PANTS ‘N’ PANTIES P02

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PANTS ‘N’ PANTIES P02
REFERÊNCIAS EDIÇÃO ESPECIAL P02
O objecto para edição especial da banda Ian Dury and The Blockheads, projeta-se a ser uma caixa com diversos booklets que terão o seu design a partir das letras de cada música, incluindo dois cd’s.
Para este objecto tomou-se como referente o espólio gráfico já existente da banda, ao longo dos seus anos de existência, tomando particular atenção ao logótipo e ao single Hit Me With Your Rhythm Stick, desenhado por Barney Bubbles. Também a vasta coleção de singles lançados pela banda e a sua coerência visual (ou falta dela) com os álbuns foi um ponto de partida para a criação da identidade gráfica desta edição especial, que pretende remontar o coleccionador para o som dos anos 70 num ambiente de 2016.
EX 02 _ REFORMULAÇÃO
EX 02.2
“Design is different from art.” O gif começa por apresentar os pormenores que diferem o design da arte. Neste caso, são utilizadas duas figuras fortes, cada uma com funções muito diferentes. Por exemplo as roupas e acessórios, no Uncle Sam o chapéu tem um significado simbólico e representativo de uma nação, enquanto que na Mona Lisa, o seu vestido tem uma função decorativa. As expressões são também diferentes, o Uncle Sam olha diretamente nos olhos do observador, com intenção disso mesmo, e a Mona Lisa olha ligeiramente para o lado da “câmara”, desviando o olhar do observador. O gif pretende então mostrar alguns desses pormenores que realmente fazem a diferença entre duas peças com intenções diferentes.
PS: gif em melhor qualidade na dropbox.
CONCEITO e OBJECTO P02
O projecto tem como nome PANTS ‘N’ PANTIES e partiu junção de dois albuns da banda (o primeiro “New Boots and Panties”, 1977, e o último “Mr. Love Pants”, 1997). A ideia de associar os dois albuns no mesmo objecto veio de um excerto de uma entrevista com Mick Gallagher, membro da banda, em que este concorda com o entrevistador quando diz que os albuns em questão são so que melhor representam a banda (com Ian Dury), e que tudo o que veio no meio é apenas isso, o “inbetween”. No objecto encontram-se então 4 músicas de cada album, escolhidas a ouvido, e dois singles que de alguma forma se integram com os albuns em questão. Sex & Drugs & Rock & Roll foi parte da primeira edição do album “Mr. Love Pants” e Reasons to be cheerful é das últimas músicas da banda com Ian Dury.
New Boots and Panties!! Released: 30 September 1977 Recorded: 1977 at The Workhouse, London Label: Stiff Producer: Peter Jenner, Laurie Latham, Rick Walton
Mr. Love Pants Released: 29 June 1998 Recorded: October 1996 Label: East Central One/Ronnie Harris Records Producer: The Blockheads
O objecto é uma caixa composta por outras duas, que se desdobram e abrem em 4. Conteúdo da caixa: 2 CD’s de cada album com as 4 músicas e o single, e 10 booklets (um para cada faixa presente nos cd’s). Os booklets são uma interpretação artística e plástica das músicas através da análise da letra de cada um. O resultado é então um conjunto de peças individuais e diferente dos outras.
P01 FINAL FOTOGRAFIAS
O objecto final materializou-se numa brochura de 20x14cm que se desdobra num diagrama gráfico das vidas dos dois designers. A brochura foca-se na vida dos dois artistas e fotógrafos, e no livro “Lisboa, Cidade Triste e Alegre”, e estão presentes fotografias do livro referido ao longo do objecto.
PLANOS LAYOUT P01
PESQUISA BANDA P02
IAN DURY AND THE BLOCKHEADS
“The Blockheads are an English rock and roll band. Originally fronted by vocalist Ian Dury as Ian Dury and the Blockheads, the band has continued to perform since Dury's death in 2000. Current members include Derek Hussey (vocals), Chaz Jankel (keyboards and guitar), Norman Watt-Roy (bass), Mick Gallagher (keyboards and piano), John Turnbull (vocals and guitar) and John Roberts (drums). [...] The band are best known for their hit singles, recorded with Dury, "What a Waste", "Hit Me with Your Rhythm Stick", "Reasons to be Cheerful, Part 3" and "Sex & Drugs & Rock & Roll". [...] Dury's lyrics are a distinctive combination of lyrical poetry, word play, observation of British everyday (working-class) life, acute character sketches, and vivid, earthy sexual humour. [...] The Blockheads' sound drew from its members' diverse musical influences, which included jazz, rock and roll, funk, and reggae, and Dury's love of music hall.”
“Ian Dury was a rock and roll vagabond with the wit and intelligence of Noël Coward and Oscar Wilde. His verbal dexterity as an entertainer and a lyric writer gave the world some of its most famous phrases – ‘sex and drugs and rock and roll’ and ‘reasons to be cheerful’. He was a true Renaissance man – a talented painter, musician and actor who left behind a body of work that continues to amuse, impress and delight to this day.”
“Interviewer: Many people see ‘Mr Love Pants’, the final Blockheads album, as the natural successor to ‘New Boots and Panties’, and Ian himself described everything else “as inferior and in between.” How do you feel about that? Mick Gallagher: We all felt that too. We all felt good about ‘Mr Love Pants’. By that time Ian had been diagnosed with terminal cancer. When we had been in the studio beforehand, he was always very angsty and difficult. He always felt that he was under a lot of pressure when he was in the studio, and suddenly he had been diagnosed and we went in and did the album and he was really relaxed. It was the first album which we ever did together that he was really calm, and his performance and his delivery and they way the songs were written, everything about it was really done in a lovely place. There is a real rosy glow about that album.” (Interview with Mick Gallagher - piano and keyboards)
PESQUISA INICIAL P02
PUNK
“In the 1970s, Punk style was a reflection of the new outlook of young people in design that originated in the late 1960s in the UK and the USA and reached its peak in the second half of 1970s. It started its development as young London street style. During few years Punk has spread all over the UK, spread on clothing, hairstyles, music, environment and objects of graphic design, that has become a way of life. Punk was also a popular youth movement of the 1970s in Europe and significantly influenced the graphic design of other leading design countries. [...] Punk had a unique and complex aesthetic. It was steeped in shock value and revered what was considered ugly. The whole look of punk was designed to disturb and disrupt the happy complacency of the wider society. The punk ideology was shown by means of visual anarchy. visual aesthetics of Punk was as provocative and emotional, as well as music of this movement. ”
Bandas: Sex Pistols, The Clash, The Buzzcocks
NEW WAVE
“During the late '70s and early '80s, New Wave was a catch-all term for the music that directly followed punk rock; often, the term encompassed punk itself, as well. In retrospect, it became clear that the music following punk could be divided, more or less, into two categories -- post-punk and new wave. [...] new wave was pop music, pure and simple. It retained the fresh vigor and irreverence of punk music, as well as a fascination with electronics, style, and art. Therefore, there was a lot of stylistic diversity to new wave.”
Bands: New Order, Elvis Costello & The Attractions, Ian Dury and The Blockheads
“The music designers who emerged in the 1970s, starting with Jamie Reid, ..., enjoyed the best of both worlds. They were given considerable freedom, their work was immediately perceived as being at the leading edge of visual pop culture, yet they distanced themselves from the mundane design business. [...] As a student, Garret took a close interest in Dada and Surrealism; Brody looked to Dada, Oliver to Surrealism. In the mid-1970s, while living in Ireland, Bubbles, too, had belatedly put himself through a crash course in Cubism, Dada, Constructivism and other 20th-century art movements. [...]”
Designers: Peter Saville, Barney Bubbles, Jamie Reid
EDITORIAL P01
Eram os anos 50, Bobby Darin ecoava nos rádios e Marylin Monroe, dez anos antes de cantar os parabéns a JFK, começava a assaltar os grandes ecrãs; os carros eram da cor da roupa e as pessoas ainda sabiam dançar. Mas Portugal estava orgulhosamente só. Se viver era difícil, fazer arte era uma atividade radical, mas sabemos que o fruto proibido é o mais apetecível, o que nos faz erguer a questão: poderá ser que, numa altura em que tudo era tão limitado e controlado, a vontade de criar, de colorir fora dos riscos, fosse muito mais voraz, do que agora, quando somos livres de o fazer.
Baudrillard, fala-nos um pouco desta ideia, inversamente, no seu ensaio intitulado After the Orgy, no qual lança a seguinte questão: depois de tudo ter sido descoberto, as pessoas já lutaram, já gritaram e já se revoltaram, o mundo está nu, “the chips are down” (como refere no seu texto), a “loucura” acabou, portanto, pergunta-nos Baudrillard, o que é que vamos todos fazer depois da orgia? Expõe-se então a seguinte ideia: poderá, por vezes, a liberdade confundir-se, inconscientemente, com a imortalidade? No sentido em que quando não existe liberdade, a ansiedade por existir e fazer torna-se muito mais necessária; sensação que pode ser paralelamente também retirada de uma consciência da morte. Isto, para um artista, pode revelar-se na forma de uma necessidade de afirmação e de quebra absolutamente vitais, inerentes a este sufoco ditado pelo determinismo. Enquanto que, contraditoriamente, a liberdade poderá produzir o ócio, a sensação de que não há urgência, pois na vida ainda haverá muito tempo e muitas formas de atingirmos as nossas metas. Jorge Luís Borges, em O Aleph, diz-nos a seguinte frase: “Ser imortal é coisa sem importância. Excepto o homem, todos as criaturas o são, pois ignoram a morte”. Será, então possível, que esta falta de urgência, trazida pela liberdade, se possa metaforizar (em níveis diferentes claro), nesta ideia de Borges da ignorância da morte, ou seja, a imortalidade?
Propõe-se então uma reflexão sobre o que podemos apenas pensar e imaginar, visto que não o vivemos. Uma comparação entre esta ideia de consciência ansiosa da mortalidade que um pode ter, levando-o a viver numa constante vontade de produção e de afirmação pessoal, e o ver e fazer arte no Estado Novo.
Em Portugal, orgulhosamente só, duas pessoas caminharam sós, lado a lado. Nesta publicação, escolhemos relacionar Victor Palla com António Sena da Silva, pois a nosso ver, ambos refletiram no seu trabalho esta ansiedade intensa de viver e trabalhar, a noção de que o tempo é escasso e não espera por ninguém, resultando em duas obras de vida versáteis. Dois indivíduos, da mesma época, que viram e captaram um mesmo mundo, com as mesmas ferramentes, mas de formas tão diferentes. Num Portugal sufocado pela ditadura, em que a arte, nas suas ínfimas formas, era vista como algo limitado, Palla e Sena da Silva tentaram, de algum modo influenciar e contrariar as vontades políticas.
Por fim, escolhemos relacionar estes dois artistas não apenas pelos seus trabalhos e perspectivas, mas também pela forma algo poética como os seus percursos se cruzaram ao observar Lisboa, tão só e bonita. Duas pessoas, plenas da sufocante mortalidade com a qual foram recebidas no mundo, que tentaram encontrar maneiras de a contornar.
PESQUISA P01
VICTOR PALLA
Palavras chave fotografia, arquitetura, versatilidade, humanista, incisivo
Citações
“Ah! que falta me faz o cheirinho da tinta, do petróleo e do óleo, o matraquear das máquinas, o componedor que eu gostava tanto de ler ao contrário, as letras que caíam, o chumbo e o zás-que-trás-que das linotipos, as linhas muito bonitas acabadas de fundir, a justi cação a olho, a sagrada proibição da linha partida a começar uma página, quando «compor» era uma palavra bonita e «computar» uma palavra com laivos de obscena, quando as ramas eram todo-poderosas e a medianiz mandava em nós, quando os curandéis não eram (curanquê?), mas parte da nossa linguagem, quando o compositor nos vinha gabar o que tinha, quando do patrão ao encarregado ao impressor era tudo a mesma família até chegar ao aprendiz, quando todos eram da Arte (e nunca vi o termo tão bem aplicado), quando a «estante» não era um sítio para pôr livros mas uma tábua vertical onde se punha o original a compor... Passou, passou, e pronto. Mas quando a Imprensa Nacional vendeu há anos, em saldo, a peso, chumbo que lá tinha, não resisti aos ? % ! Z. Misturei-os com algumas palavras que tinha num armário velho, arranjei que tudo fosse composto à mão, e saíram-me estas brincadeiras…”
Victor Palla em texto enviado a António Sena da Silva como dedicatória dos Epigramas e Provérbios, 1984
“Figura interventiva e referencial no panorama cultural da época, os seus primeiros desenhos e enquadramentos fotográficos evidenciam uma proximidade às enunciações da crítica neo-realista. Atribui protagonismo à simplicidade das manifestações quotidianas e familiares das gentes com quem, na rua, se cruza e encontra. São esses intervalos que fixa em inúmeros instantâneos desenhados, inventariando, em forma de exercício informal, a Lisboa da época. As suas primeiras experiências como assistente do pai, caracterizador de teatro e fotógrafo amador, derivaram num entendimento da fotografia como um meio auxiliar às diferentes disciplinas. Victor Palla nunca se considerou fotógrafo, mas a história determinou a sobrevalorização dessa atividade relativamente às restantes, nomeadamente à de Arquitecto, que o próprio assumiu como canalizadora de todos os outros interesses.
[...] Contrariando a formulação da imagem fotográfica no contexto do Estado Novo do pós-guerra, cujo programa celebratório, estereotipado e propagandístico esvaziou a cidade da possibilidade da representação das suas dinâmicas sociais profundas, Victor Palla, agora em conjunto com o também arquitecto Costa Martins, desenvolvem, autofinanciados, um poema gráfico exemplar de uma paradigmática ruptura e de um moderno entendimento da cidade e da possibilidade da sua nova representação imagética, simultaneamente plástica e informativa.”
http://www.artecapital.net/opiniao-22-ligia-afonso-victor-palla-1922-2006-
EX 02.1
No exercício 02.1, foi requerido um cartaz (ou uma mini-série, máx. 4) que representasse, através de figuras retóricas visual-verbal, o tópico escolhido DESIGN ≠ ART. Partindo então de algumas referências, decidi-me por exibir o contraste entre o design e a arte através deste efeito carta. A análise do cartaz realiza-se em dois momentos. Um primeiro em que se transmite a ideia de unidade, de homogeneidade, e um segundo, mais profundo, momento, em que se analisam as características diferentes das duas partes do cartaz.
EX 01.2
Nesta fase do exercício 01, foi pedida a realização de um cartaz A2 desdobrável que apresente o manifesto sorteado inicialmente. Na frente é apresentado o titulo do manifesto, trabalhando o lettering. Mantendo a ideia de “ter mais olhos que barriga”, da gula, referido na fase anterior, fui buscar a ideia da “fast food” e do consumismo fácil, mantendo uma estrutura similar a fase anterior, no entanto, mais “suja”. No verso apresenta-se de forma mais organizada, o conteúdo do manifesto, com um texto introdutório a Saville.
PESQUISA EX 02
“Design is different from art”. É por este tópico do texto de Chris Pullman que o meu exercicio 2 se vai desenvolver. O design e a arte são diferentes no sentido em que são realizados em contextos diferentes, para públicos diferentes com objectivos diferentes, apesar de poderem existir semelhanças. Partindo desta ideia, a pesquisa realizada tenta mostrar exemplos para explicar coisas diferentes, mas que têm alguns pontos (de partida) em comum.
EX 01.1
Para a primeira fase do exercício 1, foi solicitada a criação de 3 cartazes tipográficos cada um com as suas restrições, em que o texto é uma expressão de um manifesto que nos foi sorteado. A frase apresentada é do Manifesto #01, de Peter Saville, presente na revista ICON EYE em 2007. Brinquei com as as variações de corpo e peso tendo em mente a ideia “não tenhas mais olhos que barriga”, pois é principalmente isso que a frase me transmite, e que considero que Saville tentou explicar no âmbito do mundo do design.
PESQUISA EX 01
Peter Saville, designer gráfico britânico, escreveu o Manifesto #01 – Be careful what you wish for, que faz parte de um conjunto de 50 manifestos de designers e arquitectos da revista Icon Eye em 2007, ilustrando as suas diferenças. Neste manifesto, depois de uma pequena introdução, o designer apresenta 8 tópicos relacionados com o design, nomeadamente o facto de este estar demasiado influenciado pelas empresas e pelo consumismo, e, por isso mesmo, ter vindo a perder a sua essência, apelando aos designer que encontrei valor nas suas obras; faz também uma comparação rápida entre o design e as drogas, dando no fim um ponto mais pessoal.
Saville é um dos mais célebre designers de capas de disco. Embora muitos dos seus trabalhos sejam o resultado de colaborações, em todos eles existe um raro grau de rigor, coerência e um desejo contínuo de experimentar.
“Probably most noted for his record and album cover designs for Factory Records, Peter Saville was a designer whose career spanned several decades. His early work, in the late 1970s and early 80s, included album covers for several bands on the Factory Records label, but the ones that achieved the highest level of fame were for New Order and Joy Division. The bands that really brought the record label into the spotlight, Saville designed the covers for many of the two groups albums between the years of 1979 and 2005.” (http://www.designishistory.com/1980/peter-saville/)