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Adoro o jeito que ela faz eu me sentir, como se tudo fosse possível, como… sei lá! Como se a vida valesse a pena.
500 dias com ela. (via fingid-a)
Não tem jeito, por mais que eu tente fugir eu sempre acabo voltando em você. É como se você fosse um imã, e eu estivesse ligada de alguma forma extraordinariamente estranha. Já tentei xingar, maltratar e até mesmo te ignorar, só que a saudade acaba apertando e é por você que eu vou procurar, e eu odeio essa coisa de me sentir dependente de alguém. Odeio ter que precisar de um sorriso para o meu poder florescer, parece uma coisa tão clichê, mas quando a gente sente, percebemos que o clichê sempre fez sentido e tem ao menos um pingo de verdade. Fica meio que nostálgico, falar sempre as mesmas frases, mas é que a realidade exige que eu use esse tipo de linguagem, pois ainda não descobri outra forma de falar de amor, sem ligar este a nome á necessidade. Quando você está apaixonado, você não tem controle das suas emoções e muito menos daquilo que sentes. Nada impede que a sua imaginação crie expectativas e talvez até cenas de coisas que nunca irão acontecer. Você fica analisando detalhe por detalhe, muitas das vezes desacredita que aquilo tudo seja verdade e quem está sentindo tudo aquilo tão profundo é apenas você e não o outro. E isso desencadeia diversas sensações, de desamor, de que talvez você não mereça ser amado e que não seja suficiente para ninguém. Coisa tola, mas que te machuca e lhe faz chorar. Você se deixa iludir por palavras, porque o amor te cega. Você cria o mundo em cima de uma base que não é sólida e que tende a se deslocar em um tempo muito próximo e inesperado. Mulher ás vezes é muito boba, se deixa acreditar em tudo o que escuta, por qualquer jura de amor eterno. Só que ela também sabe iludir, sabe machucar e se quiser faz isso cada vez pior. Homem se faz de machão, de fortão e de dono da relação, só que não passa de um garoto indefeso, dependente daquilo que sente, e tem medo de assumir. Isso é covardia. Não pretendo generalizar e nem quero que isso seja como uma ofensa, mas é que as coisas precisam ser expostas, para cada vez mais a decepção diminuir e ser menos dolorosa. Mulher é bicho doido, bem que dizem. Começa com uma coisa na cabeça e termina falando de outra. E o amor faz tudo isso piorar. A gente escuta uma música que define aquilo que a gente tá vivendo e chora. Se ligue, a música não vai resolver a sua situação. A forma que você demonstra não define se ela é verdadeira ou falsa, não se encaixe nos rótulos, ame e demonstre da sua maneira, o resto que se exploda. Sabe, ele mexe com o meu psicológico e me deixa assim, meia que sem sentido e sabe do que mais? Eu adoro isso nele, o que ele faz comigo, ninguém mais faz. Passaram várias palavras na minha cabeça, só que na hora de expô-las, ficaram sem sentido. O que fazer? Ah, vai sem sentindo mesmo. Nunca fui de fazer concordâncias como minha vida, porque haveria de fazer com um texto. Falamos dos assuntos mais loucos, das possibilidades mais impossíveis que possam existir, das coisas mais inóspitas e achamos normal. Que bestagem que o ser humano se tornou. Somos incompreensíveis, porque não nos deixamos compreender. Vai lá e fala tudo o que você tá pensando, quero ver não te compreenderem, tolice. Fala que o mundo não te vê, mas se esconde e ainda quer reclamar. Fala que ninguém quer ser seu amigo, mas quem sabe se você abaixar o pouquinho o nariz você consegue ver quem está embaixo só esperando pelo teu olhar. Diz que ninguém se importa contigo, mas quando precisam de ajuda, és o primeiro a falar que tá ocupado e que o compromisso não dá pra adiar. Então fala que ama e protege, senão ai mesmo que tu vai perder tá ligado? Viu amor no que você me transformou? Seu amor me deixou mais confusa do que eu já era. Mas se eu não disser como irão adivinhar o que eu penso? Esquece que um texto precisa ter sentido, e saí por aí falando abobrinha como eu fiz, quem sabe assim você não se expressa completamente? Comigo deu certo.
Pô amor, peraí. Nem eu mesmo entendi. (via compositore)
A ultima luz fraquejada do velame se apagou. A escuridão é tudo o que me resta, o que me cerca, o que sona os galanteios ardentes em mim, que desenhei em minha pele, aprofundando os cortes na carne, pra que os tormentos que me fitam ficassem mais rasos. Minhas artérias estão esgotadas, não há mais estirpe bombeando minhas veias pálidas. Não há mais melodia nas falas, nem sossego ao procurar o sono. Desafinou-se o ultimo sussurro de angústia dado, pois nem mesmo minha voz responde ao meu desespero refreado. Os despertares me abraçam serenos, abrem meus olhos e rasgam-me a alma em amargura. Veludo são as foices que me trancam nessa escuridão de pesadelos. No pouco de luz que me alcança, vindo do lado de fora, brilha as gotas que meu olhar desata, por já não ter força, nem vontade de lutar para reter todo esse peso de culpa. Na poça de sangue no chão eu me vejo vagamente, de imagem confusa, afogado no sangue que meus pulsos lacrimejam aos poucos, lentamente, agonizando os últimos segundos de inferno latente, últimos suspiros de aflição a entupir meus pulmões de pressa de que tudo isso acabe de uma vez, que as luzes se estiquem ao fechar dos olhos, e que as dores parem de responder ao meu chamado de socorro lúgubre. Ninguém me ouve gritar! Ninguém nunca notou meus suicídios escondidos atrás de um sorriso mascarado, e não é agora que sentiriam minha ausência. As gotas ainda caem, cálidas, e quebram-se ao tocar a frieza do chão desenhado. Já não existe volta, nem tempo pra arrepender-me. Desejei tanto os raios de sol durante minha vida escura… que chegou. Chegou a luz, as asas, e a vontade de voar. Chegou a liberdade, e ao acutilar meus pulsos, me senti livre, solto, sem o fardo da vida pra carregar. Minha morte proposital, não foi para curar-me os arranhões da alma… mas eu estava cansado de me acovardar diante das dores rotineiras que pareciam ser eternas pra mim. O sangue coagula, já rubro. As ultimas notas gotejam, já frias, compondo o cântico de quem sempre viveu de silêncio. As cortinas balançam com o vento que parece me apoiar no feito, a porta está trancada, e o lençol da cama arrumado. Não quero que pensem que tomei meu rumo de improviso, sem pensar pra onde estava indo. Decidi na plenitude do meu livre arbítrio! No resumo das minhas fissuras de de viver. E então, no desfecho das páginas em branco, pude sorrir. Um sorriso de canto, e talvez o único verdadeiro, nesse tempo todo de pranto. Sorri, antes da ultima gota cair, antes da noite findar, antes que o tempo acabasse, e eu nunca mais pudesse deixar de chorar.
Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)
Você já chorou tanto, que ficou difícil respirar?
Estraguei tudo, de novo. Desculpa, tá? É que eu tenho essa mania estúpida de destruir tudo aquilo que eu mais preciso. Você é uma pessoa incrível, se eu andasse, sei lá, infinitos quilômetros, eu não acharia alguém como você. Definitivamente o problema sou eu, não você. Eu que teimo em acreditar que não mereço pessoa nenhuma, que nasci pra ser sozinha e bla bla bla. Aí lá pra meia noite eu sinto sua falta e penso em te ligar. Te ligar e dizer que me perdoa, que eu não sou sempre assim, que as vezes eu amo as pessoas do jeito normal (aquele jeito que a gente fica do lado da pessoa e não abandona nunca). Mas de repente ouvir sua voz é o mesmo que me atirar de novo no mesmo labirinto imbecil em que eu volto a precisar de você e querer a todo instante que a gente dê certo. Então eu não te ligo. Eu não vou atrás. E me contento em saber que com certeza você vai achar alguém melhor. Porque todo mundo sempre acha. Mas eu não, eu fico aqui vivendo de sub-amores, na esperança de algum deles compensar a falta que você faz.
Cibele Sena. (via souimperfeita)