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O instinto de sobrevivência, outrora trabalhado pelo progenitor apenas como uma vã ocupação, agora se fazia indispensável em cada parte dos dias anômalos; Os conhecimentos não só vinham em um proporcionar da conservação própria, mas também num assegurar da defesa aos terrenos que conquistava sem a interferência dos mortos. Postava-se, então, em um de tais momentos onde o utilizar de hostilidade provavelmente se faria como fator definitivo para manter segura a residência que havia encontrando na companhia do irmão mais velho. Até mesmo seu caminhar era reproduzido em silêncio por entre os corredores da casa que não lhe pertencia, até a fonte do barulho que indicava não mais estar sozinho - e, em igual modo, os dias adversos haviam lhe ensinado que os vivos também poderiam significar ameaças mordazes.
Não reconhecendo a voz que soava abafada por trás da porta, Abel manteve-se meio oculto por entre as sombras proporcionadas pela parede do corredor que se encontrava, pronto para agir quando necessário. A flecha que carregava consigo, em conjunto com as demais, não tardou em ser engajada ao arco que faria o restante do trabalho; A corda fez-se tensa e a ponta afiada foi mirada na figura que ainda se fazia disforme contra a luz do dia, em contraste com a penumbra da residência. ‘ No one goes in. ’ Disse com firmeza, então, anunciando a própria presença ao sair de seu parcial esconder - a guarda não vindo a baixar em momento algum. O correr da terceira parte presente não foi para si uma surpresa ante o próprio avançar em passos cuidadosos, mas o realizar da identidade daquele que havia ficado imóvel, sim, viera a arrancar um breve espanto do Dashwood. ‘ … Saint? ’
“ Hi, Abel. ” — O susto fez-se sintetizado de maneira imediata pelo Schreiber que, poucos instantes após obter êxito em abrir a tão frágil porta, foi acometido subitamente pela visão tétrica da ponta sólida da afiada flecha se encontrava posicionada em sua direção, apenas singular movimento o separando de uma morte certa. O tencionar de todos os músculos fez-se inevitável, assim como o aperta das mãos em punhos, e a respiração só retornou ao recomendado após alguns segundos a confirmação de que ainda se encontrava, de fato, vivo e sem qualquer injúria. A prévia companhia, então, logo se esvaiu em virtude do próprio medo, Saint, atordoado demais para tentar segui-la, apenas esperando o findar pleno de sua sobrevivência. Ao finalmente sentir-se menos abalado com toda a situação, às escuras íris se direcionaram para a figura que agora jazia como seu possível algoz, logo reconhecendo as feições que se mostravam tão familiares e agradáveis aos olhos, tendo uma dupla de irmãos vinculados a tais traços; Entretanto, apenas um nome se fazia presente em sua mente. “ What there’s left of him, I guess. ” — A voz emitida mais baixa que o normal, quase nula.
O relaxar deu-se de forma vagarosa, Saint pouco se permitindo fitar os esverdeados olhos alheios enquanto tentava se recuperar parcamente atingido pelo constrangimento de reencontrá-lo em tão adversa circunstância. “ Please don’t shoot me. ” — Mesmo que não acreditasse numa investida final do maior contra si, as palavras se fizeram aditivas, de modo que verbalizava seu desejo pela sobrevivência, disposto a abandonar o local se assim fosse o desejo do Dashwood. “ I’ll go away if you want, don’t worry. ” — Um novo temor se apoderou do cerne do Jordan que se fazia certo da impossibilidade de encontrar outro local minimamente habitável, respirando fundo em prol da manutenção de uma aparente calmaria que em nada se fazia verdadeira. Visivelmente menos tendo, o notar da dor que irradiava de suas mãos fez-se notável, a fina pele quase transpassada pelas unhas, Saint até mesmo capaz de perceber o sangue que agora insistia em escorrer por seus dígitos, no entanto, escondendo as mãos rapidamente. “ Are you... Are you okay? ” — A questão erguida sem o consentimento do menor que se via devidamente preocupado com o estado do opositor, incerto se o Dashwood encontrava-se pleno ou até mesmo sozinho.
“ This should be so easy? ” — A facilidade com a qual conseguira abrir a tão desgastada porta se fazia alarmante, o som advindo da força empregada no ato sendo quase o suficiente para atrair a atenção não desejada daqueles que já foram seus semelhantes. “ Sorry? ” — Apesar de não ser detentor de uma gama de habilidades consideradas úteis para os tempos que vivia, o Schreiber não era refém de uma completa inutilidade, sendo sua sobrevivência, em meio a série de tão violentas e constantes mortes, uma das maiores provas disso. Até então, contudo, as tentativas de encontrar um abrigo adequado se faziam, em suma, frustradas; ora que uma grande parte das residências já havia sido tomada pelas tão famintas criaturas ou não possuía qualquer condição de habitação, algo que minava as esperanças do Jordan. As buscas logo começaram se tornar exaustivas e menos exigentes, o moreno até mesmo se arriscando em lugares não tão seguros em prol de obter sucesso em sua busca. “ So... Who goes first? ” —
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Inusual era a ânsia de manter sob a própria proteção um alguém com o qual não partilhava de laços familiares; Em trejeitos silenciosos, o mais novo dos Dashwood via-se envolto em pensamentos apreensivos, esses unicamente voltados à figura que há alguns poucos dias conhecera. Saint Jordan, ao seus veres, fazia-se como um alguém em absoluto pouco preparo para enfrentar as mudanças drásticas que ditavam o rumo da pequena cidade - e a perspectiva do perecimento do mais jovem era, por alguma razão, incomoda a Abel. Fora justamente tal a razão que levara o mais alto a procurar o opositor, ainda que em âmbitos discretos; Caso fosse questionado, não entregaria os próprios objetivos e proveria uma desculpa em prol de ser deixado em paz com os próprios atos que não lhe eram de inteiro compreender.
Acometido pela sorte, Abel não levou mais do que uma hora até ter em seu campo de visão a figura que já conhecia - ainda que só o houvesse observado uma única vez, em uma situação turbulenta e envolta por aflições ao não conseguir auxiliar Saint em encontrar o único parente do qual dependia em Savannah. Aproximou-se em um silêncio característico, tentando não ouvir as palavras na voz suave ao telefone; O cunho pessoal fazia-o sentir quase como um intruso em toda a cena e, por alguns instantes, Dashwood até mesmo considerou a ideia de retornar por todo o caminho outrora feito sem expor ao outro sua presença.
Todavia, antes que pudesse retirar-se, as palavras dirigidas a si o fizeram desistir de qualquer pensamento semelhante; A atenção voltou-se à figura do mais jovem, e Abel deixou-se crispar levemente os lábios em trejeitos levemente inquietos. ‘ Não foi patético. ’ Respondeu, dando levemente de ombros em simultaneidade, antes de prosseguir - sendo absolutamente genuíno em cada uma das próprias palavras. ‘ You’re trying to contact your family, there’s nothing pathetic about it. Especially in these situations. ’ O sorriso oferecido à Jordan fez-se em suavidade, quase imperceptível por entre os traços de Dashwood. ‘ Enfim… Eu só vim ver como você está lidando com tudo isso. You didn’t look well last time I saw you. ’
Mesmo sua estádia na pacata cidade se dar, até o presente momento, por um período curto, as desventuras pareciam lhe acompanhar de forma que nem mesmo a tranquilidade aparente de Savannah era o suficiente para abstê-lo das adversidades que se faziam tão presentes em sua jornada. Jordan acreditava que o pai o havia mandado para a cidade natal em virtude da suposta segurança que o local oferecia, já que as ruas de Nova York, sua antiga morada, estavam tomadas não só pelas criaturas andantes desfalecidas e canibais, mas também por forças militares que não hesitavam utilizar de força bruta para dispersar o caos das multidões e obter ordem. Contudo, o plano do progenitor agora se mostrava extremamente falso, uma vez que a placidez parecia ter abandonado as terras nas quais estava agora, sendo o pandemônio algo quase inevitável. Havia a possibilidade de, em breve, a cidade ser tomada, assim como acontecera com a grande metrópole.
De certo modo, o incomodo inicial que o Schreiber tinha por estar tão longe do pai esvaiu-se, dando lugar para uma preocupação inerente com o estado do tio, que se encontrava sumido desde a chegada de Jordan ao local. Assim que chegara em solo, seu primeiro instinto fora procurar o consanguíneo, o único parente que ainda residia na cidade. Todavia, tal encargo se tornou impossível em virtude do sumiço do mesmo. Ademais, os planos de Jordan foram drasticamente mudados quando quase teve seu primeiro contato com um vivente morbígero, testemunhando sua morte definitiva pelas mãos — ou melhor, flecha — de alguém que tinha certeza ter esquecido em seu passado. Era uma coincidência cruel que fosse justo Abel Dashwood a livrá-lo de uma possível morte em agonia, uma piada cósmica que o fez se deparar precisamente com um dos grandes motivos de sua partida.
Estava agradecido, isso era fato. Jordan e Abel não tinham grandes laços afetivos, sendo uma breve experiência infantil talvez sua grande única ligação, porém, o mais velho prontamente pôs-se disponível para auxiliá-lo na busca pelo relativo desaparecido, livrando-o não só do padecimento enquanto tentava ser altruísta com alguém já condenado, mas também se oferecendo para acompanhá-lo, algo que, de forma inegável, despertou uma parcela do sentimento que tanto jazia adormecido dentro de si, uma fagulha que tanto fora condenada pelo pai quando chegou a seu conhecimento. Ainda infante fora ensinado a reprimir e não sentir, poupar-se da vergonha que acarretaria tal revelação, preferindo acatar as ordens do pai sem qualquer protesto em prol de mantê-lo satisfeito.
Contudo, tal manutenção era deveras complicada quando se encontrava de frente com o Dashwood que aparentava não só estar devidamente preocupado com o estado do menor, mas também lhe oferecia palavras de consolo, algo com que o Schreiber não estava acostumado. ❛ — Você não achou? As vezes eu acho que ele me ignora justamente em virtude disso. — ❜ Sabia que não era esse o exato motivo, entretanto, naquele momento, torcia para a falta de resposta fosse advinda daquele pensamento do progenitor, escolhendo ignorar o filho. ❛ — What a beautiful family I have. — ❜ A voz meramente se fazia audível para o semelhante, as palavras ditas mais para si do que para a companhia. ❛ — Quero dizer, é por isso que ele não me responde. Exatamente por isso. — ❜ Não queria admitir que havia possibilidade do pai ter sido contaminado ou algo tivesse lhe ocorrido.
Com a verbalização da dúvida acerca de sua atual condição, não pode conter o breve e singelo sorriso que se estendia por seu rosto, suavizando a expressão, logo apertando com força os lábios em prol de evitar qualquer atitude inadequada. ❛ — Na verdade, eu não sei direito. — ❜ Respondeu de forma sincera, incerto de que seria o suficiente para o outro, resolvendo prosseguir. ❛ — Quando eu me permito acreditar que as coisas estão melhorando, a realidade se joga na minha cara. It really sucks, man. — ❜ Não conseguia manter o olhar fixo no outro, alterando-o entre a figura tão maior, o chão e o aparelho celular que jazia sem função em sua destra. ❛ — But, what about you, Mister Dashwood? How are you? And your brother? — ❜ Indagou sem grande interesse no gêmeo do semelhante, apenas tentando desviar do verdadeiro interesse que se encontrava no bem-estar do irmão mais novo de Seth, as mãos e juntando logo em seguida, o olhar logo vacilava. ❛ — Do you know a place where we can eat something? — ❜ A pergunta foi dita em meio a um nervosismo quase notável, sendo que logo um sutil rubor se apoderou do rosto de Jordan, que se viu numa situação, até o presente momento, inédita em sua vida. ❛ — I mean ... There's nothing really edible in my uncle's house and all the places I knew probably are closed, so ... — ❜
I aim to be lionhearted, but my hands still s h a k e and my voice isn’t quite loud enough.
“Me diga que seu celular tenha sinal, por favor.” Encarou o celular preto em suas mãos, o suor estava deixando o objeto um pouco escorregadio, levou uma de suas mãos até o lado da calça para que pudesse enxugar um pouco. “Eu preciso contatar uma pessoa.” O coração da mulher acelerava a cada momento ao imaginar que sua melhor amiga poderia virar uma daquelas coisas que se via na internet.
O aparelho em suas mãos já não mais funcionava, deixando o garoto veementemente frustrado. Nem mesmo quando conseguia obter um mísero sinal recebia qualquer resposta do pai em Nova York, algo que o preocupava uma vez que apenas notícias caóticas chegavam aos seus ouvidos enquanto em Savannah. “Infelizmente não. Na verdade, ele nem mesmo está funcionando, essa porcaria.” Disse-lhe enquanto era tomado por um ato de pura fúria ao lançar o objeto contra uma parede próxima, destruindo-o. “לְחַרְבֵּן!” Xingou na língua hebraica, visivelmente irritado com toda a situação. O olhar então se voltou para a desconhecida, tornando-se mais sereno. Ela não tinha culpa de nada que o afligia no momento. “Sinto muito que você tenha visto... Isso.” Não sabia o porquê de estar se desculpando, apenas o fazendo e voltando a fitar os pedaços do que antes fora seu celular. “Hmm, essa pessoa, ela... foi levada pelos militares? Você tem alguma notícia dela?”
A angústia se fazia mais que notável nos trejeitos do jovem estudante, que não conseguia manter-se quieto enquanto aguardava uma resposta, qualquer resposta do pai. Há pouco havia chegado à Savannah e já fora protagonista de uma série de desventuras, entre elas ser atacado por uma criatura moribunda que parecia ansiar ter sua carne entre os dentes, além de não conseguir de forma alguma encontrar o tio, algo que piorava ainda mais seu estado já apreensivo. “Hey, dad... It’s me. Jordan. Your son.” A confirmação de sua identidade fazia-se necessária uma vez que não foi singular as circunstâncias em que o progenitor não o reconhecera de primeira. “É sobre o Tio Ned, seu irmão. Eu não consigo encontrá-lo. E... você não já deveria ter mandando alguém vir me buscar? I mean, I want to go home...” Estava assustado, isso era óbvio. Ir para a pequena cidade não estava em seus planos iniciais e permanecer lá não lhe parecia a mais segura das opções. Jordan respirou fundo, sabendo que aquela mensagem também viria a ser ignorada. “Não faz isso comigo, pai... I should be with you.” Não sabia dizer ao certo o que estava pedindo, ou implorando se baseado no tom de voz empregado, finalizando a chamada logo em seguida, inapto a continuar sendo rejeitado quando notou a presença de um segundo indivíduo na cena. “How pathetic was that?”
#simon being just a little bit too happy about jace’s charms not working on all the girls #look at his little smile
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Eram em tais momentos que Abel via-se em um agradecimento silencioso voltado as aulas ministradas pelo progenitor ao decorrer de sua vida; Ainda que relapso em diversos e cruciais pontos do crescer de seus filhos, Adam Dashwood nem ao menos uma vez falhara em ensiná-los os artifícios indispensáveis à uma sobrevivência turbulenta - nunca, é claro, voltando tais instruções ao apocalipse por si jamais imaginado. A caça sempre fizera parte constante no decorrer da vida do moreno, tal como o manuseio dos mais diversos tipos de arma branca que o pai viesse a colocar em suas mãos - aprender a conservar a própria vida em meio a mata deu-se como produto das longas viagens e, ali, Abel via que não se tinha muito discernimento o estar por entre árvores ou edifícios uma vez que os princípios eram quase os mesmos.
O jovem em sua companhia, todavia, parecia não dividir de tais instintos bem trabalhados - ou qualquer outra semelhança para consigo. Mesmo sem dedicar-lhe mais do que alguns ínfimos segundos em analise, era claro ao mais alto a maneira quase perdida com a qual o outro se portava - chegava a genuinamente crer que, sem sua intervenção, o desconhecido ocuparia agora o mesmo lugar repugnante dos que cambaleavam a esmo em uma contínua busca pela carne dos ainda vivos. Abel não permitia, porém, que tal pensamento se colocasse no caminho das próprias ações e elevassem seu ego ao nível do inaceitável; Não era em nada melhor que o outro, independente de ter ou não salvado-lhe a vida.
Ainda assim, o discernimento não era o sinônimo de paciência ao âmago do agora mais jovem dos Dashwood - e o olhar breve dos olhos deu-se em um movimento automático e irrestrito por sua parte, causado puramente pela pergunta que lhe fora direcionada a si. ‘ Os pedaços de cérebro na minha flecha confirmam que sim, é certeza absoluta de que ela se encontra morta. ’ Mesmo tentando conter as nuances em rispidez na própria voz, Abel teve consciência de que soara demasiadamente grosseiro; E, com isso, o lado ético de sua índole o lembrava novamente de que o mais baixo, muito provavelmente, ainda encontrava-se regido pelo nervosismo da situação em extrema adversidade. ‘ Quer olhar de novo os fragmentos pra se certificar? ’ Terminou, por fim, não contendo o pequeno amargor - e amaldiçoando-se mentalmente pelo mesmo no momento seguinte.
O pedido de desculpas encontrou seu fim antes mesmo de fazer-se audível, a confusão espalhando-se por completo pelo semblante do mais velho fronte os atos alheios que lhe fugiam o compreender. ‘ Are you… Praying for the soul of a monster? ’ Incapaz de crer em qualquer ínfima divindade - e criado em vertentes pouco voltadas a tais -, era um novo desafio para o Dashwood lidar com a situação. E fora justamente a dificuldade desnecessária que o levara a dar de ombros, dispensando com tal movimento qualquer resposta que pudesse provir do outro. ‘ E está tudo bem, não precisa se desculpar. É uma reação natural, acho, e eu deveria também ser um pouco mais… Tolerante. ’ Findou os próprios dizeres por entre um suspirar resignado, os olhos só então voltando a se fixar nos alheios alguns breves centímetros abaixo. ‘ And also, I’m just really tired so, you know… Mood change. ’ Admitiu, por fim, antes de voltar a atenção ao cadáver - o ato, todavia, não dando-se por genuíno interesse sobre a figura mórbida, mas sim pelo mesmo sentimento voltado ao ainda vivo próximo a si.
Mesmo que tivesse as urges em negação, era fato que o mais baixo havia despertado uma pequena lasca de sua atenção; A curiosidade fazia-se presente em igual tom, instigada ainda mais pelo comportar alheio tão divergente do que costumava encontrar. ‘ É difícil, mas não impossível… E, se quer mesmo saber, eu não acredito que você tenha exatamente uma grande gama de escolhas, então… Tente ficar bem. ’ Ciente de que não era exatamente o melhor dos conselhos, Abel voltou-se calmamente a perguntar que seguida a afirmação do mais jovem. Não fazia-se cego fronte os próprios atos e sabia estar transgredindo os princípios de diversas pessoas ao dar cabo de uma vida - ainda que enferma; Conquanto, sentia-se sereno ao fazê-lo, apoiando-se no argumento de que seus atos não só eram necessários, mas também por não considerar como humano os seres que encontravam o fim por meio de suas mãos firmes. ‘ I’m fine. ’ Não vendo razões em estender-se em uma resposta elaborada, Dashwood permitiu o cessar do assunto ao apresentar um repentino sorriso em resposta a questão agora solta; Era deveras divertido, dentro das circunstâncias, que o outro questionasse o carregar do arco em dias anteriores à epidemia, como se sua estranheza pudesse levá-lo a crer na possibilidade. ‘ I know I’m weird, but not enough to go around carrying a bow without the need of one. ’
Repentinamente dedicado a evitar o assunto colado e questão - e sendo esse também a razão pela qual o sorriso desapareceu de seus traços, o moreno externou um murmúrio quase frustrado, respondendo em óbvios modos evasivos logo em seguida. ‘ Dude, seriously, try to speak in english. I’m the stereotype of the american guy who only speaks one language so, if you wanna make this work… Make yourself understandable, alright? ’ Uma pequena pausa acompanhou o desviar de olhares por parte de Abel, antes de se permitir responder em modo a findar o tópico. ‘ And I wasn’t going to answer anyways. ’
Usando do repentino locomover atrelado ao arrastar alheio, Abel deixou para trás não só o corpo de sua mais recente vítima, mas também a imagem de Caim em seus finais estertores em meio as ruas da megalópole americana; Esforçava-se em manter o presente como foco primordial de seus pensamentos, sabendo que se caísse aos enlaces do passado não teria condições de sair com vida. ‘ Um lunático que, no final das contas, estava certo, não é mesmo? Afinal, garanto que ele tem mais provisões do que todos nós juntos pra enfrentar toda essa situação. E a casa dele pode ser pra lá, mas eu prefiro pegar outras vias, que chamem menos a atenção, então… O caminho vai ser um pouco mais longo. ’ Explicou, os dígitos ainda firmes no braço alheio - independente de sua tentativa em livrar-se do enlace estabelecido - durante tais instantes. ‘ E não se preocupe, você pode ficar do lado de fora caso eu suspeite que ele… Não está dentro dos conformes. ’
Sendo a educação uma das primeiras dispensas nas situações de maiores e notáveis adversidades - como a que agora enfrentavam -, Dashwood não evitou um pequeno traço surpreso ao cortar-lhe as expressões perante o estender da mão alheia. O hesitar fez-se por apenas alguns segundos, antes que viesse a apertar a semelhante com a própria de maneira igualmente cortês; Mesmo que o sutil curvar de lábios, em seguida, adotasse tons mais brincalhões. ‘ Saint it is. ’ Decretou, apenas pelo modo com que o mais jovem parecia não querer ter o primeiro nome assimilado consigo. ‘ Uma interessante escolha de nome. ’
Franzindo levemente o cenho no momento seguinte, tentou puxar alguma recordação voltada aos nomes proferidos; E encontrou apenas a breve frustração por não ver-se capaz de relembrar nada semelhante. Abel obtinha êxito em diversas situações, mas trazer em memórias frescas as pessoas de seu passado nunca fora sua especialidade. ‘ Sorry, I’ve never head of those people. But I do know a guy named Oliver Carter who-… Shit. ’ Tendo a última palavra em um murmúrio em tons urgentes, Abel praticamente estancou ao próprio lugar - os olhos agora fixos pouco adiante, onde um amontoado de talvez quinze criaturas adentrava as rua na qual seguia em companhia de Saint. Sendo os inimigos em número demasiado para que pudesse enfrentar sozinho, o mais alto optou pela solução mais óbvia que poderia ter; Se aproveitando pelos segundos que haviam impedido os enfermos de os notarem, puxou a figura de Jordan até um raso beco que fazia-se próximo - e, uma vez lá, empurrou-o ao canto mais escuro e não tardou em ocultar o corpo alheio com o próprio. Sabia que, caso ocupando grande área, fariam-se mais visíveis do que reduzidos à um único ponto por entre a tênue sombra.
A proximidade, então, fazia-se plena conforme Abel mantinha o corpo como um todo contra o menor que si; Era até mesmo capaz de sentir o modo como o coração alheio batia contra o próprio tronco - e conscientizava-se de que Jordan provavelmente notava a mesma coisa. Não havia, porém, tempo para pensar sobre a situação como um todo ao que o barulho arrastado do caminhar em conjunto fazia-se cada vez mais notado. ‘ Don’t say a word until I tell you it’s safe to do it, alright? ’ Murmurou, enfim, os lábios tão próximos da lateral do rosto de Saint que o não roçar sobre a tez alva fazia-se quase impossível. Dashwood esperava, apenas, que ambos pudessem passar desapercebidos pelo grupo de criaturas para só, então, reagirem de acordo com o desconforto que seria inegavelmente atrelado àquela situação.
Mesmo com hiper-foco sendo uma das características inerentes de seu âmago, Jordan Schreiber não conseguia manter uma linha de reflexão contínua, sendo seus pensamentos não só focados no atual cenário. Era quase impossível para o menor não se atentar aos detalhes que toda a situação, não deixando de lado qualquer ínfima particularidade que outrora, muito provavelmente iria ignorar. Naquela mesma rua, há uma década, seu tio Eddard havia o ensinado a andar de bicicleta e agora, sem grande cerimônia, havia um cadáver recém-morto prostrado no chão frio, onde o próprio jovem havia caído várias vezes antes de aprender, de fato, a conduzir o veículo de duas rodas. Era um evento trágico o que ele tinha acabado de presentar, porventura o mais traumático que havia testemunhado em toda sua vida e agora, depois do ocorrido, Saint só conseguia julgar-se por ter demorado tanto tempo para aprender a andar numa simples bicicleta.
A atenção, contudo, voltou para aquele com quem falava. O moreno não tinha lembranças devidamente estruturadas do Dashwood, uma vez que o contato dos dois ocorreu de forma breve e sucinta e num número deveras reduzido de vezes nas quais o mais novo preferia o silêncio. Todavia, ainda era capaz de lembrar-se de uma singular ocasião a qual se permitia relembrar ocasionalmente. Sua base familiar era deveras reduzida, tendo no o pai e o tio — a quem tentava visitar frequentemente — seus grandes e únicos laços consanguíneos com quem matinha contato assíduo, e desejo de agradar ao progenitor fazia-se ânfemero enquanto ainda infante e ainda presente nos dias atuais, algo que acabou por ser responsável por sua partida de Savannah, mesmo que a contragosto do menino, obrigado a sair de sua casa para evitar o florescimento de um sentimento sútil que começara a nutrir pelo outro.
Não detinha, no entanto, o controle necessário para acatar aos pedidos do pai. Harry Schreiber era um homem respeitado, um homem que seguia tradições e possuir um filho que nutria sentimentos por outro homem era algo inaceitável perante sua posição social, algo que — mesmo com todas as liberdades individuais — caso chegasse a conhecimento de seus inimigos, poderia ser responsável por sua ruína política e social. Jordan tentou. Dessa forma, assim que soube acerca da mais insignificante troca de olhares, optou por mandar o primogênito para o internato suíço de mais prestígio por ele conhecido. Jordan, porém, agora via-se defronte ao grande motivo de sua ida, todo o sentimento que outrora fora reprimido parecia manifestar-se até mesmo fisicamente enquanto o mais jovem tentava, mesmo que inconscientemente, comedir tais sensações e prender-se no momento pouco agradável.
Observando relutantemente agora a flecha que deu fim à vida de outrem, Jordan pode sentir seu estômago revirar-se, logo se sentindo nauseado ao ter o objeto tão próximo de si. Desviou o olhar rapidamente quando os primeiros sinais de tontura começaram a afetar seu corpo. “Certo. ’Tá, ‘tá. Entendi... She’s dead. For real. She is gone.” Agradeceu silenciosamente por nenhum outro golpe precisar ser desferido para a confirmação da morte, incerto de que seria capaz de aguentar ver tal cena. “God, I’m gonna be sick.” Já podia até mesmo sentir o gosto amargo da bile em seu palato, mas precisava se recompor, não iria ceder tão facilmente, mesmo que exposto a condições tão bárbaras as quais não era habituado. “O quê? Nein.” A negativa na língua germânica deu-se firme enquanto tentava reiterar o vontade de ficar longe do instrumento utilizado pelo maior. “I trust you. Just don’t... ”
Com o questionamento seguinte, Jordan limitou-se, primeiramente, a apenas respirar fundo, terminando sua pequena manifestação de fé antes de começar a responder o opositor, incerto se ele iria ou não entender os motivos que o levavam a preferir a breve prece em prol de alguém que nem mesmo conhecia e que seguramente teria o atacado sem grandes hesitações caso tivesse a chance. “She was a person before she was a monster. A woman with parents, a family... Maybe even a partner or children.” E, de fato, acreditava nisso, crente de que as palavras iram ajudar a alma da desconhecida enquanto vagava pelos caminhos da além-vida. “I'm sorry this happened to you.” Com aquilo dava fim ao momentâneo contato que tinha com o cadáver feminino, escolhendo por de vez não mais mirar ou se impressionar com aquilo. “It’s okay. We’re both triggered with all this crazy stuff, I guess.” Um gatilho deveras perigoso para alguém que não portava nenhuma arma consigo enquanto caminhava desacompanhado. “Entendo. Foi um dia estressante pra mim também. Nova York está um caos também, se quer saber. E outras várias cidades...” Findou a fala, não querendo se prolongar no assunto para assim evitar pensar sobre o pai.
Estar bem era algo relativo e, no momento, Jordan não estava cabendo em tal descrição de acordo com a maioria das opiniões, porém, permitiu-se enxergar um futuro próximo no qual as autoridades governamentais iriam resolver tudo e findar a epidemia, fazendo tudo voltar ao normal. Um pensamento ingênuo, entretanto, uma esperança na qual se motivar. “Seres humanos se adaptam a, bem, quase qualquer ambiente, então... Só leva tempo e precisa de vontade.” Vocábulos antes ditos por um professor o qual Jordan não conseguia lembrar o nome, mas que agora parecia bem mais meritório em virtude do que estava acontecendo. “Se me permite o comentário, você não me parece bem. O que é perfeitamente normal dadas as circunstâncias, mas... Nunca se sabe.” O olhar fez-se fincado no semblante do Dashwood, analisando friamente cada detalhe que conseguia captar enquanto procurava qualquer sinal de fragilidade. De certa forma, Jordan invejava a postura do outro, queria ser capaz de se manter seguro e resoluto quando posto em períodos de adversidade como aqueles.
O breve — porém aparentemente genuíno sorriso no rosto alheio deixava o semblante de Abel ainda mais agradável de observar, algo que fez o próprio Saint sorrir em resposta. "No judgements here, buddy.” Tinha que admitir que a arma agora portada pelo Dashwood fosse algo que poderia ser considerado incomum em tempos prévios de normalidade. “Tinha uma extracurricular de Arquearia aonde estudei, mas eu optei por Esgrima... clássica. Realmente espero que Tio Ned também tenha alguma espada em casa ou vai ficar meio complicado pra mim.” Apesar do tom jocoso, as palavras se faziam verdadeiras uma vez que aquele era um de seus únicos meios de defesa enquanto ameaçado pelas criaturas vagantes. “Eu conheci um cara que era o próprio Legolas. Ou Gavião Arqueiro. Depende de que filme você preferir. O importante é que ele era foda.” A fala exacerbada era um dos típicos sinais da ansiedade que se manifestavam quando o Schreiber tentava mascarar seu nervosismo.
Posto em frente a hostilidade alheia, mordeu a parte interior de seu palato, tentando pensar em algo para remediar as prévias palavras ditas no idioma pelo outros desconhecido. “I said I'm sorry. And told he may rest with God. Mas, se você não acredita, isso só serve como um consolo barato e cliché.” A realização da falta de tato se dava ainda mais presente em situações como aquela. Nunca fora bom em ofertar palavras de alento ou conforto. “Perder um parente. Isso deve ser desolador. Ainda mais um irmão gêmeo. Eu não saberia, não tenho irmãos, muito menos gêmeos. “E nunca perdi ninguém...” O discurso era continuo, mas o tom logo ficou melancólico graças a recente constatação de que poderia ter perdido o familiar a quem era tão apegado. “I hope so, at least.” E ainda falando do tio, não pode deixar de sentir-se orgulhoso do parente que tanto fora motivos de piada, principalmente de seu pai que, agora, devia se ver inteiramente arrependido. “Com certeza! My uncle Ned was crazy about these things. He always told me he had a bunker in case there was a nuclear war or something. It was insane.” Quando criança nunca teve a chance de conhecer o tal esconderijo que o mais velho dizia ter, mas sempre teve a vontade.
Contudo, a afirmação do Dashwood que, se necessário, ele daria fim a vida moribunda do consanguíneo caso fosse necessário. “I think I should do it... He is my uncle after all.” Deixou-se ser guiado no mesmo momento em que se encontrava amargurado com o misero pensamento e certo de que não seria capaz de executar Eddard, apenas torcendo para que nenhum dos precisasse cometer um assassinato no fim das contas. “And It’s Jordan.” Pediu, porém, não se encontrava incomodado com o uso do primeiro nome pelo mais velho, apenas fazendo algo que lhe era natural ao tentar corrigir. “Minha mãe era católica. É católica.” Limitou-se àquela breve explicação a respeito da alcunha não utilizado por si, evitando remeter a progenitora com quem teve a companhia negada por tantos anos.
A tentativa de Abel de tentar lembrar, ou ao menos reconhecer, os nomes citados conseguiu ser responsável por um singelo sorriso do menor, que nem mesmo se atentou com a menção de uma terceira alcunha que Saint não conseguia lembrar. “Oliver Carter? Oh, he still have a crush on Henry? ... ... What?” Conquanto toda e qualquer posição fora rispidamente transformada quando o Schreiber notou o sobressalto do Dashwood, fazendo Jordan virar o pescoço em prol de saber o que afligia o companheiro, perdendo subitamente o fôlego quando os olhos avistaram a horda de criaturas vagantes que se aproximava dos dois, paralisando-o de forma instantânea, deixando-se ser encaminhado sem qualquer protesto pelo semelhante, perdendo a visão de tudo ao seu redor até que a calma voltou gradativamente a reger suas atitudes. Agora, menos abalado, podia observar que se encontrava numa espécie de rua sem saída, um beco que serviria de perfeito esconderijo até que a horda se dispersasse ou sumisse. Entretanto, agora ciente do ínfimo espaço que separava seu corpo do de Dashwood, pode sentir a quietação se esvair entre cada respiração vacilante. As costas se encontravam pressionadas contra a parede, Jordan tentava se aproximar mais do muro, em razão de preservar seu espaço pessoal; Entretanto, tal tarefa se tornou impossível uma vez que a única forma de se afastar mais era adentrar no concreto, fazendo-o aceitar a proximidade até que não fosse mais necessária.
No momento, o corpo do americano servia apenas como obstáculo entre a parede e o tronco do maior, podendo até mesmo sentir as ligeiras batidas de seu coração que correspondiam quase com perfeição aos movimentos do próprio órgão. O ar faltava em seus pulmões e podia sentir uma nova crise de ansiedade se manifestando, algo que, em atuais circunstâncias, significaria uma morte lenta e dolorida para ambos. Procurando ignorar qualquer outro contato, Saint — aproveitando-se da diferença de alturas dos dois, repousou a testa no peito do semelhante. Com a ordem alheia, ele apenas meneou com a cabeça ainda encostada no corpo de Abel, mordendo com força o lábio interior para impedir qualquer palavra. As mãos estavam trêmulas e para tentar distrair-se enquanto preso, o herdeiro começou a mirar os botões da blusa do outro, a destra e a canhota logo se nos posicionaram mesmos, mexendo apressadamente neles, finalmente encontrando a distração necessária para manter-se calmo. A posição que se encontrava poderia facilmente ser julgada por aqueles não atentos ao contexto, porém, cada comportamento adotado era em prol não só de sua sobrevivência, mas também da do gêmeo Dashwood com quem estava.
Longos minutos se passaram até que o grunhido animalesco dos caminhantes deixou de ser alto o suficiente para serem escutados, dando a impressão de que as criaturas não estavam mais tão próximas. Conquanto, o judeu não se sentia seguro para deixar o abrigo improvisado, segurando o pulso maior para tentar evitar que ele ao menos ponderasse deixar o local até que um o cenário voltasse a ser seguro, realmente preocupado com o bem estar do semelhante. “Você não vai lá, vai? You can’t go there, Mister.” Um breve sussurro, um clamor abafado pelo medo que se fazia audível para o Dashwood, uma vez que, os lábios estavam extremamente próximos ao lóbulo auricular. “Você não pode ir agora. E se eles ainda estiverem lá? Se eles te virem?” Altruísmo era uma coisa nova para o mais jovem, que se via devidamente temeroso com a possibilidade de perder a inusitada companhia. “It’s not safe yet.” A destra ainda segurava com firmeza o pulso do outro, logo descendo para a manga afim de evitar uma outra invasão no espaço pessoal alheio. “You told me you were going to help me find my uncle and you can not do it if you're dead.” Os dizerem eram, de certa forma, uma maneira de mascarar sua preocupação com um interesse próprio. “Please.”
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SH POC Appreciation Week: Day 3 - Simon Appreciation