Me expulsaram da cozinha. O que eu faço da vida agora?
Por que? Você vive lá ou algo parecido?

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Me expulsaram da cozinha. O que eu faço da vida agora?
Por que? Você vive lá ou algo parecido?
@Ana&Ben
Ben entrou o mais rápido que pôde nas masmorras. Ao passar por elas, antes de cruzar a entrada para seu dormitório, viu monitores murmurando feitiços pelos quatro cantos da Sala Comunal. Já havia gente no hall de quartos, fazendo o mesmo e durante algum tempo, diante da porta de seu próprio quarto, ele e outro colega demoraram-se um pouco com “Evanesco”. Por imaginar que não era uma boa ideia deixar Anastasia esperando, o garoto pediu licença em seu afazer e entrou. Continuava com seus sapatos, o que coçava e incomodava como o inferno. Ainda assim, era melhor continuar com eles por ali, do que sem eles. Indo até seu guarda-roupas, mesmo que não fosse o mais aconselhável para se dormir, tomando entre seus dedos, ainda na pequena mochila que havia separado - já que não havia vindo de casa nas últimas férias, então estava com uma bagagem a mais -, havia um ou outro moletom, três cuecas e dois jeans. Por conta do feitiço indetectável de extensão, havia seus óculos de grau lá dentro também, uma escova de dentes, perfumes, pasta e o que sobrara de seu shampoo e cremes das férias. Aquilo parecia ser o suficiente, afinal.
Entretanto, era claro que ele não revirou todas essas peças ali na hora. Nem com as próprias mãos. Como havia ganhado de uma mestiça, procurou por um par de luvas. Aquelas coisas trouxas com material revestido e barulhento. Mas bem úteis, na hora. Depois de finalmente pegar o que julgava ser necessário, foi até o banheiro. Parecia o inferno. Havia muito, muito pó branco no chão, o que fez Benjamin praticamente pisar como se estivesse em um campo minado, até pegar algumas toalhas brancas sobre o armário do banheiro. Estavam sujas também, mas “Ventus” e “Evanesco”, nas quatro, conseguiram dar em um resultado bom. Depois disso, ele só lavou a luva que havia usado para abrir a porta e então tomou as toalhas brancas entre os dedos. Ao passar pela saída de novo, disse aos colegas que assim que terminasse o banho, voltaria para ajudar. Obteve confirmações em meio a resmungos. Vigiou então todo seu caminho até o local combinado com a amiga, porque imaginava que poderiam existir mais engraçadinhos. Quando finalmente chegou, deixou as coisas ao alcance de uma área de banho e aproximou-se da amiga, livrando-se dos sapatos de novo, aliviando-se bastante por conta disso. – Sim. Desculpe a demora. – Anunciou-se. – Eu estava tentando dar um jeito no que conseguia. Trouxe as nossas coisas e consegui limpar algumas toalhas. – Maneou a cabeça. Realmente, depois daquilo, Annie teria de amá-lo pelo resto de sua vida.
Anastasia deu um sorriso fraco ao ver o amigo novamente. Ben era uma das unicas pessoas que conseguia provocar alguma expressão no rosto da morena que não fosse hostil. Era um fato engraçado, e também um dos grandes motivos para alguns alunos comentarem as vezes sobre o relacionamento dos dois. Mesmo que sentisse um enorme afeto pelo garoto, nunca conseguiria pensar nele de qualquer outra maneira diferente da amizade. Na verdade, duvidava que um dia fosse conseguir amar alguém, quem quer que fosse. A única pessoa que tinha amado de verdade em sua vida era sua mãe, que a traiu, mentindo sobre a vida de Ana durante quatorze anos. Depois disso, ela nunca mais conseguiu confiar totalmente em ninguém, nunca conseguiu amar outra pessoa. Decidiu que pensar no assunto naquele momento só a deixaria frustrada, então voltou sua atenção ao menino. – Nah, tudo bem. Eu estava muito ocupada para notar – Respondeu, apontando para as suas roupas molhadas na pia. Já tinha conseguido limpar boa parte das peças, mas, mesmo que colocasse um feitiço ali, elas não secariam instantaneamente. – Oh! Que bom, pelo menos algumas coisas foram salvas. Eu nem acredito que fizeram isso conosco – Confessou, apoiando seus dois braços na pia, abaixando a cabeça em seguida. Anastasia se importava muito com a sua casa, e ver o Salão Comunal daquela maneira havia a deixado furiosa. O que ela esperava de verdade é ter sua vingança, como era merecido. – Bom... podemos falar nisso depois. Eu já preparei a água para nos limparmos – Disse, apontando para a banheira que ficava no banheiro. Antes de vir para o local, a morena havia passado em seu quarto e pego alguns sais de banho que tinha, e como estavam dentro de uma gaveta, não estavam prejudicados. Pegou eles, e, com cuidado, os despejou dentro da água. Não demorou muito tempo, mas logo a espuma começou a se formar. A melhor coisa da magia era que, muitas vezes, a comodidade era maior do que no mundo trouxa. Não olhou para Ben antes de tirar suas roupas sujas, que estavam por cima de sua roupa de banho. Mesmo que não estivesse olhando para o moreno, Ana estava virada de frente para ele, já que não seria muito agradável se ele a olhasse de costas. A verdade é que, devido ao abuso físico que sofrera em sua infância, possuía algumas cicatrizes nas costas e na cintura, que, infelizmente, eram visíveis de qualquer ângulo. Não gostava de comentar sobre o assunto, e por isso esperava que Ben não notasse-as. – Você não vai entrar? – Perguntou a ele, enquanto colocava seu pé na água para testar a temperatura. Estava morna, não quente o bastante para deixar alguém com calor, mas numa temperatura totalmente agradável. Antes de entrar na banheira, grande o bastante para caber cerca de quatro pessoas lá dentro, prendeu seu cabelo ondulado, deixando-o em um coque mal feito.
ANASTASIA DRONAN: personality (3/??)
Mas você é uma garotinha. Tem meio metro de altura. - Gargalhou. Dorian não tinha realmente perseguição, ele sabia quando tinha feito algo errado e só ficava aflito quando tinha certeza que a diretora desconfiaria. Não se importava de ficar de detenção, mas odiava perder seus treinos. - Pena? De lufanos? Esse ano eu quero mesmo que eles se explodam. Sabe aquela raiva que sonserinos tem de nós? Então, é assim que me sinto.
Sendo uma garota da Sonserina, devo dizer que sei muito bem. E, ei! Isso é uma calúnia! Minha altura não me impede de fazer nada. Para a sua informação, você está olhando para a mais nova rebatedora da Sonserina. Toma essa, Augustus Dorian Evans. - Disse o nome completo do menino, apenas para provocá-lo - Espero que eu possa te dar umas pancadas no campo enquanto você está buscando o adorável pomo de ouro. Vai ser tão divertido!
Corujal: Letter to Miranda
Ana mal acreditara que finalmente tinha aceitado a proposta de entrar no time de Quadribol da Sonserina. Todos lhe falavam pra se juntar a eles como Batedora, pois era ótima para distrair pessoas e mandê-las longe de seu alvo. Também tinha uma certa habilidade na vassoura, porém não o suficiente para ser uma pegadora. Por mais que sua sua altura fosse favorável para tal posição, ela não era capaz de sair voando rapidamente por todo o campo perseguindo uma bola minúscula e rápida. Preferia ficar posição que estava naquele momento, e tinha certeza de que sairia bem. Decidiu então mandar uma carta para Miranda, uma de suas colegas da Sonserina. Ela também era do time, e era uma das que sempre incentivava a morena a participar também. Sabia que a loira ficaria muito feliz com a notícia, e decidiu zombar disso com uma carta. Era normal ver alunos trocando cartas em Hogwarts, já que, diferentemente do mundo trouxa, o castelo não tinha as modernas tecnologias de comunicação. Anastasia admitia que, mesmo achando ultrapassado, tinha um certo charme e mistério nisso de enviar cartas. Por esses motivos, seguiu até o Corujal, escolhendo uma coruja branca como sua mensageira. Antes de colocar o conteúdo dentro do envelope, decidiu ler a carta novamente. Nela, estava escrito em sua caligrafia bem trabalhada:
De: Anastasia Dronan, Sétimo Ano, Sonserina. Para: Miranda Valentini Cara Miranda, Venho por meio dessa informar que você obteve total sucesso ao me convencer a entrar no time de quadribol da Sonserina. Depois de alguns testes, acabaram me colocando como batedora. O que é maravilhoso, pois vou adorar a violência envolvida dessa posição. Principalmente se estivermos jogando contra o nosso time mais adorado, a Grifinória. Oh... Vou adorar esses jogos! Quero lhe agradecer por me convencer a ingressar no time. Tenho certeza de que não se arrependerá, ou, pelo menos, é isso o que eu espero. É algo que veremos em breve. Tenho conhecimento de que poderia lhe informar sobre essa novidade pessoalmente; entretanto, algo tão especial merecia uma entrega especial, e é por isso que escolherei uma bela coruja para te entregar. Agora, vou acabar com a brincadeira, já que cansei de escrever tão certinho. É isso, eu entrei no time! Espero que esteja feliz. Quem sabe não podemos combinar de comemorar isso no Caldeirão Furado ou no Três Vassouras? Podemos chamar todos da Sonserina: Gustave, Ben, Electra... Juntar a turma outra vez, o que me diz? Você escolhe. Afinal, temos coisas a fazer no Beco Diagonal, de qualquer maneira... você sabe o por quê, não é? De sua amiga, Anastasia.
Ao terminar de ler, a garota colocou a carta dentro do envelope e a selou. Com cuidado para não ser bicada, colocou o envelope no bico da coruja, que felizmente não parecia irritada para avançar em Ana. A direcionou para Miranda, e em poucos segundos a coruja já estava pelos céus, voando com sua carta. No fundo a morena sabia que nem todo o conteúdo da carta era verdade. A verdade é que estava no time de quadribol apenas para ninguém imaginar que ela ainda se interessava por música, porém seria bom estar com seus amigos e fazer alguma coisa divertida em grupo. Quer dizer, o que poderia ir tão mal?
Foi ótimo mesmo. Seja lá quem tenha feito isso eu admiro muito. Não sei se Basil foi atingido mas eu pagava pra ver caso tenha acontecido. Não, não tive nada a ver com a pegadinha Aninha. - Ele sorriu de canto e piscou para a garota. Mesmo que tenha feito aquilo, não gostaria de pegar uma detenção e tirar pontos de sua casas
Aninha? Me sinto uma garotinha quando você me chama assim. Mas tudo bem, beleza, pode chamar. - Disse, revirando os olhos, seguindo de um sorriso. A relação dos dois era leve, e era o que Ana mais apreciava - Você tem que parar com essa perseguição. Mesmo que eu tenha achado brilhante, deve ter sido um saco pra eles. Acho que depois que passei mal aquela noite do pó de mico, meu coração aprendeu a ter dó dos outros. ...Por um tempo.
Estive pensando… Sempre que alguém perguntar “Então, o que você fez hoje?” você só tem que olhar para o horizonte e responder “A coisa certa”. E, bem, ou você vai parecer um maniaco, ou uma pessoa muito legal que gosta de fazer a coisa certa.
....Você está usando alucinógenos?
Então tecnicamente estou certo de tudo, já que essa foi a única coisa que eu disse.
E se você continuar a me encher essas vão ser as suas últimas palavras.
Por Merlin, vocês da Grifinória sabem acabar com a minha paz de espírito.
Eu to super precisando descontar minha raiva, Ana. Vou chamar todos os sonserinos pro salão comunal pra termos uma reunião.
Eu sei, Vee, eu sei. Todos nós precisamos, na verdade. Não podemos deixar isso barato.
Vamos, então. Precisamos pensar em grupo para pensarmos com toda a nossa capacidade.
Não é muita novidade que eu esteja aprontando, Ana. Mas dessa vez a Minerva me chamou aqui porque acha mesmo que foi eu e meus amigos que fizemos a pegadinha com a Lufa-Lufa. Mesmo que eu quisesse acabar com a alegria da Basil e seus coleguinhas não acho que ela tenha que fazer acusações precipitadas. Você acha?
Você acha que essa sua carinha de anjo caído do céu me engana, é? Aquilo foi ótimo, tenho que confessar.
Então é uma acusação precipitada, afinal? Você não teve nada a ver com a pegadinha contra os lufanos?
O que estou fazendo aqui? Esperando a Minerva me chamar pra entrar na sala dela. Mas penso seriamente em dar um perdido na velha.
Andou aprontando, Dorian? Estou gostando disso.
— Eu caí em público e você riu de mim. Você é má sim.
E você é um bebezão! Vai me dizer que nunca riu de alguém que levou um tombo?
E vocês estão culpando os nerds entediantes, não sei qual deles agiram pior.
Sim, foram eles. Deixaram bem claros com aquele “G” dourado nos barris, o que foi burrice, mas não tem como esperar muito deles.
A inteligência é uma das melhores armas que se pode ter, e disso eles entendem bem. Eu não subestimo ninguém. Se bem que... Grifinória? Bombas de bosta? Devem ter fritado aquelas cabeças de vento para pensar em algo tão interessante.
Burrice até demais.
Pelo visto não foi tão fácil.
De uma coisa você está certo. Foi tudo, menos fácil.
Não quero nem saber onde foi que tu achou. Mas cadê o meu? Eles estão normais, não coçáveis?
Acredite, você não vai querer saber como eu consegui pegar. Longa história.
Estão naquele saco ali, e pelo amor de Merlin, estão todos limpos. Aqueles... urubus! Não acredito que foram tão baixos.
Primeiro, pare de correr e respire, senhorita Anastasia. Aliás, o que está fazendo aqui?
Estavam na.... na torre! Ai, preciso respirar.
Esses urubus nojentos roubaram todos os nossos sapatos, mas eu consegui achar. E eles estavam por aqui, na torre, então... Aqui estou eu. Por favor, não me diga que estou encrencada ou alguma coisa assim. Eu sou a vítima!
Você não vai revidar nada, senhorita Anastasia. Essa brincadeira, seja lá como queiram chamar, chegou ao fim. Os responsáveis vão arcar com as consequências.
Tudo bem, relaxa, Mestre. Não está mais aqui quem falou.
Mas sabe, para a vossa informação, posso até jurar que não fiz nada... pelo menos ainda. De qualquer maneira, é um tanto injusto o método que vocês desejam aplicar. Nós, alunos, deveríamos ter a chance de aprender a resolver os problemas por nós mesmos. O que eu quero dizer com isso é...Eu preciso revidar! Eu só... eu não vou aguentar. Não vou.