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@scxhajoon-blog
SMS — brian.
[22:15, SET9, rowoon] Seo Hajoon?
[22:15, SET9, rowoon] Bonito nome, Brian.
[22:15, SET9, rowoon] À propósito, sou o cara da noite passada.
[22:16, SET9, rowoon] Espero que não fale de mim pra ninguém.
[22:16, SET9, rowoon] Não que eu ligue pra essas coisas, errr…
[22:16, SET9, rowoon] Não era bem isso que eu vim dizer, enfim. Obrigado pela estadia ontem.
texting : rowoon
[10:31PM, brian] Olá, cara da noite passada. Primeiro, eu gostaria de saber o nome do filho da puta que te passou meu número. E, depois, te perguntar qual dos caras da noite passada você é. Não que eu ligue pra essas coisas, errr…
[22:37, SET9, rowoon] Oh. Direto.
[22:37, SET9, rowoon] Se não te faz diferença, pra mim também não. Melhor assim.
[22:37, SET9, rowoon] Tenha uma boa noite, senhor Seo Hajoon.
[22:37, SET9, rowoon] E meu nome é Rowoon. Um dos muitos Rowoons dessa cidade. Passar bem. ^_^
[7:45PM, SEP10, brian] É um prazer conhecê-lo, Rowoon. Ou, se me lembro bem, o prazer foi seu também. Eu sou direto porque a vida é curta e eu não tenho tempo a perder. E é por isso que não costumo trocar mais do que cinco palavras com os afortunados que levo pra cama. Mas a respeito da sua estadia: não há necessidade de agradecimentos; ela foi muito bem recompensada.
P.S.: Ainda não sei como conseguiu meu contato.
[06:37, SET11, rowoon] Você lembra mesmo ou só está contando com a sorte de que eu tenha gostado como todos os outros?
[06:38, SET11, rowoon] Já trocamos mais do que cinco palavras, eh.
[06:38, SET11, rowoon] Um amigo de confiança me deu seu número, não se preocupe. Não o importunarei. Tenha um bom dia, senhor Hajoon.
[7:57PM, SEP21, brian] Os dois, Rowoon. Não é questão de sorte, são apenas os fatos. Mas, já que quebrei a regra das cinco palavras, não vejo por que não quebrar outra. Quando você volta à Candy Candy? Já faz dez dias que não vejo seu rosto na plateia.
wild wilde
moon river bookstore ; @scxhajoon
Como de costume, sempre tirava um tempinho para passar na livraria Moon River para levar para casa mais algum livro, não era professor de literatura por outro motivo se não ter paixão por estes. Quanto mais lia, menos satisfeito ficava, todo o conhecimento que os leitura poderia trazer lhe deixava ansioso para ler mais e mais.
Havia pedido recomendação a uma de suas alunas mais interessada, e por confiar no bom gosto da menina deu uma chance a sua sugestão. Demorou um pouco a achar a sessão com livros de Wilde, e assim que a achou viu uma figura de um rapaz diante da estante, que coincidentemente tinha o mesmo exemplar que buscava nas suas mãos. Se aproximou lentamente, o rapaz parecia tão concentrado em sua leitura que não o quis assustar, mas foi inevitável ter que falar com ele, já que bloqueava o caminho. — Poderia me dar licença? — Pediu e um tom baixo, fazendo menção aos livros que se encontravam na parte de baixo, logo em frente a ele. — Gosta dos livros de Wilde? Eu mesmo nunca li nada além dos poemas. — Puxou um assunto assim que pegou o livro que buscava, examinando a capa e contra capa enquanto falava.
wild wilde
w. @scxwoo
“A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é capitularmos a ela. Resista e a alma adoecerá na saudade das coisas que proibiu a si mesma, no desejo por aquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso, ilegal. Tem-se dito que os grandes eventos do mundo ocorrem no cérebro. É no cérebro, apenas no cérebro, que ocorrem, também, os grandes pecados do mundo”.
O trabalho noturno fazia com que Hajoon tivesse muito tempo livre quando a maioria da vida urbana ainda era intensa. Os estabelecimentos ainda estavam abertos, as pessoas ainda transitavam pra lá e para cá e a biblioteca que ele frequentava com uma assiduidade invejável, não diferentemente, encontrava-se com as portas abertas sempre que ele não tinha nada mais a fazer. Afinal, apesar do pouco interesse que sempre demonstrou pelos assuntos abordados na escola, a literatura sempre o cativou e serviu de escape para um contexto familiar conturbado.
E por isso, lá estava ele à frente da sessão de Oscar Wilde com um exemplar d’O Retrato de Dorian Gray em mãos, cujo trecho falava sobre as tentações mundanas e como não resistir a elas. Aquele era, sem dúvidas, o romance favorito de Hajoon, o qual houvera lido numa fase de sua vida que o fez agregar diversas ideias de Wilde em seu próprio jeito de enxergar o mundo e as pessoas.
Por estar querendo relê-lo para saber qual tipo de efeito ele surtiria em si, o dançarino encontrava-se extremamente entretido nele; mesmo que só quisesse folheá-lo, acabou perdendo-se em meio a diálogos e não notou que alguém vinha em sua direção. Só não se assustou mais com a presença pelo tom terno para consigo, que o fez apenas se sobressaltar levemente e levantar os olhos em reflexo, saindo de seu caminho em seguida.
Deveria confessar a si mesmo que o sobressalto de Hajoon foi mais devido à aparência atraente do homem alto que interrompera sua leitura do que qualquer outra coisa. Isso o fez, de forma apressada, tirar os óculos arredondados de leitura do rosto e metê-los dentro do bolso. Naquele momento, não havia de se importar com a integridade da armação fina e barata que pudera comprar com o pouco dinheiro que recebia; tinha algo mais importante à sua frente na qual prestar atenção. Fechou o livro e o observou enquanto tinha o romance em mãos, outra cópia do que tinha em sua posse.
“Já eu não li nada dele além desse”, sacudiu a mão com o livro, para indicar que se referia a ele, antes de abrir um sorriso de canto. “Mas foi o suficiente para que eu tenha bastante interesse no resto da obra. O hyung poderia me recomendar alguns”.
Parado ao lado do desconhecido, abriu o livro em alguma página aleatória apenas para apreciar um pouco da escrita, em partes. Sua atenção também se mantinha, de canto de olho, na figura ao seu lado e a forma com que se movia. Era suave em seus movimentos e ainda mais em sua fala, o que lhe trouxe um certo tipo de curiosidade que não era tão familiarizado, esta que foi descartada o mais rápido que conseguiu de sua mente.
Minwoo elevou seu olhar para o rapaz, o encarando por alguns segundos e tentando o ler minimamente sua feição, mas não conseguia arrancar nada da face bonita que possuía. — Na verdade eu poderia sim. — Sorriu minimamente, não podia ignorar o seu lado professor, que se empolgava no mínimo interesse que lhe mostravam sobre qualquer coisa. — Apenas levaria um bom tempo para lhe falar de todas as boas obras. — Passou seu olhar sobre o resto dos livros na sessão, pegando dois deles, os que se recordava de ter sido obrigado a saber sobre nos tempos de estudante de literatura.
Não era uma coisa que acontecia com frequência, mas o conforto que o garoto lhe passava era incomum. — Para ser honesto eu estou com um tempo livre, não gostaria de ir até o café aqui ao lado para ser mais confortável de conversarmos? — Com a mão livre apontou para os livros que segurava na outra mão, reparando logo em seguida o quão estranha a sua fala havia soado. — Desculpe por isso tão de repente… — Disse logo em seguida. — Meu nome é Minwoo, prazer em conhece-lo.
Aquela era uma mania de Hajoon que ele mesmo não conseguia conter. E nem havia por que fazê-lo. Wilde o havia ensinado bem a como não resistir às suas tentações, portanto, a elas, rendia-se completamente sem pestanejar. Se aquilo era um defeito ou uma dádiva, o importante era que o homem de fala calma e jeito cativante acabava de se apresentar e se chamava Minwoo.
“Não se preocupe, não foi de repente. Não se deve perder tempo quando o interesse é mútuo, Minwoo hyung, ou então os momentos mais emocionantes simplesmente não acontecem”, respondeu o dançarino em meio a um sorriso tão satisfeito quanto a si mesmo, pela proposta de Minwoo, enquanto se afastava para o balcão aonde acertaria os trâmites para levar o livro emprestado consigo. “Você vem?”
SMS — brian.
[22:15, SET9, rowoon] Seo Hajoon?
[22:15, SET9, rowoon] Bonito nome, Brian.
[22:15, SET9, rowoon] À propósito, sou o cara da noite passada.
[22:16, SET9, rowoon] Espero que não fale de mim pra ninguém.
[22:16, SET9, rowoon] Não que eu ligue pra essas coisas, errr…
[22:16, SET9, rowoon] Não era bem isso que eu vim dizer, enfim. Obrigado pela estadia ontem.
texting : rowoon
[10:31PM, brian] Olá, cara da noite passada. Primeiro, eu gostaria de saber o nome do filho da puta que te passou meu número. E, depois, te perguntar qual dos caras da noite passada você é. Não que eu ligue pra essas coisas, errr…
[22:37, SET9, rowoon] Oh. Direto.
[22:37, SET9, rowoon] Se não te faz diferença, pra mim também não. Melhor assim.
[22:37, SET9, rowoon] Tenha uma boa noite, senhor Seo Hajoon.
[22:37, SET9, rowoon] E meu nome é Rowoon. Um dos muitos Rowoons dessa cidade. Passar bem. ^_^
[7:45PM, SEP10, brian] É um prazer conhecê-lo, Rowoon. Ou, se me lembro bem, o prazer foi seu também. Eu sou direto porque a vida é curta e eu não tenho tempo a perder. E é por isso que não costumo trocar mais do que cinco palavras com os afortunados que levo pra cama. Mas a respeito da sua estadia: não há necessidade de agradecimentos; ela foi muito bem recompensada.
P.S.: Ainda não sei como conseguiu meu contato.
SMS — brian.
[22:15, SET9, rowoon] Seo Hajoon?
[22:15, SET9, rowoon] Bonito nome, Brian.
[22:15, SET9, rowoon] À propósito, sou o cara da noite passada.
[22:16, SET9, rowoon] Espero que não fale de mim pra ninguém.
[22:16, SET9, rowoon] Não que eu ligue pra essas coisas, errr…
[22:16, SET9, rowoon] Não era bem isso que eu vim dizer, enfim. Obrigado pela estadia ontem.
texting : rowoon
[10:31PM, brian] Olá, cara da noite passada. Primeiro, eu gostaria de saber o nome do filho da puta que te passou meu número. E, depois, te perguntar qual dos caras da noite passada você é. Não que eu ligue pra essas coisas, errr...
I'll meet you there.
@scxhajoon, friday night at candy candy.
Rowoon já tinha cansado de bater o pé naquela noite de sexta-feira para sair de casa. Sequer a aposta que havia feito com Gabriel o fez dar o braço a torcer para sair com o mais velho, como haviam combinado, tudo por causa do maldito toque de recolher que a polícia havia inventado por causa da morte da tal freira. Como se centenas de pessoas não morressem em outras cidades e as pessoas não voltassem às suas vidas normais como se nada tivesse acontecido. Poucas coisas deixavam o estudante bravo, mas naquela noite ele amaldiçoou amargamente Samcheok. Parecia mesmo que um diabinho estava sussurrando em seu ombro esquerdo.
Bufou pela centésima vez enquanto arrumava a gola de sua camisa em frente ao espelho, encharcando os pulsos de um perfume que ele raramente usava porque lhe causava certa alergia. Há essa hora Gabriel já deveria estar na rua em direção a casa de seu novo melhor amigo, e o pensamento fez o Kwon revirar os olhos ao seu reflexo, desistindo do gel que havia colocado em seu cabelo e o deixando cair sobre os olhos mais uma vez. Ao sair, bateu a porta do apartamento por pura birra, enfiando o celular em um bolso e a chave em outra.
Tinha certeza que o ônibus que pegara era o último horário e ele teria que passar a noite na sarjeta, mas fora isso, entendia zero por cento da noite de um jovem. Ainda mais em Samcheok, ao qual metade rezava e a outra metade se drogava pelas vielas. Ao entrar com o pé direito na boate, mais uma vez a prova de que ele entendia bulhufas da vida fora da academia científica: ele estava engomadinho demais comparado aos frequentadores e até pensou em dar meia volta e vazar, mas seus pés já haviam o levado para dentro do local barulhento e cheio. E o choque cultural só havia começado. A quantidade de dançarinos semi-nus e com roupas de couro atrelados às músicas pop barulhentas indicavam claramente que aquela era alguma festa lgbt. Não é como se Rowoon fosse preconceituoso, só nunca havia tido relação alguma com essa comunidade.
Os olhos curiosos percorreram o local por inteiro, procurando algum local para o qual seus olhos pudessem se concentrar diante da luz colorida e que piscava intensamente. Deu graças mentalmente por não ser epilético ou já teria caído duro ali mesmo. Mesmo a música não o deixava se concentrar em um foco só; mas não por muito tempo. O rosto familiar se destacava na multidão, não só por estar iluminado em um palco e usando roupas encouraçadas, mas porque seu rosto e presença de palco também eram incrivelmente avassaladoras. Rowoon até sentira uma pequena gota de suor escorrer por sua nuca. “Pater Noster…”, blasfemou em latim enquanto perdia-se em olhares nada discretos para o dançarino há alguns metros de si.
new meat
w. @scxrowoon
Outro dia de trabalho se iniciava para Hajoon na Candy Candy — ou Brian, como costumava ser chamado na boate. Após algumas cervejas entre uma dança e outra, ele adentrou o palco como a atração principal de um açougue humano, já que era para isso que estava ali: ser bonito, ser gostoso, ser desejado — e por sua própria conta, levar alguém para cama.
Dançar, para Hajoon, sempre havia sido uma paixão que o permitira escapar de muitas situações ruins em sua vida, e agora que ela lhe era fonte de renda, fazia questão de colocar corpo e alma em cada movimento que fazia, por mais “vulgares” que eles o fossem. Afinal, Hajoon não acreditava no vulgar — a moralidade nunca foi interessante a ele, visto que só seguia seu modo de pensar de acordo com suas vontades.
E por falar em vontades... Não soube ao certo quando o viu. Os rostos pelos quais seus olhos passavam através das luzes frenéticas sempre pareciam borrões indecifráveis, porém um ou outro o chamava atenção de vez em quando. E naquela noite, a expressão babona do rapaz que nunca havia visto antes próximo ao seu palco fora a escolhida para passar a noite consigo. Não podia se segurar, Hajoon nunca conseguiu resistir a algum rostinho atraente e desconhecido.
Após seu show, saiu do palco e, como sempre, foi direto para o bar. A dose dupla de vodka pura desceu ardendo na garganta, porém foi o incremento às cervejas de anteriormente. Hajoon defendia que a humanidade funcionava melhor sob efeito do álcool e ele mesmo não fugia a essa regra. O olhar vagou pelo salão e conseguiu achar o garoto completamente deslocado no mesmo lugar de antes. Suas roupas bem arrumadinhas gritavam o quanto ele era inexperiente na noite e isso eriçou o dançarino ainda mais, fazendo-o se aproximar perigosamente de suas costas.
“Eu vi você me olhando”, ele falou tão perto da nuca do outro homem que mesmo que não seu tom não fosse muito alto, soube que ele pôde ouvi-lo a despeito da música alta. Não teve a mínima cerimônia em arrastar a boca por seu pescoço até se postar à frente dele, com os lábios chegando a roçar nos do desconhecido. “Quer tocar também?”
wild wilde
moon river bookstore ; @scxhajoon
Como de costume, sempre tirava um tempinho para passar na livraria Moon River para levar para casa mais algum livro, não era professor de literatura por outro motivo se não ter paixão por estes. Quanto mais lia, menos satisfeito ficava, todo o conhecimento que os leitura poderia trazer lhe deixava ansioso para ler mais e mais.
Havia pedido recomendação a uma de suas alunas mais interessada, e por confiar no bom gosto da menina deu uma chance a sua sugestão. Demorou um pouco a achar a sessão com livros de Wilde, e assim que a achou viu uma figura de um rapaz diante da estante, que coincidentemente tinha o mesmo exemplar que buscava nas suas mãos. Se aproximou lentamente, o rapaz parecia tão concentrado em sua leitura que não o quis assustar, mas foi inevitável ter que falar com ele, já que bloqueava o caminho. — Poderia me dar licença? — Pediu e um tom baixo, fazendo menção aos livros que se encontravam na parte de baixo, logo em frente a ele. — Gosta dos livros de Wilde? Eu mesmo nunca li nada além dos poemas. — Puxou um assunto assim que pegou o livro que buscava, examinando a capa e contra capa enquanto falava.
wild wilde
w. @scxwoo
“A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é capitularmos a ela. Resista e a alma adoecerá na saudade das coisas que proibiu a si mesma, no desejo por aquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso, ilegal. Tem-se dito que os grandes eventos do mundo ocorrem no cérebro. É no cérebro, apenas no cérebro, que ocorrem, também, os grandes pecados do mundo”.
O trabalho noturno fazia com que Hajoon tivesse muito tempo livre quando a maioria da vida urbana ainda era intensa. Os estabelecimentos ainda estavam abertos, as pessoas ainda transitavam pra lá e para cá e a biblioteca que ele frequentava com uma assiduidade invejável, não diferentemente, encontrava-se com as portas abertas sempre que ele não tinha nada mais a fazer. Afinal, apesar do pouco interesse que sempre demonstrou pelos assuntos abordados na escola, a literatura sempre o cativou e serviu de escape para um contexto familiar conturbado.
E por isso, lá estava ele à frente da sessão de Oscar Wilde com um exemplar d’O Retrato de Dorian Gray em mãos, cujo trecho falava sobre as tentações mundanas e como não resistir a elas. Aquele era, sem dúvidas, o romance favorito de Hajoon, o qual houvera lido numa fase de sua vida que o fez agregar diversas ideias de Wilde em seu próprio jeito de enxergar o mundo e as pessoas.
Por estar querendo relê-lo para saber qual tipo de efeito ele surtiria em si, o dançarino encontrava-se extremamente entretido nele; mesmo que só quisesse folheá-lo, acabou perdendo-se em meio a diálogos e não notou que alguém vinha em sua direção. Só não se assustou mais com a presença pelo tom terno para consigo, que o fez apenas se sobressaltar levemente e levantar os olhos em reflexo, saindo de seu caminho em seguida.
Deveria confessar a si mesmo que o sobressalto de Hajoon foi mais devido à aparência atraente do homem alto que interrompera sua leitura do que qualquer outra coisa. Isso o fez, de forma apressada, tirar os óculos arredondados de leitura do rosto e metê-los dentro do bolso. Naquele momento, não havia de se importar com a integridade da armação fina e barata que pudera comprar com o pouco dinheiro que recebia; tinha algo mais importante à sua frente na qual prestar atenção. Fechou o livro e o observou enquanto tinha o romance em mãos, outra cópia do que tinha em sua posse.
“Já eu não li nada dele além desse”, sacudiu a mão com o livro, para indicar que se referia a ele, antes de abrir um sorriso de canto. “Mas foi o suficiente para que eu tenha bastante interesse no resto da obra. O hyung poderia me recomendar alguns”.
brian & justin; guys my age [+18]