-- Sem Título, Intitulo --
É por te amar tanto que te deixo livre! Não vou atrás, não falo nem mesmo um “a”; Mais uma vez você me invadiu, sem autorização; Invadiu como tantas outras vezes, Porém mais forte!
Você sempre faz isso comigo... Basta meus pesamentos não serem somente seus que você toma providência; Enquanto pensava em outras apenas fisicamente, você nada fez... Quando cogitei ir além, lá estava você... Me controlando, limitando o espaço, tomando posse do que sempre foi teu. Eu te amo e não é novidade pra ninguém... nem mesmo pra você; Nunca fiz questão de esconder, sequer quando deveria! Não te basta meus namoros, posteriores ao nosso, nunca darem certo? Eles nunca dão certo porque você sempre está presente. É nítido que estou ali apenas de corpo... A alma, o coração, a mente... sempre longe, distante! Não há quem aguente saber que nunca terá nem um terço do meu amor Meu é o modo de dizer, ele é teu, por completo! As pessoas precisam serem amadas E quando se tocam disso elas me colocam entre a cruz e a espada, Me deixam em um beco sem saída... pra elas! E ai, la vou eu de novo partir mais um coração Porque o meu, irredutível, miserável, singular Só sabe amar você, só ama você, só acomoda você! É por te amar tanto que te deixo livre! Não vou atrás, nem mesmo o seu número eu tenho mais; Só tenho aqui pra escrever quando o peito não aguenta guardar, Quando tudo que me resta é um fio de esperança E o amor, pra te amar!










