Varinha: Madeira de álamo, fibra de coração de dragão, de 30 centímetros e semi-flexível.
Clubes ou quadribol: Participa como artilheira no time de quadribol da Lufa-Lufa e nunca perde uma aula do Clube de Duelos.
Bicho de Estimação: Uma gata da raça Savannah com olhos de cor cinza, chamada Mirene.
Espelho de Ojesed: Seus pais se arrependerem de suas atitudes, para enfim tornarem-se bons ou no mínimo se importarem com algo que acontece fora do mundo deles.
Boggart: Sapphira sempre desprezou como seus familiares tratava os outros, tendo um grande medo de agir igual a eles em algum momento de sua vida.
Segredo mais profundo: Aos 11 anos, a criança acabou escutando por curiosidade a conversa de seus pais, dando a entender que eles eram ex-comensais da morte que mataram muitos bruxos, porém acabaram incriminando outros, então escapando da prisão de Azkaban.
Karma Kirchner e Eduardo Frazier se casaram após descobrirem da gravidez inesperada, ambos conviviam por anos porém a criança veio como uma obrigação, fazendo que eles não pensasse muito em um motivo para comemoração. Sapphira nasceu prematura no dia dez de julho, e seu nome foi dado em homenagem a vó materna que morreu dois anos antes do nascimento. Sempre teve noção de que era uma bruxa, e na cabeça de todos, se acabasse seguindo os passos de seus pais, seria uma poderosa mulher, independente e astuta. A família de linhagem sonserina quase perfeita, ao longo do crescimento da morena, praticamente obrigavam-a a agir do modo deles, porém por ser criança ignorava os pensamentos dos mais velhos e vivia do jeito que podia se divertir, mesmo com os pais rigorosos e sua infância solitária sempre arranjava um jeito de brincar com suas coisas ou de sua família.
Por nunca ter tido acesso direto aos trouxas, Sapphira guardava uma grande curiosidade de como viviam, sem nunca hesitar em fugir quando via alternativas. Sua curiosidade a fazia invadir escolas normais de sua cidade na hora do recreio, com uma facilidade que só ela parecia ter, e sempre conversava com as outras crianças, participando até mesmo de algumas culturas. Porém em uma das saídas, acabou sendo descoberta pela sua avó, que não demorou para apedrejar a criança com um linguajar chulo e desde então, na sua infância, começou a ver aquilo como pecado. Bruxos e trouxas começaram a ser considerados de outra classe, uma classe que não poderia ser misturada, e que quando isso acontecia algo ruim sobraria para a Sapphira, logo decidiu não fugir mais da sua casa, antes que sua avó contasse para seus pais. Sabia que a velha estava pegando leve consigo, seus pais a bateriam e a castigaria, apesar da raiva que sentiu de sua avó, meses depois conseguia ver o quão agradecida estava desse ato.
O motivo disso acontecer fora simples: Apesar de viver só em casa, sempre arranjava um jeito de saber do mundo trouxa, sem ter que só se basear no que acontecia com as visitas de bruxos que seus pais recebiam. O casal tinha um computador dentro de seus quartos, um computador comum que quase nunca era utilizado, Sapphira o usava para escutar música, ver filmes, saber notícias da economia ou acidentes, família que se reencontrou e coisas do gênero. Sempre visitava o local em um certo horário, porém enquanto esperava o computador desligar em um desses dias, seus pais acabaram chegando mais cedo e com toda a gritaria não conseguiram perceber o barulho que a criança fazia ao tentar se esconder. Soltavam os podres da família como se todos na casa soubessem disso, afinal, tirando Sapphira, todos sabiam. E para sua sorte, tal acontecimento foi poucas semanas antes de finalmente ir para Hogwarts. Talvez se fosse conhecimento de seus pais, um grande azar para uma desgraça que aconteceria em sua família.
Estava feliz por não precisar mais de encarar sua família depois de ter comprado suas coisas para estudar em Hogwarts, ficou tão feliz pela varinha ter te escolhido e não acabar sendo obrigada a usar uma de seus pais, que nem se importou nos mínimos detalhes de quão preciosa aquela varinha era para um futuro grande duelista. Assim que deu tchau ao seus pais, sentiu como se um peso tivesse saído de suas costas, porém no caminho não conseguiu parar de pensar como se tornar como um deles seria algo desagradável para sua vida, e talvez fora por isso que Lufa-Lufa acabou sendo a escolha do chapéu seletor, que de inicio parecia bastante confuso por conta da família da garota. Sentiu-se acolhida pelos lufanos, porém minutos depois das apresentações, sabia o quão dificil teria de ser encarar os seus pais. Para os sonserinos de sua família, a casa Lufa-Lufa era apenas de perdedores, os que não são merecedores de poder ou cargo alto. Se algum momento pensou em ser rebelde, aquela seria a ação que realmente deixaria seus pais loucos.
Apesar de tudo, na casa que estava se sentia bem, gostava da personalidade de seus colegas. Porém sempre que possível evitava os sonserinos na escola, sabia o quão falavam mal de sua pessoa e até mesmo de sua família por serem capazes de criar um lufano. No clube de Duelos, foi crescendo na escola como uma das melhores, e tinha que agradecer a sua varinha por isso, apesar de ter teimosa em alguns instantes, elas tinham criado um vinculo que muitos teriam inveja. Seus pais nunca conversaram com a garota direito depois de tal acontecimento, e em reuniões de família todos pareciam criar um certo desprezo pela menina. E assim que iniciou a ser rebelde em casa, fazendo transformações que seus pais não aceitariam apenas para ganhar atenção, mesmo que por ali, fosse para o mal dela que dificilmente era visto na escola.
Hogwarts acabou se tornando a melhor parte do seu ano, podendo ser si mesma, e apenas de todo o desprezo que ainda recebia de alguns, se via feliz naquele lugar, com amigos que considerava família.