folha?
— Não — respondeu o mestre, com um leve sorriso. — Você é algo ainda mais raro. Você pode escolher como cair.
O jovem ficou em silêncio.
— Os acontecimentos da vida são como o vento — continuou Akira. — Eles vêm sem pedir permissão. Às vezes suaves… às vezes violentos. Você não pode detê-los.
Ele então apontou para o peito do jovem.
— Mas aqui… aqui existe um espaço onde o vento não entra. É onde mora sua escolha.
O jovem respirou fundo, sentindo o peso de suas próprias reações.
— Então devo apenas aceitar tudo?
Akira balançou a cabeça.
— Não é sobre aceitar passivamente. É sobre compreender. Quando você se enraivece, você entrega sua paz ao vento. Quando você observa, aprende… e escolhe, você transforma o vento em mestre.
O silêncio que seguiu já não era pesado.
Antes que o jovem partisse, Akira disse:
“O destino pode até soprar forte… mas é a sua reação que decide se você será levado… ou se aprenderá a voar.”
E dizem que, a partir daquele dia, o jovem não teve menos problemas — mas passou a carregar muito mais paz. 🍃✨
Boa noite. 🌙
Dizem que, após uma grande guerra, um guerreiro atravessou montanhas e vales até encontrar Akira Nozomu. Sua armadura estava marcada, sua espada desgastada… mas era o peso em seus olhos que mais chamava atenção.
Ele se aproximou do mestre e perguntou:
— Mestre… a guerra me tornou um grande guerreiro?
Akira não respondeu de imediato. Pegou duas tigelas de barro e as colocou diante do homem. Em uma, havia água cristalina. Na outra, água turva, cheia de terra.
— Beba — disse o mestre, apontando para a primeira.
O guerreiro bebeu. A água era leve, fresca, quase silenciosa.
— Agora esta.
Ele hesitou, mas levou a segunda tigela aos lábios. A água era amarga, pesada, difícil de engolir.
— A água é a mesma — disse Akira — mas o que há dentro dela muda tudo.
O guerreiro franziu a testa.
— Não entendo.
Akira então olhou diretamente em seus olhos:
— A guerra não cria o homem… ela revela o que já estava dentro dele. Em alguns, desperta coragem, honra e compaixão. Em outros, revela medo, crueldade e vazio.
O guerreiro baixou a cabeça.
— E como saber o que ela revelou em mim?
Akira fez uma última pergunta:
— Quando a batalha terminou… o que permaneceu em você? Paz… ou necessidade de continuar lutando?
O silêncio respondeu antes do homem.
Seus ombros relaxaram pela primeira vez.
— Cansaço… e um desejo profundo de nunca mais erguer a espada sem necessidade.
Akira assentiu.
— Então a guerra não te fez grande. Ela te mostrou que a grandeza não está em lutar… mas em saber quando não lutar.
O guerreiro, que havia vencido tantas batalhas, percebeu ali que sua maior vitória não estava no campo de guerra, mas na escolha que faria dali em diante.
Antes de partir, Akira deixou suas palavras finais:
“A guerra pode ensinar técnicas. Mas o caráter… esse já entra na batalha com você.”
E dizem que aquele guerreiro nunca mais buscou a guerra —
mas, quando a vida exigia, lutava com a clareza de quem conhecia a si mesmo. ⚔️✨
Mais um dia normal na vida do homem...
Hoje o Mestre Akira Nozomu falou enquanto observava as estrelas refletidas no lago. Seu discípulo segurava nas mãos uma pequena caixa de madeira — a última lembrança que restara de sua família.
— “Mestre, por que dói tanto perder as coisas?” — perguntou ele.
Akira tocou a água com a ponta dos dedos. As estrelas se desfizeram em ondas.
— “O que você viu agora?”
— “As estrelas se quebraram.”
— “Elas se quebraram… ou apenas a imagem delas?”
O jovem silenciou.
Akira continuou:
— “Tudo o que é material é como o reflexo das estrelas. Belo, tocável aos olhos… mas não é a estrela. A casa que construímos, o ouro que guardamos, as roupas que vestimos — são reflexos temporários. O infinito não cabe dentro de madeira, metal ou tecido.”
O discípulo apertou a caixa contra o peito.
— “Então nada tem valor?”
Akira sorriu com suavidade:
— “Tem. Mas não o valor que você pensa.”
Ele apontou para o céu.
— “O valor das coisas materiais não está nelas… está na experiência que provocam em nós. A casa vale pelo abrigo que ensinou gratidão. O dinheiro vale pela oportunidade de praticar generosidade. A perda vale pela força que desperta.”
Depois de um longo silêncio, o mestre concluiu:
— “Se você mede sua vida pelo que possui, ela será sempre pequena.
Se você mede sua vida pelo que se tornou, ela toca o infinito.”
O discípulo então abriu a caixa. Dentro havia apenas uma pedra simples, sem brilho. Ele respirou fundo e a colocou sobre a terra.
Naquela noite, pela primeira vez, ele compreendeu:
Nada realmente nos pertence —
mas tudo pode nos transformar.
E o que nos transforma… isso, sim, caminha conosco para além do tempo. 🌌
Bom dia. 🌅
Dizem que, numa primavera silenciosa, um homem chegou até Akira Nozomu com as mãos vazias e o olhar cansado. Suas roupas estavam gastas, seus passos lentos, mas seus olhos — apesar de tudo — ainda carregavam uma chama.
Ele se curvou diante do mestre e disse:
— Perdi minha casa, meu trabalho, meus amigos… tudo o que eu tinha. Só me restou a vontade de continuar. Mas, diga-me, mestre… isso é suficiente?
Akira o convidou a caminhar até um campo queimado por um incêndio recente. A terra estava escura, as árvores pareciam mortas e o ar ainda guardava cheiro de cinza. O homem olhou ao redor e disse:
— Aqui não há mais vida.
Akira se abaixou, afastou levemente a terra e mostrou um pequeno broto verde nascendo entre as cinzas.
— O fogo levou tudo — disse o mestre — mas também limpou o solo para o que precisava nascer.
O homem ficou em silêncio.
— Quando perdemos tudo — continuou Akira — perdemos também o peso que nos impedia de recomeçar. A maioria vê apenas o fim. Poucos percebem que, às vezes, o vazio é apenas espaço esperando coragem.
O homem respirou fundo. Pela primeira vez, não sentiu apenas dor — sentiu possibilidade.
Anos depois, contam que aquele homem reconstruiu sua vida. Não igual à anterior — melhor. Tornou-se alguém forte, sereno e impossível de quebrar, porque já havia sobrevivido ao próprio chão desaparecendo sob seus pés.
E Akira, como sempre, deixou sua mensagem simples:
“Nem todo incêndio é destruição. Alguns são a forma da vida dizer: comece de novo, mais leve, mais forte, mais verdadeiro.”
Que a sua mensagem de hoje seja esta:
Mesmo quando tudo parece perdido, se a vontade permanece… a história ainda não terminou. 🌱✨
🌿
Certa vez, Akira Nozomu foi encontrado sentado diante de duas trilhas que se separavam na floresta. Um viajante, intrigado, perguntou por que ele observava caminhos tão parecidos por tanto tempo. Akira respondeu que não olhava os caminhos, mas aquilo que as pessoas levavam dentro ao escolhê-los.
Ele então contou sobre as duas faces da solidão.
A primeira, dizia Akira, é a solidão escolhida. Aquela que nasce do cansaço do ruído, das expectativas alheias e das batalhas desnecessárias. Essa solidão não machuca — ela cura. É como fechar a porta numa tarde chuvosa para ouvir melhor o próprio coração. Quem a escolhe não foge do mundo; apenas cria espaço para respirar. Nela, o silêncio é amigo e a presença interior se fortalece.
A segunda é a solidão involuntária. Aquela que chega quando alguém parte, quando somos deixados para trás ou quando deixamos de ser vistos. Essa solidão pesa porque não foi convidada. Ela traz perguntas sem resposta e faz eco onde antes havia voz. Akira dizia que essa solidão dói porque nasce do rompimento, não da escolha.
O viajante então perguntou: — Mestre, como distinguir uma da outra quando estamos sozinhos?
Akira sorriu com gentileza e respondeu: — A solidão escolhida traz descanso, mesmo que doa um pouco no início. A solidão imposta cansa, mesmo quando estamos cercados de pessoas.
E completou, com a serenidade de quem compreendeu ambas: — Quando a solidão é escolhida, ela nos devolve a nós mesmos. Quando é imposta, ela nos ensina a não abandonar quem somos enquanto esperamos que alguém volte.
Antes de partir, Akira deixou sua última reflexão: “Nem toda solidão é vazio. Algumas são abrigo. Outras são ferida. A sabedoria está em transformar até a ferida em um lugar onde a alma possa repousar.”
E assim, o mestre ensinava que estar só nem sempre é estar perdido — às vezes, é apenas o começo de um reencontro.
O Guerreiro e a Neve.
... Dizem que, em um inverno rigoroso, um guerreiro chegou ao vale onde Akira Nozomu vivia. Suas mãos estavam marcadas por cicatrizes antigas, e seus olhos carregavam o cansaço de quem nunca abaixou a espada. Ao encontrar o mestre, o guerreiro se curvou profundamente e falou:
— Passei a vida buscando a perfeição no combate. Aprendi que só existem dois destinos: alcançá-la… ou morrer tentando. Diga-me, mestre, devo continuar lutando até um desses fins?
Akira o observou por um longo tempo, depois pediu que o seguisse até um campo aberto, onde a neve começava a cair. Ali, o mestre cravou um pequeno galho seco no chão e perguntou:
— Você vê este galho?
— Vejo — respondeu o guerreiro, confuso.
— Ele já não cresce, não floresce, não se curva ao vento — disse Akira. — Tornou-se rígido demais. Por isso, quebrou-se do seu próprio caminho.
Em seguida, Akira apontou para um bambu ao lado, que se dobrava suavemente sob o peso da neve, sem se partir.
— O bambu não busca a perfeição. Ele busca continuar vivo.
O guerreiro apertou os punhos.
— Então devo abandonar a luta?
Akira sorriu, como quem sorri para uma pergunta incompleta.
— Não — respondeu. — Deve abandonar a ideia de que lutar é apenas contra o inimigo. Quem luta somente pela perfeição já aceitou a morte como companhia. Quem luta para viver aprende quando avançar… e quando baixar a espada.
O guerreiro ficou em silêncio. Pela primeira vez, percebeu que sua maior batalha nunca foi contra outro homem, mas contra o medo de parar.
Antes de partir, Akira deixou-lhe uma última frase, escrita na neve com a ponta do galho:
“A espada que nunca descansa enferruja na alma. A que sabe repousar, permanece afiada.”
O guerreiro se foi. Dizem que continuou treinando, sim — mas passou a lutar apenas quando a vida exigia, não quando o ego pedia. E essa foi a primeira vez que caminhou sem sentir o peso da morte à sua frente. ...
Dizem que Akira Nozomu, já em idade avançada, caminhava todas as manhãs pelo mesmo vilarejo. Não para chegar a algum lugar, mas para observar. Em uma dessas caminhadas, um jovem o abordou, visivelmente angustiado, e perguntou:
— Mestre Akira, como saber se estou vivendo a vida certa?
Akira não respondeu de imediato. Convidou o rapaz a acompanhá-lo até um pequeno lago escondido entre as árvores. Ao chegar, pegou um punhado de pedras e pediu que o jovem as jogasse na água. As pedras afundaram, criando círculos que se espalharam pela superfície.
— O que você vê? — perguntou Akira.
— Ondas… que logo desaparecem — respondeu o jovem.
Akira então jogou uma única folha seca no lago. Ela flutuou, acompanhando o movimento da água, sem afundar, sem resistir.
— A maioria das pessoas vive como as pedras — disse ele — pesada de certezas, pressa e medo. Afundam rápido demais tentando provar algo ao mundo. Poucos escolhem viver como a folha: presentes, leves, atentos ao fluxo.
O jovem ficou em silêncio, esperando mais explicações. Akira sorriu e concluiu:
— A vida certa não é a que faz menos ondas, mas a que aprende a flutuar mesmo quando elas surgem.
O rapaz agradeceu e foi embora, levando a resposta que não era uma instrução, mas um convite. Akira permaneceu ali por mais alguns minutos, observando o lago voltar à calma. Em seus escritos — nunca encontrados, mas sempre lembrados — ele dizia que sabedoria não é controlar o caminho, e sim confiar que o passo seguinte se revela quando o pé toca o chão.
E talvez por isso sua filosofia sobreviva: não por ensinar o destino, mas por libertar as pessoas da obrigação de saber exatamente para onde estão indo.
Conta-se que existiu no Japão um filósofo pouco conhecido, chamado Akira Nozomu, um pensador que preferia observar o vento nas árvores a discutir verdades absolutas. Seus estudos — reunidos na obra "O Silêncio Entre Dois Passos" — nunca foram registrados em universidades, mas atravessaram gerações pela simples força do sentido que carregavam.
Akira dizia que a vida não foi feita para ser compreendida por inteiro, mas sentida em partes. Segundo ele, o ser humano sofre não pelo que perde, mas por tentar segurar o que, por natureza, está sempre em movimento. Assim como os rios não resistem ao próprio curso, as pessoas também não deveriam lutar contra as mudanças que as transformam.
Em seus “estudos”, ele afirmava que a natureza ensina sem palavras. A árvore não apressa o crescimento, o sol não cobra gratidão e o mar nunca se desculpa por ser profundo demais. Para Akira, viver bem era aprender com esses gestos silenciosos: crescer no próprio tempo, aquecer sem exigir retorno e aceitar a própria profundidade.
Sobre as pessoas, ele escrevia que cada uma carrega um mundo invisível, feito de medos, sonhos e batalhas que ninguém vê. Por isso, defendia a gentileza como a forma mais elevada de inteligência. Não por moral, mas por lucidez: nunca sabemos o peso que o outro está tentando equilibrar.
Akira Nozomu costumava encerrar seus pensamentos com uma frase simples, que resume tudo o que nunca foi oficialmente estudado, mas sempre foi profundamente humano:
“Viver é caminhar em harmonia com o que muda, respeitar o que cresce em silêncio e tratar as pessoas como quem pisa descalço na própria alma.”
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Elegante? Talvez...
Choose
wine and truth
water and trust
Just another glass to see through. The liquid is followed by the truth.
Wine and water are the same...
A fine, nice, spicy glass of wine.
This is my poetry.
O dia começa.
A vida segue, rumo, destino, lugar ou pessoa...
Bom dia.