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w ; @scxsoojung
Mesmo que os seus dias fossem cheios de afazeres, o professor sempre arrumava um tempo livre para ajudar os alunos que o procuravam para algumas aulas extras após o horário. Pouco depois do último sinal os corredores iam se esvaziando, e por eles Minwoo carregado de pastas se dirigia até o local a biblioteca, lugar onde havia combinado de encontrar com Soojung.
Chegando um pouco antes do horário marcado, procurou por uma mesa para ajeitar suas coisas, tal como procurar os devidos livros que usaria em suas explicações. Estava animado para aquela aula, já que os alunos não vinham mostrando tanto interesse em sua matéria, e para um professor não havia nada mais gratificante que conseguir passar os seus ensinamentos paras os mais novos. Sentou-se de costas para a porta, concentrado em corrigir algumas redações enquanto esperava pela aluna.
thinking drinking
Sabia o quão desconfortável podia ser para alguém quando era observado, assim sendo ocasionou de ficar um tanto surpreso quando o estranho sustentou o conato visual consigo. Sem conseguir decifrar o olhar do rapaz, ficou um pouco curioso sobre o mesmo, virando a cabeça no segundo seguinte em que ele abaixou a cabeça; rindo sozinho em constrangimento.
Dois grandes goles da cerveja desceram por sua garganta, se questionando mentalmente se iria até o rapaz ou não. Tinha uma filosofia particular de que todo mundo sempre teria algo a acrescentar em sua vida, de fato nada acontecia por coincidência, e as circunstâncias o levaram a pensar “Por quê não?”. Se levantou e seguiu diretamente ao de cabelos claros, com um sorriso amigável no rosto.
Talvez o álcool já estivesse fazendo efeito, não saberia dizer já que nem mesmo pediu permissão e logo foi se sentando na cadeira livre, depositando sobre a mesa seu copo de cerveja. — Um rosto incomum… Você é novo por aqui, certo? — Não ligava para o quão invasivo estava soando, e o rosto apoiado sobre seu punho deixava visível o interesse no desconhecido.
Apenas se deu conta do contato que havia feito anteriormente e das consequências dele quando o rapaz sentou-se a sua frente, fazendo Shion engolir seco. Era um completo estranho e talvez um pouco embriagado e o rapaz podia dizer com propriedade que não era o maior fã do mundo dos embriagados.
Entretanto, naquela especifica noite, estava realmente curioso sobre o que o universo tinha pra si se tomasse riscos que não era do seu feitio fazer antes. Por isso, ajeitou-se no banco e deu ao homem a sua frente um dos seus melhores sorrisos. Um dos mais tímidos também. - Certo. Eu me mudei a pouco tempo, costumava morar em Tokyo, no Japão. E você? Mora aqui a quanto tempo? Você já reparou que essa cidade não tem cheiro? Quer dizer, todos os lugares tem um cheiro que os caracteriza, mas ainda não consegui descobrir o daqui. - Disparou enquanto voltava a mexer nas azeitonas.
Estava concentrado nas feições do rapaz, permanecendo estático assim que ele começara a falar, Minwoo já poderia afirmar que havia sido uma boa ideia se sentar na mesa do estranho, já que agora ele o intrigava ainda mais, já que claramente não era como os outro. Riu baixo, não esperava que ele falasse tanto e de coisas não convencionais como aquelas.
— Tokyo é? E qual o cheiro que Tokyo emana? — Perguntou curioso, já que não era sempre que tinha aquele tipo de conversa. — Eu acho Samcheok peculiar, todos aqui estão corroendo por dentro, mas por fora a casca é saudável. Vai ver por isso que não tem cheiro de nada, porquê não há nada verdadeiro por aqui. — Outro gole da cerveja escorreu por sua garganta enquanto seu olhar se fixava em algum outro ponto do bar, só então caindo em si que o que falara não havia sido legal. — Mas bem, você veio de longe, têm conseguido se adaptar bem? — Perguntou novamente, sorrindo para o rapaz que ainda não sabia o nome.
immoral
Minwoo sorriu de lado, um tanto convencido com a resposta positiva que tivera, e até mesmo pensou em fazer algum comentário provocativo, mas no segundo em que a desconhecida terminou de falar a porta já se fechava diante de si. O professor riu baixo, respirando fundo algumas vezes antes de sair do estabelecimento o mais rápido possível - o local ficava cada vez mais movimentado, não poderia arriscar ser reconhecido.
Foi rapidamente até o seu carro, voltando para a frente da boate, onde estacionou e esperou um tanto impaciente pela dançarina. Alternava seu olhar para o seu seu celular e para a janela do carro, e assim que avistou a silhueta bem desenhada da mulher, saiu do carro onde acenou para que ela o visse. O sorriso nos lábios tentavam passar alguma segurança, sorriso que aumentou consideravelmente quando a feição alheia foi ficando mais clara.
— Por que tenho a impressão de já ter visto você em algum lugar? — Questionou com um tom baixo, logo após de a cumprimentar com uma rápida reverência informal. Abriu a porta do carro para a senhorita, tinha de mostrar o máximo de cavalheirismo para a mesma, mesmo que parte de si abominasse a profissão que a mesma exercia. Quando de volta para dentro do carro, não se demorou em os tirar daquele lugar, dirigindo até um bar qualquer na área nobre da cidade.
bitter coffee
—Você pode me orientar o que quiser, mas eu vou sentar e tomar meu café em paz, já que ambos somos clientes pagantes. E se você está tão incomodado, eu sugiro que saia o senhor. Você pode até curtir o dia bonito lá fora! Sorriu, novamente, irônico. O tom de voz de Theodore continuava normal, se recusando a falar baixo. Com seu café em mãos, ele decidiu ignorar qualquer outra coisa que o homem mais velho pudesse lhe dizer. E se ele lhe enchesse o saco, o russo provavelmente o convidaria para uma conversa particular no lado de fora do estabelecimento. Nada lhe irritava mais do que preconceito. Naturalmente, ele sairia todo coberto, para evitar aquele tipo de comentário, mas não soube nem lembrar o por quê de não ter saído com suas roupas normais naquele dia. Bem, não importava. Aquele senhor estava incomodado, aquilo era fato. Mas era como seus pais sempre lhe disseram: os incomodados que se mudem. Antes de continuar andando para sua mesa, Theodore ainda resolveu destilar um ódio específico em russo, supondo que o outro não saberia entender. —Ну, ты можешь трахаться сам.
Quem o visse com o semblante tão calmo por fora, nem imaginaria que estava fervendo por dentro, como um rapaz daquela classe poderia ser tão arrogante e não se colocar no devido lugar, se perguntava enquanto o ouvia falar. Suspirou pesado uma última vez, pensando no seu próximo passo ao que o viu se afastar para uma mesa desocupada.
Olhava incrédulo, um tanto sem reação, contudo, ao o ouvir falar algo em russo, que claramente parecia um xingamento, foi a gota d’água para o professor. — Basta, rapaz. Terei de chamar o proprietário deste estabelecimento para lhe convidar a se retirar de uma vez por todas. — Seu tom havia saído mais alto, já nem se importava com as pessoas encarando os dois, desta vez queria fazer questão de chamar a atenção para tal ‘absurdo’. — Acha mesmo que pessoas como você podem atrapalhar a ordem de pessoas de bem? — Riu irônico, já dando as costas para ir atrás do responsável pelo café.
scxwoo.
St. Sarah era um colégio enorme, com uma grande quantidade de alunos, e por consequência, muitos deles não atingiam as notas requeridas. Gostava da determinação dos estagiários e aqueles que se disponibilizavam a dar reforço aos secundaristas com problemas, e de certa forma se sentia responsável por eles, e por tal motivo, quando viu a figura um tanto desanimada de Sungmin caminhando pelos corredores, não resistiu em terminar de arrumar suas coisas e ir desprendentemente ao seu encontro.
Lugares não convencionais estes jovens gostam de frequentar, pensou consigo mesmo ao estar no telhado de um dos prédios, logo sentindo o cheiro forte de cigarro sendo queimado, o seu cenho já tomando um ar mais enraivecido. Sem emitir um minimo som audível, se aproximou do rapaz, e com rapidez tomando o cigarro de seus dedos. - Ora essa, não tem vergonha de trazer estas porcarias para o colégio… E ainda mais a tragar aqui dentro correndo o risco de algum aluno ver você? Você deveria ao menos passar algum bom exemplo, Sungmin! - Dizia com um alto tom de autoridade ao que seu pé esquerdo amassava o tabaco contra o chão.
por sempre fazer aquele ritual ao final do dia, era óbvio que não iria tomar tanto cuidado assim, estava habituado demais ao ambiente e não esperava ver justamente Minwoo de completa surpresa ao seu lado - mas se o homem tinha o cenho franzido em seu rosto, Sungmin claramente também tinha. não tinha conhecimento se o outro conhecia aquele seu lado exausto, mas de tão cansado preferiu não fazer absolutamente nada: maldito ‘superiores’; deu de ombros e então enfiou suas mãos geladas fundo aos bolsos de sua calça. — deveria agradecer por ser apenas um cigarro, eu poderia muito fácil estar cheirando aqui, ‘sunbaenim’. — o seu tom não tinha qualquer respeito e para ser sincero, já esperava qualquer reação agressiva do outro: o que teria a perder? — o que você fará? hn? um mero professor de reforço sendo completamente desrespeitoso assim? pra onde irá sua moral? — então um sorriso adornou o rosto e um passo fora dado pra frente, em direção ao outro - sempre com seu queixo levantado.
Sua expressão ficava mais séria conforme o garoto lhe desafiava com suas palavras, Minwoo até mesmo achou engraçado a forma que o mesmo tinha tanta audácia. — Agradecer por você além de estar destruindo sua saúde, estar fazendo algo ilegal dentro do perímetro da escola? Faça meu favor, moleque. — O professor tentava manter o seu controle, não era incomum alguém vez ou outra testar a sua paciência agindo de tal forma. Um riso soprado saiu de seus lábios, a postura do rapaz a sua frente se tornava mais rígida e suas palavras mais carregadas de ironia. — Escute aqui, quando você tiver mais idade você pode até pensar em desafiar um dos seus superiores, criança. — O dedo indicador apontando para a face alheia complementava o sermão. — Mas eu irei relevar a sua falta de respeito e lhe darei só esse aviso: não é a escola que precisa de um professor de reforço com seus vicíos, e sim você que precisa da escola para dar aulas. Espero que não se esqueça disso.
thinking drinking
Sabia o quão desconfortável podia ser para alguém quando era observado, assim sendo ocasionou de ficar um tanto surpreso quando o estranho sustentou o conato visual consigo. Sem conseguir decifrar o olhar do rapaz, ficou um pouco curioso sobre o mesmo, virando a cabeça no segundo seguinte em que ele abaixou a cabeça; rindo sozinho em constrangimento.
Dois grandes goles da cerveja desceram por sua garganta, se questionando mentalmente se iria até o rapaz ou não. Tinha uma filosofia particular de que todo mundo sempre teria algo a acrescentar em sua vida, de fato nada acontecia por coincidência, e as circunstâncias o levaram a pensar “Por quê não?”. Se levantou e seguiu diretamente ao de cabelos claros, com um sorriso amigável no rosto.
Talvez o álcool já estivesse fazendo efeito, não saberia dizer já que nem mesmo pediu permissão e logo foi se sentando na cadeira livre, depositando sobre a mesa seu copo de cerveja. — Um rosto incomum... Você é novo por aqui, certo? — Não ligava para o quão invasivo estava soando, e o rosto apoiado sobre seu punho deixava visível o interesse no desconhecido.
bitter coffee
Minwoo estava incrédulo com a arrogância do tal sujeitinho, não teve dúvidas que estava diante de alguém que seus pais sempre lhe alertaram sobre. Ao seu ver, o temperamento forte era uma característica de quem fazia tais coisas com a própria pele, se obrigando a manter o tom baixo e a calma. — Escute rapaz, não cause escândalos por aqui. Um ambiente familiar não deveria ser palco para você desfilar com essas sujeiras na pele.
O riso saiu em um sopro, quase não imaginaria que um tatuado ia de fato lhe dar um problema daqueles, já que as pessoas ao redor já começavam a lançar olhares. — Eu oriento que você se retire o quanto antes, não vamos causar nem um tipo de confusão por aqui, ok?
immoral
Seu trabalho por aquela noite estava terminado e Chaehee estava plenamente satisfeita com a própria performance. Não parecia em nada com a mulher de anos antes que escondia seu corpo a todo custo, agora que finalmente tinha auto confiança até demais em determinadas ocasiões. Já havia retirado a máscara e vestia suas roupas quando ouviu alguém bater na porta, a forçando a colocar o acessório com pressa outra vez e cobrir o próprio corpo com o robe.
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Na esperança de poder ver mais do rosto da dançarina, se decepcionou um pouco com o fato de ela ainda usar a máscara; mantendo assim seu olhar o tempo todo fixado nos olhos da mesma. A sua voz, por mais baixa que estivesse soando, ainda assim chegava doce aos ouvidos de Minwoo, que sorriu em desdém a fala da mulher.
Era a primeira vez do professor convidando uma mulher daquelas para sair, mas ainda assim, não aceitaria qualquer rejeição. Cruzou seus braços, ainda com um sorriso nos lábios e proferiu com o seu tom mais calmo. — Bom, eu pago. — Disse claramente com segundas intenções. — Quanto você cobra? Eu cubro o dobro, e receio não aceitar um não como resposta, senhorita. — Se manteve com a postura séria, e quanto mais tempo passava com a dançarina, mais interesse tinha em saber dela.
a correria era diária e por mais que estivesse cansado, resistiu até seus últimos esforços antes de finalmente render-se ao descanso - ou melhor, ao seu vício: Sungmin encontrou abrigou no telhado de um daqueles edifícios cheios de salas de aula e ali, completamente sozinho, acendeu um cigarro e tragou lentamente, queria sentir-se queimar por dentro numa intenção de calmaria que nada combinava com seus atos. com o olhar para o céu, assistindo ao breve pôr-do-sol, não sentia qualquer sensação além da brisa tranquila sobre seu rosto - era uma paisagem tão bela, mas por qual motivo não preenchia seu peito? tsc. bufou e condenou-se pelos pensamentos tão sem nexo; desejava estar em casa e ao mesmo tempo não desejava absolutamente nada, apenas ter um pouco mais de paz enquanto direcionava o cigarro contra os lábios, apertando-os sem pressa. afinal, não fazia sentindo tê-la, certo? @scxwoo
St. Sarah era um colégio enorme, com uma grande quantidade de alunos, e por consequência, muitos deles não atingiam as notas requeridas. Gostava da determinação dos estagiários e aqueles que se disponibilizavam a dar reforço aos secundaristas com problemas, e de certa forma se sentia responsável por eles, e por tal motivo, quando viu a figura um tanto desanimada de Sungmin caminhando pelos corredores, não resistiu em terminar de arrumar suas coisas e ir desprendentemente ao seu encontro.
Lugares não convencionais estes jovens gostam de frequentar, pensou consigo mesmo ao estar no telhado de um dos prédios, logo sentindo o cheiro forte de cigarro sendo queimado, o seu cenho já tomando um ar mais enraivecido. Sem emitir um minimo som audível, se aproximou do rapaz, e com rapidez tomando o cigarro de seus dedos. - Ora essa, não tem vergonha de trazer estas porcarias para o colégio... E ainda mais a tragar aqui dentro correndo o risco de algum aluno ver você? Você deveria ao menos passar algum bom exemplo, Sungmin! - Dizia com um alto tom de autoridade ao que seu pé esquerdo amassava o tabaco contra o chão.
thinking drinking
night pub ; w @scxshion
O professor tinha um hábito do qual não se orgulhava nem um pouco: não podia passar um dia sem tomar algo alcoólico. O álcool passou a ser algo presente pouco depois da morte de seus pais, de alguma forma, a sensação de leveza que este o trazia, tinha algo reconfortante para si. No entanto nunca que seria um vicíado em tal coisa, tampouco admitira esta falha, e assim como todas as outras, ia a empurrando por debaixo dos tapetes.
Havia um bar que frequentava despretensiosamente, era o rumo certo em noites em que o tédio lhe consumia, e era pra lá que rumava de forma calma, almejando que tipo de figuras iria encontrar naquele lugar. Adentrou a porta do bar e passou a sua vista por todo o local, antes de se dirigir ao local de costume que ficava no balcão, pedindo a sua cerveja de sempre.
Não era difícil algo lhe chamar a atenção, ainda mais se este fosse um coreano de cabelos esbranquiçados e uma expressão tímida em seu rosto. Não se lembrava de já ter o visto, ainda assim sentia algo familiar vindo do mesmo, o observando de longe pensando se se aproximava ou não.
wild wilde
Levemente impressionado com as palavras do garoto, se deixou ficar o encarando por mais alguns segundos, enquanto processava a situação mentalmente. Iria mesmo se dar ao luxo de tomar um café com um completo estranho? A resposta era tão óbvia quanto o caminho que tomava em direção ao balcão, movimentando rapidamente a cabeça em um gesto de concordância ao rapaz.
Depois de pegar os seus livros e se retirarem da loja, o silêncio, que não era de longe algo desconfortável, se manteve presente pelo curto trajeto que faziam da livraria até o café que se encontrava no mesmo ambiente. Já fazendo disto um costume, seu olhar mantinha-se distante, mas sempre cuidando os movimentos alheios de canto do olho.
— Bem.. Você não me disse seu nome... — Sua fala era baixa, mas em tom suficiente para que fosse ouvido pelo desconhecido, enquanto se sentavam em uma das mesas disponíveis no estabelecimento.
immoral
night club ; @scxchaehee
Era difícil para Minwoo conviver com a culpa, no entanto vez ou outra se dava ao luxo de não pensar no quão errada e profanas eram as suas ações. Aquela era uma vez em que ele pensara muito antes de ignorar as suas morais.
Após passar toda a tarde tentando se ocupar ao máximo, a insaciável vontade de se aventurar no clube noturno ainda não tinha ido embora de sua cabeça. Já havia frequentado o local uma vez antes por curiosidade, e algo em si gostaria de voltar e saber mais do que o lugar tinha para oferecer.
Vestindo sua roupa mais discreta, saiu cedo em direção ao estabelecimento; acreditava ter menos pessoas nas primeiras horas da madruga, o que lhe era extremamente vantajoso. Estacionou seu carro estrategicamente longe da boate, e seguiu de cabeça baixa até o local e permaneceu assim até estar no bar. Mal podia se perdoar por ceder as suas vontades e estar num lugar como aqueles, se alguém o visse não só lhe traria uma péssima reputação como certamente perderia seu emprego em St. Sarah, mas já que estava lá, aproveitaria para tomar um copo de uísque escocês.
Sua intenção era apenas tomar a bebida e voltar para a casa, e já estava se virando para ir embora quando uma apresentação fora anunciada, logo em seguida saindo uma mulher mascarada detrás das cortinas. Talvez fosse a musica lenta, ou os olhos misteriosos da dançarina que lhe fizeram ficar. Hipnotizado pelos movimentos da dançarina, nem mesmo se importou de ela ser uma stripper, e estar dançando para homens que provavelmente tinham o dobro de sua idade, algo nela lhe despertou um interesse, e por tal motivo, esperaria até o final do show para ter um tempo com a mesma.
Apesar da vida nunca ter sido muito gentil com Chaehee, ela jamais pensou que se submeteria a aquele tipo de trabalho, mas a situação que se encontrava quando foi obrigada a ir para Samcheok a obrigou a aceitar qualquer tipo de ajuda. Não podia negar que aquilo lhe rendia muito dinheiro, e sequer precisava fazer algo além de dançar e tirar a roupa; era extremamente fácil, e após algum tempo, nem mesmo se incomodava mais. Sua consciência já estava limpa e convencida de que recorrera àquilo para se sustentar, mas no final acabara gostando.
Continuar lendo
Minwoo manteve seu olhar preso nos movimentos da dançarina, e por todo o decorrer da música, sentiu como se o tempo parasse brevemente. A figura que tirava tão lentamente os seus poucos trajes, parecia notar a sua presença ali, e quanto mais seus olhos se encontravam, mas tinha certeza de que gostaria de saber o que se escondia por de trás daquela máscara.
Poderia culpar a bebida, mesmo sabendo que no fundo era mentira, mas o seu interesse na mulher da noite e suas ações não iriam ter outra explicação. Se levantou do banco alto que estava sentado, e uma rápida olhada no estabelecimento o fez crer que não haveriam problemas ao tentar entrar no camarim atrás da moça misteriosa. Com passos rápidos, foi adentrando um a primeira entrada que dava para os fundos do palco, abaixando sua cabeça no primeiro sinal de pessoas se aproximando.
Estava disposto a achar a desconhecida sozinho, mas o lugar era maior e haviam mais pessoas do que havia imaginado, e não teve outra saída se não pedir informações para algumas pessoas, que agradeceu mentalmente não questionarem nada e apenas o olharem confusos com a sua presença por lá.
Fora indicado que a atração principal ficava em um camarim mais a frente, e foi para lá que rumou. Deu duas batidas impacientes na madeira, ainda sem pensar muito no que faria ou falaria, mas estava disposto a até desembolsar alguns wons por aquele tempo com ela. — Olá. Eu gostei muito do seu show, aceitaria tomar uma bebida comigo? — A sua falta de experiência naquele tipo de situação o deixava levemente travado, mas ainda procurava manter sua pose uma pose séria; mesmo que no fundo esperasse que a mulher notasse seu leve desconforto.
wild wilde
moon river bookstore ; @scxhajoon
Como de costume, sempre tirava um tempinho para passar na livraria Moon River para levar para casa mais algum livro, não era professor de literatura por outro motivo se não ter paixão por estes. Quanto mais lia, menos satisfeito ficava, todo o conhecimento que os leitura poderia trazer lhe deixava ansioso para ler mais e mais.
Havia pedido recomendação a uma de suas alunas mais interessada, e por confiar no bom gosto da menina deu uma chance a sua sugestão. Demorou um pouco a achar a sessão com livros de Wilde, e assim que a achou viu uma figura de um rapaz diante da estante, que coincidentemente tinha o mesmo exemplar que buscava nas suas mãos. Se aproximou lentamente, o rapaz parecia tão concentrado em sua leitura que não o quis assustar, mas foi inevitável ter que falar com ele, já que bloqueava o caminho. — Poderia me dar licença? — Pediu e um tom baixo, fazendo menção aos livros que se encontravam na parte de baixo, logo em frente a ele. — Gosta dos livros de Wilde? Eu mesmo nunca li nada além dos poemas. — Puxou um assunto assim que pegou o livro que buscava, examinando a capa e contra capa enquanto falava.
wild wilde
w. @scxwoo
“A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é capitularmos a ela. Resista e a alma adoecerá na saudade das coisas que proibiu a si mesma, no desejo por aquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso, ilegal. Tem-se dito que os grandes eventos do mundo ocorrem no cérebro. É no cérebro, apenas no cérebro, que ocorrem, também, os grandes pecados do mundo”.
O trabalho noturno fazia com que Hajoon tivesse muito tempo livre quando a maioria da vida urbana ainda era intensa. Os estabelecimentos ainda estavam abertos, as pessoas ainda transitavam pra lá e para cá e a biblioteca que ele frequentava com uma assiduidade invejável, não diferentemente, encontrava-se com as portas abertas sempre que ele não tinha nada mais a fazer. Afinal, apesar do pouco interesse que sempre demonstrou pelos assuntos abordados na escola, a literatura sempre o cativou e serviu de escape para um contexto familiar conturbado.
E por isso, lá estava ele à frente da sessão de Oscar Wilde com um exemplar d’O Retrato de Dorian Gray em mãos, cujo trecho falava sobre as tentações mundanas e como não resistir a elas. Aquele era, sem dúvidas, o romance favorito de Hajoon, o qual houvera lido numa fase de sua vida que o fez agregar diversas ideias de Wilde em seu próprio jeito de enxergar o mundo e as pessoas.
Por estar querendo relê-lo para saber qual tipo de efeito ele surtiria em si, o dançarino encontrava-se extremamente entretido nele; mesmo que só quisesse folheá-lo, acabou perdendo-se em meio a diálogos e não notou que alguém vinha em sua direção. Só não se assustou mais com a presença pelo tom terno para consigo, que o fez apenas se sobressaltar levemente e levantar os olhos em reflexo, saindo de seu caminho em seguida.
Deveria confessar a si mesmo que o sobressalto de Hajoon foi mais devido à aparência atraente do homem alto que interrompera sua leitura do que qualquer outra coisa. Isso o fez, de forma apressada, tirar os óculos arredondados de leitura do rosto e metê-los dentro do bolso. Naquele momento, não havia de se importar com a integridade da armação fina e barata que pudera comprar com o pouco dinheiro que recebia; tinha algo mais importante à sua frente na qual prestar atenção. Fechou o livro e o observou enquanto tinha o romance em mãos, outra cópia do que tinha em sua posse.
“Já eu não li nada dele além desse”, sacudiu a mão com o livro, para indicar que se referia a ele, antes de abrir um sorriso de canto. “Mas foi o suficiente para que eu tenha bastante interesse no resto da obra. O hyung poderia me recomendar alguns”.
Parado ao lado do desconhecido, abriu o livro em alguma página aleatória apenas para apreciar um pouco da escrita, em partes. Sua atenção também se mantinha, de canto de olho, na figura ao seu lado e a forma com que se movia. Era suave em seus movimentos e ainda mais em sua fala, o que lhe trouxe um certo tipo de curiosidade que não era tão familiarizado, esta que foi descartada o mais rápido que conseguiu de sua mente.
Minwoo elevou seu olhar para o rapaz, o encarando por alguns segundos e tentando o ler minimamente sua feição, mas não conseguia arrancar nada da face bonita que possuía. — Na verdade eu poderia sim. — Sorriu minimamente, não podia ignorar o seu lado professor, que se empolgava no mínimo interesse que lhe mostravam sobre qualquer coisa. — Apenas levaria um bom tempo para lhe falar de todas as boas obras. — Passou seu olhar sobre o resto dos livros na sessão, pegando dois deles, os que se recordava de ter sido obrigado a saber sobre nos tempos de estudante de literatura.
Não era uma coisa que acontecia com frequência, mas o conforto que o garoto lhe passava era incomum. — Para ser honesto eu estou com um tempo livre, não gostaria de ir até o café aqui ao lado para ser mais confortável de conversarmos? — Com a mão livre apontou para os livros que segurava na outra mão, reparando logo em seguida o quão estranha a sua fala havia soado. — Desculpe por isso tão de repente... — Disse logo em seguida. — Meu nome é Minwoo, prazer em conhece-lo.
bitter coffee
little apple coffee shop ; @scxtheodore
Sempre que tinha uma folga de seus horários pela semana, Minwoo gostava de passar na cafeteria e tomar um bom café para passar o tempo, e não podia ser diferente naquele dia. O Café Little Apple era aconchegante e sempre silencioso, e o que mais gostava além do que era servido, era o fato de ser bem frequentado.
Estava sentado em uma mesa perto das janelas, uma grande xícara ocupava a mesa ao lado de algumas de suas pastas, estas que continham os textos dos alunos que havia trazido para corrigir. Imerso em uma concentração que era de se admirar, ergueu os olhos por puro reflexo assim que a porta do local se abriu, e a pessoa que entrara havia tomado toda a sua atenção. Com um suspiro pesado largou suas coisas na mesa, não podia acreditar no que estava vendo. “Como uma pessoa dessas tem coragem de sair na rua...” Foi o que pensou. Para o professor, era inadmissível violar o próprio corpo, um santuário, com tatuagens e piercings, abominava a pratica e quem as tinha; e aquele rapaz tinha até demais.
Não hesitou em o encarar com o cenho franzido, claramente incomodado com a presença do desconhecido tatuado no lugar, e permaneceu o julgando até que este recebesse o seu pedido, se levantando logo em seguida para dirigir-se até o mesmo. Usando seu tom sério e baixo disse. — Agora que já recebeu o seu pedido, poderia fazer o favor de se retirar? Sua presença é um incômodo aqui.
immoral
night club ; @scxchaehee
Era difícil para Minwoo conviver com a culpa, no entanto vez ou outra se dava ao luxo de não pensar no quão errada e profanas eram as suas ações. Aquela era uma vez em que ele pensara muito antes de ignorar as suas morais.
Após passar toda a tarde tentando se ocupar ao máximo, a insaciável vontade de se aventurar no clube noturno ainda não tinha ido embora de sua cabeça. Já havia frequentado o local uma vez antes por curiosidade, e algo em si gostaria de voltar e saber mais do que o lugar tinha para oferecer.
Vestindo sua roupa mais discreta, saiu cedo em direção ao estabelecimento; acreditava ter menos pessoas nas primeiras horas da madruga, o que lhe era extremamente vantajoso. Estacionou seu carro estrategicamente longe da boate, e seguiu de cabeça baixa até o local e permaneceu assim até estar no bar. Mal podia se perdoar por ceder as suas vontades e estar num lugar como aqueles, se alguém o visse não só lhe traria uma péssima reputação como certamente perderia seu emprego em St. Sarah, mas já que estava lá, aproveitaria para tomar um copo de uísque escocês.
Sua intenção era apenas tomar a bebida e voltar para a casa, e já estava se virando para ir embora quando uma apresentação fora anunciada, logo em seguida saindo uma mulher mascarada detrás das cortinas. Talvez fosse a musica lenta, ou os olhos misteriosos da dançarina que lhe fizeram ficar. Hipnotizado pelos movimentos da dançarina, nem mesmo se importou de ela ser uma stripper, e estar dançando para homens que provavelmente tinham o dobro de sua idade, algo nela lhe despertou um interesse, e por tal motivo, esperaria até o final do show para ter um tempo com a mesma.
wild wilde
moon river bookstore ; @scxhajoon
Como de costume, sempre tirava um tempinho para passar na livraria Moon River para levar para casa mais algum livro, não era professor de literatura por outro motivo se não ter paixão por estes. Quanto mais lia, menos satisfeito ficava, todo o conhecimento que os leitura poderia trazer lhe deixava ansioso para ler mais e mais.
Havia pedido recomendação a uma de suas alunas mais interessada, e por confiar no bom gosto da menina deu uma chance a sua sugestão. Demorou um pouco a achar a sessão com livros de Wilde, e assim que a achou viu uma figura de um rapaz diante da estante, que coincidentemente tinha o mesmo exemplar que buscava nas suas mãos. Se aproximou lentamente, o rapaz parecia tão concentrado em sua leitura que não o quis assustar, mas foi inevitável ter que falar com ele, já que bloqueava o caminho. — Poderia me dar licença? — Pediu e um tom baixo, fazendo menção aos livros que se encontravam na parte de baixo, logo em frente a ele. — Gosta dos livros de Wilde? Eu mesmo nunca li nada além dos poemas. — Puxou um assunto assim que pegou o livro que buscava, examinando a capa e contra capa enquanto falava.